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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Battle Beast - No More Hollywood Endings (2019)


Battle Beast - No More Hollywood Endings (2019)
(Nuclear Blast/Shinigami Records – Nacional)


01. Unbroken
02. No More Hollywood Endings
03. Eden
04. Unfairy Tales
05. Endless Summer
06. The Hero
07. Piece of Me
08. I Wish
09. Raise Your Fists
10. The Golden Horde
11. World on Fire
12. Bent and Broken (bônus track)
13. My Last Dream (bônus track)

Desde que surgiu para o mundo, como vencedor do Wacken Metal Battle Contest, em 2010, o Battle Beast começou sua escalada progressiva rumo ao topo, com 3 ótimos álbuns, Steel (11), Battle Beast (13) e Unholy Savior (15). Infelizmente, naquele que parecia o seu melhor momento, o guitarrista e principal compositor, Anton Kabanen, rompeu com a banda alegando divergências irremediáveis, e partiu para um novo projeto, o Beast in Black. As inseguranças e dúvidas geradas com sua partida e em como a banda lidaria com isso, começaram a ser dissipadas com o bom Bringer of Pain (17), seu trabalho mais acessível até então, dadas as doses maiores de influências Pop e Hard/AOR. O peso continuava lá, mas o caminho futuro estava mais que indicado.

Dessa forma, No More Hollywood Endings, seu 5º trabalho de estúdio, é um passo mais do que lógico e esperado, e não deve surpreender ninguém o fato de ser ainda mais acessível e comercial que seu antecessor. Mas calma, isso não quer dizer que a banda abandonou suas raízes metálicas, pois elas ainda se fazem muito presentes. A realidade é que o sexteto finlandês consegue unir de forma muito inteligente, peso e acessibilidade, além de claro, qualidade. É como se estivéssemos diante de um híbrido do Nightwish com o Sabaton e o The Night Flight Orchestra. Elementos sinfônicos são utilizados para dar um clima pomposo e épico, enquanto os teclados de Janne Björkroth dão aquele ar de Hard/AOR as canções. Ao mesmo tempo, o peso das guitarras de Juuso Soinio e Joona Björkroth – quando estas suplantam a força dos teclados –, e da parte rítmica de Eero Sipilä (baixo) e Pyry Vikki (bateria), nos fazem lembrar que estamos diante de um álbum de Heavy Metal. Noora Louhimo é um caso a parte, pois seus vocais são o diferencial do Battle Beast, o que os tira da vala das bandas comuns. Poderosa, variada e acima da média, ela é, me perdoem pelo trocadilho, o coração da besta de batalha finlandesa. 


A abertura, com “Unbroken”, deixa bem clara a proposta atual do Battle Beast. Os elementos sinfônicos dão pompa a canção, as guitarras transmitem energia, peso, enquanto os teclados nos jogam em uma espiral de Hard/AOR, tudo isso acompanhado de um refrão grudento. Se eu tivesse que definir o álbum em apenas uma música, essa seria minha escolha. A cativante “No More Hollywood Endings” se destaca principalmente pelos vocais, melodias marcantes e bom uso dos sintetizadores, enquanto “Eden” é outra que cativa pelas melodias, pela intensidade e pelo peso, já que é um desses momentos onde as guitarras suplantam os teclados. E o refrão, é desses para cantar juntos. Os anos 80 surgem com toda força nas duas canções seguintes, “Unfairy Tales”, com uma leve pegada mais pop, e principalmente com “Endless Summer”, uma daquelas baladas cafonas que as bandas de Glam do período faziam com perfeição. O diferencial é que os vocais de Noora salvam a música da breguice. “The Hero” é uma canção forte, com boas guitarras e teclados, enquanto a ótima “Piece of Me”, com seus vocais mais agressivos e ótimos riffs, me remeteram aos melhores momentos da carreira solo de Doro. “I Wish” é uma balda com certa pompa e melancolia, mas que não empolga muito; “Raise Your Fists” é um Heavy correto e com bons riffs, enquanto a bombástica “The Golden Horde” nos remete as raízes Power Metal da banda. Encerrando a versão normal do álbum, temos “World on Fire”, com sua boa energia e melodias cativantes. A versão nacional ainda conta com mais 2 faixas, que saíram na versão em digipack europeia, a açucarada “Bent and Broken”, e a forte “My Last Dream”.

A produção e mixagem foram realizadas por Janne Björkroth, enquanto a masterização ficou por conta de Svante Forsbäck (Amorphis, Candlemass, Entombed A.D., Sonata Arctica), que já havia trabalhado com a banda em seu debut, Steel. O resultado é muito bom, já que aliou uma clareza cristalina com peso, sem deixar aquele ar artificial. Já a capa e todo o layout do encarte, foi mais uma vez obra de Jan "Örkki" Yrlund (Delain, Impaled Nazarene, Korpiklaani, Manowar). Conseguindo equilibrar seu lado mais pesado com o mais acessível, o Battle Beast prova de uma vez por todas com No More Hollywood Endings, que consegue sim, caminhar muito bem sem a força criativa de Anton Kabanen. Mostrando muito daquela força e energia do passado – mesmo com uma sonoridade diferente dos primeiros álbuns –, um futuro muito promissor se descortina diante dos olhos do sexteto finlandês. Agora, é esperar o próximo passo e descobrir se conseguem manter o nível aqui apresentado.

NOTA: 84

Battle Beast é:
- Noora Louhimo (vocal);
- Juuso Soinio (guitarra);
- Joona Björkroth (guitarra);
- Eero Sipilä (baixo);
- Janne Björkroth (teclado);
- Pyry Vikki (bateria).

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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Magnum – Lost On The Road To Eternity (2018)


Magnum – Lost On The Road To Eternity (2018)
(SPV Steamhammer/Shinigami Records - Nacional)


CD 1
01. Peaches And Cream
02. Show Me Your Hands
03. Storm Baby
04. Welcome To The Cosmic Cabaret
05. Lost On The Road To Eternity
06. Without Love
07. Tell Me What You’ve Got to Say
08. Ya Wanna Be Someone
09. Forbidden Masquerade
10. Glory To Ashes
11. King Of The World

CD 2 (Live)
01. Sacred Blood – Divine Lies
02. Crazy Old Mothers
03. Your Dreams Won’t Die
04. Twelve Men Wise And Just

Desde seu surgimento, no ano de 1972, o Magnum construiu uma carreira sólida dentro do cenário do Hard Melódico/AOR. Seu debut, Kingdom of Madness (78), chegou a despertar a atenção de alguns, mas começaram mesmo a se destacar com seu 3º trabalho, Chase the Dragon (82), chegando ao auge (ao menos em popularidade) com os álbuns On a Storyteller’s Night (1985), Vigilante (1986) e Wings of Heaven (1988). Daí para frente, todos sabem o que ocorreu. O Grunge surgiu e modificou completamente o mercado, fazendo com que em 1995 os ingleses anunciassem seu fim, em um hiato que perdurou até 2001.

Mesmo nesse período, Bob Catley (vocal) e Tony Clarkin (guitarra), que são o coração do Magnum, não deixaram de trabalhar juntos, formando o Hard Rain ao lado do baixista Al Barrow, que acompanhou a dupla em 2001, quando resolveram reativar a banda. Desde então, foram aos poucos recolocando o grupo em posição de destaque, sendo que Lost On The Road To Eternity é seu 9º álbum desde o retorno, e 20º de toda a carreira. E aqui não tem muito mistério, já que o fã sabe exatamente o que vai encontrar em um álbum dos ingleses.

Bob Catley continua cantando uma enormidade, e consegue cativar qualquer um com seus vocais, enquanto seu parceiro de sempre, Tony Clarkin, mostra que merece mais reconhecimento, nos entregando riffs marcantes e melodias realmente grudentas. Al Barrow mostra porque é dono do posto de baixista há 17 anos e esbanja competência em seu instrumento. Apesar da estabilidade da formação desde o retorno, aqui temos 2 estreias. Na bateria. Harry James saiu, sendo substituído por Lee Morris, nome que os fãs de Paradise Lost conhecem bem. Já nos teclados, Mark Stanway, tecladista de longa data da banda, partiu, e em seu lugar agora temos Rick Benton, que já vinha tocando ao vivo com a banda desde 2016. Coube a ele a mais espinhosa das missões, e ele conseguiu se sair muito bem.


São 11 canções típicas do Magnum, com alguns altos e baixos, mas nada que comprometa de verdade o resultado final. “Peaches And Cream” é uma ótima faixa de abertura, animada, cativante e com ótimos vocais de Bob. “Show Me Your Hands” mantém o nível, soando agradável e se destacando pelo solo e pelos teclados. “Storm Baby” é uma típica balada do Magnum, bem melancólica, mas falta algo a mais para torná-la bombástica. “Welcome To The Cosmic Cabaret” é o momento mais épico de todo álbum, e aqui mesclam com competência o Rock Progressivo e o AOR, soando realmente grandioso. “Lost On The Road To Eternity” é um dos grandes momentos do álbum, e conta com a participação especial de Tobias Sammet, retribuindo assim as participações de Catley no Avantasia. A forma como os vocais se complementam é incrível. Daí para frente, o trabalho se torna um pouco inconstante. Se faixas como “Without Love” e “Ya Wanna Be Someone” se destacam pelas ótimas melodias e bons refrões, outras como “Tell Me What You’ve Got to Say”, “Forbidden Masquerade” e “Glory To Ashes”, se não chegam a ser propriamente ruins, tendo suas qualidades, nada acrescentam ao álbum. No encerramento, o nível volta a se elevar com outra faixa épica, “King Of The World”. Na versão nacional, temos um segundo Cd com 4 faixas ao vivo, o que torna esse material ainda mais interessante.

A produção ficou a cargo do guitarrista Tony Clarkin, com mixagem e masterização realizados por Sheena Sear (Avantasia, Marshall Law). O resultado foi muito bom, já que apesar de ter deixado tudo bem polido, não abriu mão da organicidade em momento algum. A capa é, mais uma vez, uma obra do mestre Rodney Matthews (Scorpions, Thin Lizzy, Nazareth, Eloy, Asia), sendo uma verdadeira obra de arte. Mesmo não sendo um álbum que possamos chamar de clássico, Lost On The Road To Eternity é um belo trabalho, já que tem tudo que um fã do Magnum espera. Se gosta de ótimas melodias e refrões grudentos, aqui está um álbum mais do que recomendado.

NOTA: 84

Magnum é:
- Bob Catley (vocal);
- Tony Clarkin (guitarra);
- Al Barrow (baixo);
- Lee Morris (bateria);
- Rick Benton (teclado).

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Melhores álbuns de Hard/Classic Rock de 2017

Melhores álbuns de Hard/Classic Rock de 2017


Sim prezados amigos, chegou a época das tão amadas e odiadas listas de "Melhores do Ano". E como sei que vocês adoram uma boa lista, teremos uma overdose delas aqui nos próximos dias. Isso porque além dos tradicionais Top 20 Nacional e Internacional, teremos aqui nos próximos dias listas segmentadas por estilos.

E como digo sempre, não esqueçam, listas refletem muito mais o gosto pessoal de quem a faz do que qualquer outra coisa. Se não encontrou os trabalhos que julgam sendo os melhores, lembrem-se, às vezes um trabalho não “bate” para um como “bate” para outro. Fora que nem sempre tenho tempo ou conhecimento para escutar tudo (são centenas e centenas de lançamentos todos os meses). Fora isso, divirtam-se!

01. The Night Flight Orchestra - Amber Galactic
(Nuclear Blast Records/Shinigami Records - Nacional)


02. Alice Cooper - Paranormal
(earMUSIC/Shinigami Records - Nacional)


03. Living Colour - Shade
(
Megaforce Records - Importado)


04. Horisont - About Time
(Century Media Records - Importado)


05. Warrant - Louder, Harder, Faster
(Frontiers Records - Importado)


06. Pink Cream 69 - Headstrong
(Frontiers Records - Importado)


07. Corona Kings - Death Rides a Crazy Horse
(Forever Vacation Records - Nacional)


08. Deep Purple - Infinite
(earMUSIC/Shinigami Records - Nacional)


09. Canábicos – Intenso
(Monstro Discos - Nacional)


10. Jess and the Ancient Ones - The Horse and Other Weird Tales
(Svart Records - Importado)


Quase chegaram

- Kadavar - Rough Times
(Nuclear Blast Records/Shinigami Records - Nacional)


- Mr.Big - Defying Gravity
(Frontiers Records - Importado)


- EZoo - Feeding The Beast
(earMUSIC/Shinigami Records - Nacional)


- Black Stone Cherry - Black To Blues
(Mascot Records - Importado)


- Europe - Walk the Earth
(Hell and Back Recordings/Hellion Records - Nacional)

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

The Night Flight Orchestra - Amber Galactic (2017)


The Night Flight Orchestra - Amber Galactic (2017)
(Shinigami Records/Nuclear Blast – Nacional)


01. Midnight Flyer
02. Star of Rio
03. Gemini
04. Sad State Of Affairs
05. Jennie
06. Domino
07. Josephine
08. Space Whisperer
09. Something Mysterious
10. Saturn in Velvet
11. Just Another Night

Quando fiquei sabendo que o 3º álbum de estúdio do The Night Flight Orchestra sairia em versão nacional, não vou negar que abri um sorriso de orelha a orelha. Para quem não conhece o sexteto sueco, uma das bandas mais legais da atualidade, se trata de um daqueles projetos que chamamos de supergrupo. Sua formação conta com Björn “Speed” Strid (vocal/Soilwork), David Anderson (guitarra/Soilwork), Sebastian Forslund (guitarra), Sharlee D’Angelo (baixo/Arch Enemy, Spiritual Beggars, ex-King Diamond), Jonas Kälsbäck (bateria/Mean Streak) e Richard Larsson (teclado/Gathering Of Kings). Em resumo, só músicos do mais alto gabarito.

Quem escutou os dois excelentes trabalhos anteriores, Internal Affairs (12) e Skyline Whispers (15), sabe muito bem o que irá encontrar em Amber Galactic, mas se você desconhece por completo a banda e foca apenas nos grupos de origem dos músicos, se prepare para uma grande surpresa, pois a aposta aqui é no Classic Rock setentista, com grandes nuances de Rock Melódico/AOR/Rock de Arena. Saca aquela sonoridade típica da transição dos anos 70 para os 80, que consagrou nomes como Journey, Kansas, Boston, Foreigner, Styx, Toto, Survivor ou Eagles? É exatamente isso que você irá encontrar por aqui. E prezado leitor, isso é bom demais, acredite.

No The Night Flight Orchestra,  Björn “Speed” Strid tem a oportunidade rara de mostrar todo o seu talento como vocalista, comprovando de uma vez por todas que é sim, o melhor cantor daquela geração do Death Melódico surgida nos anos 90. Se não acredita, basta escutar o que ele faz por aqui. A dupla de guitarristas formada por David Anderson e Sebastian Forslund mostra uma competência impar, forjando ótimos riffs, enquanto a parte rítmica, com Sharlee e Jonas, esbanja talento, técnica e muito groove (e convenhamos, não podia ser diferente). Por último, cabe também destacar o excelente trabalho do tecladista Richard Larsson, que não só encaixa muito bem suas partes nas músicas, como faz solos inspiradíssimos. 


Já na abertura, o sexteto deixa bem claro a que veio. “Midnight Flyer” é uma faixa forte, que mescla algo de Prog Rock com Deep Purple, com bons riffs, ótimos vocais e solos. “Star of Rio” tem uma pegada mais Rock, novamente com as guitarras se destacando e um refrão bem marcante, enquanto “Gemini” é divertida, com uma melodia que cativa o ouvinte desde o primeiro segundo e um refrão simplesmente grudento, que você já se pega cantando de primeira. Vale deixar claro que sim, existe uma veia certa veia Pop na música do TNFO, que dá à sua música uma acessibilidade muito legal. Já “Sad State Of Affairs” soa como se o Kiss se encontrasse com o Rolling Stones, com ótimos resultados, e a balada “Jennie” tem muito de Supertramp nela, com destaque para o trabalho dos teclados.

A segunda metade do álbum abre com a ótima “Domino”, carregada de elementos de AOR e que vai te remeter fortemente ao Toto. O refrão simples e pegajoso vai te pegar de cara. “Josephine” possui uma veia pop bem legal, que vai te remeter diretamente ao início dos anos 80, enquanto “Space Whisperer” tem uma pegada um pouco mais Rock, com belo trabalho tanto das guitarras quanto do teclado. “Something Mysterious” me fez pensar de cara em Survivor, com uma levada mais cadenciada e bastante melodia, e “Saturn in Velvet” tem grande influência de Prog Rock, sendo a faixa épica do trabalho. Encerrando, temos uma versão muito legal para “Just Another Night” (Mick Jagger), que coloca o astral lá em cima e te faz dar aquele mergulho de cabeça nos anos 80.

Gravado no Handsome Hard Studio e no Nordic Sound Lab, Amber Galactic teve produção da própria banda, com sua mixagem tendo sido feita por Sebastian Forslund. Já a masterização, realizada no The Panic Room, ficou nas mãos de Thomas “Plec” Johansson. O resultado final é ótimo, já que além de ficar tudo perfeitamente audível, conseguiu deixar bem no clima da época, mesmo soando como uma produção atual. Mantendo o altíssimo nível dos trabalhos anteriores, e provando que não precisa copiar Black Sabbath ou Led Zeppelin para fazer um som que remeta aos anos 70, o The Night Flight Orchestra não só lançou um dos melhores álbuns de 2017, como também um dos mais divertidos.

NOTA: 9,0

The Night Flight Orchestra é:
- Björn “Speed” Strid (vocal);
- David Anderson (guitarra);
- Sebastian Forslund (guitarra);
- Sharlee D’Angelo (baixo);
- Jonas Kälsbäck (bateria);
- Richard Larsson (teclado).

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

The Unity - The Unity (2017)


The Unity - The Unity (2017)
(Shinigami Records/SPV/Steamhammer - Nacional)


01. Rise And Fall
02. No More Lies
03. God Of Temptation
04. Firesign
05. Always Just You
06. Close To Crazy
07. The Wishing Well
08. Edens Fall
09. Redeemer
10. Super Distortion
11. Killer Instinct
12. Never Forget

O Love.Might.Kill foi uma banda de Melodic Heavy Metal alemã que durou de 2010 a 2015, tendo lançado 2 álbuns de estúdio, Brace for Impact (11) e 2 Big 2 Fail (12). Entre seus membros, contava com o baterista Michael Ehré, que, no mesmo ano do lançamento do segundo trabalho, assumiu as baquetas do Gamma Ray. Guarde bem essa informação, pois ela será de grande valia mais à frente. Pois bem, foi no gigante do Power Metal alemão que Ehré travou grande amizade com o guitarrista Henjo Richter, com quem resolveu formar o The Unity no ano de 2016, até porque, convenhamos, com Kai Hansen excursionando mundo afora com o Helloween, a agenda do Gamma Ray não será tão movimentada por algum tempo.

Mas bem, como uma banda não se faz apenas de um guitarrista e um baterista, fazia-se necessário encontrar outros músicos para dar sequência ao The Unity. Foi então que Ehré resolveu chamar seus ex-companheiros de Love.Might.Kill, exceto o guitarrista Christian Stöver (por motivos óbvios, mas que ainda assim ajudou na composição de duas músicas e com guitarras adicionais na gravação) para completar o time. E assim, com a chegada de Jan Manenti (vocal), Stefan Ellerhorst (guitarra), Jogi Sweers (baixo) e Sascha Onnen (teclado), partiram para a composição do seu autointitulado debut.

Quando você pensa em uma banda que conta com 2 membros do Gamma Ray, a primeira coisa que vem à sua cabeça é um típico álbum de Power Metal Melódico, com todos os elementos que sempre marcaram a escola alemã do estilo. É uma questão de lógica. Só que atentem bem para um detalhe muito importante: sim, são 2 membros do Gamma Ray, mas também estamos falando de 5 ex-membros do Love.Might.Kill (com um 6º como colaborador) e, sendo assim, aquela lógica inicial acaba subvertida, pois é justamente a sonoridade da ex-banda de Ehré que predomina por aqui. Claro, existem alguns momentos mais Power aqui e ali, mas os mais familiarizados com a proposta do L.M.K sabem exatamente o que encontrarão aqui: um Heavy Metal carregado de melodias e com um pé no Melodic Hard Rock/AOR.


Isso é ruim? De forma alguma, pois é justamente por fugir da obviedade inicial que o debut do The Unity acaba sendo tão legal. Os vocais de Jan Manenti se destacam não só pelo belo timbre e pela variedade, como também por conseguir transpor para as canções a emoção que as mesmas pedem. A dupla formada por Henjo e Stefan Ellerhorst realiza um belíssimo trabalho nas guitarras, com bons riffs e ótimos solos, sempre carregados de muita melodia e sim, de certo acento pop aqui e ali. A parte rítmica, com Jogi Sweers e Ehré faz bem seu trabalho, entrosada e muito coesa, enquanto o tecladista Sascha Onnen encaixa muito bem seu instrumento nas canções, chegando até mesmo a comandar algumas delas.

São 12 canções que primam principalmente pelas boas melodias. Existem alguns altos e baixos aqui e ali, mas nada que realmente comprometa o resultado como um todo. Entre os destaques, poderia citar a sequência de abertura, com “Rise And Fall”, com uma tendência ao Power, boas melodias, bastante energia e refrão grudento, “No More Lies”, que mescla Dio da fase Dream Evil com Hard/AOR, sendo outra cujo refrão vai ficar na sua cabeça por dias, a ótima “God Of Temptation”, épica, pesada e que vai te remeter aos melhores momentos do Black Sabbath na fase Tony Martin (poderia estar sem força alguma no Headless Cross) e a mais que bombástica “Firesign”, faixa forte e cativante. É obrigatório também citar a excelente “Killer Instinct”, canção bem equilibrada, com uma pegada um pouco mais cadenciada e um riff daqueles marcantes.

A produção foi realizada pela própria banda, com mixagem e masterização realizadas por Miquel A. Riutort, no Psychosomatic Recording Studio. O resultado final foi muito bom, com tudo claro, limpo e audível, mas sem perder o peso. Já a capa é trabalho de Alexander Mertsch (Deep Purple, Savatage, Stratovarius, Gamma Ray), tendo ficado bem legal. Então se curte um híbrido entre Metal melódico, Hard e AOR, com melodias e refrões grudentos, o álbum de estreia do The Unity é mais do que indicado para você! Acima de tudo, um trabalho que rende bons minutos de diversão!

NOTA: 8,0

The Unity é:
- Jan Manenti (vocal);
- Henjo Richter;
- Stefan Ellerhorst (guitarra);
- Jogi Sweers (baixo);
- Michael Ehré (bateria);
- Sascha Onnen (teclado).

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Marenna – My Unconditional Faith (2015) (EP)




Marenna – My Unconditional Faith (2015) (EP)
(Independente – Nacional)

01. You Need To Believe
02. Like An Angel
03. Keep On Dreaming
04. You Need To Believe (Acoustic Version)

Estilos como Hard Rock e AOR nunca estiveram entre os meus gêneros preferidos, por mais que eu escute alguns nomes que se enveredem pelos mesmos. Sendo assim, confesso que nesse ponto o ano de 2015 tem sido surpreendente para mim, principalmente a nível nacional, já que nomes como Fúria Louca E Purpura Ink lançaram belíssimos trabalhos. A esse grupo podemos incluir agora o Marenna, que vem de Caxias do Sul/RS.

My Unconditional Fate é o trabalho de lança Rodrigo Marenna (Lacross Rock) em carreira solo. Aqui você, prezado ouvinte, irá se deparar com um Hard/AOR de primeiríssima linha, feito por quem nitidamente conhece do riscado. Mostrando muito bom gosto, energia, bons riffs, melodia de sobra e refrães que grudam mais que chiclete no cabelo, as músicas aqui presentes irão agradar em cheio a fãs de nomes como Journey, Foreigner, Survivor, Talisman e afins. Mas sem dúvida alguma, o maior destaque desse EP é a belíssima voz de Rodrigo. Como canta esse rapaz! Isso faz todo o diferencial no resultado final.

Aqui são apenas 4 músicas, “You Need To Believe”, um AOR grudento dos bons, “Like An Angel”, a mais melódica e AOR de todas e “Keep On Dreaming”, uma Hardão daqueles bem pegajosos e que com certeza é a melhor e mais pesadas das três. A quarta música presente é uma belíssima versão acústica para a faixa que abre o EP e que sinceramente, cairia no gosto popular facilmente se tivesse a devida divulgação dos grandes meios de comunicação.

A produção, mixagem e masterização do trabalho foram feitas por Jonas Godoy, que também tocou guitarra, baixo e teclado (aliás, muito bem encaixados e sem exageros). Já os vocais receberam produção de Arthur Appel. Participaram ainda os bateristas Guilherme Mello e Matt Thofekrn (em Like An Angel) e os guitarristas Sasha Z (You Need To Believe), Geraldo Alta (Like An Angel) e César Branco (Keep On Dreaming).

My Unconditional Fate é fácil fácil, um dos melhores EP’s que escutei em 2015 e se a ideia de Rodrigo era nos deixar com aquele gosto de quero mais, pode ter certeza que conseguiu. Esse trabalho está sendo distribuído na Europa e Japão pelo selo dinamarquês Lions Pride Music e não irei me surpreender se em breve o Marenna começar a fazer algum barulho lá fora. E que agora venha o primeiro álbum completo!

NOTA: 9,0