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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Beast in Black - From Hell With Love (2019)


Beast in Black - From Hell With Love (2019)
(Nuclear Blast/Shinigami Records)


01. Cry Out For A Hero
02. From Hell With Love
03. Sweet True Lies
04. Repentless
05. Die By The Blade
06. Oceandeep
08. True Believer
09. This Is War
10. Heart Of Steel
11. No Surrender
12. Killed By Death (Motörhead cover) (bonus)
13. No Easy Way Out (Robert Tepper cover) (bonus)

Formado após a saída de Anton Kabanen do Battle Beast, devido as famosas diferenças pessoais e criativas, o Beast in Black é visto por muitos como uma continuação do trabalho do guitarrista em sua ex-banda. Convenhamos, é algo meio difícil de se negar quando se escuta o debut, Berserker, lançado em 2017, já que ele possui uma abordagem que aproxima demais às duas bandas. Com a boa receptividade do trabalho de estreia, criou-se uma expectativa óbvia pelo que viria a seguir, afinal, o desafio do segundo álbum já derrubou muitos nomes promissores e valorosos por aí. Pois bem! Esse não foi o caso aqui.

Para From Hell With Love, Kabanen e cia não inventarem e apresentam o que sabem fazer de melhor. O ouvinte vai se deparar com aquela mistura equilibrada de Heavy/Power, Hard/AOR e Euro/Synth-pop, aquela estética kitsch dos anos 80, brega, mas extremamente divertida, que rende canções com riffs pesados, bons solos, sintetizadores aos montes, melodias e refrões irritantemente grudentos. Antes de seguir, preciso destacar dois nomes aqui. Yannis Papadopoulos está simplesmente monstruoso. O vocalista grego é o grande diferencial da banda, e só falta fazer chover. Já Kabanen transborda criatividade não só na guitarra, como também nos teclados e nas orquestrações que surgem de forma pontual e inteligente. Por mais que Kasperi Heikkinen (guitarra), Máté Molnár (baixo) e o estreante Atte Palokangas (bateria) sejam ótimos músicos, esses dois são os grandes responsáveis pelo resultado de From Hell With Love.


Exceto pela serena e melancólica balada “Oceandeep”, que remete um pouco a algumas coisas feitas pelo Nightwish, podemos separar as canções aqui presentes em 3 categorias. Primeiro, temos aquelas híbridas, que mesclam muito bem Metal e AOR. São o caso de “Cry Out For A Hero”, com seu refrão grudento e boas melodias; “From Hell With Love”, com aqueles sintetizadores típicos dos anos 80 e bom apelo Pop; “Sweet True Lies”, outra com pegada bem AOR e um refrão que pasmem, poderia ter sido composto por uma Boy band dos anos 90; “Unlimited Sin”, com guitarras pesadas e algo meio Survivor, e “Heart Of Steel”, onde o Sabaton se encontra com algum grupo de Synth-pop. Também temos aquelas canções que poderiam estar em qualquer um daqueles grandes sucessos do cinema dos anos 80, e que assistíamos na Sessão da Tarde. São o caso de “Die By The Blade”, com bons teclados e vocais, e “True Believer”, carregada de elementos Synth-pop e com um bom refrão. Por último, aqueles momentos onde o lado Power Metal fala mais alto. Aqui se encaixam “Repentless”, com seus bons riffs e que poderia estar em qualquer álbum do Sabaton;  “This Is War”, e “No Surrender”, que ainda sim não abre mão do apelo Pop no refrão. De bônus, uma versão corretíssima e muito boa para “Killed By Death”, do  Motörhead, e “No Easy Way Out”, de Robert Tepper, canção Pop que fez parte da trilha sonora de Rocky IV e que aqui ganhou uma dose de peso.

Assim como no debut, produção e mixagem ficaram por conta de Kabanen, e a masterização foi feita por Emil Pohjalainen, guitarrista do Amberian Dawn. O resultado está dentro dos padrões de qualidade atuais, com tudo claro, limpo, mas ainda sim pesado. Já a belíssima capa foi obra de Roman Ismailov. Não vou entrar aqui naquela rivalidade infantil de qual banda é melhor, se o Battle Beast ou o Beast in Black, já que ambas lançaram material de qualidade nos últimos anos, e essa é uma opinião muito pessoal, que vai variar de pessoa para pessoa. O que posso garantir é que  From Hell With Love é um daqueles álbuns saídos diretamente dos anos 80, para o bem e para o mal, e que é diversão garantida para aqueles que apreciam musica pesada de qualidade. Sem qualquer dúvida, um dos álbuns mais “grudentos” de 2019.

NOTA: 86

Beast in Black é:
- Yannis Papadopoulos (vocal);
- Anton Kabanen (guitarra/teclado);
- Kasperi Heikkinen (guitarra);
- Máté Molnár (baixo);
- Atte Palokangas (bateria).

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terça-feira, 16 de abril de 2019

Fred Mika - Withdrawal Symptons (2018)


Fred Mika - Withdrawal Symptons (2018)
(Musik Records - Nacional)


01. The Coming Of Symptoms
02. Wired In (feat. Carl Dixon)
03. Artwork Nightmare (feat. Michael Vöss)
04. Sly Side Effect (feat. Haig Berberian)
05. Silence In Heaven (feat. André Adonis)
06. Saints Spirits & Slaves Sinners (feat. Rod Marenna)
07. First Day Without You (feat. Daniel Vargas & Tito Falaschi)
08. Sharppia
09. Dawning Of Aquarius (feat. Steph Honde)
10. Second Skin Arena (feat. Mario Pastore)
11. Miss Misery (feat. André Adonis)

Para quem desconhece, Fred Mika é líder e baterista da banda goiana de Hard Rock Sunroad, e  Withdrawal Symptons é seu primeiro trabalho solo. Na maioria das vezes, quando um músico opta por algo nessa linha, a ideia é se descolar de sua banda principal, mas Fred optou por não se afastar demais do terreno que conhece muito bem. Dessa forma, o ouvinte vai se deparar com uma boa mescla de Hard, Classic Rock, AOR, Glam e Melodic Rock, que certamente tem tudo para agradar aos que apreciam os citados estilos.

Para essa empreitada, a opção foi se cercar não só de músicos mais próximos, como também de nomes de inegável talento. O vocalista do Sunroad, André Adonis, assumiu toda a parte instrumental, cuidando das guitarras, baixo e teclado, além de cantar em duas canções. O hoje ex-guitarrista da banda goiana, Netto Mello, cuidou da produção. Além disso, para os vocais, se cercou de músicos convidados que só ajudaram a enriquecer o resultado: Carl Dixon (April Wine, Guess Who), Michael Vöss (Mad Max, Casanova, M.S.G., Phantom V), Haig Berberian (Dogman), Daniel Vargas (Adellaide), Tito Falaschi (ex-Symbols), Rod Marenna (Marenna), Steph Honde (Hollywood Monsters) e Mario Pastore (Pastore).

Com um time desses, não precisa dizer que os vocais são um dos pontos de destaque do álbum. Na parte instrumental, Adonis faz um bom trabalho, se mostrando não só um guitarrista muito talentoso, dado não só os bons riffs, bem melodiosos, como os solos com clara influência de Blues que ele nos entrega, mas também se saindo bem no baixo e, principalmente, nos teclados. Ele consegue os encaixar com exatidão nas canções, sem exageros e sem que ele se sobreponha as guitarras, além de criar ótimas atmosferas. Na bateria, como não poderia deixar de ser, Fred mostra o seu já reconhecido talento.


Descontando a introdução, temos 10 canções que apresentam boas melodias, algum peso e que possuem a dose necessária, e esperada, de acessibilidade. O único porém para mim se dá na questão dos refrões, já que a maioria não causa aquele impacto esperado e necessário. Após uma breve introdução, “Wired In” surge  mesclando bem elementos de Classic Rock e AOR; “Artwork Nightmare”, tem aquela pegada bem Whistesnake, equilibrando peso e acessibilidade; “Sly Side Effect” remete o ouvinte ao Deep Purple setentista; “Silence In Heaven” é um Hard mais cadenciado, enquanto “Saints Spirits & Slaves Sinners” é um AOR oitentista da melhor qualidade. A segunda metade do álbum abre com a versão acústica de “First Day Without You”, canção do Sunroad, sendo seguida pela instrumental “Sharppia”. Encerrando, a sequência composta pelas pesadas “Dawning Of Aquarius” e “Second Skin Arena”, ambas com um pé no Metal Tradicional, e uma versão para “Miss Misery”, do Nazareth.

A produção ficou a cargo de Fred e do já citado Netto Mello, com a coprodução de Adonis. O resultado é positivo, já que tudo está audível, mas podem me chamar de chato, achei um pouco crua além da conta para o estilo proposto. Penso que algo um pouco mais limpo deixaria tudo um pouco mais bombástico. A parte gráfica é bem-feita, mas a parte referente aos créditos peca pela escolha e tamanho das letras, já que ficou confuso e quase impossível de ler. Posto tudo isso, não tenho nenhuma dúvida quanto ao fato de que Withdrawal Symptons cairá em cheio no gosto daqueles que apreciam um bom Hard Rock/AOR, pois, é feito na medida para fãs do estilo.

NOTA: 79

Fred Mika (gravação):
- Frad Mika (bateria);
- André Adonis (vocal/guitarra/baixo/teclado)

Convidados:
- Carl Dixon;
- Michael Vöss;
- Haig Berberian;
- Daniel Vargas;
- Tito Falaschi;
- Rod Marenna;
- Steph Honde;
- Mario Pastore.


segunda-feira, 16 de abril de 2018

Magnum – Lost On The Road To Eternity (2018)


Magnum – Lost On The Road To Eternity (2018)
(SPV Steamhammer/Shinigami Records - Nacional)


CD 1
01. Peaches And Cream
02. Show Me Your Hands
03. Storm Baby
04. Welcome To The Cosmic Cabaret
05. Lost On The Road To Eternity
06. Without Love
07. Tell Me What You’ve Got to Say
08. Ya Wanna Be Someone
09. Forbidden Masquerade
10. Glory To Ashes
11. King Of The World

CD 2 (Live)
01. Sacred Blood – Divine Lies
02. Crazy Old Mothers
03. Your Dreams Won’t Die
04. Twelve Men Wise And Just

Desde seu surgimento, no ano de 1972, o Magnum construiu uma carreira sólida dentro do cenário do Hard Melódico/AOR. Seu debut, Kingdom of Madness (78), chegou a despertar a atenção de alguns, mas começaram mesmo a se destacar com seu 3º trabalho, Chase the Dragon (82), chegando ao auge (ao menos em popularidade) com os álbuns On a Storyteller’s Night (1985), Vigilante (1986) e Wings of Heaven (1988). Daí para frente, todos sabem o que ocorreu. O Grunge surgiu e modificou completamente o mercado, fazendo com que em 1995 os ingleses anunciassem seu fim, em um hiato que perdurou até 2001.

Mesmo nesse período, Bob Catley (vocal) e Tony Clarkin (guitarra), que são o coração do Magnum, não deixaram de trabalhar juntos, formando o Hard Rain ao lado do baixista Al Barrow, que acompanhou a dupla em 2001, quando resolveram reativar a banda. Desde então, foram aos poucos recolocando o grupo em posição de destaque, sendo que Lost On The Road To Eternity é seu 9º álbum desde o retorno, e 20º de toda a carreira. E aqui não tem muito mistério, já que o fã sabe exatamente o que vai encontrar em um álbum dos ingleses.

Bob Catley continua cantando uma enormidade, e consegue cativar qualquer um com seus vocais, enquanto seu parceiro de sempre, Tony Clarkin, mostra que merece mais reconhecimento, nos entregando riffs marcantes e melodias realmente grudentas. Al Barrow mostra porque é dono do posto de baixista há 17 anos e esbanja competência em seu instrumento. Apesar da estabilidade da formação desde o retorno, aqui temos 2 estreias. Na bateria. Harry James saiu, sendo substituído por Lee Morris, nome que os fãs de Paradise Lost conhecem bem. Já nos teclados, Mark Stanway, tecladista de longa data da banda, partiu, e em seu lugar agora temos Rick Benton, que já vinha tocando ao vivo com a banda desde 2016. Coube a ele a mais espinhosa das missões, e ele conseguiu se sair muito bem.


São 11 canções típicas do Magnum, com alguns altos e baixos, mas nada que comprometa de verdade o resultado final. “Peaches And Cream” é uma ótima faixa de abertura, animada, cativante e com ótimos vocais de Bob. “Show Me Your Hands” mantém o nível, soando agradável e se destacando pelo solo e pelos teclados. “Storm Baby” é uma típica balada do Magnum, bem melancólica, mas falta algo a mais para torná-la bombástica. “Welcome To The Cosmic Cabaret” é o momento mais épico de todo álbum, e aqui mesclam com competência o Rock Progressivo e o AOR, soando realmente grandioso. “Lost On The Road To Eternity” é um dos grandes momentos do álbum, e conta com a participação especial de Tobias Sammet, retribuindo assim as participações de Catley no Avantasia. A forma como os vocais se complementam é incrível. Daí para frente, o trabalho se torna um pouco inconstante. Se faixas como “Without Love” e “Ya Wanna Be Someone” se destacam pelas ótimas melodias e bons refrões, outras como “Tell Me What You’ve Got to Say”, “Forbidden Masquerade” e “Glory To Ashes”, se não chegam a ser propriamente ruins, tendo suas qualidades, nada acrescentam ao álbum. No encerramento, o nível volta a se elevar com outra faixa épica, “King Of The World”. Na versão nacional, temos um segundo Cd com 4 faixas ao vivo, o que torna esse material ainda mais interessante.

A produção ficou a cargo do guitarrista Tony Clarkin, com mixagem e masterização realizados por Sheena Sear (Avantasia, Marshall Law). O resultado foi muito bom, já que apesar de ter deixado tudo bem polido, não abriu mão da organicidade em momento algum. A capa é, mais uma vez, uma obra do mestre Rodney Matthews (Scorpions, Thin Lizzy, Nazareth, Eloy, Asia), sendo uma verdadeira obra de arte. Mesmo não sendo um álbum que possamos chamar de clássico, Lost On The Road To Eternity é um belo trabalho, já que tem tudo que um fã do Magnum espera. Se gosta de ótimas melodias e refrões grudentos, aqui está um álbum mais do que recomendado.

NOTA: 84

Magnum é:
- Bob Catley (vocal);
- Tony Clarkin (guitarra);
- Al Barrow (baixo);
- Lee Morris (bateria);
- Rick Benton (teclado).

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Marenna – My Unconditional Faith (2015) (EP)




Marenna – My Unconditional Faith (2015) (EP)
(Independente – Nacional)

01. You Need To Believe
02. Like An Angel
03. Keep On Dreaming
04. You Need To Believe (Acoustic Version)

Estilos como Hard Rock e AOR nunca estiveram entre os meus gêneros preferidos, por mais que eu escute alguns nomes que se enveredem pelos mesmos. Sendo assim, confesso que nesse ponto o ano de 2015 tem sido surpreendente para mim, principalmente a nível nacional, já que nomes como Fúria Louca E Purpura Ink lançaram belíssimos trabalhos. A esse grupo podemos incluir agora o Marenna, que vem de Caxias do Sul/RS.

My Unconditional Fate é o trabalho de lança Rodrigo Marenna (Lacross Rock) em carreira solo. Aqui você, prezado ouvinte, irá se deparar com um Hard/AOR de primeiríssima linha, feito por quem nitidamente conhece do riscado. Mostrando muito bom gosto, energia, bons riffs, melodia de sobra e refrães que grudam mais que chiclete no cabelo, as músicas aqui presentes irão agradar em cheio a fãs de nomes como Journey, Foreigner, Survivor, Talisman e afins. Mas sem dúvida alguma, o maior destaque desse EP é a belíssima voz de Rodrigo. Como canta esse rapaz! Isso faz todo o diferencial no resultado final.

Aqui são apenas 4 músicas, “You Need To Believe”, um AOR grudento dos bons, “Like An Angel”, a mais melódica e AOR de todas e “Keep On Dreaming”, uma Hardão daqueles bem pegajosos e que com certeza é a melhor e mais pesadas das três. A quarta música presente é uma belíssima versão acústica para a faixa que abre o EP e que sinceramente, cairia no gosto popular facilmente se tivesse a devida divulgação dos grandes meios de comunicação.

A produção, mixagem e masterização do trabalho foram feitas por Jonas Godoy, que também tocou guitarra, baixo e teclado (aliás, muito bem encaixados e sem exageros). Já os vocais receberam produção de Arthur Appel. Participaram ainda os bateristas Guilherme Mello e Matt Thofekrn (em Like An Angel) e os guitarristas Sasha Z (You Need To Believe), Geraldo Alta (Like An Angel) e César Branco (Keep On Dreaming).

My Unconditional Fate é fácil fácil, um dos melhores EP’s que escutei em 2015 e se a ideia de Rodrigo era nos deixar com aquele gosto de quero mais, pode ter certeza que conseguiu. Esse trabalho está sendo distribuído na Europa e Japão pelo selo dinamarquês Lions Pride Music e não irei me surpreender se em breve o Marenna começar a fazer algum barulho lá fora. E que agora venha o primeiro álbum completo!

NOTA: 9,0



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Place Vendome – Thunder In The Distance (2013)




Place Vendome – Thunder In The Distance (2013)
(Frontiers Records - Importado)
               
01. Talk To Me 
02. Power Of Music
03. Broken Wings
04. Lost In Paradise
05. It Can’t Rain Forever
06. Fragile Ground
07. Hold Your Love
08. Never Too Late
09. Heaven Lost
10. My Heart Is Dying
11. Breakout
12. Maybe Tomorrow
13. Thunder In The Distance

Para quem ainda não sabe, esse é um projeto capitaneado pelo grande Michael Kiske (ex Helloween) e por Dennis Ward (Pink Cream 69). Quando ambos se juntaram a Kai Hansen (Gamma Ray, ex Helloween) para formar o Unisonic, que pratica um Hard Rock com influências de Metal Melódico, pensei realmente que o Place Vendome deixaria de existir, já que não teria muito porque Kiske e Ward manterem duas bandas com propostas idênticas. Mas para minha surpresa e de muitos por ai, eis que surge o 3º álbum do projeto.

A solução encontrada pela dupla foi muito simples. Se antes o AOR aparecia apenas como um complemento das influências musicais, agora surge aqui em doses cavalares, diferenciando assim em muito o Place Vendome do Unisonic. E querem saber, ficou muito legal. Obviamente que o maior destaque aqui é a voz de Kiske, que parece não sentir o passar do tempo, ficando cada vez melhor e cantando muito mais do que em sua época de Helloween, mas nada adiantaria se a musica apresentada e os demais músicos não possuíssem qualidade. Felizmente, o material aqui é muito bom, carregado de melodias fáceis e refrões daqueles forjados com superbonder e que grudam na sua cabeça com uma facilidade incrível. O teclado, a cargo de Gunther Werno, se faz presente, sem exageros, dando um ar grandioso as faixas, como esperado em um álbum de AOR. O guitarrista Uwe Reitenauer é outro que se destaca com ótimos riffs e, principalmente, com belíssimos solos.  Destaques aqui para as ótimas “Talk To Me” (quero ver você não cantar o refrão dessa de primeira), “Broken Wings”, a mais Metal do Cd, “Lost In Paradise”, “Fragile Ground”, “Never To Late”, “My Heart Is Dying” e as belas baladas, “It Can’t Rain Forever” e “Maybe Tomorrow”.

Se sua praia é AOR e bandas como Survivor, Foreigner, Journey ou Melodic Rock em geral, Thunder In The Distance é um álbum mais do que indicado para você. Sem sombra de dúvida, o melhor trabalho nesse estilo lançado no ano de 2013.

NOTA: 8,5




segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Prophajnt – A New Beginning (2013)




Prophajnt – A New Beginning (2013)
(Independente – Nacional)

01. Un Sentiment
02. Strong Enough
03. Face Your Truth
04. Inner Mess
05. Angel of Mine
06. Escape From The Fire
07. A New Beginning

Fundado no ano de 2007, na cidade de Porto Alegre, o Prophajnt chega a seu primeiro registro através do EP A New Beginning. E olha, esses gaúchos conseguiram me surpreender. Apostando em uma mistura de Heavy, Hard e AOR, acabam seguindo uma linha musical não muito comum em se tratando da cena nacional e conseguiram lançar um trabalho onde equilibram muito bem os estilos citados, apresentando assim um trabalho bem honesto e de muita qualidade.
A banda mostra muita coesão na execução de suas músicas, com muita melodia, ótimos solos e riffs, arranjos de teclado bem interessantes e uma cozinha muito bem entrosada. Os vocais de Verônica Pasqualin chamam a atenção por fugirem do lugar comum que vemos hoje em dia em se tratando de vocalizações femininas. Não aposta nem no lírico e muito menos no rasgado, cantando de forma totalmente natural, suave e agradável. Ok, não vou negar que em algumas passagens falta um pouco de energia, mas nada que comprometa sua performance. Após uma rápida introdução, temos a ótima “Strong Enough”, onde consegue resumir toda a proposta da banda. Pegada Hard/AOR, com muita melodia e equilíbrio perfeito entre partes suaves e pesadas. “Face You Truth” é outra nessa mesma linha e que vai de cara remeter o ouvinte aos melhores momentos do Whitesnake, além de possuir um refrão bem marcante. Já “Inner Mess” é bem diversificada e criativa, possuindo algo de Whitesnake com uma pegada meio funkeada que me remeteu aos bons tempos do Deep Purple e sua MKIII (em alguns momentos você jura que Coverdale e Hughes vão entrar cantando). É minha faixa preferida de todo trabalho. Já “Angel os Mine” é uma semibalada muito bonita e de muitíssimo bom gosto, com belo desempenho de Verônica nos vocais. Já “Escape From The Fire”, se estivesse em qualquer álbum de Hard/Heavy dos anos 80 poderia se tornar um hit instantâneo. O trabalho fecha com a faixa título, uma bela balada acústica.
O Prophajnt pode não reinventar a música em A New Beginning, mas consegue empolgar por sua qualidade e, principalmente, honestidade. E mesmo com todas as suas influências soando bem latentes, em momento algum emulam pura e simplesmente o que foi feito pelas mesmas. Mostrando muito potencial, só nos resta esperar que seu debut venha logo.

NOTA: 8,5