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sábado, 16 de maio de 2015

Discografia Comentada: Dio




No dia 16 de Maio de 2010, o Heavy Metal perdia um de seus nomes mais icônicos, considerado por muitos o melhor vocalista do estilo em todos os tempos. Lembro-me como se fosse hoje daquele domingo e do choque em descobrir que Ronnie James Dio havia sido derrotado por um câncer no estômago. Ainda me arrepio, me emociono profundamente ao escrever essas palavras, pois sua música teve uma importância monstruosa em minha formação como fã de Metal, sendo uma das pedras angulares pelo meu amor ao estilo (as demais são Exodus, Paradise Lost, Helloween e Iron Maiden). No dia em que se completa 5 anos de sua partida, presto minha modesta homenagem com essa pequena discografia comentada.

Ao que se acostumaram a acompanhar o Blog e a sessão Fast Review aos sábados, bem....Hoje é dia de Dio’s Review!

Dio – Holy Diver (1983)
(Mercury Records)


01. Stand Up and Shout
02. Holy Diver
03. Gypsy
04. Caught in the Middle
05. Don't Talk to Strangers
06. Straight Through the Heart
07. Invisible
08. Rainbow in the Dark
09. Shame on the Night

Após passagens brilhantes por Rainbow e Black Sabbath, Ronnie James Dio já era um nome respeitadíssimo dentro do Metal. Ainda sim, pairava a duvida de como ele se sairia caminhando com as próprias pernas, já que até então havia trabalhado com os dois guitarristas lendários dentro do estilo, Richie Blackmore e Tony Iommi. Para esse desafio, foram recrutados o então desconhecido guitarrista Vivian Campbell, vindo do Sweet Savage, banda inglesa da NWOBHM e dois velhos conhecidos seus, o baixista Jimmy Bain, com que tocara no Rainbow e o baterista Vinny Appice, que o havia acompanhado quando de sua saída do Black Sabbath.

O álbum de estreia de sua empreitada solo é simplesmente um dos melhores trabalhos da história do Metal. Desde a abertura, com a feroz “Stand Up and Shout”, até o seu encerramento com “Shame on the Night”, temos um verdadeiro desfile de hits e grandes músicas, onde até a mais fraca de todas, “Gypsy”, consegue ser superior e 99% do que é lançado sobre o rótulo de Heavy Metal nos dias de hoje.

A voz de Dio é sem dúvida alguma a força motriz por trás do álbum, mas ele não brilha sozinho aqui. No popular, Vivian Campbell simplesmente arregaça tudo aqui com alguns dos riffs e solos mais clássicos da história do Metal. Que headbanger não tem em sua mente muito bem gravados, o riff de “Holy Diver” ou o solo de “Rainbow in the Dark”? Mas convenhamos, nada disso seria possível se lá atrás, para segurar tudo isso, não tivéssemos Jimmy Bain e Vinny Appice, com toda técnica e precisão que lhes era (e ainda é) de praxe.

Holy Diver é daqueles raros casos na história da música onde faixa alguma é descartável, já que até os “Lados B” aqui presentes, como “Gypsy” ou “Shame on the Night”, beiram a perfeição. É um trabalho repleto de músicas clássicas, como maior destaque par “Stand Up and Shout”, “Holy Diver”, “Don't Talk to Strangers” e “Rainbow in the Dark”. Aqui, peso, melodia e técnica foram unidos para criar um álbum épico e que está entre os mais influentes da história do Metal.

NOTA: 10


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Dio – The Last In Line (1984)
(Warner Bros Records)


01. We Rock
02. The Last In Line
03. Breathless
04. I Speed At Night
05. One Night In The City
06. Evil Eyes
07. Mystery
08. Eat Your Heart Out
09. Egypt (The Chains Are On)

Se Holy Diver mostrou para o mundo que Ronnie James Dio podia caminhar com suas próprias pernas, The Last In Line veio para consolidar todo o sucesso conquistado pelo debut. A formação da banda permanecia a mesma, contando apenas com a inclusão do tecladista Claude Schnell, vindo do Rough Cutt (na estréia, os teclados tinham sido feitos por Bain).

Quase tão perfeito quanto Holy Diver, aqui Dio e sua banda repetem a fórmula apresentada na estréia de cabo a rabo, até mesmo no que tange a disposição das músicas. Basta notar que aqui também temos uma musica rápida servindo de abertura, sendo seguida então por uma épica faixa título. O único ponto realmente inferior, se é que podemos falar dessa forma, é no que diz respeito aos “Lados B” do álbum, que apesar de excelentes, não conseguem ter a mesma excelência. Vide por exemplo “Mystery”, uma tentativa de emular “Rainbow in the Dark” e que apesar de ser muito boa, não consegue ser perfeita quanto sua fonte de inspiração.

Mais uma vez temos Vivian Campbell destruindo tudo aqui, com riffs e solos incríveis e bastante peso. Bain e Appice estão igualmente competentes enquanto o estreante Claude Schnell consegue imprimir uma participação maior e mais efetiva dos teclados nas músicas aqui presentes. Certamente os maiores destaques aqui são “We Rock”, a épica “The Last In Line”, “Evil Eyes” e a incrível “Egypt (The Chains Are On)”. Sem dúvida alguma, um álbum que beirou a perfeição!

NOTA: 9,5


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Dio – Sacred Heart (1985)
(Warner Bros Records)


01. King Of Rock And Roll
02. Sacred Heart
03. Another Lie
04. Rock 'N' Roll Children
05. Hungry For Heaven
06. Like The Beat Of A Heart
07. Just Another Day
08. Fallen Angels
09. Shoot Shoot

Sacred Heart foi o auge de Dio no que tange a vendagem, sendo assim seu álbum mais popular. É também considerado por muitos como o fim de uma era de ouro, algo que discordo de forma veemente, já que os trabalhos seguintes continuaram mostrando grande força. O grande problema aqui é a relação entre Ronnie e Campbell, que nessa época estava de mal a pior e que acabou resultando na saída deste da banda após o lançamento (primeiro teve uma passagem pelo Whitesnake e depois resolveu ganhar dinheiro fácil no Def Leppard). Por mais que ainda seja um trabalho de qualidade indiscutível, é possível perceber que as coisas já não andavam bem.

A fórmula dos álbuns anteriores foi mantida em Sacred Heart, apenas com algumas pequenas alterações aqui e ali, já que este possui uma polidez maior e os teclados se fazem mais presentes do que nunca na carreira da banda. Não é exagero dizer que este foi o mais perto que Dio chegou de fazer um trabalho comercial (mesmo que ainda passe longe disso). Mas nada disso tira o brilho do terceiro trabalho de estúdio da banda.

Mesmo com o clima ruim que pairava na relação de Dio e Campbell, esse último ainda é responsável por riffs e solos de inegável categoria. Como já dito, esse é um trabalho mais polido e uma das provas de tal fato é que as linhas de bateria de Vinny Appice estão bem mais simples que nos trabalhos anteriores. Os refrões aqui presentes também se mostram um pouco menos marcantes que nos dois álbuns anteriores, mas nada que seja tão dramático. Os grandes destaques vão para “King Of Rock And Roll”, “Sacred Heart”, “Rock 'N' Roll Children” e “Hungry For Heaven”.

NOTA: 8,5


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Dio – Dream Evil (1987)
(Warner Bros Records)


01. Night People
02. Dream Evil
03. Sunset Superman
04. All The Fools Sailed Away
05. Naked In The Rain
06. Overlove
07. I Could Have Been A Dreamer
08. Faces In The Window
09. When A Woman Cries

Como Ronnie James Dio e banda se sairiam sem Vivian Campbell (nessa altura, tocando no Whitesnake)? Muito bem, obrigado! Craig Goldy, ex-Giuffrua e Rough Cutt, se mostrou um substituto mais do que a altura, trazendo novo fôlego às músicas. Dream Evil é o sucessor natural de Sacred Heart, já que a polidez e as mais “comercial” permanecem.

Mas o que torna este um trabalho superior ao seu antecessor? Bem, podemos apontar alguns detalhes aqui que ao final, terminaram fazendo a diferença. Apesar de termos o som padrão do Dio, é indiscutível que as canções aqui presentes se mostram superiores as de Sacred Heart. Os teclados, apesar de ainda mais presentes, surgem para dar um ar mais obscuros as músicas, ajudando um pouco a aliviar a sensação de “comercialismo”. Fora isso, temos aqui alguns refrões que foram forjados à base de Superbonder, pois grudam na cabeça com uma facilidade absurda, algo que não ocorreu em no álbum anterior.

Craig Goldy brilha de cabo a rabo, com riffs e solos tão marcantes quanto os de Campbell, espantando assim qualquer medo que os fãs da banda poderiam vir a ter com tal substituição. Já Bain e Appice se mostram mais sólidos do que nunca, apresentando um belíssimo trabalho de baixo/bateria. Os grandes destaques aqui ficam por conta de “Night People”, “Dream Evil”, “Sunset Superman”, “All The Fools Sailed Away” e “I Could Have Been A Dreamer”. Até aquele momento os fãs não sabiam de nada, mas Dream Evil marca o fim da melhor fase do Dio.

NOTA: 9,0


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Dio – Lock Up The Wolves (1990)
(Warner Bros Records)


01. Wild One
02. Born On The Sun
03. Hey Angel
04. Between Two Hearts
05. Night Music
06. Lock Up The Wolves
07. Evil On Queen Street
08. Walk On Water
09. Twisted
10. Why Are They Watching Me
11. My Eyes

Uma verdadeira revolução marcou Lock Up The Wolves, já que a formação da banda foi totalmente reformulada, além de alterações no que tange a sonoridade. Nas guitarras, um moleque de 19 anos, totalmente desconhecido, chamado Rowan Robertson, no baixo, Teddy Cook, n bateria, o experiente Simon Wright (AC/DC) e nos teclados, Jens Johansson, oriundo da Rising Force, de Yngwie Malmsteen. Com esse time, Ronnie James Dio decidiu que era hora de fugir daquela formula pronta que havia marcado seus 4 primeiros trabalhos.

Certamente esse é o trabalho mais pesado do Dio. Apesar de nãos ser muito lembrado pelos fãs, Robertson faz um puta estrago (no sentido positivo da palavra) nas 11 faixas aqui presentes, Com riffs bem pesados, influências de blues aqui e ali e solos belíssimos, foi um substituto a altura tanto de Campbell quanto de Goldy. Cook e Simon Wright formam uma ótima dupla e Jens consegue dar um ar bem soturno quando surge com seu teclado.

A tentativa de mudar a fórmula que começava a dar sinais de cansaço acabou sendo muito positiva. A maior parte das músicas, além de mais cadenciadas, acabam por ganhar maior agressividade. Apesar de muito sólido e coeso, Poe algum motivo que me escapa a compreensão, esse é um trabalho nãp muito popular entre os fãs do estilo. Destaques ficam por conta de “Wild One”, “Hey Angel”, “Lock Up The Wolves”, “Walk On Water” e “Twisted”

Pense em um trabalho subestimado. Pois bem, esse é Lock Up The Wolves.

NOTA: 8,5


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Dio – Strange Highways (1993)
(Vertigo)


01. Jesus, Mary & the Holy Ghost
02. Firehead
03. Strange Highways
04. Hollywood Black
05. Evilution
06. Pain
07. One Foot in the Grave
08. Give Her the Gun
09. Blood From a Stone
10. Here's to You
11. Bring Down the Rain

Após Lock Up The Wolves o improvável ocorreu. Em 1991 Dio retorna ao Black Sabbath, junto com Vinny Appice, reunindo assim a formação que gravou o mítico Heaven and Hell. O resultado disso foi um novo clássico, Dehumanizer, lançado no ano seguinte. Só que ai a história se repetiu e logo Dio e Vinnie Appice pulam fora. Ronnie então reforma sua banda, que passou a contar também como o guitarrista Tracy G (Love/Hate) e o baixista Jeff Pilson (Dokken).

Strange Highways é o que podemos chamar de um Dehumanizer parte 2, e veja bem, isso é um puta elogio. Monstruosamente pesado, mais cadenciado e arrastado, certamente esse seria o próximo passo do Sabbath se Dio não tivesse saído. Os mimizentos de plantão vão choramingar dizendo que esse álbum não soa como a fase clássica da banda (os 4 primeiros), mas e daí? É um puta álbum de Metal, com ótimas composições e isso é o que importa no final das contas, não é?

Os riffs aqui presentes estão entre os mais pesados em um álbum do Dio e Tracy G. destrói tudo, no bom sentido. Pilson a Appice fazem uma cozinha fabulosa e o último tem certamente seu melhor desempenho em um álbum da banda, sendo simplesmente monstruoso. Além disso, as melodias aqui presentes são excelentes. Destaques ficam para “Jesus, Mary & the Holy Ghost”, “Strange Highways”, “Hollywood Black”, “One Foot in the Grave” e “Here's to You”.

Em minha modesta visão, o melhor trabalho do Dio depois de Holy Diver e The Last In Line.

NOTA: 9,0


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Dio – Angry Machines (1996)
(Mayhem Records)


01. Institutional Man
02. Don't Tell The Kids
03. Black
04. Hunter Of The Heart
05. Stay Out Of My Mind
06. Big Sister
07. Double Monday
08. Golden Rules
09. Dying In America
10. This Is Your Life

Resumindo a Lei de Murphy em duas palavras, merdas acontecem. Após um álbum simplesmente espetacular e mantendo a mesma formação, o esperado era um álbum tão bom quanto. Essa era a lógica, mas Angry Machines resolveu seguir a fatídica lei citada agora a pouco. Até ocorreu uma tentativa de em parte, repetir a fórmula do anterior, mas simplesmente não funcionou.

O grande problema aqui nem é tanto a falta de qualidade das músicas, pois até temos boas idéias rolando o tempo todo, mas sim a falta de coesão. Além da sonoridade mais cadenciada do trabalho anterior, podemos encontrar aqui momentos que pendem para o Progressivo e até mesmo, pasmem, para o Groove Metal. Essa falta de foco, de direção, transformou Angry Machines no trabalho mais fraco da carreira de Dio (somando todas as bandas pela qual Ronnie passou).

As músicas transparecem certa insegurança e fica nítido que por algum motivo inexplicável, levando em conta a experiência de todos os envolvidos, tentaram abraçar o mundo inteiro de uma única vez e acabaram quebrando feio a cara. Aqui, consigo enxergar apenas três músicas que estão minimamente a altura dos álbuns anteriores, “Institutional Man”, “Hunter Of The Heart” e “Double Monday”.

Um trabalho sem convicção e que não foi nada bem recebido, por fãs e pela imprensa especializada. Só vale a pena ter, se você realmente quiser completar a coleção.

NOTA: 6,5


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Dio – Magica (2000)
(Spitfire Records)


01. Discovery
02. Magica Theme
03. Lord Of The Last Day
04. Fever Dreams
05. Turn To Stone
06. Feed My Head
07. Eriel
08. Challis
09. As Long As It's Not About Love
10. Losing My Insanity
11. Otherworld
12. Magica – Reprise
13. Lord Of The Last Day – Reprise
14. Magica Story

Após o desastre de Angry Machines, algo precisava ser feito para mudar o rumo da situação. A primeira atitude foi então reformular a banda por completo mais uma vez, trazendo de volta velhos conhecidos. Além de Ronnie, temos aqui Craig Goldy na guitarra, Jimmy Bain no baixo e Simon Wright na bateria. Um time realmente de respeito.

Magica é um trabalho conceitual, algo que Dio não havia feito até então em sua carreira. Musicalmente falando, ele soa em muitos momentos como uma mistura de Strange Highways com Holy Diver, pendendo um pouco mais para o lado do segundo e com alguns momentos realmente soberbos. Ótimos riffs e toda coesão e equilíbrio que faltaram ao trabalho anterior se fazem presentes aqui.

Destaques aqui vão para “Lord Of The Last Day”, “Turn To Stone”, “Feed My Head”, “As Long As It's Not About Love” e “Losing My Insanity”. Musicalmente excepcional!

NOTA: 8,0


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Dio – Killing The Dragon (2002)
(Spitfire Records)


01. Killing The Dragon
02. Along Comes A Spider
03. Scream
04. Better In The Dark
05. Rock & Roll
06. Push
07. Guilty
08. Throw Away Children
09. Before The Fall
10. Cold Feet

Para variar, mais mudanças de formação. Sai Craig Goldy, entra Doug Aldrich (Burning Rain/Whitesnake) e Scott Warren (ex-Keel) assume os teclados. A verdade é que desde o fim da formação clássica, após Dream Evil, a rotatividade se tornou alta na banda, mas quase sempre com os mesmos nomes indo e vindo, o que comprova o grande ser humano que era Ronnie James Dio.

A frase que pode definir bem Killing The Dragon é “o bom filho a casa torna”. Isso porque o que temos nele é uma mescla entre Sacred Heart, Dream Evil e seu trabalho anterior, Magica. A sequência inicial, com a faixa título e “Along Comes A Spider” já deixa mais do que claro o que o ouvinte irá encontrar: metal oitentista mais do que clássico, da melhor estirpe e com selo Dio de qualidade. Doug Aldrich se destaca, mostrando uma proximidade muito grande com o trabalho de Vivian Campbell, tanto no que tange riffs quanto solos, sendo o que mais se aproximou disso dentre todos os guitarristas de Dio.

Forte, com ótimos riffs e solos, melodias cativantes, refrões grudentos e um clima nostálgico incrível, Dio vira de fez a página de sua fase mais moderna, que teve início no ótimo Strange Highways e dá a seus fãs o que esperavam desde Dream Evil, para a felicidade geral da nação. Os destaques aqui ficam com “Killing The Dragon”, “Along Comes A Spider”, “Better In The Dark”, “Rock & Roll” e “Push” (que tem um vídeo hilário, com participação do Tenacious D). Uma aula de como se fazer Metal de qualidade!

NOTA: 8,5


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Dio – Master Of The Moon (2004)
(Sanctuary Records)


01. One More For The Road
02. Master Of The Moon
03. End Of The World
04. Shivers
05. The Man Who Would Be King
06. The Eyes
07. Living The Lie
08. I Am
09. Death By Love
10. In Dreams

E vejam só que surpresa, aqui temos o retorno (mais uma vez) de Craig Goldy, que assume novamente o posto que havia sido ocupado por Doug Aldrich no trabalho anterior. De resto, a formação foi mantida, até porque em time que se está ganhando, o aconselhável é não se mexer. Com relação à música, já vi alguns se referirem a esse trabalho como Master Of The Doom, outros como Doom Of The Moon, mas tudo não passa de brincadeira, exagero, por mais eu toda brincadeira costume ter um fundo de verdade.

Esse é nitidamente um álbum mais cadenciado que seu antecessor, que possuía um estilo mais clássico. Imagine o Sabbath do Dehumanizer, misturado com a complexidade musical de Magica e algo do Strange Highways e do Killing The Dragon. Isso é Master Of The Moon! Uma base sólida de riffs, lentos, esmagadores, muito peso, uma parte rítmica absurdamente competente (após o álbum, Pilson foi substituído por Rudy Sarzo) e teclados que criam ótimas atmosferas. Os maiores destaques aqui ficaram por conta de “One More For The Road” (veloz e que foge do estilo do álbum), “Master Of The Moon” (Dio e sua capacidade impar de compor faixas-título clássicas), “Shivers”, “The Eyes” (sobra do Dehumanizer?) e “Living The Lie”.

E assim terminou uma era no Heavy Metal.....


NOTA: 8,5

Após isso, Dio retornou novamente ao Sabbath, mas com o nome de Heaven and Hell (maldito mundo dos negócios), com o qual lançou o excelente The Devil You Know. Um grande ser humano, um vocalista sobre-humano. Ronald James Padavona pode ter partido desse mundo, mas Dio deixou uma obra extensa em quantidade e qualidade, para que assim pudéssemos matar a saudade. Um mestre!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Discografia Comentada: Amon Amarth




Amada por muitos, odiada por tantos outros. A verdade é que quando falamos do Amon Amarth, escutamos uma infinidade de opiniões. Os primeiros alegam que poucas bandas conseguem dosar tão bem peso e melodia, já os detratores, os acusam de ser repetitivos em suas músicas, além de não ser pesado o suficiente para uma banda de Death Metal. Quem está certo? Quem sabe? Talvez ambos.
Surgida no ano de 1992 na Suécia, rapidamente escalaram os degraus do estilo, se tornando uma das principais bandas da cena do Death Metal Melódico, estilo que assim como a banda, têm muitos amantes e detratores. Mas o Amon Amarth possui um diferencial com relação a seus pares de estilo. Liricamente falando, trata única e exclusivamente de temas Vikings, o que a faz se aproximar de nomes como Bathory e Unleashed (do ponto de vista lírico, ok?), sendo assim colocada por muitos como principal protagonista do cenário do Viking Metal atual.
Aqui tentarei dar uma geral em sua carreira através de uma discografia comentada. A idéia não é se aprofundar em análises a respeito de cada trabalho, mas sim dar um rápido panorama a respeito de cada um, com suas virtudes e defeitos. Então, se é fã da banda, aproveite, se é detrator, execre, se não conhece, aqui está uma boa forma de ter um primeiro contato. Em suma, divirta-se!

Amon Amarth – Sorrow Throughout the Nine Worlds (EP) (1996)
(Pulverised Records)


01. Sorrow Throughout the Nine Worlds
02. The Arrival Of The Fimbul Winter
03. Burning Creation
04. The Mighty Doors Of The Speargod’s Hall
05. Under The Grayclouded Winter Sky

Raramente citado, esse EP marca a estréia da banda. Apesar disso, possui certa consistência e maturidade, mesmo com uma produção deficiente e que deixou as guitarras pouco nítidas. A base do som do Amon Amarth já se fazia presente e você vai encontrar riffs pesados e com boa melodia, guitarras gêmeas (a influência da NWOBHM sempre se fez presente em seu som), letras abordando a temática Viking e claro, os vocais de Johan Hegg, peça central da sonoridade dos suecos.
O maior problema de Sorrow Throughout the Nine Worlds e a previsibilidade que suas músicas demonstram em muitos momentos. Isso por sinal é uma critica que marca a carreira da banda, já que muitos a acusam de soar extremamente repetitiva em seus álbuns. Mais pesado e rápido que os trabalhos posteriores, alguns fãs de Death o consideram como melhor lançamento do Amon Amarth. Já do meu ponto de vista, uma estréia promissora e nada mais. Para os interessados, esse EP foi relançado como bônus em algumas versões de Versus The World, no ano de 2002, com uma produção melhorada.
Destaques aqui vão para “The Arrival Of The Fimbul Winter” e “Burning Creation”. A formação contava com Johan Hegg (vocal), Olavi Mikkonen e Anders Hansson (guitarras), Ted Lundströn (baixo) e Niki Kaukinen (bateria).

NOTA: 6,5


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Amon Amarth – Once Sent from the Golden Hall (1998)
(Metal Blade Records)


01. Ride for Vengeance
02. The Dragons’ Flight Across the Waves
03. Without Fear
04. Victorious March
05. Friends of the Suncross
06. Abandoned
07. Amon Amarth
08. Once Sent from the Golden Hall

O grande pecado do primeiro full do Amon Amarth é a produção, que mesmo sendo superior a do EP de estréia, ainda sim fica devendo, pois deixou o som um pouco confuso e o baixo quase inaudível. Idolatrado por alguns fãs como o melhor álbum da banda, pois sua sonoridade é mais crua e passa distante da sofisticação dos trabalhos futuros, ele é acima de tudo coeso e sólido. Com seus dois pés bem fincados naquilo que se convencionou chamar de Gothenburg Sound, você vai encontrar aqui riffs melódicos, vocais rosnados, arranjos épicos e um ótimo trabalho das guitarras.
Por ser um trabalho ainda um pouco mais puxado para o Death do que para as melodias, mesmo uma parte dos detratores atuais da banda gostam desse álbum. A crítica aqui? Bem, isso vai depender do ponto de vista. As músicas aqui acabam seguindo um padrão, algo que já citei como um alvo de criticas a sonoridade da banda. Nesse ponto, não dá para negar que um ouvinte comum certamente pode se cansar do álbum rapidamente.
Os destaques aqui? “The Dragons’ Flight Across the Waves”, “Victorious March” e “Friends of the Suncross”. Once Sent from the Golden Hall é o único Cd que conta com a participação de Martin Lopez na bateria, que havia substituído Niki Kaukinen no comando das baquetas e que posteriormente, saiu da banda para fazer seu nome no Opeth. Um trabalho básico e acima de tudo, honesto. A formação contava com Johan Hegg (vocal), Olavi Mikkonen e Anders Hansson (guitarras), Ted Lundströn (baixo) e Martin Lopez (bateria).

NOTA: 7,0


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Amon Amarth – The Avenger (1999)
(Metal Blade Records)


01. Bleed For Ancient Gods
02. The Last With Pagan Blood
03. North Sea Storm
04. Avenger
05. God, His Son and Holy Whore
06. Metalwrath
07. Legend of a Banished Man

Mais bem produzido e melódico que o debut, o segundo álbum do Amon Amarth dosa muito bem brutalidade e melodia. As guitarras, apesar de um pouco baixas, mantêm a crueza e o peso dos trabalhos anteriores, com riffs simples, mas assassinos, muita energia e claro, as melodias características da sonoridade da banda. Podemos dizer que soa como uma continuação natural do seu debut, Once Sent from the Golden Hall.
O clima bélico toma conta de todas as sete faixas aqui presentes e em muitos momentos o ouvinte irá se sentir em um campo de batalha, participando de alguma parede de escudos. Destaques vão para “The Last With Pagan Blood”, “North Sea Storm” e principalmente para a paulada “Bleed For Ancient Gods”. Esse trabalho também marca a estréia da formação que perdura até hoje, algo raro nos dias atuais, onde poucas são as bandas que conseguem manter tal estabilidade.
Com The Avenger, o Amon Amarth continua constante e coeso, além de manter o processo de crescimento no qual se encontrava.  A formação contava com Johan Hegg (vocal), Olavi Mikkonen e Johan Söderberg (guitarras), Ted Lundströn (baixo) e Fredrik Andersson (bateria).

NOTA: 7,5


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Amon Amarth – The Crusher (2001)
(Metal Blade Records)


01. Bastards of a Lying Breed
02. Masters of War
03. The Sound of Eight Hooves
04. Rise from the Sea (2000)
05. As Long as the Raven Flies
06. A Fury Divine
07. Annihilation of Hammerfest
08. The Fall Throught Ginnungagap
09. Releasing Surtur’s Fire

Se eu tivesse que recomendar um álbum a alguém, para que esse tivesse um primeiro contato com o Amon Amarth, esse seria The Crusher. E isso se daria não por ser o melhor trabalho da banda (até porque não o é mesmo), mas porque condensa em 46 minutos o velho e o novo Amon Amarth. Ao mesmo tempo em que consegue ser uma combinação dos melhores momentos dos trabalhos anteriores, marca também os primeiros passos para o que viria a ser a banda nos dias de hoje.
The Crusher é acima de tudo, forte, pesado e agressivo, assim como talvez seja o trabalho mais complexo da banda até hoje. Ok, as músicas se mantêm com aquela estrutura tradicional, faltando um pouco de variedade em alguns momentos, mas isso acaba sendo compensado pelos ótimos vocais de Hegg, pelos riffs rápidos e melódicos, que cativam o ouvinte e pela produção, superior a todas que a banda havia tido até então.
Bem uniforme e de ótima qualidade, não temos aqui uma música que se destaque absurdamente mais do que outras, mas vale citar “Bastards of a Lying Breed”, “A Fury Divine”, “Annihilation of Hammerfest” e “Rise from the Sea”, faixa presente na primeira demo da banda, Thor Arise (1993) e que foi regravada com brilhantismo para esse álbum.

NOTA: 8,0


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Amon Amarth – Versus the World (2002)
(Metal Blade Records)


01. Death in Fire
02. For the Stabwounds in our Backs
03. Where Silent Gods Stand Guard
04. Versus the World
05. Across the Rainbow Bridge
06. Down the Slopes of Death
07. Thousand Years of Oppression
08. Bloodshed
09. ...and Soon the World Will Cease to Be

Com Versus the World o Amon Amarth começa a explorar seu lado mais “comercial” por assim dizer. A atmosfera aqui é mais melancólica, talvez pelo fato de as músicas estarem um pouco mais lentas que em seus trabalhos anteriores. As composições são bem fortes e com muita musicalidade, tornando-as assim de mais fácil digestão, mas aquela tradicional falta de variedade certamente vai incomodar os que não são fãs ou procuram um motivo para tecer criticas ao Amon Amarth.
A produção aqui é a melhor da banda até então, deixando tudo muito audível e o trabalho de bateria se destaca. Ainda sim, a voz de Johan Hegg, poderosa como sempre, se mostra como a característica mais marcante de seu som. Surge o Amon Amarth moderno, em um trabalho que marca seu amadurecimento. Destaques vão para “Death In Fire”, “Across the Rainbow Bridge” e “...and Soon the World Will Cease to Be”.

NOTA: 8,0


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Amon Amarth – Fate Of Norns (2004)
(Metal Blade Records)


01. An Ancient Sign of Coming Storm
02. Where Death Seems to Dwell
03. The Fate of Norns
04. The Pursuit of Vikings
05. Valkyries Ride
06. The Beheading of a king
07. Arson
08. Once Sealed in Blood

Fate of Norns é um álbum de transição e acaba por sofrer muito com isso, sendo talvez o trabalho mais fraco da banda, mesmo para os fãs da banda. Apesar de possuir semelhanças inegáveis com o trabalho anterior, como um ar mais melancólico, sua produção é inferior e ele soa mais simples aos ouvidos. Faltam a ele mais contundência e aquele ar bélico comum aos álbuns do Amon Amarth.
Os riffs soam repetitivos em demais, até mais do que o normal para a banda e isso pesa demais no resultado final. Pode-se perceber também que muitas faixas até começam bem, mas em algum momento da execução acabam se perdendo e as boas idéias escorrem pelo ralo das boas intenções, das quais o inferno está cheio. Ainda sim, aqui estão duas das minhas músicas preferidas do Amon Amarth, “The Pursuit of Vikings” e “Valkyries Ride”. Além destas, vale a pena destacar “Once Sealed in Blood”. Essas três músicas indicam o caminho definitivo que o Amon Amarth tomaria dali para frente.

NOTA: 7,0


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Amon Amarth – With Oden on Our Side (2006)
(Metal Blade Records)


01. Valhall Awaits Me
02. Runes to My Memory
03. Asator
04. Hermod’s Ride to Hel – Loke’s Treachery Part I
05. Gods of War Arise
06. With Oden on Our Side
07. Cry of the Black Birds
08. Under the Northern Star
09. Prediction of Warfare

Muitos por ai consideram esse como sendo não só o melhor álbum da banda, como também um dos melhores lançados com o rótulo de Death Metal Melódico. Verdade ou não, With Oden on Our Side é um belo álbum de Metal, desses que todo fã do estilo deve ter em sua coleção. Sucessor natural de Versus the World, ele dá aquele passo à frente que Fate of Norns deveria ter dado e não o fez. Mais veloz e pesado que o trabalho anterior, ele é carregado de riffs épicos e com uma influência perceptível de NWOBHM.
Suas músicas são cativantes e voltam a equilibrar com perfeição peso e melodia, se deixando escutar com muita facilidade, graças a ótimos refrões (bem melódicos) e a uma variedade muito maior do que o Amon Amarth havia apresentado até então. Em muitos momentos você irá se pegar batendo cabeça sem que ao menos perceba que estava fazendo. A produção de Jens Bogren é impecável, levando a banda um patamar acima nesse quesito e trazendo de volta aquele clima de batalha tão marcante e característico dos suecos. Destaques? Tarefa dificílima, mas certamente não podemos deixar de citar o hino “Cry of the Black Birds”. Além dessas, destaco “Valhall Awaits Me”, “Asator” e “Gods of War Arise”.

NOTA: 9,0



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Amon Amarth – Twilight of the Thunder God (2008)
(Metal Blade Records)


01. Twilight of the Thunder God
02. Free Will Sacrifice
03. Guardians Of Asgaard
04. Where Is Your God!
05. Varyags Of Miklagaard
06. Tattered Banners And Bloody Flags
07. No Fear For The Setting Sun
08. The Hero
09. Live For The Kill
10. Embrace The Endless Ocean

Após o excelente With Oden on Our Side, qual seria o próximo passo do Amon Amarth? A resposta a essa pergunta se deu através de Twilight of the Thunder God, um álbum que procurava seguir pela mesma trilha de seu sucessor e, se não conseguiu o intento de equiparar-se ao mesmo, não se pode negar que chegou bem perto. O que impediu tal fato? A opção feita pelos suecos de sacrificar um pouco o peso em prol das melodias. Ok, não estamos falando de nada exagerado, mas se comprarmos com o que a banda vinha fazendo até então, esse é um álbum mais “leve”.
Ainda sim o Amon Amarth é fiel as suas raízes e o fã da banda irá encontrar aqui tudo que espera de um trabalho dos suecos, ou seja, riffs rápidos e melódicos (com nítidas influências de Heavy/Power) e Johan Hegg monstruoso, nesse que é sem duvida seu melhor desempenho até então. Para dar uma enriquecida no resultado final, o trabalho conta com participações especiais do vocalista LG Petrov (Entombed) na excelente “Guardians Of Asgard”, Roope Latvala (guitarra/Children Of Bodom) na faixa título e do Apocalyptica em “Live For The Kill”. Além dessas, cabe destacar também “Varyags Of Miklagaard” e “The Hero”. E assim o Amon Amarth vai pavimentando seu caminho ao topo.

NOTA: 8,5


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Amon Amarth – Surtur Rising (2011)
(Metal Blade Records)


01. War of the Gods
02. Tock's Taunt - Loke's Treachery Part II
03. Destroyer of the Universe
04. Slaves of Fear
05. Live Without Regrets
06. The Last Stand of Frej
07. For Victory or Death
08. Wrath of the Norsemen
09. A Beast Am I
10. Doom Over Dead Man

Às vezes na vida é necessário darmos um passo para trás, para posteriormente darmos dois para frente. Sim, isso pode soar clichê, mas é a melhor definição que encontrei para Surtur Rising. Não se trata de um álbum ruim, já que se equipara em qualidade com Versus the World, mas é indiscutível que está abaixo dos dois trabalhos que o antecederam. Por sinal, a comparação com Versus não para por aqui, já que em matéria de sonoridade ambos soam parecidíssimos, ou seja, estamos diante de um trabalho que possui faixas mais cadenciadas.
Ainda sim o material aqui tem força, mesmo que não tenhamos aquela música marcante, que grude na cabeça já na primeira audição, algo que sempre foi comum nos trabalhos do Amon Amarth. Ok, falta variedade? Sim, mas isso já é algo mais do que esperado pelos fãs. Ainda sim, lá estão os riffs fortes e melódicos e os vocais poderosos de Hegg. Parece pouca coisa para servir de base para uma música de qualidade? Não sei, mas que eles conseguem fazer um trabalho muito bom com tão pouco, isso não se pode questionar. Destaques para “War of the Gods”, “Destroyer of the Universe”, “For Victory or Death” e “Wrath of the Norsemen”.

NOTA: 8,0


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Amon Amarth – Deceiver of the Gods (2013)
(Metal Blade Records)


01. Deceiver of the Gods
02. As Loke Falls
03. Father of the Wolf
04. Shape Shifter
05. Under Siege
06. Blood Eagle
07. We Shall Destroy
08. Hel
09. Coming of the Tide
10. Warriors of the North

Eis que os dois passos à frente foram dados em grande estilo, com um álbum que, do meu ponto de vista, rivaliza pau a pau com With Oden on Our Side! Boa parte dos fãs do Amon Amarth sempre espera que a banda mantenha o som de sempre, mas existiam aqueles que questionavam esse mais do mesmo. A solução encontrada pelos suecos foi simples, a mudança de Jens Bogren por Andy Sneap, o que resultou em novos ares no que tange a produção. Parece pouco, mas os resultados de tal mudança foram ótimos.
A sequência inicial, com “Deceiver of the Gods”, “As Loke Falls”, “Father of the Wolf” e “Shape Shifter” pode ser considerada forte candidata a melhor de um álbum do Amon Amarth. Apesar de não ocorrerem mudanças substanciais, elas exalam um frescor surpreendente, deixando bem mais evidentes as influências do Iron Maiden em sua música, que de certa forma soa mais refinada. Riffs pesados, melódicos e simplesmente brilhantes, belos duetos de guitarra, bateria rápida e pesada e os tradicionais e monstruosos vocais de Johan Hegg, nesse que é sem duvida alguma seu melhor desempenho, fazem parte do pacote que torna Deceiver of the Gods um grande álbum. Outros destaques ficam por conta de "Blood Eagle", “Hel”, que conta com nada mais nada menos que a participação de Messiah Marcolin (ex-Candlemass), em um belo dueto onde sua voz limpa causou um belo contraste com a de Hegg e a épica “Warriors of the North”, que encerra o álbum. Qual o próximo passo? Isso só o tempo dirá.

NOTA:9,0


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