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domingo, 8 de outubro de 2017

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

SKoR - Some Kind of Redemption (2017)
(Independente – Nacional)
 

Oriundo de Campinas/SP, o SKoR é um duo formado por Camila Ferreira (vocal) e Fernando Allgauer (guitarra), surgido em 2012 e que chega agora ao seu EP de estreia. Com letras bem fortes e densas, aposta em uma mescla muito legal de Gothic com Rock e Metal, que muitas vezes pode acabar por remeter o ouvinte aos americanos do Evanescence, por mais que sejam muito mais do que isso. Vale destacar também a belíssima voz de Camila, que se mostra diferenciada. Que venha um trabalho completo, pois já se mostram mais do que prontos para tal. (8,0)

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BlackForce - Slaves to Reality (2016)
(Independente – Nacional)


Surgido no ano de 2014 em Niterói/RJ, o BlackForce é mais um nome do nosso cenário a apostar no Thrash/Death. Essa mescla, apesar de não ser novidade alguma, acaba por gerar uma música muito bem-feita e interessante. Ok, temos alguns momentos um tanto genéricos aqui e ali, mas convenhamos, isso é mais do que normal para uma banda que está dando seus primeiros passos. O que importa é que na maior parte do tempo temos vocais guturais de qualidade, riffs velozes, algumas boas melodias e uma parte rítmica competente. O BlackForce tem tudo para agradar aos fãs de formações como Slayer, Exodus e Megadeth, o que não é pouca coisa. Uma boa estreia de uma banda que promete bastante para o futuro. (7,5)

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Katamarock - HAG (2017)
(Independente – Nacional)
 

Surgido no ano de 2015, o Power trio paulistano apresenta em seu EP de estreia uma música bem variada e com boas letras em português. Se na primeira faixa do trabalho mostram uma veia mais Rock, na seguinte deixam escancarada toda a influência de Black Sabbath. Já o encerramento se dá com uma faixa carregada de groove. Se essa falta de um direcionamento maior pode vir a incomodar alguns, é justamente essa diversidade que pode agradar em cheio ao fã de Rock em geral. Se gosta de música pesada bem-feita, vale a pena conhecer. (7,0)

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Red Mess - Into the Mess (2017)
(Abraxas Records – Nacional)
 

Após dois bons EP’s, Crimson (14) e Drowning In Red (15), o trio londrinense finalmente chega ao seu álbum completo. E o que temos aqui é uma verdadeira ode à “música chapada”, com uma ótima mescla de Stoner e Progressivo, que rende momentos muito legais. Soando mais pesado e maduro que em seus trabalhos anteriores, o grupo paranaense apresenta riffs fortes e que são capazes de tornar o ouvinte escravo de sua música. Além disso, esbanjam energia e mostram que é possível sim, mostrar muita técnica sem soar pedante ou enjoativo. Uma ótima indicação para os fãs do estilo. (8,5)

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The Lotus Throne - Occvlt (2017)
(Independente – Nacional)
 

Surgido apenas nesse ano, através das mãos de Juan Sotelo, o The Lotus Throne é uma One Man Band carioca que optou por se enveredar pelos sinuosos caminhos do Progressive Death Metal. E olha, meu amigo, o resultado aqui é muito bom, já que Juan (com o apoio de Diogo Macedo, que gravou a bateria) se saiu muito bem na difícil tarefa de mesclar o peso e a agressividade do Death, com as boas melodias e as partes complexas e intrincadas oriundas do Progressivo. Sem dúvida, uma das revelações nacionais de 2017. (8,0)

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Worsis - Blinded By The System (2017)
(Independente – Nacional)
 

Surgido na cidade de Ipê/RS, no ano de 2014, com o nome de Kairos, o grupo gaúcho alterou seu nome para Worsis durante o processo de gravação do seu debut, após mudanças na sua formação. E como toda boa banda vinda do Rio Grande do Sul, os caras não aliviam, apresentando um Thrash Metal forte, com vocais agressivos, riffs marcantes e afiadíssimos, além de uma parte rítmica coesa, técnica e bem diversificada. A maturidade apresentada aqui realmente impressiona, ainda mais quando você se dá conta que esse é apenas o seu trabalho de estreia. Eis mais uma grande revelação do Sul, com potencial para logo estar entre os grandes do |Metal nacional. (8,5)

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domingo, 1 de outubro de 2017

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

Leprous – Malina (2017)
(InsideOut Music – Importado)
 

Não dá para discutir que a música do Leprous se aproxima muito mais do Rock Progressivo do que do Metal. Mas ainda assim, o peso se faz presente em sua música, e nesse ponto a parte rímica se mostra essencial, mesmo que as guitarras, bem limpas, resvalem no pop em alguns momentos. Malina passa a milhas de distância de ser um álbum ruim e muitos fatores ajudam nisso. A voz de Einar Solberg continua fazendo a diferença, os refrões são excelentes e grudentos e as músicas, além de soarem sofisticadas e técnicas, possuem boas harmonias. O pé no pop, que colocam em alguns momentos, em nada afeta a qualidade do trabalho. Pode não estar no nível dos excelentes Bilateral (11) e Coal (13), mas ainda assim é um belo trabalho. (8,0)

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Labÿrinth - Architecture of a God (2017)
(Frontiers Records – Importado)
 

Lá se vão mais de 2 décadas de estrada, e o Labÿrinth chega ao seu 8º álbum de estúdio. Com seu núcleo duro formado pelos guitarristas Andrea Cantarelli e Olaf Thörsen e pelo vocalista Roberto Tiranti, firme e forte, apresentam aqui um Power/Prog classudo e que procura fugir das fórmulas prontas adotadas por outras bandas italianas do estilo. As guitarras são responsáveis por ótimas melodias, mas também por dar um toque de agressividade ao trabalho, os vocais de Roberto se mostram muito emocionais, principalmente nas semi-baladas aqui presentes (algo que sempre fizeram muito bem), e o estreante tecladista Oleg Smirnoff (ex-Vision Divine) esbanja virtuosismo, mas sem pedantismo. Sem dúvida alguma o trabalho mais consistente da banda desde Return to Heaven Denied (98). (8,0)

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The Ruins of Beverast - Exuvia (2017)
(Ván Records – Importado)
 

Se assim como eu, você julgava improvável o The Ruins of Beverast superar ou, pelo menos, igualar os clássicos Unlock the Shrine (04) e Rain Upon the Impure (06), saiba que Alexander von Meilenwald (o dono de tudo aqui) acaba de nos provar que estávamos equivocados. Abusando do experimentalismo e mesclando Atmosférico, Black, Doom, Industrial e batidas tribais, acaba por gerar uma sonoridade melancólica e sufocante. Não se espante se em alguns momentos você se sentir meio a um ritual macabro executado por um Xamã satânico. Vale dizer que apesar da grande quantidade de elementos na música do TROB, em momento algum as guitarras perdem o protagonismo, já que aqui temos alguns dos melhores riffs da carreira da banda. Um dos destaques de 2017. (9,0)

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Cannabis Corpse - Left Hand Pass (2017)
(Season of Mist – Importado)
 

Para quem ainda desconhece, o Cannabis Corpse é um dos projetos paralelos de Landphil, do Municipal Waste, e que hoje conta com músicos de bandas como Gatecreeper, Six Feet Under e The Black Dahlia Murder. Surgido como uma paródia ao Cannibal Corpse, com temática voltada para a maconha, com o tempo ampliou suas referências para outras bandas clássicas de Death Metal. E é isso que temos aqui, Death Metal Clássico, sem inovações ou invenções. E não dá pra discutir, mesmo sem apresentar nada de diferente do que já foi feito, sua música é sólida e acima de tudo, divertida. Certamente vai agradar os fãs do estilo. (7,5)

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Foredoomed - Ordeal (2017)
(Independente – Importado)
 

Imagine uma banda de Death Metal Melódico que mescla em sua sonoridade Insomnium e Dream Theater. Pois é isso que os finlandeses do Foredoomed nos apresentam em seu álbum de estreia. Aqui o peso, a agressividade e as boas melodias de guitarra recebem o reforço dos sintetizadores, que remetem diretamente ao som dos americanos. As vocalizações também são variadas, já que em muitos momentos alternam entre vocais agressivos e limpos, o que funciona muito bem dentro da proposta musical da banda. São nos momentos em que essas características se mostram mais acentuadas, que conseguem fugir dos clichês do estilo e obtêm seus melhores resultados. Uma das estreias mais interessantes que escutei nesse ano de 2017. (8,0)

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Maat - Monuments Will Enslave (2017)
(Aural Attack Productions – Importado)
 

As comparações com o Nile certamente são inevitáveis, afinal, estamos falando de uma banda de Death Metal com temática lírica voltada para o Egito Antigo, mas nada é mais injusto que isso. Sua sonoridade se aproxima muito mais de nomes como Vader e Behemoth, com os elementos de música oriental surgindo incorporados no instrumental, principalmente nos riffs de guitarra. Então, se espera passagens atmosféricas, com instrumentos típicos, não vai encontrar isso aqui. A atmosfera aqui gerada é bem densa, principalmente pelos riffs agressivos, pelos refrões fortes e pelas músicas muito bem estruturadas. Em seu segundo trabalho (o debut, As We Create Hope from Above, é de 2014), o Maat continua sua evolução e tem tudo para se tornar uma das grandes bandas do estilo nos próximos anos. (8,0)

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domingo, 24 de setembro de 2017

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

Ghost Bath - Starmourner (2017)
(Nuclear Blast Entertainment – Importado)
 

Eis uma banda que se ama ou odeia, afinal, seu Depressive/Post-Black Metal sempre desperta extremos. Se em seu trabalho anterior, Moonlover (15), o Ghost Bath seguiu um caminho mais atmosférico, em Starmourner é a agressividade que se sobressai, graças a riffs tipicamente Black que surgem a todo momento, fazendo deste o seu álbum mais pesado. Ainda assim, as passagens mais atmosféricas continuam mais que presentes, dando diversidade ao álbum e gerando uma espécie de jogo de luz e sombra musical, já que é capaz de despertar sentimentos díspares como agonia e esperança. Certamente seu trabalho mais maduro e original. (8,5)

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Lich King – The Omniclasm (2017)
(Independente – Importado)
 

Eis uma das bandas mais legais surgidas nessa onda Retrô-Thrash dos últimos anos. Lá se vão 5 anos desde o lançamento de Born of the Bomb, e nesse meio tempo os fãs tiveram apenas o EP Do-Over para saciar a sede pelo Thrash Metal dos americanos. Sem tirarem o pé do acelerador, em The Omniclasm nos entregam um dos melhores álbuns do estilo em 2017. Veloz, pesado e agressivo, temos aqui uma profusão de ótimos riffs, um pé bem fincado no Punk e letras que trafegam entre o bom humor e o cinismo, algo que sempre marcou sua carreira. É original? De forma alguma, mas ainda assim é muito bom e vai render 43 minutos de pura diversão. Além de ossos e vértebras triturados. (8,5)

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The Great Old Ones – EOD: A Tale of Dark Legacy (2017)
(Season of Mist – Importado)
 

Os franceses do The Great Old Ones são uma das bandas mais competentes e instigantes do cenário Black da atualidade. Com seu conteúdo lírico voltado para a obra de H.P. Lovecraft, o quinteto capitaneado pelo guitarrista e vocalista Benjamin Guerry nos apresenta em seu 3º álbum um trabalho baseado no livro A Sombra de Innsmouth. A forma como conseguem levar o ouvinte para dentro da história, transformando em música a narrativa do escritor americano, é algo incrível. Com riffs sombrios e uma atmosfera assombrosa, de mistério e loucura, tudo aqui reflete musicalmente a gradeza do material retratado. Uma aula em forma de Metal e Literatura. (9,0)

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Attic – Sanctimonious (2017)
(Ván Records – Importado)
 

Imaginem um grupo de caras muito fãs de King Diamond/Mercyful Fate. Após um hiato de 5 anos, os alemães do Attic finalmente apresentam o sucessor do bom The Invocation, se mantendo firme e forte no caminho trilhado pelo Rei Diamante. O clima de horror emanando de cada canção, uma história que une satanismo e uma freira pecadora, riffs que poderiam ser tocados por Andy LaRocque, Michael Denner ou Hank Shermann, os vocais em falsete de Meister Cagliostro, que quase emulam o de King, tudo aqui nos remeterá à obra de Kim Bendix Petersen. Você pode até querer argumentar que isso já foi feito de forma muito superior em álbuns como Fatal Portrait ou Abigail, mais isso não tira o mérito de que a música do Attic é muito bem-feita e que  Sanctimonious é um álbum muito legal de se escutar. (8,0)

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Pagan Altar - The Room of Shadows (2017)
(Temple of Mystery Records – Importado)
 

Eis o último ato da lenda britânica do Heavy/Doom. Terry Jones partiu em 2015, mas antes deixou esse CD gravado. Seu filho e fiel parceiro de banda, Alan Jones, como último tributo ao pai, regravou parte do trabalho e o lançou com o nome de The Room of Shadows (originalmente se chamaria Never Quite Dead). O que temos aqui é aquela conhecida e competente mescla de Classic Rock. Heavy Metal e Doom, com os vocais bem característicos de Terry, bons riffs, passagens acústicas interessantes e uma sensação de saudosismo que se abate sobre o ouvinte, quando se lembra que não mais teremos oportunidade de escutar o Pagan Altar novamente. Uma despedida merecida e muito digna. (8,5)

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Broken Hope - Mutilated and Assimilated (2017)
(Century Media Records – Importado)
 

Capitaneado pelo guitarrista Jeremy Wagner, o Broken Hope chega a seu 7º trabalho de estúdio (o segundo desde a volta em 2012) apresentando exatamente o que esperamos, ou seja, Death Metal clássico, bruto, direto e sem enrolação. Você pode argumentar que isso não é nada diferente do que apresentaram em todos os seus trabalhos anteriores, e certamente estará certo, mas a verdade é que temos aqui alguns dos melhores riffs dos americanos em muito tempo (aliás, Jeff Hanneman ficaria orgulhoso, já que ele é a principal influência aqui). Pode não ser um clássico como Swamped in Gore (91), mas ainda assim é um álbum onde temos um Death Metal sólido. Certamente vai agradar em cheio os fãs do estilo. (7,5)

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domingo, 17 de setembro de 2017

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

Adagio - Life (2017)
(Zeta Nemesis Records – Importado)
 

Apesar de completar 17 anos de carreira, esse é apenas o 5º álbum de estúdio dos franceses, muito disso devido à alta rotatividade do posto de vocalista (Kelly Sundown Carpenter é quem ocupa o cargo agora). Após um hiato de 8 anos desde o lançamento de Archangels in Black (09), retornam apresentando um trabalho que consegue ser tão bom (ou quem sabe melhor) que o excelente Underworld (03). Podemos até dizer que, em matéria de estrutura musical, esse é um retorno à 1ª fase da banda, já que deixaram de lado os elementos mais extremos adotados nos últimos álbuns em prol de uma linha mais Prog/Power (pendendo mais para o primeiro). A diferença é que aqui soam bem atuais, muito pelos toques de Djent que surgem aqui e ali. Conseguiram também se afastar das comparações (que eram justas) com o Symphony X, parecendo que finalmente encontraram sua identidade. Life é um álbum grandioso, onde conseguem equilibrar muito bem ótimos refrões, melodias marcantes, partes atmosféricas, muita progressividade e peso. Uma das grandes surpresas de 2017. (9,0)

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Tau Cross  - Pillar Of Fire (2017)
(Relapse Records – Importado)
 

Quando Rob “The Baron” Miller (Amebix) e Michel “Away” Langevin (Voi Vod) juntaram suas forças em um novo projeto, criaram as melhores expectativas, que se confirmaram no autointitulado álbum de estreia do Tau Cross, onde mesclaram de forma primorosa Punk, Crust e Thrash Metal. Em Pillar Of Fire não só conseguem manter a qualidade mostrada no debut, como conseguem ir além, trazendo para sua música até mesmo alguns elementos acústicos que surgem aqui e ali. Os vocais de Miller continuam intensos e variados, e o ótimo trabalho de guitarra, com riffs simples, pesados e altamente funcionais, é um outro ponto a se destacar. Diversificado, divertido e cativante como poucos álbuns que escutei neste ano. (8,5)

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Masterplan – PumpKings (2017)
(AFM Records – Importado)
 

No meio da música, poder fazer algo não significa que tenha propriamente que fazer. Timing também é algo muito importante, já que, dependendo da situação, você pode passar a impressão de oportunismo. Roland Grapow tem uma história importante ao lado do Helloween, mas lançar um trabalho com versões de músicas dos alemães que ele ou escreveu ou coescreveu, em um momento em que esses estão em uma badalada turnê mundial ao lado de Kai Hansen e Michael Kiske (e da qual ele ficou fora por motivos mais que óbvios), faz com que PumpKings tenha um tremendo cheiro de caça-níqueis. Mas, sejamos justos, obstante essa sensação chata, estamos diante de um bom trabalho, já que o conteúdo do álbum, além de agradável, é bem coeso e sólido. Além disso, as versões ficaram bem legais, com uma cara mais próxima do que o Masterplan faz em seus álbuns, muitas vezes estando mais rápidas e pesadas que as originais. Certamente vai agradar aos fãs do seu trabalho, mas ainda assim aquela impressão de oportunismo não se dissipa. Aos interessados, PumpKings está saindo em versão nacional pela Valhall Music. (7,5)

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Lacrimosa - Testimonium (2017)
(Hall Of Sermon – Importado)
 

O 13º álbum de estúdio do Lacrimosa é, segundo Tilo Wolff, dedicado a grandes artistas que faleceram no ano de 2016 e que lhe serviram de inspiração. E como não poderia ser diferente, sua mescla de Música Clássica, Darkwave, Rock Gótico e Metal, possui aquela atmosfera escura que nos acostumamos em trabalhos do grupo. Pendendo um pouco mais para o Gothic Metal, Testimonium tem bom peso, mas peca por muitas vezes soar previsível, já que nada aqui surpreende o ouvinte. Além disso, falta ao álbum aquela canção bombástica, que gruda na sua cabeça e você demora dias e dias para esquecer. Ainda assim, é justamente por ser tão óbvio, que certamente fará a alegria dos fãs. (7,5)

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Desultory - Through Aching Aeons (2017)
(Pulverised Records – Importado)
 

Ah, o bom e velho Death Metal Sueco! Pois é isso que encontramos em Through Aching Aeons, 5º trabalho de estúdio dos veteranos do Desultory. O peso se faz presente com sobra aqui, enquanto as guitarras despejam riffs violentos e são responsáveis por melodias um tanto sombrias, fazendo com que sua sonoridade soe como uma mescla de Dismember, Entombed e At The Gates. Podem até não alcançar o nível de excelência de Into Eternity (93) e Bitterness (94), mas ainda assim nos apresentam um registro de Death Metal forte, feroz e potente, desses capazes de moer pescoços alheios. (8,0)

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Arthemis - Blood - Fury - Domination (2017)
(Scarlet Records – Importado)
 

Quando pensamos em uma banda de Power Metal vinda da Itália, de imediato já imaginamos algo na linha do Rhapsody (of Fire) e afins, com partes velozes e melodias e partes sinfônicas aos borbotões. Mas esse não é o caso do Arthemis, banda que está na ativa desde 1999 e que chega ao seu 8º álbum. Seu Power Metal é pesado, moderno, com alguns bons flertes com Thrash/Groove, fugindo assim de uma fórmula que já está pra lá de desgastada e que raramente tem rendido algo memorável nos últimos anos. Uma surpresa para lá de positiva. (7,5)

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domingo, 10 de setembro de 2017

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

White Skull - Will of the Strong (2017)
(Dragonheart Records – Importado)
 

No final da década de 90 e início da de 2000, Tales from the North (99) e Public Glory, Secret Agony (00) colocaram o nome do italiano White Skull em evidência. E isso não se dava apenas pelo Power Metal de rara qualidade apresentado, mas também pelos incríveis vocais de Federica “Sister” De Boni. Após sua saída em 2001, até chegaram a lançar bons álbuns, mas nada que chegasse ao nível de excelência do passado. Apesar de seu retorno em 2010, Under This Flag (12) manteve a sequência de álbuns que variavam entre mediano e bom, chegando a ser meio decepcionante para quem recordava dos trabalhos passados. Mas eis que em Will of the Strong a magia do passado parece ter retornado. Além de apresentarem um Power Metal pesado e que chega a flertar com o Thrash em alguns momentos, mostram um uso equilibrado dos teclados e orquestrações que soam bombásticas. E quanto a Federica, bem, seus vocais estão soando mais fortes e agressivos do que nunca, mostrando que o tempo só fez bem à sua voz. Uma aula de Power Metal! (8,5)

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Hell Fire - Free Again (2017)
(Independente – Importado)
 

O Hell Fire não deixa qualquer dúvida quanto à sua fonte de inspiração, a NWOBHM. Tudo aqui remete àquele período do final dos anos 70 e início dos 80, e a trabalhos de bandas como Iron Maiden, Diamond Head, Raven e Satan. Temos boas harmonias e riffs, ótimas guitarras gêmeas, além de uma parte rítmica forte e coesa. Tudo o que esperamos de uma banda inglesa do período em questão, mas com um detalhe: o grupo é americano. E isso nos é despertado quando nos deparamos com uma faixa como “Beyond Nightmares”, um Proto-Thrash que nos remete de imediato aos primórdios de ninguém menos que o Metallica. Se você curte nomes dessa nova geração, como Enforcer, Cauldron, Skull Fist, Striker e Night Demon, temos aqui mais um nome para você acrescentar à sua lista. (8,0)

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Dawn of Disease - Ascension Gate (2017)
(Napalm Records – Importado)
 

A cena do Death Metal Melódico pode ter dado uma estagnada nos últimos anos, mas ainda é capaz de gerar bons trabalhos, como o 4º álbum de estúdio dos alemães do Dawn of Disease. Ok, sua música não transborda originalidade, e em diversos momentos suas influências (Amon Amarth, At the Gates, In Flames (antigo) e Dark Tranquility) ficam bem evidentes, mas ainda assim são capazes de forjar boas melodias e dar às suas canções um clima épico. Além disso, equilibram muito bem peso, agressividade e sim, acessibilidade. Os fãs do estilo e das bandas citadas acima certamente aprovarão. (7,5)

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Ereb Altor - Ulfven (2017)
(Hammerheart Records – Importado)
 

O Ereb Altor nunca escondeu sua veneração ao Bathory, tanto que seu trabalho anterior, Blot · Ilt · Taut (16), foi um álbum de covers da banda do saudoso Quorthon. Mas engana-se quem pensa que sua música é uma simples emulação da mesma, já que apesar de toda influência, seu Viking/Black Metal também possui elementos que remetem aos trabalhos atuais de bandas como Týr, Enslaved e Falkenbach. Em Ulfven, encontramos, além do clima épico, riffs fortes e marcantes, boas melodias e muita variação vocal, mas tudo isso sem perder a rispidez e a aspereza que lhe são características. Uma música realmente grandiosa e que deixaria Quorthon orgulhoso. (8,5)

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Serious Black – Magic (2017)
(AFM Records – Importado)
 

O Serious Black surgiu em 2014 unindo Urban Breed (vocal/ex-Tad Morose), Roland Grapow (guitarra/ex-Helloween), Dominik Sebastian (guitarra/Edenbridge), Mario Lochert (baixo/ex-Visions of Atlantis), Thomen Stauch (bateria/ex-Blind Guardian) e Jan Vacik (teclado/ex-Dreamscape), e logo a alcunha de “Supergrupo de Power Metal” pegou. Mas a verdade é que a coisa nunca engrenou de verdade. Roland e Thomen saíram, Bob Katsionis (Firewind) e Alex Holzwarth (ex-Luca Turilli's Rhapsody, ex-Rhapsody of Fire) chegaram, e o sexteto chega a seu 3º álbum em 3 anos. Se Mirrorworld (16) havia sido superior à estreia com As Daylight Breaks (15), o mesmo não se pode falar de Magic. Por mais que a história contada seja interessante (o trabalho é conceitual), musicalmente não apresentam absolutamente nada de novo. É o mesmo Power Metal com nuances de Prog que já foi explorado por muitas outras bandas. A sorte do Serious Black é que os músicos envolvidos são de 1ª linha, e compensam isso com muito talento, boa técnica, bons riffs, melodias agradáveis e refrões marcantes. No fim, é um álbum que certamente cativará os fãs do estilo, mas que convenhamos, está muito aquém do que poderia ser com músicos desse porte envolvidos. (7,5)

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Kal-El - Astrodoomeda (2017)
(Argonauta Records – Importado)
 

A capa e o título do CD não nos deixa enganar, estamos diante de uma banda de Stoner/Doom. Em seu 3º álbum de estúdio, os noruegueses do Kal-El nos entregam um dos melhores lançamentos do estilo nesse ano de 2017. Os vocais de Cpt Ulven nos remetem diretamente aos de Ozzy Osbourne, enquanto a guitarra de Roffe despeja riffs que são uma mistura de Black Sabbath, Nebula e Monster Magnet. Enquanto isso, a parte rítmica, com o baixo de Liz e a bateria de Bjudas, parece pesar uma tonelada de tão pesada que soa. De quebra, temos boas doses de Psychedelic e Desert Rock, e uma temática toda voltada para o Sci-fi, que deixa tudo ainda mais legal. Ah, já ia me esquecendo, Astrodoomeda encerra com um cover muito bem-feito para “Green Machine”, do lendário Kyuss, Imperdível! (9,0)

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sábado, 2 de setembro de 2017

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

Jorn - Life on Death Road (2017)
(Frontiers Records – Importado)
 

Que Jorn Lande é um dos vocalistas mais talentosos do Heavy Metal, isso não se discute. Mas por algum motivo, isso não significa que consiga manter uma constância em matéria de qualidade na sua carreira solo. Para seu 13º álbum de estúdio, Jorn cercou-se de músicos da atual formação do Voodoo Circle, Alex Beyrodt (guitarra/Primal Fear), Mat Sinner (baixo/Primal Fear, Sinner), Francesco Jovino (bateria/Primal Fear, Sinner) e Alessandro Del Vecchio (teclado/Hardline), além de contar com as participações especiais de Gus G (Firewind, ex-Ozzy Osbourne) e Craig Goldy (Dio Disciples, Resurrection Kings, ex-Dio) e o resultado foi simplesmente ótimo. Canções fortes, muita musicalidade, ótimas melodias e um vocal que beira a perfeição geraram não só um belíssimo álbum de Heavy Metal, como também o seu melhor trabalho desde o excelente The Duke (06). (8,0)

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Excalion - Dream Alive (2017)
(Scarlet Records – Importado)
 

A era de ouro do Power Metal Melódico pode até ter passado, mas muitos são os nomes que ainda se agarram ao mesmo com toda a força. Esse é o caso dos finlandeses do Excalion, que chegam ao seu 4º álbum após um hiato de 7 anos. Se você aprecia o trabalho de bandas como Stratovarius, Sonata Arctica e Freedom Call, certamente vai gostar muito de Dream Alive, já que aqui temos todos os elementos esperados em um bom CD do estilo. Um ótimo vocalista (o estreante Marcus Lång), guitarras pesadas e que nos entregam ótimas melodias, uma parte rítmica sólida, teclados bem encaixados, um pé de leve no Prog Metal e claro, ótimos refrões. Sim, não temos nada de novo aqui, mas é surpreendentemente legal. (8,0)

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Cortez - The Depths Below (2017)
(Salt of the Earth Records – Importado)
 

Sim, a cena Stoner/Doom está saturada e isso não é mistério para ninguém que a acompanha de perto. Mas mesmo dentro desse cenário, algumas bandas continuam a lançar bons trabalhos, como o caso dos americanos do Cortez. Ok, temos o básico aqui, ou seja, aquela mescla clássica de Stoner e Doom, com ótimos vocais e bom trabalho de guitarras com riffs chapados que te remetem aos anos 70, mas ainda assim o quinteto oriundo de Boston consegue dar à sua música certa diversidade que acaba por diferenciá-los um pouco dos emuladores que andam por ai. Nada revolucionário, mas certamente vai agradar aos fãs do estilo. (7,5)

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Nargaroth - Era of Threnody (2017)
(Inter Arma Records – Importado)
 

Após o lançamento de seu último álbum de estúdio, Jahreszeiten (09) e do ao vivo Black Metal Manda Hijos de Puta (12) (contendo gravações feitas em turnês na América Latina entre 2008 e 2011), não se ouviu falar muito mais do Nargaroth. Aparentemente, Ash (ou Kanwulf, se preferir), seu mentor, saiu mundo afora em uma jornada de conhecimento pessoal. E o resultado disso é uma sonoridade renovada, que consegue soar mais acessível, mas, ao mesmo tempo, mais desafiadora. Guitarras limpas se alternam com guitarras distorcidas, que despejam riffs explosivos e furiosos, vocais bem diversificados e algumas passagens mais atmosféricas, que dão à música do Nargaroth um ar mais sofisticado e bem interessante. Belo e turbulento. (8,0)

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Royal Thunder - Wick (2017
(Spinefarm Records – Importado)
 

Decididamente, os americanos do Royal Thunder são uma das bandas mais legais dessa leva Stoner Rock que tomou a cena de assalto nos últimos tempos, já que não se limitam à simples emulação. Seu som tem como base aquele Hard Rock com os dois pés fincados nos anos 70, recebendo doses de Blues, Rock Progressivo/Psicodélico e Doom. Além disso, contam com a incrível voz de Mlny Parsonz, que dá um diferencial ainda maior à sua música. Além disso, é possível notarmos alguns toques daquele Rock Alternativo noventista, que acaba por reforçar ainda mais sua identidade musical. Mostrando-se cada vez mais maduro, o Royal Thunder entrega aos seus fãs mais um álbum de altíssimo nível. (8,5)

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Barathrum – Fanatiko (2017)
(Saturnal Records – Importado)
 

Doze anos. Esse foi o tempo que os fãs de Black Metal ficaram sem ouvir um trabalho de inéditas dos finlandeses do Barathrum. Mantendo sua particularidade de possuir dois baixos (o que o deixa ainda mais intenso), o sexteto não dá refresco em seu 9º álbum de estúdio, nos presenteando com um Black Metal bruto, pesado, insano e agressivo. Além disso, as influências de Doom continuam marcando forte presença nas partes mais arrastadas e cadenciadas de sua música. Cru, sujo, extremo e esmagador. Dá para pedir mais? Não mesmo. (8,0)

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domingo, 27 de agosto de 2017

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

Egypt - Cracks And Lines (2017)
(Independente – Importado)
 

Algumas bandas, mesmo quando lançam trabalhos “menores”, conseguem prender a atenção do ouvinte. Após a gravação de seu último álbum, Endless Flight (15), restaram algumas faixas que não se encaixavam no mesmo, mas em vez de descartá-las, o Egypt optou por finalizá-las, e agora elas chegam até nós por meio do EP Cracks And Lines. E aqui temos uma aula de Stoner/Doom, com guitarras pesadas e distorcidas, riffs que deixariam Tony Iommi orgulhoso e claro, um toque de psicodelia. E ainda tem um cover bem legal para Watchin’ You, do Kiss. Um item imperdível para os fãs do estilo. (9,0)

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Secret Sphere - The Nature of Time (2017)
(Frontiers Records – Importado)
 

Em seu 9º álbum de estúdio (incluindo a regravação comemorativa do clássico A Time Never Come), os italianos do Secret Sphere nos apresentam mais uma vez sua competente mescla de Metal Progressivo (mais) com Power Melódico (menos). E talvez esteja ai o grande problema de The Nature of Time. Nada aqui surpreende o ouvinte. É claro que não dá para discutir o talento de todos os envolvidos, e temos até alguns momentos mais épicos e agressivos aqui e ali, mas são as passagens mais Progressivas e “suaves” que predominam, não existindo algo mais bombástico e marcante. Ainda assim é um trabalho agradável e que certamente vai agradar aos fãs do estilo. (7,5)

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Limbonic Art - Spectre Abysm (2017)
(Candlelight Records – Importado)
 

O Limbonic Art marcou época no Black Metal Sinfônico com seu 4 primeiros álbuns, com destaque principalmente para Moon in the Scorpio (96) e In Abhorrence Dementia (97), simplesmente primorosos. Em seu 2º álbum sem a presença de Morfeus (e 8º da carreira), e após um hiato de 7 anos, Daemon opta por manter a pegada do trabalho anterior, Phantasmagoria (10), ou seja, um Black Metal mais cru, com riffs destruidores e furiosos, bateria explosiva e vocais assombrosos. O resultado final de tudo isso é um dos melhores álbuns de Black metal que você escutará nesse ano de 2017. (8,5)

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Dodecahedron - Kwintessens (2017)
(Seasons of Mist – Importado)
 

Nomes como Deathspell Omega, Blut aus Nord e Terra Tenebrosa levaram o Black Metal a explorar novos territórios, com resultados muito positivos, ao menos para os fãs menos ortodoxos. É justamente por esse caminho que seguem os holandeses do Dodecahedron. Sua música é o que podemos chamar de vanguardista, caótica e brutal, e traz para dentro do seu Black Metal elementos de Death e Industrial, o que acaba por gerar uma música deveras sombria, com riffs dissonantes, blastbeats e vocais típicos do estilo. É uma música instigante, densa e definitivamente perturbadora.  Sem dúvida, um dos grandes álbuns de 2017. (9,0)

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Wizard - Fallen Kings (2017)
(Massacre Records – Importado)
 

Epic Power Metal vindo da Alemanha. Para os fãs do estilo, só isso já é um grande sinal de qualidade. Com quase 30 anos de carreira e chegando ao seu 11º trabalho de estúdio, os alemães do Wizard sabem bem como fazer música para agradar os apreciadores do estilo, já que conhecem todas as fórmulas e atalhos para tal. Em Fallen King, focam mais nas guitarras pesadas e alternam, com bastante competência, faixas mais velozes com outras mais cadenciadas. Além disso, temos aqui boas melodias e aqueles refrões grudentos e que você já se pega cantando na primeira audição. A verdade é que não fazem nada muito diferente do que fizeram até hoje em sua carreira, mas ainda assim temos aqui um álbum que vai agradar em muito os que gostam de um bom Power Metal. (7,5)

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Origin - Unparalleled Universe (2017)
(Nuclear Blast/Agonia Records – Importado)
 

Completando 20 anos de história, podemos dizer que os americanos do Origin possuem uma carreira muito bem sedimentada, onde angariaram respeito daqueles que apreciam um Death Metal técnico e brutal. Mas após o equivocado Omnipresent (14), se fazia necessário recuperar o terreno perdido, e é isso que fazem com seu 7º álbum, Unparalleled Universe. Velocidade, peso, brutalidade, ótimos riffs, bateria incessante, variedade e muita técnica, mostram que não desaprenderam a fazer Death Metal de qualidade. Pode não ter o brilhantismo de Echoes of Decimation (05) ou Antithesis (08), mas ainda assim é um ótimo trabalho, que cumpre o objetivo de recolocar o Origin no rumo certo. (8,0)

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domingo, 20 de agosto de 2017

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

Unleash The Archers - Apex (2017)
(Napalm Records – Importado)
 

O Canadá sempre gerou nomes de qualidade no que se refere à música pesada, e bandas como Rush, Razor, Anvil, Voi Vod, Exciter ou Annihilator no passado, e 3 Inches of Blood, Borealis, Into Eternity, Kobra and the Lotus e Kataklysm, em anos mais recentes, corroboram isso. Para quem desconhece o Unleash The Archers, a banda capitaneada pela ótima vocalista Brittney Slayes, chega ao seu 4º álbum de estúdio mesclando com muita competência, Power Metal Death Metal Melódico e NWOBHM, gerando assim uma música pesada, com riffs fortes, ótimas melodias, e sobretudo grudenta. Sabe aquela banda que vai agradar aos fãs de Helloween, Into Eternity e Saxon? Um dos álbuns mais legais de 2017. (8,5)

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In This Moment - Ritual (2017)
(Roadrunner Records – Importado)
 


Mesmo não sendo muito fã de Metalcore/Alternative Metal, não dá para negar a qualidade do In This Moment. A música do grupo liderado por Maria Brink possui uma veia Pop latente e inegável, mas que em momento algum relega as guitarras a segundo plano. Liricamente soando mais madura, é nítido também que os elementos eletrônicos bem presentes nos últimos trabalhos perderam um pouco de espaço para as guitarras, que soam mais pesadas. No campo das curiosidades, a faixa “Black Wedding” possui Billy Idol entre seus compositores e Rob Halford dividindo os vocais com Maria, enquanto “In The Air Tonight” é um cover para o hit pop de Phil Collins. Como dizem por ai, uma ótima mescla de Lady Gaga com Rob Zombie, gostem ou não. (7,5)

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Stallion - From The Dead (2017)
(High Roller Records – Importado)
 


Existem duas formas de se abordar a música dos alemães do Stallion. Se a busca é por originalidade e modernidade, esse decididamente não é um trabalho dos mais indicados, mas se o ouvinte for um desses mais saudosistas, certamente abrirá um daqueles sorrisos bem largos com From The Dead. Por mais que receba o rótulo de Heavy/Speed, o quinteto trafega com bastante naturalidade por estilos como Power, Thrash, NWOBHM, Hard e até mesmo coloca um pé no Glam em certo momento. Referências a nomes como Judas Priest, Accept, Running Wild, W.A.S.P., Ratt e Def Leppard podem ser notadas, ainda que não se limitem a emular esses nomes. Uma ode aos anos 80. (8,0)

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Entrails - World Inferno (2017)
(Metal Blade Records – Importado)
 


Death Metal puro e simples. Se tivéssemos que definir World Inferno, 5º álbum da carreira do sueco Entrails, essa frase já bastaria. Surgido no início dos anos 90 (apesar de só ter debutado em CD em 2008), seu Death Metal é pesado, bruto e agressivo, fazendo assim a alegria de fãs de formações como Entombed, Dismember e Grave. Vocais infernais, riffs impiedosos e massacrantes e uma parte rítmica coesa e diversificada são responsáveis por gerar um Death classudo e de respeito, que vai agradar em cheio os apreciadores de uma sonoridade mais tradicional do estilo. Como sempre, o Entrails não erra. (8,0)

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Post Metal, Post Rock, Art Rock. Não importa o rótulo, pois ao final, o que conta é que o Junius faz uma música de qualidade inquestionável. Sua música pode não ser tão pesada quanto a praticada por um Neurosis, um Cult of Luna ou um The Ocean, mas consegue soar tão intensa ou até mais do que a feita pelos nomes citados. Após um hiato de 6 anos e a saída de um dos seus principais compositores, o guitarrista Michael Repeasch-Nieves, o Junius mostra em seu 3º álbum uma sonoridade levemente mais pesada e ótimo uso dos sintetizadores. Esse peso a mais se alterna muito bem tanto com passagens atmosféricas e hipnóticas, como também com momentos bem épicos. Não podemos negar que é uma audição desafiadora, mas também altamente recompensadora. (9,0)

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Baron Rojo, Avalanch, Tierra Santa, Mägo de Oz, Angeles del Infierno, Obús. Quando o assunto é Heavy e Power Metal, a Espanha sempre nos apresenta nomes de qualidade, e o Warcry é mais um destes. Em seu 9º álbum de estúdio, o grupo liderado por Victor Garcia continua nos mostrando seu Heavy/Power tradicional e cantado em espanhol, soando bem direto, pesado e melódico. Bons riffs, melodias grudentas e refrões marcantes (uma característica história da banda) farão a alegria dos fãs dos espanhóis. (8,0)

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