segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Hammerfall – (r)Evolution (2014)




Hammerfall – (r)Evolution (2014)
(Nuclear Blast – Importado)

01. Hector’s Hymn
02. (r)Evolution
03. Bushido
04. Live Life Loud
05. Ex Inferis
06. We Won’t Back Down
07. Winter Is Coming
08. Origins
09. Tainted Metal
10. Evil Incarnate
11. Wildfire

Quando se fala de Hammerfall, em grande parte das vezes não existe um meio termo, ou se é fã da banda ou se abomina ela. É tudo muito 8 ou 80. Apesar disso, seu último álbum, Infected (2011), conseguiu desagradar até mesmo boa parte dos seus fãs, já que aparentemente os mesmos não gostaram da retirada do personagem Hector da capa e da mudança de enfoque das letras, que passaram a abordar temas mais atuais e obscuros. Já do ponto de vista musical, não se diferenciava em muito de seus últimos trabalhos, estando no mesmo nível de qualidade destes.
A realidade é que seus três primeiros álbuns, Glory to the Brave (1997), Legacy of Kings (1998) e Renegade (2000), gostem ou não os detratores, estão entre os melhores trabalhos lançados com o rótulo de Power Metal nos últimos 20 anos. O problema é que a partir daí, o Hammerfall passou a lançar álbuns cada vez mais burocráticos e sem inspiração, tendo como resultado o tão contestado Infected. Sendo assim, as informações que precederam o lançamento de (r)Evolution davam a entender um retorno a sonoridade desse período. Os indícios eram fortes: Hector voltando a figurar na capa, esta feita por Andreas Marschall, o que não ocorria desde Renegade e Fredrik Nordström, produtor dos dois primeiros álbuns, trabalhando novamente com a banda. Essa impressão foi reforçada ao liberarem para audição as faixas “Bushido” e principalmente, “Hector’s Hymn”, faixa de abertura que poderia figurar tranquilamente em qualquer um dos três primeiros álbuns da banda. Sinto muito informar, mas quem se deixou levar por essas pistas, irá se decepcionar um pouco. O que temos aqui é um amálgama entre aquela banda do final dos anos 90 com a dos últimos álbuns. Além da já citada faixa de abertura, poucos são os outros momentos com o mesmo brilhantismo de outrora. Mais precisamente, surgem em “Origins” e em “Ex Inferis”. O restante do álbum, excetuando-se uma ou duas músicas desnecessárias, não é ruim, mas passa longe da qualidade das três faixas comentadas. Alguma variedade, com alternância de músicas mais rápidas com outras mais cadenciadas, ajuda um pouco durante a audição, assim como bons refrões aqui ou ali. Faixas como “Bushido”, “Tainted Metal” ou “Wildfire” certamente irão soar um tanto burocráticas para o fã comum de Metal, mas acredito que agradará em muito os mais fanáticos pelo Hammerfall.
Sim, estamos diante de mais um trabalho burocrático dos suecos. O que coloca (r)Evolution em um patamar levemente superior aos demais são justamente os raros momentos em que aquele brilhantismo de outrora surge. É pouco? Para um fã comum, certamente, para os die hard é mais do que apresentaram nos últimos 12 anos. (e)Evolution é para esses e só para esses.

NOTA: 7,0





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