domingo, 6 de março de 2016

Melhores álbuns – Fevereiro de 2016

 
No primeiro domingo de cada mês o A Música Continua a Mesma fará uma lista com os melhores álbuns do mês anterior. Nela, respeitaremos as datas oficiais de cada lançamento, então sendo assim, não contaremos a data que os mesmos vazaram na internet, mas sim quando efetivamente foi ou será lançado.

Sendo assim, ai vão os melhores lançamentos de Fevereiro na opinião do A Música Continua a Mesma.

1º. Son Of A Witch - Thrones In The Sky


2º. Rotting Christ - Rituals
 

3º. Lost Society - Braindead
 

4º. Fleshgod Apocalypse - King


5º. Anthrax - For All Kings
 

6º. Jarakillers - Macabres Tales of Dark River
 

7º. Torture Squad - Return Of Evil 
 

8º. Onslaught - Live At The Slaughterhouse
 

9º. Obscura - Akroasis
 

10º. Black Cobra - Imperium Simulacra 
 

Menções Honrosas

Myrath - Legacy 
 

Omnium Gatherum -  Grey Heavens
 

Prong - X - No Absolutes
 
 

sábado, 5 de março de 2016

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

Tridanna - The Power & The Will (2015)
(Power Prog Records - Importado)


Surgido em 2011, da dissidência de outro grupo argentino, o Skiltron, o Triddana chega a seu segundo trabalho de estúdio mantendo a aposta em uma mescla de Power e Folk Metal, pendendo um pouco mais para o primeiro. Mais equilibrado e coeso que em sua estréia, a mistura de melodia e elementos folclóricos funciona bem, com direito a flautas, gaitas de fole e ótimos riffs de guitarra. (8,0)

Homepage
Facebook
Twitter
YouTube

________________________________________ 

Starblind - Dying Son (2015)
(Pure Steel Records - Importado)


Nos últimos anos, com o crescimento da NWOTHM (New Wave Of Traditional Heavy Metal), centenas de bandas surgiram por ai praticando aquele típico Metal Tradicional, quase que totalmente calcado na cena inglesa do início dos anos 80. E bem, nesse caso os rip-offs são inevitáveis. Desde a primeira nota, o quinteto sueco deixa claro qual sua maior inspiração, o Iron Maiden. A coisa chega a um nível tão absurdo que em alguns momentos nos perguntamos se não se tratam de canções perdidas da banda britânica. Certamente o fã mais exigente irá se incomodar com tamanha semelhança, mas se você procura apenas por uma música feita de forma honesta e não se preocupa com originalidade, certamente irá se divertir muito aqui. (7,0)

Homepage
Facebook
YouTube
Reverbnation
Myspace
Twitter

________________________________________

 Phantasma - The Deviant Hearts (2015)
(Napalm Records - Importado)


O que esperar de um projeto que reúne Georg Neuhauser (Vocal - Serenity), Oliver Philipps (Vocal/Guitarra/Teclado - Everon) e Charlotte Wessels (Vocal - Delain)? Música de qualidade, com toda certeza. Apresentando um Metal Sinfônico que consegue equilibrar de forma primorosa peso e suavidade e contando com participações de Tom Englund (Vocal - Evergray), Cloe Lowery (Vocal - Trans Siberian Orchestra), Dennis Schunke (Van Canto), Jason Gianni (Bateria - Daredevil/TSO), Randy George (Baixo - Neal Morse Band) e Tom Buchberger (Guitarra - Serenity), temos aqui um álbum recheado de ótimas melodias, boas guitarras e um trabalho vocal simplesmente fora do comum. Certamente um dos melhores trabalhos do estilo nos últimos anos. (8,5)

Homepage
Facebook

________________________________________

Therion - Les épaves (2016) (EP)
(Independente - Nacional)


Esse EP, limitado em 1000 cópias e só disponível para venda nos shows e na loja virtual da banda, reúne sobras de estúdio de Les Fleurs du Mal, músicas que Christofer Johnsson julgou por algum motivo não se encaixarem no álbum. Sendo assim, não existe mistério no que o ouvinte irá encontrar aqui, o que faz com que Les épaves acabe sendo indicado apenas para os que aprovaram a proposta de LFDM ou para colecionadores. Um EP assaz interessante. (8,0)

Homepage
Facebook
Twitter
Last.fm
Myspace

________________________________________

Lycus - Chasms (2016)
(Relapse Records - Importado)


Chegando a seu segundo trabalho, esse quarteto americano pratica um Funeral Doom de respeito. Pesado, arrastado, sombrio e opressivo, esse é um trabalho que passa longe da monotonia, graças aos toques de Death e Black presentes. Diversificado, com ótimas guitarras e uma bateria que foge um pouco do normal para o estilo, por ser um pouco mais "acelerada", Chasms certamente estará em diversas listas de melhores álbuns de Doom no final de 2016. Um belo trabalho, que vai crescendo mais e mais a cada audição. (8,5)

Facebook
Bandcamp
Instagram
Last.fm

________________________________________ 

sexta-feira, 4 de março de 2016

Basttardos - O Último Expresso (2015) (EP)


Basttardos - O Último Expresso (2015) (EP)
(Independente - Nacional)


01. Basttardos
02. Licor de Cereja
03. Despertar do Parto
04. Exilados
05. Terceiro Elemento

Surgido em 2010 no Rio de Janeiro, o grupo carioca Basttardos já havia chamado a atenção quando do lançamento de seu EP de estréia, Dois Contra o Mundo, em 2013. O Último Expresso, segundo trabalho do grupo, foi lançado no final do ano passado e bem, confesso que após a sua audição, lamentei não ter escutado o mesmo antes, já que ele entraria fácil em minha lista de melhores EP's de 2015.

Aqui temos claramente um caso típico de "o que era bom ficou melhor ainda". Soando mais madura e equilibrada, o prezado ouvinte irá se deparar com uma banda que pratica um Rock and Roll carregado de elementos diversos, que passam pelo Rock Alternativo, o Southern e o Hard Rock, gerando assim uma sonoridade bem moderna e agradabilíssima de se escutar. Tudo aqui soa superior ao trabalho anterior. Me impressiona também a capacidade de equilibrar rispidez, ótimas melodias e uma dose de acessibilidade nas canções, algo que não é simples de se conseguir, mas que o Basttardos faz muito bem. Alex Campos se mostra tanto ótimo vocalista como guitarrista, despejando riffs bem fortes e pesados, enquanto a parte rítmica, com Terceiro Elemento (Baixo) e Bernardo Martins (Bateria), faz muito bem a sua parte. Vale destacar também as letras (todas em português), muito boa se acima da média que vemos em muitos casos por ai.

É impossível não notar a espontaniedade presente nas 5 canções aqui presentes e por mais que isso soe clichê, fica difícil destacar uma perante as demais, já que todos os temas são realmente grudentos, mas recomendo uma audição atenta em faixas como "Basttardos", "Licor de Cereja" e "Despertar do Parto" (com uma letra linda abordando paternidade e com a qual qualquer um aqui que seja pai irá se identificar).

Gravado no Fil Buc Productions, O Último Expresso foi produzido pelo próprio Alex Campos e teve masterização e mixagem realizados por Fil Buc. O resultado não foi menos do que ótimo, com o som ficando claro, audível e muito pesado. Já a capa foi obra de Alexandre Ferreira e podemos dizer que é um retrato perfeito do que é o Basttardos. Com uma música carregada de espontaniedade, energia e visceralidade, o grupo carioca se mostra mais do que pronto para lançar seu primeiro trabalho completo de estúdio. E que esse não demore muito mais.

NOTA: 8,5

Basttardos é:
- Alex Campos (Vocal/Guitarra)
- Terceiro Elemento (Baixo)
- Bernardo Martins (Bateria)

Homepage
Facebook
YouTube
Soundcloud
Twitter

quinta-feira, 3 de março de 2016

Tribal – Tribal (2015) (EP)

Tribal – Tribal (2015) (EP)
(Independente – Nacional)


01. The Age of Frustration
02. Broken
03. Unconditional
04. I Become
05. War Against All Odds
06. The Last Stand

Por mais que o fã de Metal no Brasil esteja atrelado a vertentes mais tradicionais do estilo, sempre existirão aqueles mais "antenados" com o que aparece de novo por ai. Esse é o caso do Djent, um digamos, sub-estilo do Metal Progressivo que vêm começando a criar suas raízes por aqui, por mais que o termo as vezes seja utilizado por bandas que nada têm a vercom tal sonoridade. Aprentemente, em alguns casos é legal vc dizer que sua banda tem algo de Djent, apenas para se dizer moderno, mesmo que musicalmente se esteja distante de tal.

Felizmente esse não é o caso do curitibano Tribal, surgido em 2014 e que no ano passado lançou seu autointitulado EP de estréia. E bem, como não poderia deixar de ser em uma banda do estilo, sua música é muito pesada, igualmente muito complexa e técnica, recheada de dissonâncias e diversificada do ponto de vista de estruturas rítmicas. E para enriquecer sua sonoridade, acrescentam uma dose de ritmos brasileiros, o que acaba por dar ao som do Tribal uma caracteristica toda particular, evitando que soem como cópias de bandas consagradas do estilo. Em resumo, apesar das influências, o Tribal soa como o Tribal e não como o Meshuggah, Animals as Leaders, Periphery, etc.

As músicas aqui estão niveladas por cima e certamente os fãs do estilo irão se esbaldar durante a audição do trabalho, mas ainda sim aponto como destaques, "The Age of Frustration", "Broken", " I Become" e "War Against All Odds".

Gravado no Brasil pela própria banda, a produção e a mixagem acabaram sendo feitas na Holanda por Richard Rietdijk, do Textures e bem, a qualidade é excelente e não fica devendo nada a qualquer trabalho vindo lá de fora. Com uma música técnica e complexa, diversificada e carregada de personalidade, o Tribal mostra estréia com o pé direito e vai agradar em cheio fãs de nomes como Tesseract, Textures, Periphery e Meshuggah. Se o Djent é sua praia, corra atrás EP, pois vale muito a pena. Como eles mesmo dizem, "Behold the Tribe!".

NOTA: 8,5

Tribal é:
- Cristiano Fernandes (Guitarra/Vocal)
- Anderson Cielo (Guitarra)
- José Harasim (Baixo)
- Eduardo Sallum (Bateria)

Homepage
Facebook
Twitter
YouTube
Instagram
Google+

Bandcamp

terça-feira, 1 de março de 2016

Voiceless – Senseless (2015)


Voiceless – Senseless (2015)
(Independente – Nacional)


01. InSanity
02. End of Mankind (Your Own God)
03. Senseless
04. Devil Within
05. Age of Revolution
06. Heartless Machines
07. Messengers of The Universe
08. The Conquering
09. Voice of Hope
10. Voiceless (feat. João Vitor Soares)

A quantidade de boas bandas surgidas no Nordeste nos últimos anos é algo que me impressiona e dentre todos os estados, um dos que mais se destaca é o Maranhão, que vem gerando bons nomes em diversas vertentes da música pesada. É de lá que vem o Voiceless, quinteto que conta  com músicos de bandas como JackDevil e Purpura Ink em sua formação.

Mas bem, se você espera algo segundo uma linha Hard Rock ou mesmo Thrash Metal, pode tirar seu cavalo da chuva, pois a sonoridade aqui se envereda por um Modern Metal muito pesado, com influências de Metalcore e boas mudanças de andamento. As músicas alternam entre passagens mais velozes e outras mais cadenciadas, aliando assim peso e melodia na medida certa. Essa diversidade e equilíbrio são os grandes trunfos que acabam por fazer de Senseless um bom debut.

Os vocais aqui são divididos entre Arthur Tribuzi (vocal extremo) e Alexandre Tanabe (vocal limpo), que quando surge, cria ótimo contraste e dá uma dinâmica bem interessante à sonoridade do Voiceless, sendo que esse último também faz uma bela dupla de guitarristas com Chris Wiesen, despejando ótimos riffs. Quanto à parte rítmica, com o baixista Raul Tribuzi e o baterista Filipe Stress, ambos esbanjam técnica e imprimem muito peso e variação as músicas. Outro ponto a se destacar aqui são os refrãos, bem marcantes.

Entre as canções de destaque aqui, cito "InSanity", "End of Mankind (Your Own God)", "Devil Within", "Age of Revolution", "Messengers of The Universe" e "Voiceless".

Com uma produção, mixagem e masterização de boa qualidade, por conta de Filipe Stress e uma belíssima capa criada por Arthur Tribuzi, o Voiceless apresenta em Senseless um trabalho moderno, pesado e agressivo, mas que em momento algum abre mão das melodias e vai agradar em cheio aos fãs de vertentes mais modernas do Metal. Uma bela estréia de uma banda que promete muito para o futuro.

NOTA: 8,0

Voiceless é:
- Arthur Tribuzi (Vocal Extremo)
- Alexandre Tanabe (Vocal Limpo/Guitarra)
- Chris Wiesen (Guitarra)
- Raul Tribuzi (Baixo)
- Filipe Stress (Bateria)

Homepage
Facebook
YouTube
Instagram
Spotify

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!

Blazon Stone – No Sign Of Glory (2015)
(StormSpell Records – Importado)


O projeto do sueco Cederik Forsberg (Rocka Rollas), que faz praticamente tudo aqui, exceto os vocais que ficaram a cargo de Georgy Peichev, chega a seu segundo trabalho. E bem, o nome da banda já deixa muito claro qual a maior influência do Blazon Stone. No sucessor de Return to Port Royal (13), você irá se deparar com aquele Heavy/Power que sempre caracterizou a carreira do Running Wild e vai agradar em cheio aos fãs desta. Ótimos riffs e coros, musicas rápidas e de ótima qualidade, ou seja, tudo que você espera de um trabalho do Running Wi....ops, do Blazon Stone. Se curtiu o debut, vá sem medo. (8,0)


______________________________

The Night Flight Orchestra – Skyline Whispers (2015)
(Coroner Records – Importado)


Aos que não conhecem, esse é um projeto que reúne membros do Soilwork, o vocalista Bjorn “Speed” Strid e o guitarrista David Andersson e o baixista Sharlee D’Angelo (Arch Enemy, Spiritual Beggars, Mercyful Fate, Witchery) e que chega a seu segundo CD. Ao contrario do que muitos podem imaginar, a sonoridade do TNFO passa longe do extremismo, pois trafega entre aquele Hard setentista mais melódico e o AOR/Rock de Arena típico dos anos 80. As referências aqui seriam bandas como Deep Purple, Europe, Journey, Kiss, Eagles, Foreigner, dentre outras. E para quem se acostumou com os vocais de Bjorn em sua banda principal, prepare-se para a surpresa, pois aqui o cara canta de uma forma magnífica, não deixando nada a dever a qualquer grande vocalista do estilo. (9,0)


_____________________________

Heartlay – Remedy (2015) (EP)
(Independente – Importado)


O grupo francês, que já se fez presente nessa sessão meses atrás com seu EP de estréia, retorna agora com um novo trabalho, mostrando aquela mesma mescla de Metal Alternativo e Industrial, só que mais agressiva e obscura que antes, em uma clara evolução com relação ao antecessor de Remedy. Intenso, carregado de boas melodias e muita força, vai agradar em cheio aos fãs de sonoridades mais modernas. E para completar, mais uma vez o trabalho se encontra disponível para download gratuito no Bandcamp do Heartlay. (8,0)


______________________________

Black Tusk – Pillars of Ash (2016)
(Relapse Records – Importado)


Em Novembro de 2014 o Black Tusk sofreu um duro golpe, com o falecimento de Jonathan Athon (Baixo/Vocal), durante o processo de gravação de Pillars of Ash. Como o mesmo já havia gravado boa parte dos seus vocais, a banda optou por seguir em frente, como uma forma de homenagear o velho amigo, com Corey Barhorst (ex-Kylesa) assumindo a vaga. E para os fãs que estavam preocupados, saibam que os caras não aliviaram em nada e continuam apresentando um Sludge Metal cru, pesado, brutal, veloz, obscuro e raivoso. Por todas as circunstâncias que cercaram o mesmo, esse é certamente seu trabalho mais forte e impactante. (8,5)


______________________________

Ape Cave – Pillars of Evolution (2016)
(Independente– Importado)


Esse quarteto americano chega a seu primeiro álbum completo apresentando uma sonoridade que mescla Sludge, Stoner e Doom, com toques bem interessantes de psicodelismo aqui e ali. Isso acaba por gerar uma música de inegável qualidade, bem diversificada e dinâmica, além de claro, possuir uma rara personalidade para uma banda tão nova. Definitivamente um trabalho surpreendente! (8,5)


______________________________




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Arandu Arakuaa - Wdê Nnãkrda (2015)


Arandu Arakuaa - Wdê Nnãkrda (2015)
(Independente – Nacional)

01. Watô Akwẽ
02. Nhandugûasu
03. Hêwaka Waktû
04. Dasihâzumze
05. Padi
06. Wawã
07. Ĩwapru
08. Nhanderú
09. Ĩpredu
10. Sumarã
11. Povo Vermelho

Há 20 anos o Sepultura lançava Roots, um álbum que misturava Metal com elementos regionalistas típicos de nosso país. Obstante ser um trabalho que desperta paixões para o bem e para o mal, foi de imensa importância para o cenário do Metal em todo mundo. Mas porque falar da banda mineira na resenha sobre os brasilienses do Arandu Arakuaa? Simples, caro leitor, pelo fato de que aqui temos uma evolução natural do que foi feito duas décadas atrás.

O Arandu já havia despertado a atenção em seu trabalho de estreia, Kó Yby Oré (13), com sua sonoridade bem particular, que mistura Metal e elementos regionalistas e indígenas. Em Wdê Nnãkrda, resolveram aprofundar em tal fórmula, como esses elementos se fazendo ainda mais presentes, mas sem abrir mão em momento algum do peso em suas canções. Além dos instrumentos tradicionais para qualquer banda de Metal, você irá se deparar com violas caipiras, maracás, chocalhos, flautas e corais típicos da cultura indígena, inclusive com as músicas sendo cantadas em diversas línguas diferentes, o que acaba por dar ao trabalho uma riqueza impressionante. Isso pode gerar algumas dificuldades de assimilação para aqueles que não estão acostumados com tal proposta, mas os que se permitirem mergulhar de cabeça na música do Arandu, não irão se arrepender em momento algum.

A capacidade que possuem de equilibrar com perfeição momentos mais agressivos com outros mais amenos e atmosféricos é algo ímpar e nada aqui se encontra fora de lugar. Variações rítmicas se sucedem e funcionam bem, enquanto os vocais, tanto os limpos quanto os agressivos, estão muito bons. Ótimos riffs e uma parte rítmica técnica, pesada e variada também fazem parte do cardápio. Dentre as faixas presentes, destaco “Nhandugûasu”, “Hêwaka Waktû”, “Padi”, “Ĩwapru”, “Nhanderú”e “Sumarã”.

A ótima produção ficou a cargo de Caio Duarte, do Dynahead (outra banda de Brasília que pratica um som incrível) e a bela capa, por conta de Natalie e Bianca Duarte. Com uma sonoridade única, rica e diversificada, o Arandu Arakuaa mostra merecer estar muito acima do que se encontra nesse momento em matéria de qualidade. Fico pensando com meus botões aqui. Se Roots causou tanto estardalhaço pelo mundo 20 anos atrás, devido à mistura de Metal com elementos típicos de nossa cultura, imagine como os gringos ficariam chapados ao escutar Wdê Nnãkrda.

E por mais que existam hoje algumas bandas se utilizando desses mesmos elementos em suas músicas, a verdade é que o Arandu Arakuaa é hoje uma banda única, pois ninguém se assemelha com sua sonoridade. E sem exageros, lançaram um álbum igualmente único.

NOTA: 9,0

Arandu Arakuaa é:
- NáJila Cristina (Vocais/Maracá)
- Zândhio Aquino (Guitarra/Viola Caipira/Vocais/Teclado/Instrumentos Indígenas)
- Saulo Lucena (Contrabaixo/Vocais de Apoio/Maracá)
- Adriano Ferreira (Bateria/Percussão)