quinta-feira, 23 de junho de 2016

Gamma Ray – Lust For Live (2016)


Gamma Ray – Lust For Live (2016)
(Shinigami Records/earMUSIC – Nacional)


01. Intro
02. Tribute To The Past
03. No Return
04. Space Eater
05. Changes
06. Insanity And Genius
07. Last Before The Storm
08. Heal Me
09. I Want Out/Future World/Ride The Sky
10. Future Madhouse
11. Dream Healer/Heading For Tomorrow (Bonus Track)
12. Gamma Ray (Bonus Track)

Continuando as comemorações pelos seus 25 anos de carreira e visando relançar todo o seu catálogo, com direito a muito material bônus, o Gamma Ray solta Lust For Live. Originalmente lançado no ano de 1993, apenas em VHS e posteriormente tendo ganho uma versão em DVD, alternava trechos do show gravado em 25 de Setembro daquele mesmo ano, com um documentário sobre a gravação do álbum Insanity And Genius (o show fazia parte da turnê de divulgação do mesmo).

O Gamma Ray se encontrava em franca ascensão, graças aos seus três primeiros álbuns, os ótimos Heading For Tomorrow (90), Sigh No More (91) e Insanity And Genius (93), o que é refletido nessa apresentação. Gravado na “casa” da banda, em Hamburgo, o set list foi quase todo concentrado no álbum recém-lançado, sendo que do set list original, apenas “Space Eater” e “Changes” não faziam parte do mesmo. Lust For Live também marca o último lançamento oficial a contar com Ralf Scheepers nos vocais, antes do mesmo sair da banda para tentar a vaga de Rob Halford no Judas Priest e posteriormente fundar o Primal Fear.

Com a banda em grande fase, o que temos aqui é aquele típico Power Metal que marca a carreira dos alemães, com destaque para a energia que as canções emanam. A gravação, que originalmente já possuía boa qualidade, foi melhorada com a remasterização realizada por Eike Freese. Chama a atenção também a inclusão da magnânima “Dream Healer/Heading For Tomorrow”, que infelizmente não fazia parte do VHS. Além desta, vale a pena destacar o fantástico medley com clássicos do Helloween, “I Want Out/Future World/Ride The Sky”, “Space Eater”, “Changes”, “Tribute To The Past” e “Insanity And Genius”.

Mostrando uma banda que caminhava a passos largos para seu auge, Lust For Live ganha finalmente sua merecida versão em CD, indicada não só para os fãs da banda, mas para todo e qualquer amante de um bom Power Metal.

NOTA: 8,0

Gamma Ray (Gravação)
- Ralf Scheepers (vocal)
- Kai Hansen (guitarra)
- Dirk Schlächter (guitarra/teclado)
- Jan Rubach (baixo)
- Thomas Nack (bateria)

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Fallujah - Dreamless (2016)


Fallujah - Dreamless (2016)
(Nuclear Blast - Importado)

01 Face Of Death
02 Adrenaline
03 The Void Alone
04 Abandon
05 Scar Queen
06 Dreamless
07 The Prodigal Son
08 Amber Gaze
09 Fidelio
10 Wind For Wings
11 Les Silences
12 Lacuna

Existem bandas que criam um estilo todo seu e durante toda a carreira repetem o mesmo, lançamento após lançamento, sempre com ótimos resultados. Existem também aquelas que mesmo possuindo uma identidade, depois de um tempo procuram novas saídas para sua música, quando tal fórmula se desgasta. Já a maioria das bandas, procura seguir alguma fórmula que deu certo e fazer sua música sem invenções, focando assim em uma parcela específica do público.

Mas vejam só, existem aqueles casos raros de bandas que, a cada lançamento, procuram se reinventar, sempre buscando novos limites para sua música e se desafiando assim do ponto de vista artístico. Esse é o caso dos americanos do Fallujah. The Flesh Prevails (14), seu trabalho anterior, já apresentava avanços quando comparado com seu debut, The Harvest Wombs (11) e o mesmo ocorre se o colocarmos frente a frente com seu novo álbum, Dreamless.

O que começou com algo que se aproximava mais do Deathcore, tomou um novo rumo, seguindo para o lado de um Death Metal muito técnico, com tendências Progressivas e Ambient que davam um diferencial bem interessante ao grupo. Em Dreamless, o Fallujah mergulha ainda mais fundo nesse lado Progressivo/Ambient, adicionando a isso alguns elementos eletrônicos, o que certamente não irá agradar aos fãs mais ortodoxos de Death, mas agradará em cheio aqueles mais afeitos a experimentações.

Impressiona-me a forma como conseguem aliar peso, brutalidade e delicadeza em sua música. Os guturais de Alex Hofmann estão lá, presentes, fazendo o elo com as raízes do Fallujah, assim como riffs agressivos, parte rítmica técnica, com um baixo forte e imponente e uma bateria simplesmente destruidora (méritos para Robert Morey e Andrew Baird). Mas ao mesmo tempo, temos belos vocais femininos que surgem em algumas canções e que fazem um contraponto muito legal com os vocais de Alex, dando uma dinâmica muito legal ao trabalho vocal apresentado. Podemos escutar também as guitarras imprimindo belas melodias atmosféricas, em um trabalho fenomenal da dupla Scott Carstairs e Brian James, hoje entre as principais do Metal atual.

Tudo isso citado logo acima acaba por gerar uma música que certamente não é de fácil digestão, mas ainda sim de um primor ímpar. Os elementos eletrônicos presentes em alguns momentos podem vir a incomodar alguns, mas em nada comprometem o resultado final das canções. Aponto como minhas faixas preferidas “Adrenaline”, “Abandon”, “Scar Queen”, “Dreamless”, “Amber Gaze”, “Wind For Wings” e “Lacuna”.

A produção, com gravação a cargo de Zack Ohren (Carnifex, All Shall Perish, Immolation), mixagem e masterização de Mark Lewis (Cannibal Corpse, Carnifex, Trivium, Kataklysm, The Black Dahlia Murder), está excelente. Tudo claro, cristalino, agressivo e pesado, como deve ser. Já a capa é um belo trabalho de Peter Mohrbacher, estando entre as mais belas de 2016. Dreamless também contou com as participações especiais das vocalistas Tori Letzler e Katie Thompson (Chiasma), do vocalista Mike Semesky (Intervals, Ordinance, ex-The HAARP Machine) e do guitarrista Tymon Kruidenier (Exivious, ex-Cynic), o que enriqueceu ainda mais o resultado final. Há um tempo atrás, li alguém definindo o Fallujah como “muito mais que uma simples banda de Death Metal”. E bem, após escutar Dreamless, nem tem como discordar de tal afirmativa.

Coeso, criativo, altamente técnico e equilibrando brutalidade e beleza, mais uma vez o Fallujah recusa-se a se repetir, fazendo de Dreamless, um dos melhores álbuns que escutei até o momento nesse ano de 2016.

NOTA: 9,0

Fallujah é:
- Alex Hofmann (vocal)
- Scott Carstairs (guitarra)
- Brian James (guitarra)
- Robert Morey (baixo)
- Andrew Baird (bateria)

Participações especiais:
- Tori Letzler (faixas 3, 6 e 7)
- Katie Thompson (faixas 4, 6 e 12)
- Mike Semesky (faixa 10)
- Tymon Kruidenier (guitarra solo na faixa 6)

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terça-feira, 21 de junho de 2016

Death Angel – The Evil Divide (2016)


Death Angel – The Evil Divide (2016)
(Shinigami/Nuclear Blast – Nacional)


01. The Moth
02. Cause For Alarm
03. Lost
04. Father Of Lies
05. Hell To Pay
06. It Can’t Be This
07. Hatred United/United Hate
08. Breakway
09. The Electric Cell
10. Let The Pieces Fall
11. Wasteland (The Mission Cover) (Bonus Track)

Sempre me considerei um sujeito esquisito quando o assunto era Thrash Metal. Enquanto meus amigos piravam com bandas como Metallica, Megadeth, Anthrax e Slayer (o famoso Big 4), eu pendia para nomes como Exodus (o grande responsável por eu estar aqui escrevendo para vocês), Testament, Dark Angel, Kreator, Onslaught (as duas últimas oriundas da Europa), dentre outras. Das não citadas, uma das minhas preferidas era o Death Angel e sempre admirei o trabalho realizado pelos mesmos em álbuns como Ultra Violence (1987), Frolic Through The Park (1988) e Act III (1990).

Desde o seu retorno, no ano de 2001, o Death Angel vem crescendo a cada lançamento, com destaque maior para seus dois últimos trabalhos, Relentless Retribution (10) e The Dreams Calls For Blood (13). Sendo assim, minhas expectativas para The Evil Divide eram as melhores possíveis, e bem, mais uma vez não me decepcionaram. Diversificado, alternando entre momentos mais velozes e outros mais cadenciados, aqui você irá encontrar tudo que espera de um trabalho dos americanos. Enérgico e carregado de intensidade, esse é daqueles álbuns que emanam uma aura de hostilidade.

Mark Osegueda dispensa qualquer tipo de apresentação e mais uma vez seus vocais estão ótimos e bem variados. A dupla Rob Cavestany (sempre monstruoso) e Ted Aguilar, mais uma vez destrói tudo nas 6 cordas, despejando alguns dos melhores riffs e solos já compostos pela banda. Lá atrás, na parte rítmica, Damien Sisson consegue imprimir ótimas linhas de baixo, Will Carroll bate pesado em seu kit de bateria e dá diversidade as composições.

Chama a atenção o fato de que, apesar de manter seus pés bem fincados naquele som típico da Bay Area, em momento algum a música do Death Angel soa datada, conseguindo aliar bem o tradicional e o moderno. Dentre minhas canções preferidas, aponto “The Moth”, “Cause For Alarm” (com algo de Hardcore), “Father Of Lies”, “It Can’t Be This”, “Hatred United/United Hate” (com solo de Andrea Kisser), “Breakway” (puta refrão grudento) e “The Electric Cell”. The Evil Divide ainda conta com uma inusitada versão para uma das músicas mais legais do Rock inglês dos anos 80, “Wasteland”, do The Mission (quem já foi em alguma balada gótica, certamente já escutou essa canção), que acabou ficando bem legal.

A produção e mixagem ficaram a cargo de Jason Suecof (que foi responsável pelo solo de “Cause For Alarm”) e Rob Cavestany, com a masterização sido realizada por Ted Jensen. Muito boa e, apesar de ter achado as guitarras um pouco polidas além da conta, a força que emana das canções passa por cima disso. Assim como em seu trabalho anterior, o Death Angel separa adultos de crianças com The Evil Divide e, ao contrário de certa banda de sua geração, continua firme e forte, esbanjando força, garra e acima de tudo, vontade de forjar músicas de qualidade.

Quer um álbum de Thrash Metal rápido, pesado e agressivo, como deve ser? Então você tem a obrigação moral de adquirir The Evil Divide. Seus ouvidos e seu ortopedista (que vai faturar um depois de você moer o pescoço aqui) agradecem.

NOTA: 9,0

Death Angel é:
- Mark Osegueda (vocal)
- Rob Cavestany (guitarra)
- Ted Aguilar (guitarra)
- Damien Sisson (baixo)
- Will Carroll (bateria)

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Canilive – Psychosomatic Schizophrenia (2016) (EP)


Canilive – Psychosomatic Schizophrenia (2016) (EP)
(Independente – Nacional)


01. The Posthumous State Of Mind
02. The March For Excellence
03. The Celebration Of Ignorance
04. Witnessing Your Fall
05. Modification (Bônus)

Talvez o motivo para tal fato seja a realidade violenta (em todos os sentidos possíveis) na qual vivemos, mas a verdade é que vertentes mais extremas do Metal tem uma penetração muito forte no Brasil, o que faz com que sejamos um verdadeiro celeiro de boas bandas que seguem essa linha mais brutal do Metal. Surgido no Rio de Janeiro do ano de 2006, o Canilive finalmente chega a sua estreia, com o EP Psychosomatic Schizophrenia.

Bem, o título e a capa não deixam qualquer dúvida sobre o conteúdo do trabalho. Aqui o ouvinte irá se deparar com um Technical Brutal Death Metal forte e carregado de fúria. Chama a atenção o fato de conseguirem dar diversidade a sua música, algo que nem sempre se consegue quando se fala de algo nessa linha. Os vocais de Gustav Moreira se mostram insanos e bem variados, enquanto Raphael Dizus e Alcindo Neto despejam riffs de muita qualidade e que transbordam agressividade. Já a parte rítmica, com Caio Planinschek (baixo) e Alberto Armada (bateria) mostra bastante técnica, peso e principalmente variedade.

Em alguns momentos, é possível notarmos elementos oriundos do Grindcore na música do Canilive, o que mostra bem o nível de criatividade desse trabalho. Das 5 faixas aqui presentes, aponto como minhas preferidas, “The Posthumous State Of Mind”, “The Celebration Of Ignorance” e “Witnessing Your Fall”.

O EP recebeu uma boa produção, que conseguiu aliar clareza e sujeira. Além disso, vem embalado em um digipack bem caprichado, com uma capa que chama bem a atenção por refletir o conteúdo musical de Psychosomatic Schizophrenia. Com uma música forte, brutal e caótica, o Canilive estréia com o pé direito e nós faz ansiar por um trabalho completo de estúdio.

NOTA: 8,0

Canilive é:
- Gustav Moreira (vocal)
- Raphael Dizus (guitarra)
- Alcindo Neto (guitarra)
- Caio Planinschek (baixo)
- Alberto Armada (bateria)

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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Grand Magus – Sword Songs (2016)


Grand Magus – Sword Songs (2016)
(Shinigami/Nuclear Blast – Nacional)


01. Freja’s Choice
02. Varangian
03. Forged In Iron – Crowned In Steel
04. Born For Battle (Black Dog of Brocéliande)
05. Master of the Land
06. Last One to Fall
07. Frost and Fire
08. Hugr (Instrumental)
09. Every Day There’s a Battle to Fight
Bonus Tracks
10. In For The Kill
11. Stormbringer (Deep Purple Cover)

Desde o lançamento de Hammer Of The North (10) que o sueco Grand Magus vem deixando de lado o Stoner/Doom de outrora para trás (e que rendeu uma série de trabalhos clássicos) e adicionando cada vez mais influências de Metal Tradicional à sua música, com resultados bem positivos, diga-se de passagem. E bem, parece que finalmente essa transição chegou a seu final.

Apesar de algumas reminiscências do passado ainda se fazerem presentes, mais precisamente em “Master of the Land”, o que vemos em Sword Songs é uma banda com forte influência de nomes como Manowar, Judas Priest e Dio, se utilizando de todos os clichês do gênero, mas com uma competência ímpar, já que na maior parte do tempo sua música consegue ter identidade. Mas convenhamos, não poderíamos esperar menos de músicos do gabarito de JB Christoffersson (vocal/guitarra), Fox Skinner (baixo/backing vocals) e Ludwig Witt (bateria).

Sword Songs continua do ponto onde Triumph and Power (14) parou, sendo a continuação mais do que natural deste. Pesada e densa, a música do Grand Magus transpira um certo clima bélico e não soa exagero dizer que em certos momentos, você consiga visualizar uma parede de escudos vikings pronta para a batalha. Os vocais de JB, como sempre, se mostram ótimos e ele prova porque é um dos melhores vocalistas da atualidade. Seu trabalho de guitarra também se mostra inspiradíssimo, com ótimos riffs e solos, além de algumas melodias bem marcantes. A parte rítmica, com Fox (reparem no peso do baixo) e Ludwig é uma das melhores que encontramos no Metal atual e esbanja diversificação e técnica.

Chamam a atenção os refrões marcantes que encontramos durante toda a audição e alguns, garanto, ficarão grudados por dias em sua cabeça. Das canções aqui presentes, todas muito boas, aponto como minhas preferidas, “Varangian”, “Forged In Iron – Crowned In Steel”, “Born For Battle (Black Dog of Brocéliande)”, “Master of the Land”, “Frost and Fire” e “Every Day There’s a Battle to Fight”. A versão nacional ainda conta com duas ótimas bônus, “In For The Kill” e “Stormbringer”, cover do Deep Purple. Por sinal, vale chamar a atenção para a duração do álbum, que passou pouco dos 30 minutos. Em uma época onde a maioria das bandas se sente na obrigação de utilizar toda a capacidade de um CD, forçando assim a incluir varias canções puramente para preencher espaço, o Grand Magus seguiu uma direção contrária, colocando apenas as mais relevantes. Até nisso seu trabalho remete aos anos 80.

A produção ficou a cargo de Nico Elgstrand, com mixagem de Roberto Laghi e masterização de Svante Forsbäck. Qualidade excelente, aliando bons timbres, clareza e peso. Já a capa foi obra de Anthony Roberts.

O Grand Magus poderia ter passado o resto da carreira praticando o Stoner/Doom que fazia tão bem e que sempre rendeu resultados excelentes, mas resolveu deixar claro que o comodismo não faz parte e seu vocabulário e mudou. Se para melhor ou pior, isso vai do gosto pessoal de cada um. O que posso dizer é que, independentemente de qualquer coisa, continuam mostrando a mesma qualidade que sempre marcou sua carreira. Sword Songs é feito sobre medida para bater cabeça e desde já, está entre os melhores lançamentos de 2016.

NOTA: 9,0

Grand Magus é:
- JB Christoffersson (vocal/guitarra)
- Fox Skinner (baixo/backing vocals)
- Ludwig Witt (bateria)

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sábado, 18 de junho de 2016

Grey Wolf - Glorious Death (2016)


Grey Wolf - Glorious Death (2016)
(Arthorium Records – Nacional)


01. Wrath of the Gods (Intro)
02. The Eyes of the Medusa
03. Glorious Death
04. Metal Avenger
05. The Axe Will Rule the Kingdom (King Kull pt 2)
06. The Barbarian
07. Conan The Liberator
08. Warrior
09. Red Sonja
10. Cimmeria

Uma das bandas mais ativas do cenário nacional, os mineiros do Grey Wolf, capitaneados por Fabio “Grey Wolf” Paulinelli, chega a seu terceiro lançamento em um espaço de apenas 3 anos. Mas de nada adiantaria tanta atividade se isso não viesse acompanhado de uma música de qualidade, e bem, isso temos de sobra aqui.

Para os que desconhecem o trabalho do Grey Wolf, o grupo aposta todas as suas fichas em um Metal Tradicional que tem seus pés muito bem fincados nos anos 80, com aquela sonoridade típica de nomes como Iron Maiden, Grave Digger, Manilla Road, Running Wild e Cirith Ungol (e demais nessa linha). Liricamente, como não poderia deixar de ser diferente, apostam em temas épicos, com principal enfoque no bárbaro cimério mais famoso das HQ, Conan. O resultado disso acaba sendo muito legal!

Musicalmente, aqui não existe o mínimo espaço para modernidades e invencionices. É True Metal no talo, feito por quem realmente entende a essência do estilo. Os vocais de Fábio possuem muita qualidade e ele ainda consegue imprimir ótimas linhas de baixo, que preenchem completamente o espaço que deveria ser ocupado por uma segunda guitarra, fazendo com que sequer sintamos a ausência da mesma. Vale citar que ele também foi o responsável pela programação da bateria na gravação, já que Weslley Victor entrou na banda após o fim da mesma. Já Chris Maia fez um belo trabalho de guitarras, despejando riffs tipicamente oitentistas e imprimindo melodias bem interessantes às canções. Glorious Death contou também com a participação de Yuri Fulone nos teclados, que os encaixou sempre que necessários, sem cometer qualquer tipo de exagero.

As 9 faixas aqui presentes (descontando-se a introdução) mostram muita qualidade e nenhuma soa dispensável, já que possuem qualidades de sobra. Dessas, aponto como minhas preferidas, “The Eyes of the Medusa”, “Metal Avenger”, “The Axe Will Rule the Kingdom (King Kull pt 2)”, “The Barbarian”, “Conan The Liberator” e “Red Sonja”.

A produção ficou a cargo de Arthur Migotto e conseguiu aliar perfeitamente modernidade com aquele clima típico de produções da década de 80. Simplesmente perfeito para a proposta adotada pelo Grey Wolf. Isso também vale para a capa, um belíssimo trabalho do francês Nicolas Bournay, que remete diretamente às HQ de Conan. Transpirando um clima oitentista por todos os poros, Glorious Death é desses trabalhos feitos sob medida para se bater cabeça e vai fazer a alegria dos saudosistas e amantes do período em questão.

Sem dúvida, um dos grandes trabalhos do Metal nacional nesse ano de 2016!

NOTA: 8,5

Greywolf é:
- Fabio Paulinelli (vocal/baixo)
- Chris Maia (guitarra)
- Weslley Victor (bateria)

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