Mostrando postagens com marcador Viking Metal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Viking Metal. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de março de 2018

Enslaved - E (2017)


Enslaved - E (2017)
(Nuclear Blast/Shinigami Records - Nacional)


01. Storm Son
02. The River's Mouth
03. Sacred Horse
04. Axis of the Worlds
05. Feathers of Eolh
06. Hiindsiight
07. Djupet (Bônus Track)   
08. What Else Is There? (Röyksopp cover) (Bônus Track)

Definitivamente, o Enslaved é uma banda única. Você pode argumentar que hoje é comum bandas misturarem Progressivo com Metal Extremo, e provavelmente estará certo nisso, mas a verdade é que nenhuma delas consegue fazer isso como o quinteto norueguês formado por Grutle Kjellson (Vocal/Baixo), Ice Dale (Guitarra), Ivar Bjørnson (Guitarra/Teclado), Cato Bekkevold (Bateria) e Håkon Vinje (Teclado/Vocal Limpo). Sua sonoridade não possui paralelo em nenhum outro nome da cena.

In Times foi um dos melhores álbuns de Metal do ano de 2015, um sucessor digno de obras-primas como Mardraum: Beyond the Within (00), Isa (04), Ruun (06) e RIITIIR (12). Sendo assim, E, 14º álbum de estúdio da banda, era um trabalho esperado com ansiedade pelos fãs. E bem, os mesmos não irão se decepcionar, já que o Enslaved consegue manter o alto nível que vem apresentando nos últimos anos. Épico, intenso e original, o Enslaved abusa da criatividade durante as 8 canções aqui presentes, que totalizam mais de 60 minutos de duração, mas que passam em um piscar de olhos.

O Enslaved é a prova de que você pode usar e abusar de elementos Progressivos e Psicodélicos, sem precisar abrir mão do peso e da ferocidade em sua música. Tudo é muito uniforme e equilibrado, com os vocais alternando do gutural ao limpo de forma muito natural, guitarras que conseguem nos entregar riffs com aquela frieza típica do Black Metal, mas também belas e agradáveis melodias (com destaque para os solos), uma parte rítmica muito variada e técnica, que impõe o peso nos momentos em que o mesmo se faz necessário, e teclados que dão aquele ar Progressivo/Psicodélico, mas sem exageros, surgindo sempre no momento certo.


Aliás, exagero é algo que você não encontra por aqui. Se para muitos, Progressivo é sinal de autoindulgência e de canções intrincadas, para o Enslaved o mesmo significa músicas profundas e de estruturas longas. É ai que está o segredo de sua música. Já na abertura, nos apresentam um retrato perfeito do que encontraremos pela frente, com “Storm Son”: clima épico, belas melodias e peso. “The River's Mouth” possui bons riffs e um ótimo trabalho de bateria, enquanto “Sacred Horse” soa simplesmente hipnótica, com guitarras primorosas, ótimos vocais e momentos que nos fazem lembrar que estamos diante de uma banda de Black Metal. “Axis of the Worlds” mantém a mesma pegada, com riffs pra lá de marcantes e que grudam na cabeça, e “Feathers of Eolh” traz elementos bem legais de Shoegaze, sem abrir mão da intensidade, e com ótimos vocais limpos do novato Håkon Vinje. O lado Prog fica mais do que escancarado na belíssima “Hiindsiight”, que possui peso, ótimas melodias e a participação mais do que especial de Kvitrafn, do Wardruna, e bom uso do saxofone. De bônus, mais duas canções que conseguem manter o alto nível do álbum, “Djupet” e uma versão cheia de personalidade para “What Else Is There?”, do duo de música eletrônica norueguês Röyksopp.

A produção ficou por conta de Ivar e Grutle, com a mixagem feita pelo onisciente, onipotente e onipresente Jens Bogren e a masterização realizada pelo não menos renomado Tony Lindgren. Simplesmente perfeita, deixando tudo claro, limpo e cristalino, permitindo que se escute cada detalhe das músicas. Alguns podem se incomodar com isso, mas é isso que a música do Enslaved pede hoje. Já a capa, como de praxe desde Monumension (01), foi responsabilidade de Truls Espedal. Equilibrando de forma única ferocidade e beleza, e mostrando que sim, dá para ser Progressivo sem deixar de fazer Metal Extremo, os noruegueses emplacam mais um clássico em sua discografia.

NOTA: 9,0

Enslaved é:
- Ivar Bjørnson (Guitarra/Teclado)
- Grutle Kjellson (Vocal/Baixo)
- Ice Dale (Guitarra)
- Cato Bekkevold (Bateria)
- Håkon Vinje (Teclado/Vocal Limpo)

Participações:
- Daniel Måge (Flauta na faixa 5)
- Kjetil Møster (Saxofone na faixa 6)
- Einar Kvitrafn Selvik (Vocal na faixa 6)
- Iver Sandøy (Efeitos e Bateria na faixa 7) 

Homepage
Facebook
Twitter
YouTube
Instagram


terça-feira, 22 de março de 2016

Amon Amarth - Jomsviking (2016)

Amon Amarth - Jomsviking (2016)
(Sony Music - Nacional)


01. First Kill
02. Wanderer
03. On A Sea Of Blood
04. One Against All
05. Raise Your Horns
06. The Way Of Vikings
07. At Dawns First Light
08. One Thousand Burning Arrows
09. Vengeance Is My Name
10. A Dream That Cannot Be (feat. Doro Pesch)
11. Back On Northern Shores

A Amon Amarth dispensa apresentações, já que hoje está entre os principis nomes da cena metálica mundial. Desde With Oden on Our Side (06) que os suecos vêm em uma forte ascendente, lançando um trabalho melhor que o outro e conquistando cada vez mais fãs. Depois do ótimo Deceiver of the Gods (13), me perguntava para onde mais poderiam ir, já que a meu ver pareciam ter chegado a seu ápice e simplesmente não enxergava mais espaço para crescimento em matéria de qualidade musical.

Confesso que quando anunciaram que seu 10º trabalho de estúdio seria uma obra conceitual, uma história de amor e vingança, uma tragédia tendo como pano de fundo os Jomsvikings, Vikings mercenários dos séculos X e XI, não me animei e imaginei o início de sua trajetória descendente, ainda mais sabendo que após 17 anos, não contariam com Fredrik Andersson na bateria. Pois bem, após realizar as devidas audições, sou obrigado a admitir que eu estava rendondamente enganado. Não só o Amon Amarth conseguiu se manter no topo, como talvez tenha conseguido lançar seu melhor trabalho. Todas as características da banda continuam se fazendo presentes, como os vocais inconfundíveis de Johan Hegg, as ótimas melodias de guitarra e a sessão rítmica forte e pesada, mas tudo de forma mais aprimorada, ainda mais bem trabalhada.

Vejamos os vocais, por exemplo. Por mais que Hegg seja um dos melhores vocalistas dentro de seu estilo, nem seu maior fã é capaz de negar que ele nunca foi lá muito afeito a variar suas linhas vocais. Pois aqui a necessidade faz ele dar alguma variedade, já que se trata de um álbum conceitual e sua voz precisa refletir o momento exato da história. Claro que não estamos falando de uma atuação no mesmo nível da de LaBrie no novo do Dream Theater, outro belo trabalho conceitual lançado nesse ano, mas ainda sim dá uma outra dimensão as canções de Jomsviking. Precisamos abrir um parêntese para a dupla de guitarristas Olavi Mikkonen e Johan Söderberg, que estão afiados como nunca. O que esses caras  fizeram aqui chega a arrepiar. Ótimos riffs e melodias marcantes, além de excelentes harmonias de guitarras gêmeas, que deixam totalmente escancarada toda a influência que o Iron Maiden teve na construção da sonoridade do Amon Amarth. Já Ted Lundström e o baterista convidado Tobias Gustafsson (ex-Vomitory) formam uma parte rítmica poderosa, imprimindo muito peso e variedade as 11 músicas aqui presentes.

Um fato a se destacar é que todas as músicas funcionam muito bem, tanto em conjunto quanto se escutadas isoladamente, algo que nem sempre ocorre quando se trata de um trabalho conceitual. Independentemente da forma como às escutar, fica perceptivel todo o clima épico, algo que chega a beirar o cinematográfico. E sem exagero, em muitos momentos você irá se sentir marchando para uma grande batalha. Destacar faixas aqui é realmente muito complicado, pois realmente gostei de tudo, mas sugiro audições atentas a já conhecida "First Kill", a cadenciada "Wanderer", "On A Sea Of Blood" (essa tríade inicial é simplesmente matadora), "Raise Your Horns", "At Dawns First Light", "Vengeance Is My Name" e "A Dream That Cannot Be", com participação de ninguém menos que Doro Pesch.

Com relação a produção de Andy Sneap, ela não é menos que excelente. Ficou tudo claro e cristalino, mas sem perder o peso e a agressividade. O Amon Amarth pode não ter inovado e se mantido na mesma tocada de sempre, mas isso é exatamente o que todo fã da banda espera de um álbum dos suecos. A questão é como fazer isso sem soar enfadonho, repetitivo e bem, eles sabem bem como fugir disso. Então se quer melodias grudentas, riffs melódicos, clima épico, mas sem abrir mão do peso e ainda soando agressivo, Jomsviking é mais do que indicado para você.

Dificilmente esse álbum não estará entre os melhores de 2016 nas listas de final de ano!

NOTA: 9,0

Amon Amarth é:
- Johan Hegg (Vocal)
- Olavi Mikkonen (Guitarra)
- Johan Söderberg (Guitarra)
- Ted Lundström (Baixo)
Músico convidado:
- Tobias Gustafsson (Bateria)

Homepage
Facebook
Twitter
YouTube
Instagram
Spotify

quarta-feira, 16 de março de 2016

Unleashed - Dawn Of The Nine (2015)


Unleashed - Dawn Of The Nine (2015)
(Shinigami Records - Nacional)


01. A New Day Will Rise
02. They Came to Die
03. Defenders of Midgard
04. Where Is Your God Now?
05. The Bolt Thrower
06. Let the Hammer Fly
07. Where Churches Once Burned
08. Land of the Thousand Lakes
09. Dawn of the Nine
10. Welcome the Son of Thor!

Em primeiro lugar, quem acompanha o A Música Continua a Mesma, certamente já leu essa resenha, pois a mesma se trata de uma republicação. Mas porque republicar? Simples, muito simples, caro leitor. O motivo que me leva a tal é que, finalmente, após quase 1 ano do seu lançamento, Dawn Of The Nine, 12º trabalho de estúdio do Unleashed e um dos melhores álbuns lançados no ano de 2015 ganhou sua versão nacional, graças à Shinigami Records. Sendo assim, nada mais justo do que repostar tal resenha (respeitando aqui a nota dada em Junho do ano passado, apesar de leves mudanças no texto).

Na estrada desde 1989 e mantendo a mesma formação desde 1995, o sueco Unleashed, mesmo não tendo o cartaz e a popularidade de alguns outros pares do estilo (seu irmão gêmeo, já que ambos surgiram das cinzas do Nihilist, o Entombed, por exemplo), conseguiu se firmar como uma das bandas mais importantes da história do Death Metal. Parte disso se deve a álbuns clássicos, como Where No Life Dwells (91), Shadows in the Deep (92), Midvinterblot (06) e Odalheim (12), todos trabalhos de inegável qualidade, mas também ao fato de abordar temas tipicamente nórdicos em suas letras, o que acabou por gerar uma espécie de Viking/Death Metal Tradicional bem original, já que liricamente se difere de seus pares Death e do ponto de vista da sonoridade, de boa parte das bandas que se intitulam Viking Metal.

Em Dawn Of The Nine, o Unleashed não inventa e faz o que sabe de melhor. Death Metal puro e simples, variado, equilibrando bem momentos mais cadenciados com os mais diretos e extremos e espaço para referências a outros estilos como Thrash Metal e até mesmo o Doom, como no caso da faixa título. Isso acaba por dar uma variedade muito interessante a sua música, evitando assim que ela caia no mais do mesmo e soe maçante. Seria muito fácil pender só para um desses lados, mas isso faria com que seu trabalho se tornasse inevitavelmente cansativo. Johnny Hedlund canta com a competência que lhe é primaz, enquanto a dupla de guitarristas, Tomas Olsson e Fredrik Folkare, brilha com ótimos riffs, solos e melodias. Já Anders Schulz destrói tudo com seu kit de baterias, sendo rápido e brutal nos momentos em que a música pede isso. A forma como conseguem equilibrar melodia e extremismo, sem exagerar para nenhum dos lados, é algo que merece ser muito bem estudado, já que poucos nomes conseguem chegar a esse nível de competência.

Fora isso, o clima criado pela musica do quarteto faz com que você, inevitavelmente, se sinta no campo de batalha em uma parede de escudos. Como não poderia deixar de ser em um álbum do quarteto, o nível aqui é altíssimo em todas as músicas, com destaques para “A New Day Will Rise”, “Defenders of Midgard”, “Where Is Your God Now?”, “The Bolt Thrower”, “Dawn of the Nine” e “Welcome the Son of Thor!”.

A produção é excelente, como não poderia deixar de ser, deixando tudo claro, limpo, mas sem perder o extremismo necessário. Simplicidade e bom gosto são adjetivos que se encaixam bem em Dawn of the Nine. Ao final da audição do 12º trabalho de estúdio do Unleashed, será inevitável você se embebedar com seu hidromel, juntar-se à sua horda viking e sair para saquear terras cristãs além mar. Um trabalho imperdível para qualquer apreciador de um bom e velho Death Metal sueco de qualidade.

NOTA: 9,0

Unleashed é:
- Johnny Hedlund (Vocal/Baixo)
- Tomas Olsson (Guitarra)
- Fredrik Folkare (Guitarra)
- Anders Schultz (Bateria)

Homepage
Facebook
Twitter
YouTube
Myspace

quinta-feira, 5 de março de 2015

Enslaved – In Times (2015)




Enslaved – In Times (2015)
(Nuclear Blast - Importado)

1. Thurisaz Dreaming
2. Building With Fire
3. One Thousand Years of Rain
4. Nauthir Bleeding
5. In Times
6. Daylight

Eis que após um hiato de 3 anos, os mestres noruegueses do Progressive Black/Viking Metal  retornam com um novo álbum. Ou deveria eu fizer, mais um clássico? Sim, um novo clássico, pois o que escutamos aqui não fica nada a dever a obras primas como Isa (04), Ruun (06) ou Axioma Ethica Odini (10), só para ficar em alguns exemplos.
Sucessor do primoroso RIITIIR (12), In Times apresenta a sonoridade marcante dos últimos trabalhos do Enslaved, unindo ferocidade e beleza em uma mesma música. A forma como conseguem entrelaçar Metal Progressivo e sua raiz Black/Viking faz de seu trabalho algo original e carregado de criatividade. Hoje em dia muitas bandas tentam seguir esse caminho, mas nenhuma consegue unir com tanta destreza e talento, vocais guturais e limpos, riffs frios e cortantes com solos carregados de melodia, brutalidade e peso com suavidade. As músicas aqui presentes são inevitavelmente épicas e carregadas de uma intensidade e imprevisibilidade que pouco vemos no Metal atual, onde boa parte das bandas parece seguir receitas de bolo prontas, na tentativa de fazer algum sucesso e vender álbuns em tempos onde a pirataria digital impera. Isso faz do Enslaved uma banda especial. Complexo e na maior parte do tempo inovador, eles nunca tem medo de arriscar e não se prender a certos dogmas. Ok, não vou negar que em In Times podemos ver sua musica um pouco mais simplificada, mas ainda sim a riqueza de detalhes aqui é tanta que se faz necessário diversas audições bem atentas para que possamos notar tudo. O simples deles é mais complexo que boa parte do cenário atual do Metal. Como maiores destaques em um álbum que beira a perfeição, aponto “Thurisaz Dreaming”, disparada a melhor faixa de abertura em um cd que escutei esse ano, “One Thousand Years of Rain” e “Daylight”.
Como não poderia deixar de ser, a produção aqui é de excelente qualidade, permitindo assim que possamos usufruir da experiência única que é escutar um álbum dos noruegueses. Mais uma vez unindo suas raízes mais extremas com bases mais melódicas e progressivas, o Enslaved entrega com In Times um Cd que irá disputar cabeça a cabeça com alguns lançamentos presentes e futuros o título de melhor trabalho de 2015.  Um álbum único de uma banda única.

NOTA: 9,5







segunda-feira, 14 de julho de 2014

Vintersorg – Noturbal (2014)




Vintersorg – Noturbal (2014)
(Napalm Records - Importado)

1. Ur aska och sot
2. Överallt och ingenstans
3. En blixt från klar himmel
4. Lågornas rov
5. Rymdens brinnande öar
6. Natten visste vad skymningen såg
7. Elddraken
8. Urdarmåne
9. Själ i flamma

Lá se vão 20 anos que Vintersorg criou seu projeto auto-intitulado. De lá para cá, esse é o 9º álbum e o 3º de um quadrilogia que visa falar sobre os elementos da natureza: terra, ar, fogo e água. Com alguns altos e baixos durante essas duas décadas, em companhia de Mattias Marklund (desde o clássico Cosmic Genesis (2000)), Vintersorg consolidou uma sonoridade que mistura Black Metal, Folk e Progressivo, que com o tempo foi ficando cada vez mais técnica.
Jordplus (2011) tratou da terra, seu sucessor Orkan (2012), do ar e agora, Noturbal trata do fogo. Por mais que do ponto de vista da sonoridade, em todos tenhamos o som básico do Vintersorg, ou seja, Folk/Prog/Black, de alguma forma a dupla conseguiu em cada um deles, incorporar elementos que deram um aspecto único e condizente com o tema. Aqui a banda vai retornando um pouco a sua sonoridade passada e o trabalho meio que soa como uma mistura de Cosmic Genesis com Till Fjälls (1998), mas com toda a técnica e produção mais moderna encontrada em seus últimos Cd’s. Uma coisa que sempre me impressionou em todos os álbuns é a forma como conseguem alternar os momentos mais Black com os mais Folk. Mesmo em seus trabalhos mais fracos, conseguem fazer isso de forma natural e totalmente coerente, não sendo diferente em Noturbal, onde equilibram muito bem elementos variados dentro das músicas e indo da luz (Folk) a escuridão (Black), com riffs e baterias pesadas, elementos sinfônicos muito bem colocados e mais do que nunca, melodias vocais marcantes. Vintersorg consegue, como sempre, ser perfeito na passagem dos vocais guturais para os limpos e temos ainda a adição de alguns vocais femininos que enriquecem ainda mais as músicas em que aparecem. Ouso dizer que de todos os álbuns que escutei esse ano, esse possui o melhor trabalho vocal. Pontos negativos? Certamente aqui e ali, principalmente no que diz respeito à bateria eletrônica, que tira um pouco da vibração e passagens excessivamente limpas em que surgem vocais femininos, que acabam se aproximando um pouco do pop.
Independente de existirem ressalvas, Noturbal é um bom trabalho, que consegue equilibrar muito bem agressividade e melodia e que, olhando do ponto de vista de um fã do Vintersorg, irá agradar em cheio tanto os mais novos quanto os mais antigos. Não é brilhante, mas cumpre muito bem o que se propõem.
                                             
NOTA: 8,0




quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Falkenbach - Asa (2013)




Falkenbach - Asa (2013)
(Prophecy Productions - Importado)
               
01. Vaer Stjernar Vaerdan           
02. Wulfarweijd
03. Mijn Laezt Wourd
04. Bronzen Embrace
05. Eweroun
06. I Nattens Stilta
07. Bluot Fuër Bluot
08. Stikke Wound
09. Ufirstanan Folk
10. Beloved Feral Winter (Bônus Track)
11. En Lintinbluitin Faran… (Bônus Track)
12. Return To Ultima Thule (Bônus Track)
13. I Svertar Sunna Luihtint (Bônus Track)

Com mais de 20 anos de estrada, esse é apenas o sexto lançamento do projeto capitaneado por Vratyas Vakyas. Nesse tempo, o Falkenbach se firmou como um dos percussores de um estilo que mistura Black Metal, Folk e passagens atmosféricas. Na verdade, muito da cena Folk/Viking Metal atual pode ser colocado na conta da banda alemã e talvez sem ela, hoje não teríamos formações como Moonsorrow, Eluveitie, Wodensthrone, Folkearth, dentre outras.
Mas vamos nos concentrar especificamente em seu novo álbum, Asa. Aqui não temos nenhuma grande mudança radical e o fã irá encontrar tudo aquilo que espera de um trabalho da banda. Ótima produção, variedade musical, peso e um equilíbrio único entre a agressividade do Black e a suavidade Folk/Atmosférica. Mesmo sem nenhuma novidade, podemos dizer que ele consegue superar em muito o contestado trabalho anterior, Tiurida (11) (que particularmente, acho um bom álbum.). Uma das maiores qualidades não só de Asa, como do Falkenbach é o minimalismo de sua música, se comparado a outros nomes da cena. Nunca iremos encontrar centenas e centenas de instrumentos, partes orquestradas cheias de pompa e coisas afins que acabam por desviar a atenção do ouvinte. O que temos aqui é o básico, vocal, guitarra, baixo e bateria, com os sintetizadores, passagens acústicas e instrumentos populares sendo usados estritamente quando necessários, sem os exageros cometidos por muitas bandas do estilo. Chama a atenção também a alternância entre as faixas, já que hora temos uma mais agressiva e de pegada mais Black, hora temos uma mais Atmosférica/Folk. Isso acaba por dar um equilíbrio bem interessante ao trabalho e evita que o mesmo se torne enjoativo. Das mais porradas, destaques para a rápida e enérgica “Wulfarweijd”, a intensa “Bronzen Embrace” e a ótima “Stikke Wound”. Do outro lado, vale a pena destacar a faixa de abertura, “Vaer Stjernar Vaerdan” e “Eweroun”. Já em “Bluot Fuër Bluot” conseguem equilibrar os dois lados com perfeição.
Reciclando as mesmas ideias de sempre e possuindo foco no que faz, algo raro hoje em dia, Vratyas Vakyas e seu Falkenbach nos presenteiam com mais um belo trabalho. Ok, Asa pode não ter o brilhantismo de um ...En Their Medh Riki Fara... (96) ou de um ...Magni Blandinn Ok Megintiri...(98) e até mesmo não superar o ótimo Heralding – The Fireblade (05), mas ainda sim é um ótimo trabalho, muito acima da média do que vemos sendo lançado por ai sobre o rótulo de Black/Viking/Folk Metal. Para quem é fã, imperdível, para quem ainda não conhece a banda, uma ótima oportunidade de ter um primeiro contato.

NOTA: 8,5