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domingo, 30 de dezembro de 2018

Melhores de 2018 - Heavy Metal/Metal Tradicional

Heavy Metal/Metal Tradicional


Chegou a hora das tão amadas e odiadas listas de melhores do ano. Assim como no ano de 2017, além das listas de melhores do ano no geral, teremos listas segmentadas por estilo.

E como digo sempre, não esqueçam, listas refletem muito mais o gosto pessoal de quem a faz do que qualquer outra coisa. Se não encontrou os trabalhos que julgam sendo os melhores, lembrem-se, às vezes um álbum não “bate” para um como “bate” para outro. Além disso, nem sempre tenho tempo ou conhecimento para escutar tudo (são centenas e centenas de lançamentos todos os meses). Divirtam-se!
 
01. Saxon - Thunderbolt 
 

02. A Sound Of Thunder - It Was Metal 
 

03. Judas Priest - Firepower 
 

04. Riot V - Armor of Light 
 

05. Leather - II 
 

06. Ghost - Prequelle
 

07. Tribulation - Down Below
 

08. Melyra - Saving You From Reality
 

09. Shadows Legacy - Lost Humanity 
 

10. U.D.O. - Steelfactory  
 
 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Melhores álbuns de Heavy Metal/Metal Tradicional de 2017

Melhores álbuns de Heavy Metal/Metal Tradicional de 2017


Sim prezados amigos, chegou a época das tão amadas e odiadas listas de "Melhores do Ano". E como sei que vocês adoram uma boa lista, teremos uma overdose delas aqui nos próximos dias. Isso porque além dos tradicionais Top 20 Nacional e Internacional, teremos aqui nos próximos dias listas segmentadas por estilos.

E como digo sempre, não esqueçam, listas refletem muito mais o gosto pessoal de quem a faz do que qualquer outra coisa. Se não encontrou os trabalhos que julgam sendo os melhores, lembrem-se, às vezes um trabalho não “bate” para um como “bate” para outro. Fora que nem sempre tenho tempo ou conhecimento para escutar tudo (são centenas e centenas de lançamentos todos os meses). Fora isso, divirtam-se!

01. Black Star Riders - Heavy Fire
(Nuclear Blast Records/Shinigami Records - Nacional)


02. Witherfall - Nocturnes and Requiems
(Independente - Importado)


03. Pagan Altar - The Room of Shadows
(Temple of Mystery Records - Importado)


04. Blaze Bayley - Endure and Survive (Infinite Entanglement Part II)
(Dynamo Records - Nacional)


05. Oz - Transition State
(AFM Records - Importado)


06. Attic - Sanctimonious
(Ván Records - Importado)


07. Accept - The Rise of Chaos
(Nuclear Blast Records/Shinigami Records - Importado)


08. Hell Fire - Free Again
(Independent - Importado)


09. Jack Starr’s Burning Starr - Stand Your Ground
(High Roller Records - Importado)


10. Venom Inc - Avé
(Nuclear Blast Records - Importado)


Quase chegaram

- Manilla Road - To Kill A King
(Hellion Records - Nacional)


- Cloven Hoof - Who Mourns for the Morning Star
(High Roller Records - Importado)


- Ram - Rod
(Metal Blade Records - Importado)


- Kobra and the Lotus – Prevail I
(Napalm Records - Importado)


- Jag Panzer - The Deviant Chord
(SPV/Shinigami Records - Nacional)

 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Dreadnox – The Hero Inside




Dreadnox – The Hero Inside
(Independente – Nacional)

01. Final Siege
02. Abuse Of Power
03. Who Can Be Sure os Anything?
04. The Hero Inside
05. Manic Depressive
06. Nomophobia
07. Dreamcatcher
08. DX
09. The Profane
10. My Judgment Day

Surgida na primeira metade dos anos 90, o Dreadnox sempre foi uma das bandas mais representativas do underground carioca. Após um hiato de quatro anos desde o lançamento de Dance Of Ignorance (10), finalmente o quarteto carioca retorna com seu terceiro álbum, The Hero Inside.
A sonoridade que aqui encontramos é moderna, mas sem nunca tirar os dois pés do Metal Tradicional que sempre marcou a carreira do grupo. Orbitando em volta, temos elementos de Power/Prog, Thrash e Melódico que só enriquecem mais ainda a obra do Dreadnox. Nomes como Maiden, Megadeth ou Angra podem vir à cabeça durante a audição, mas não se engane, a música aqui apresentada passa longe de soar como mero xerox. Falamos aqui de influências e não de cópia simples e descarada, algo que só quem tem muita experiência e competência consegue evitar. Os riffs e solos a cargo do guitarrista Kiko Dittert, são pesados e de ótima qualidade e, em alguns momentos, pendem um pouco para o Thrash. Já a parte rítmica, a cargo do baixista Dead Montana e do baterista Felipe Curi se mostra muito precisa e segura, imprimindo o peso necessário as 10 faixas aqui presentes. Já os vocais de Fábio Schneider se destacam bastante e ele não fica nada a dever a alguns vocalistas renomados por ai, conseguindo soar variado e agradável durante toda a audição. Os maiores destaques para mim ficaram por conta de “Final Siege”, “Abuse Of Power”, “Who Can Be Sure os Anything?”, “The Hero Inside”, “Dreamcatcher” e “My Judgment Day”.
Com relação à produção, de excelente qualidade, é possível observar todo o profissionalismo da banda quando constatamos os nomes envolvidos. The Hero Inside foi produzido por Renato Tribuzy, mixado por ninguém menos que Roy Z e masterizado por Maor Appelbaum (Halford, Therion, Angra, Anvil, Dokken, dentre outros). Um time realmente de primeira. Unindo suas influências e conseguindo dar uma identidade própria a sua música além de apresentar uma sonoridade que consegue ser melódica, pesada e agressiva, o Dreadnox retorna com o pé direito, entregando aos fãs de Metal Tradicional um belíssimo trabalho. E que não demorem tanto para um novo trabalho.

NOTA: 8,5






quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Rexor – Powered Heart (2014)




Rexor – Powered Heart (2014)
(Independente - Nacional)

01. Blood Swords
02. Powered Hearts
03. Sinners
04. I Scream
05. H.M.F
06. Vegas Locomotive
07. Seal of My Heart
08. Infinite Road
09. Evil Knights

Sabe aquele Cd que você para escutar sem grandes expectativas e acaba se surpreendendo positivamente pela qualidade do mesmo? Pois é, foi isso que ocorreu quando resolvi tirar uns 40 minutos do meu dia para escutar Powered Heart, álbum de estréia dos paulistanos do Rexor. Surgida em 1999 e com um EP, Heavy Metal Forever (2008), na bagagem, tiveram sua trajetória atrapalhada pela troca de integrantes e pelas dificuldades de se fazer Heavy Metal em um país pautado por modas, o que acabou por causar esse intervalo de seis anos entre o EP e o debut.
Mas o importante é que ele saiu e mesmo não apresentando nada de novo, o que escutamos aqui é empolgante. Basicamente, o que temos é um Metal Tradicional, tipicamente oitentista, com doses de Power e Hard Rock que acabam por enriquecer mais a música. Então, se você é fã de bandas como Grave Digger, Judas Priest, Saxon, Running Wild, Accept e afins, esse é um trabalho que você tem obrigação de conhecer. Alguns refrões grudentos, ótimos riffs e solos, a cargo de Wander Cunha (que também produziu o álbum), os vocais agressivos de Wash Balboa (ex-Command6) e uma cozinha firme, composta por Adrian Fernandes (baixo) e Gleison Torres (bateria), vão agradar em cheio aos fãs do estilo. Vale citar a ótima atuação de Adrian Fernandes, que com suas linhas de baixo, consegue suprir a possível ausência que uma segunda guitarra pode vir a fazer as nove faixas aqui presentes. Inteligentemente alternam algumas faixas mais rápidas com outras um pouco mais cadenciadas, o que ajuda demais na audição de Powered Heart, tornando-a mais agradável. Os maiores destaques ficam para a pesada “Blood Swords”, as mais cadenciadas “Powered Hearts” e “H.M.F” (essa com uma pegada totalmente Hard oitentista) e principalmente, as ótimas “Sinners” e “Vegas Locomotive”. Para os que curtem uma balada, temos “Seal of My Heart”, que pode agradar.
A produção é boa, permitindo que se escutem todos os instrumentos com muita clareza, mostrando que não se fazem necessárias superproduções para se ter algo de muita qualidade. Como costumo dizer nesses casos, o Rexor pode não reinventar a roda, mas a faz rodar muitíssimo bem. Uma estréia para lá de promissora de uma banda que pode voar muito alto. Se curtir Metal Tradicional, pode ir sem medo.

NOTA: 8,5





terça-feira, 29 de abril de 2014

Hazy Hamlet – Full Throttle (2013)




Hazy Hamlet – Full Throttle (2013)
(Arthorium Records - Nacional)

01. Full Throttle
02. Symphony Of Steel
03. A Havoc Quest
04. Vendetta
05. Jaws Of Fenris
06. Odin’s Rise
07. Thorium
08. Red Baron

Na maioria das vezes, é dito que o fã de Heavy Metal é muito exigente e não se contenta com qualquer coisa. Pois eu digo que não, não somos exigentes, mas sim chatos. É uma afirmação forte, certamente, mas é a mais pura realidade. Muitas vezes parece que nosso grande prazer não é escutar Heavy Metal, mas sim reclamar do que é lançado. Uma hora, estamos dizendo que o som, apesar de bom, não é original, que está carregado de clichês, que não surge nada de novo e surpreendente, que tudo que é lançado é lixo. Já em outros momentos reclamamos justamente do oposto, que tal som é diferente do Metal Tradicional que acostumamos a escutar nos anos 80 e que nesse período é que se fazia música boa e que não temos mais bandas apostando nisso. Nosso grande prazer hoje é reclamar, reclamar, reclamar, escutar álbuns lançados há quase 30 anos atrás e então, reclamar novamente.
Certamente teremos aqueles que irão reclamar e criticar os paranaenses do Hazy Hamlet. Na estrada desde 1999 e completando 15 anos de carreira, a banda lançou no final de 2013 seu segundo trabalho, sucessor do bom Forging Metal (2009). O que temos aqui? Uma boa mistura de NWOBHM com aquele típico Metal vindo da Alemanha e que irá nos remeter a grandes nomes como Judas Priest, Iron Maiden, Accept, Manowar e Running Wild. Resumindo, nada de inovador. Isso é um problema? Para alguns, certamente sim, mas para mim é digno de ser louvado. Você pode argumentar que se for para ouvir uma banda que se utiliza de todos os clichês do estilo, então que se escute os originais, mas convenhamos, essas bandas a tempos não lançam um trabalho realmente relevante, goste você disso ou não, caro leitor. Então, qual o problema de novas bandas lançarem trabalhos calcados no que esses grandes nomes fizeram? Para mim, nenhum. Aqui você irá encontrar Heavy oitentista no talo, com riffs vibrantes, um vocal que foge dos agudos, apostando em uma voz mais grave e forte e uma cozinha forte e pesada, que não deixa buracos na música, apesar de termos apenas uma guitarra presente. Os grandes destaques aqui vão para a faixa titulo, “Symphony Of Steel”, que vai te remeter ao Accept, “Vendetta”, as “maidenianas” “Odin’s Ride” e “Red Baron”.
A produção é boa, mas um tanto crua, o que de certa forma nos remete aos trabalhos lançados nos anos 80. Full Throttle transpira garra e honestidade, sendo um álbum agradável de escutar e que vai proporcionar bastante diversão aos amantes desse tipo de som. E daí se abusam dos clichês do gênero e não apresentam um trabalho original? Quando se faz algo de qualidade, como no caso do Hazy Hamlet, isso não tem a mínima importância. E que continuem sempre assim.

NOTA: 8,0



Arthorium Records