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quarta-feira, 9 de julho de 2014

NEWS: Novidades sobre Paradise Lost, Burzum, Anthrax, Motorhead e Destruction.



Paradise Lost: novo álbum a caminho e show com Orquestra.


Em recente entrevista a rádio búlgara Tangra Mega Rock, o vocalista Nick Holmes e o guitarrista Greg Mackintosh comentaram sobre o novo álbum da banda e o show que farão em breve com uma Orquestra.

A respeito do sucessor do aclamado Tragic Idol (12), que ainda não possui título e nem data de lançamento, afirmaram que o processo anda bem adiantado, já possuindo ao menos quatro músicas prontas e que todas soam muito bem.

Sobre o show que irá fazer dia 20 de Setembro em Plovdiv, Bulgária, com a Orquestra Filarmônica da cidade, afirmaram se sentirem emocionados com a oportunidade, pois a banda sempre utilizou elementos orquestrais em diversas de suas músicas, mas sempre dentro de estúdio e que a oportunidade de tocarem com uma Orquestra real é algo único.

O show esta sendo promovido pela rádio independente búlgara, Tangra Mega Rock e orquestrada pelo maestro Levon Manukyan, que escreveu o primeiro balé metal e fundou a Orquestra Levon Manukyan Collegium Musicum. Levon é conhecido por, em sua carreira, ter dado tratamento clássico a músicas de diversos grandes nomes do Rock/Metal, como Alice Cooper, Dream Theater, Judas Priest, AC/DC, Led Zeppelin, Kiss, dentre outros, além de ter trabalhado com Tarja Turunen.


Burzum: Varg Vikernes é condenado pela justiça francesa.


Ano passado, Varg Vikernes e sua esposa já haviam sido presos pela justiça francesa, acusados de planejar um massacre. Apesar de terem sido liberados logo depois disso, por ausência de provas, essa prisão teve outras conseqüências para o líder do Burzum.

Varg foi acusado pela justiça francesa por crime de incitação de ódio racial e por glorificar crimes de guerra através de um blog na internet. A acusação foi negada pelo artista, pois segundo Varg, existem muitas pessoas fingindo ser ele na internet e qualquer uma delas poderia ter criado tal blog e produzido seu conteúdo.

Ainda sim isso parece não ter convencido a justiça francesa, que o condenou a uma pena suspensa de 6 meses de prisão e uma multa de 8 mil Euros. No momento em que a decisão foi proferida, nem Varg e muito menos seu advogado estavam presentes no tribunal.

Além de seu trabalho com o lendário Burzum, Varg é conhecido por ter assassinado seu colega de Mayhem, Øystein "Euronymous" Aarseth, com 23 facadas, além do incêndio criminoso de uma Igreja na Noruega. Por tais crimes, Varg passou 15 anos na cadeia.

Anthrax: Game Of Thrones e Lady Gaga?


Recentemente os músicos do Anthrax visitaram em Belfast, Irlanda, o set de gravação da famosa série da HBO, Game Of Thrones, da qual são fãs. Durante a visita, Scott Ian perguntou a um dos produtores da série, Dan Weiss, fã confesso da banda, sobre a possibilidade de gravarem a bateria do novo álbum da banda na Sala do Trono de Ferro e receberam uma resposta positiva para tal possibilidade. É o Reino de Westeros mais Metal do que nunca.


Sobre a pop star Lady Gaga, Scott Ian afirmou recentemente ao New Music Express, estar esperando que muito em breve a artista faça uma versão de alguma música da banda. Segundo ele, além da mesma ser muito fã não só de Metal quanto da banda (se lembrando de fatos do Anthrax que nem ele recorda mais), Gaga é amiga de Charlie Benante e Frankie Bello. Então. Fãs de Anthrax, comecem desde já a se prepararem para isso.

O próximo álbum do Anthrax está programado para sair em 2015, mas ainda sem título e data prevista.


Motörhead: lançado vídeo para Lost Woman Blues.


O Motörhead acaba de lançar um vídeo para a música Lost Woman Blues. O intuito é divulgar o relançamento de seu último álbum, Aftershock, que sairá em uma edição especial contendo um Cd bônus ao vivo. O relançamento está previsto para o final do mês de Agosto.

O vídeo para Lost Woman Blues foi gravado ao vivo no dia 18 de Abril deste ano, em Warfield, San Francisco e você pode conferi-lo aqui:


O track list do CD bônus de Aftershock é o seguinte:


01. Damage Case
02. Stay Clean
03. I Know How To Die
04. Metropolis
05. Over The Top
06. The Chase Is Better Than The Catch
07. Rock It
08. Lost Woman Blues
09. Doctor Rock
10. Just 'Cos You Got The Power
11. Going To Brazil
12. Killed By Death
13. Ace Of Spades
14. Overkill



Destruction: alemães anunciam nova turnê européia.


A lenda do Thrash alemão, Destruction, anunciou que a partir de Setembro estará saindo pela Europa em uma turnê comemorativa intitulada “Best of 30 years”. Junto com o trio, estarão presentes dois nomes da nova geração do estilo, o finlandês Lost Society e a belga Evil Invaders.

As datas programadas são as seguintes:


30.09. DE Aschaffenburg - Colos Saal
01.10. DE Munich - Backstage
02.10. DE Essen - TuRock
03.10. DE Osnabrück - Bastard Club
04.10. DE Hamburg - Grünspan
05.10. DE Berlin - K17
06.10. DE Marburg - KFZ-Marburg
07.10. BE Aarschot - De Klinker
08.10. UK London - Underworld
09.10. UK Bristol - Bierkeller
10.10. UK Glasgow - Audio
11.10. UK Dublin - Button Factory
12.10. UK Manchester - The Sound of Control
13.10. NL Rotterdam - Baroeg

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Burzum – Sôl Austan, Mâni Vestan (2013)




01. Sôl Austan
02. Rûnar Munt bû Finna
03. Sôlarrâs
04. Haugaeldr
05. Feôrahellir
06. Solarguôi
07. Ganga At Sôlu
08. Hiô
09. Heljarmyrkr
10. Mâni Vestan
11. Sôlbjörg

Bem, acho que posso chamar essa resenha de esquizofrênica, ou algo do tipo. Por quê? Em breve o prezado leitor irá entender. O Burzum é dessas bandas que dispensam muitas apresentações, já que qualquer banger que se preze e que saiba o que ocorreu na cena nos últimos 20 anos, em algum momento se deparou com questões sobre Inner Circle norueguês, incêndios criminosos em Igrejas e, principalmente, o assassinato de Euronymous, do Mayhem. Posto isso, irei pular a fase de apresentações e ir ao que realmente interessa, que é a música presente em Sôl Austan, Mâni Vestan.

O Burzum, por toda a sua história, sempre foi um nome que impressionou, fosse pelo radicalismo de seu líder, Varg Vikernes, fosse pela rispidez de seu Black Metal, o que fez com que angariasse uma legião de seguidores. Mas mesmo para o mais apaixonado dos fãs, era visível que no pós-prisão, o Black Metal havia se tornado algo um tanto vazio pra Varg e que seus lançamentos nesse período vinham decrescendo cada vez mais de qualidade. Sendo assim, talvez não tenha sido tão surpreendente a decisão de deixar o estilo de lado e investir na sonoridade atmosférica de álbuns do período em que esteve preso, como Daudi Baldrs e Hildskjalf. Por sinal, Sôl Austan, Mâni Vestan, começa do ponto onde este último parou. A música que temos aqui é de uma natureza quase cósmica, carregada de uma ampla gama de sons e emoções. Com um som simples, lúdico, cativante e misterioso, temos aqui algo tão sublime quanto o desabrochar de uma flor. O resultado disso tudo é uma música que hipnotiza e leva o ouvinte a uma experiência quase metafísica. Com um álbum relaxante e intrigante, Varg nos oferece um trabalho agradável de se ouvir em qualquer ambiente. No final, tudo acaba sendo uma questão de contexto em que se escuta o álbum.

O Burzum, por toda a sua história, sempre foi um nome que impressionou, fosse pelo radicalismo de seu líder, Varg Vikernes, fosse pela rispidez de seu Black Metal, o que fez com que angariasse uma legião de seguidores. Mas mesmo para o mais apaixonado dos fãs, era visível que no pós-prisão, o Black Metal havia se tornado algo um tanto vazio pra Varg e que seus lançamentos nesse período vinham decrescendo cada vez mais de qualidade. Sendo assim, talvez não tenha sido tão surpreendente a decisão de deixar o estilo de lado e investir na sonoridade atmosférica de álbuns do período em que esteve preso, como Daudi Baldrs e Hildskjalf. Por sinal, Sôl Austan, Mâni Vestan, começa do ponto onde este último parou. Sendo assim, o que temos aqui passa a milhares de quilômetros Black Metal radical, ríspido e de aura maléfica que marcou os primórdios do Burzum. Isso é ruim? Bem, depende da qualidade da música apresentada, e nesse caso específico, ela não é nada boa. Você, caro leitor, consegue imaginar uma música do Burzum sendo escutada em um momento de relaxamento em um Spa? Ou então termos como “meditativa”, “calma”, “singela” ou “sublime” sendo usados para se referir a uma música da banda? Ok, você pode alegar que tudo é uma questão de contexto em que se escuta o álbum, mas isso não vai mudar o fato de que falta variedade ao trabalho e que ficamos com a impressão que o mesmo é composto de uma única e interminável faixa. No final, o que resta é uma música chata pra caramba, mais desagradável que tratamento de canal. Um dia, o Burzum foi um nome que impôs respeito e significou música de qualidade. Hoje em dia, é apenas um nome que vive do passado e garante o sustento pós-prisão de Varg Vikernes.

NOTA: 8,5 ou 1,5