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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Sabaton - The Great War (2019)


Sabaton - The Great War (2019)
(Nuclear Blast/Shinigami Records - Nacional)

01. The Future Of Warfare
02. Seven Pillars Of Wisdom
03. 82nd All The Way
04. The Attack Of The Dead Men
05. Devil Dogs
06. The Red Baron
07. Great War
08. A Ghost In The Trenches
09. Fields Of Verdun
10. The End Of The War To End All Wars
11. In Flanders Fields


Existem as bandas clichês, e existe o Sabaton. Quando você coloca um CD dos suecos para tocar, já sabe exatamente o que escutará, pois, desde a estreia com Primo Victoria (05), adotaram uma fórmula musical da qual não abrem mão. Estruturas, progressões, escalas, riffs, melodias, refrões, absolutamente tudo por aqui é reciclado álbum após álbum. Poucas bandas conseguem ser tão previsíveis. Posto tudo isso, só me cabe fazer a pergunta valendo 1 milhão de reais: como, com todos esses aspectos que jogariam qualquer trabalho na vala comum do Metal genérico, o Sabaton consegue ser tão legal, viciante e divertido? Sabe aquela banda que você sente raiva de gostar das músicas e dos álbuns? Pois é…

Completando 20 anos de carreira em 2019, o Sabaton não teve medo de arriscar, e para comemorar tal marca, lançou seu projeto mais ambicioso. The Great War não é só um trabalho conceitual que trata da 1ª Guerra Mundial, ou “A Grande Guerra”, ou “A Guerra para acabar com todas as Guerras”, como ficou conhecida. Nada mais do que 3 versões do álbum foram lançadas, a padrão, a History Edition, onde as canções são antecedidas por uma narração explicando o contexto histórico das mesmas, e uma versão intitulada The Soundtrack To The Great War, que conta apenas com versões 100% orquestradas das músicas, e participação de Floor Jansen (Nightwish) na abertura e em alguns vocais adicionais que surgem aqui e ali. Vale dizer que essa última só está disponível para quem adquirir a The Great Box Edition. No Brasil, a Shinigami está lançando as duas primeiras, a versão padrão em acrílico, e a History Edition em digipack. Material imperdível para colecionadores e fãs da banda.

Mas deixemos de enrolação. Quando fiquei sabendo que o 9º álbum de estúdio do Sabaton se trataria de um trabalho conceitual a respeito da Grande Guerra, confesso que fiquei temeroso. Meu medo não vinha de alguma dúvida a respeito da competência dos suecos para tal, mas receava a forma como um momento tão pesado da história da humanidade, um evento que consumiu e destruiu a vida de milhões, seria abordado pela banda, já que ela se notabilizou por uma abordagem mais grandiosa e heroica dos fatos. Felizmente, conseguiram se sair muito bem, já que apesar desses momentos se fazerem presentes, ao tratarem de histórias individuais, o lado sombrio da guerra  permeia toda a audição. A Grande Guerra não é glorificada, e suas vítimas são tratadas com o respeito que merecem por parte do Sabaton.


Musicalmente, qualquer um que conheça a banda sabe o que vai encontrar aqui: Power Metal com elementos sinfônicos, vocal bem característico, riffs pesados – e requentados dos trabalhos anteriores –, bons solos, guitarras que passam boa parte do tempo “tocando” as linhas vocais, refrões fortes, acompanhados de coros e teclados bem encaixados. É aquele já falado mais do mesmo irritantemente divertido, que te deixa com a sensação de já ter escutado aquilo antes em algum álbum anterior, mas que quando você se dá conta, está cantando junto e tocando sua air guitar pela sala. Para não dizer que o Sabaton se limitou apenas a simples repetição, chamou-me a atenção o fato de que os coros e orquestrações se fazem mais presentes. São vários os momentos em que eles suplantam os teclados, responsáveis por dar um toque de Hard/Glam a muitas canções. Isso torna The Great War um álbum mais épico, se comparado com seus antecessores recentes, Heroes (14) e The Last Stand (16). Em relação a este último, vale dizer que empolga muito mais, pois não sofre tanto com os altos e baixos que se faziam presentes no mesmo.

A abertura se dá com “The Future Of Warfare”, que trata da introdução do Tanque de Guerra nos campos de batalha, focando nas batalhas de Flers-Courcelette (1916) e Villers-Bretonneux (1918). É uma abertura sólida, no melhor estilo Sabaton, com um bom trabalho de bateria e coros grandiosos e bombásticos. “Seven Pillars Of Wisdom” trata da figura de Lawrence da Arábia, britânico que lutou ao lado das forças árabes, contra o Império Otomano. É um dos pontos altos do álbum, com suas ótimas guitarras, melodia empolgante e um refrão forjado cuidadosamente para grudar na cabeça de quem escuta por dias a fio. “82nd All The Way” trata da figura do Sargento Alvin York, soldado americano mais condecorado da 1ª Guerra, e do episódio ocorrido na Ofensiva Meuse-Argonne (1918), onde comandando um destacamento de apenas 16 homens, destruiu 32 metralhadoras, matando 28 militares alemães e capturando outros 132. É aquele típico Power Metal da banda, com refrão marcante e sem grandes novidades.

“The Attack Of The Dead Men” aborda a Batalha da Fortaleza de Osowiec (1915), onde, com intenção de erradicar os cerca de 900 defensores russos, os alemães bombardearam a mesma com armas químicas. Para a surpresa dos 7 mil soldados alemães que avançaram em sua direção, julgando que já não encontrariam grande resistência, 100 russos, totalmente desfigurados, tossindo sangue e pedaços de seus próprios pulmões, o que dava aos mesmos uma aparência de zumbis, surgiram em uma contra-carga, causando grandes baixas as forças alemãs. É uma canção que foge um pouco do padrão, por soar mais épica, com boas guitarras, e cativa o ouvinte com certa facilidade. “Devil Dogs” trata dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, na Batalha de Belleau Wood (1918), onde se mostraram implacáveis contra as tropas da Alemanha. Sabe aquela canção 100% reciclada, que está presente em todos os trabalhos do Sabaton. Esse é o melhor exemplo que posso dar disso.


“Red Baron” trata de Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen, ou se preferir, o famoso Barão Vermelho, responsável por 80 mortes confirmadas de aliados em combates aéreos durante a 1ª Guerra. De ritmo rápido, divertida e com refrão que beira a perfeição, possui um Hammond que dá um clima setentista e a tira do lugar-comum ao qual estamos acostumados. Se prepare, vai se pegar cantando essa música de primeira. “Great War” trata do sofrimento que a guerra causa, e tem seu foco na Batalha de Passchendaele (1917), ou Terceira Batalha de Ypres, uma das maiores carnificinas da Grande Guerra, custando algo entre 500 e 800 mil vidas. Pesada, épica, colossal e com um refrão bem marcial, é dessas canções forjadas para o público cantar junto nos grandes festivais, e acredite, isso vai acontecer. “A Ghost In The Trenches” trata de Francis Pegahmagabow, soldado mais condecorado da história militar canadense, e atirador mais efetivo da 1ª Guerra. É creditado a ele, a morte de 378 alemães, e a captura de mais de 300. É outra canção padrão da banda, com aquelas passagens cativantes que já são esperadas.

“Fields Of Verdun” trata da Batalha de Verdun (1916), travada por mais de 300 dias, sendo assim a maior e mais longa de toda a Grande Guerra na Frente Ocidental. É um Power Metal empolgante, pesado, com boas guitarras e claro, com aquele refrão maroto feito para eu, você e todo mundo cantar junto. E vamos cantar! Na sequência, talvez o momento mais grandioso e épico da carreira do Sabaton, “The End Of The War To End All Wars”. Grandiosa, recheada de belas orquestrações e corais, e com vocais que ajudam a dar um ar sombrio a canção, ela é o retrato perfeito de uma guerra que vitimou entre 15 e 20 milhões de pessoas, quase metade delas civis, e ainda deixou cerca de 23 milhões de feridos. Encerrando, “In Flanders Fields”, onde o poema do soldado canadense John McCrae, morto da Grande Guerra, é cantado por um coral “a capella”. Uma justa e belíssima homenagem que dá voz a todos que tombaram durante o conflito.

Produzido pela banda, gravado e mixado por Jonas Kjellgren (Amorphis, Hypocrisy, Immortal, Katatonia e o próprio Sabaton), e com masterização realizada por Maor Appelbaum (Angra, Candlemass, Faith No More, Halford), temos aqui a melhor produção já feita em um trabalho dos suecos. Cada detalhe pode ser notado, mas sem que isso afete o peso e deixe a sonoridade excessivamente artificial. A bela capa é mais uma vez, obra de Péter Sallai (Accept, Cavalera Conspiracy, Hammerfall, W.A.S.P.), e retrata com perfeição o clima do álbum. Com canções dinâmicas, que vão direto ao ponto e entregam o que o fã espera, o Sabaton comemora seus 20 anos de carreira em alto nível, deixando claro que ainda tem muita munição para gastar nos próximos anos. Encerro essa resenha com as palavras escritas por um tenente francês, que veio a falecer na Batalha de Verdum, para que assim, quem sabe, consigamos entender o horror de uma guerra.

“A Humanidade é louca. Tem de ser louca para fazer o que está a fazer. Que massacre! Que cenas de horror e carnificina! Não encontro palavras para exprimir as minhas emoções. O Inferno não deve ser tão mau. Os homens são loucos!”

NOTA: 89

Sabaton é:
- Joakim Brodén (vocal/teclado)
- Chris Rörland (guitarra)
- Tommy Johansson (guitarra)
- Pär Sundström (baixo)
- Hannes Van Dahl (bateria)

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Sabaton - The Last Stand (2016)


Sabaton - The Last Stand (2016)
(Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional)


CD1 - The Last Stand
01. Sparta
02. Last Dying Breath
03. Blood Of Bannockburn
04. Diary Of An Unknown Soldier
05. The Lost Battalion
06. Rorke's Drift
07. The Last Stand
08. Hill 3234
09. Shiroyama
10. Winged Hussars
11. The Last Battle
12. All Guns Blazing (Judas Priest cover)
13. Camouflage (Stan Ridgway cover)

CD - 2 Live in Nantes - France, 2016
01. The March to War        
02. Ghost Division        
03. Far from the Fame        
04. Uprising        
05. Midway        
06. Gott mit uns        
07. Resist and Bite        
08. Wolfpack        
09. Dominium Maris Baltici        
10. Carolus Rex        
11. Swedish Pagans        
12. Soldier of 3 Armies        
13. Attero Dominatus        
14. The Art of War        
15. Wind of Change        
16. To Hell and Back        
17. Night Witches        
18. Primo Victoria        
19. Metal Crüe

Sabe aquela banda que não apresenta absolutamente nada de novo em matéria de sonoridade, usa todos os clichês possíveis de um estilo, tem uma fórmula pronta para suas músicas, mas ainda assim você consegue achar muito legal e se diverte com a audição dos seus trabalhos? Então, o Sabaton é uma dessas. E bem, isso não é exclusividade minha, vide o crescimento exponencial dos suecos a cada trabalho e a legião de fãs que arrastam em festivais pela Europa. Os caras possuem até o próprio festival Open Air, que ocorre em sua cidade, Falun. Qualquer dúvida quanto à força dos caras, basta assistirem o DVD Heroes on Tour e comprovar.

Muito desse crescimento, além de motivado pela qualidade, vem do fato dos caras não pararem nunca. Desde 2005, quando lançaram Primo Victoria, já são 11 anos, 8 álbuns de estúdio e 4 trabalhos ao vivo, sendo que desde The Art of War, seguem religiosamente a rotina de um lançamento a cada 2 anos. Simplesmente não param, sendo isso talvez o principal motivo para a inconstância de formação, já que a vida do Sabaton se resume a estúdio e turnês. A última baixa se deu com a saída do guitarrista Thobbe Englund, após a gravação de The Last Stand, sendo substituído por Tommy Johansson.

O que esperar de um álbum do Sabaton? Canções típicas de Power Metal, com duração entre 3 e 4 minutos, refrões fortes e marcantes e os vocais inconfundíveis de Joakim Brodén, que fogem totalmente do usual no estilo. E se você espera qualquer coisa diferente disso, como diz minha esposa, está mais por fora que braço de caminhoneiro. É isso que os suecos sabem fazer e, sinceramente, não tem porque mudar. Claro, um ajuste aqui, uma pequena experimentação ali, são coisas que podem vir a ocorrer, mas o esquema é esse acima e quem não goste, que não escute.


Mas vamos a The Last Stand, que é o que realmente interessa. Os dois primeiros singles liberados pelo Sabaton para esse álbum certamente assustaram a maioria de seus fãs. “The Lost Battalion” (que no álbum é precedida por “Diary Of An Unknown Soldier”, narrada por Jon Schaffer), faixa que trata da participação da 77ª Divisão americana na Ofensiva Meuse-Argonne, é talvez a mais fraca de todo trabalho. A ideia de substituir o som da bateria por armas não funcionou muito bem (o bumbo é feito por uma .40, as caixas por uma 9 mm e o chimbau por uma baioneta) e deu um toque meio industrial à mesma. Por mais que a ideia seja legal, a execução foi péssima. Nem o bom refrão e os corais salvam a música. Já em “Blood of Bannockburn” (onde tratam da decisiva vitória das forças escocesas sobre as inglesas, em 1314, no âmbito da Guerra de Independência da Escócia), resolveram experimentar, incluindo uma bagpipe (tocada por Jonas Kjellgren), que surge na introdução e em alguns outros momentos da mesma. Apesar de certo estranhamento, a faixa acaba soando bem legal, principalmente pelo refrão cativante e pelo bom uso do Hammond (tocado por Tomas Sunme). Já o terceiro single liberado um pouco antes do lançamento, “Shiroyama”, está certamente entre os grandes destaques do álbum e trata da última batalha da Rebelião Matsuma contra o governo Meiji. Os vocais dão um clima épico que se encaixa perfeitamente na história, as guitarras fazem um excelente trabalho e os teclados estão muitíssimo bem encaixados.

Vale dizer uma coisa aqui. Os teclados, que sempre foram uma marca registrada da banda, principalmente naqueles momentos em que executam a funcão das guitarras, se fazem um pouco mais presentes aqui do que o usual. Certamente, uma reminiscência da influência cada vez maior de Hard e Glam oitentista na música do Sabaton. Isso fica perceptível em faixas como “The Last Stand” (trata do episódio onde os 189 soldados da guarda suíça resistiram contra cerca de 1000 soldados de Carlos V, no episódio do saque de Roma, em 1527, para que o papa Clemente VII pudesse chegar em segurança ao Castelo de Santo Ângelo), “Last Dying Breath” (trata da resistência de Dragutin Gavrilovic e seus homens do exército sérvio ao cerco de Belgrado pelas tropas austro húngaras e alemãs, na 1ª Guerra) e “Winged Hussars” (sobre a participação seminal dos “Hussardos Alados Poloneses” na vitória da Santa Liga contra os Otomanos, na Batalha de Viena em 1683). Curiosamente, elas estão entre os destaques do trabalho, graças aos refrões cativantes e aos teclados muito bem utilizados.

A faixa de abertura, “Sparta” (Batalha de Termópilas e os famosos 300 de Esparta), em um primeiro momento pode parecer uma escolha um tanto equivocada para essa função, já que tem uma levada mais cadenciada, mas o refrão forte e grudento e seus ótimos riffs fazem essa impressão de dispersar rapidamente. “Rorke's Drift” (batalha ocorrida em 1879, na guerra Anglo-Zulu, onde 139 soldados ingleses, acompanhados de alguns colonos, defenderam um hospital de campanha contra cerca de 4 mil guerreiros zulus) tem uma abordagem mais tradicional dentro do Power Metal, sendo bem veloz, mas não apresentando nada de muito empolgante. Já “Hill 3234”, que trata da Batalha da Colina 3234, ocorrida no Afeganistão em 1988, onde 39 paraquedistas russos conseguiram defender sua posição contra cerca de 250 mujahidin afegãos e soldados paquistaneses, segue nessa mesma tocada, mas soa bem mais interessante, principalmente devido ao ótimo refrão e aos empolgantes coros. Já “The Last Battle”, que conta a curiosa história da Batalha por Castle Itter, ocorrida já após o suicídio de Hitler e que uniu de um lado, tropas americanas, soldados alemães da Wehrmacht e civis franceses contra tropas da SS nazista, tem uma pegada bem anos 80 e aquele refrãozinho grudento que só o Sabaton sabe fazer. Temos ainda dois covers, um para “All Guns Blazing”, do Judas Priest, que ficou excelente e um para o hit oitentista “Camouflage”, de Stan Ridgway (ex-Wall Of Voodoo, aquela mesma do hit “Mexican Radio”, que foi coverizado pelo Celtic Frost), que também convence em muito.


A produção, como de praxe desde The Art of War (08), ficou por conta de Peter Tägtgren, que também cuidou da engenharia e da mixagem, tudo no seu renomado Studio Abyss, na Suécia. A masterização foi realizada por Jonas Kjellgren (Amorphis, Carach Angren, Dark Funeral, Hypocrisy e que já vem trabalhando com a banda desde Carolus Rex (12)), provavelmente em seu estúdio, o Black Lounge. Qualidade indiscutível e ponto final. E como dá para ver que o Sabaton não é de mexer em time que se está ganhando, a capa, assim como nos dois trabalhos anteriores, ficou nas mãos de Péter Sallai (Cavalera Conspiracy, Hammercult, Kataklysm, W.A.S.P.).

A Shinigami está lançando The Last Stand tanto em versão simples, como em uma versão dupla que vem com um DVD, onde consta uma apresentação do Sabaton em Nantes, nesse ano. E vos digo que se puderem adquirir a segunda, o façam, porque assistir o Sabaton ao vivo sempre vale muito a pena (digo isso por experiência própria). A qualidade de imagem e som é ótima, possui uma boa diversidade de câmeras e os caras são um show à parte no palco. Ouso dizer que são os suecos menos suecos da face da terra, de tanto que se divertem e brincam tanto com a plateia, como entre eles (os diálogos entre Joakim e Thobbe Englund são hilários). O set list é muito equilibrado e abrangente e o show conta com momentos curiosos, como “Gott mit uns” sendo cantada sem a presença de Brodén e Chris Rörland sozinho no palco, cantando um trecho de “Wind of Change” do Scorpions, antes da banda retornar para “To Hell and Back”. O público também é um caso à parte, contando com os já tradicionais sósias do vocalista, que podem ser vistos em todas as apresentações do Sabaton pelo mundo e claro, agitando muito em todas as canções do repertório.

The Last Stand é o Sabaton sendo o Sabaton na maior parte do tempo. Claro, nem tudo funciona como o planejado, temos alguns baixos por aqui, mas na maior parte do tempo o quinteto sueco nos entrega exatamente o que esperamos, ou seja, canções épicas, com refrões cativantes, melodias grudentas e, acima de tudo, divertidas, além de letras que são uma aula de história militar. Se é fã do Sabaton, vai abrir um sorriso na maior parte do tempo, se não é, não é dessa vez que isso mudará. E o tanque de guerra sueco continua firme, forte, pesado e claro, certeiro.

NOTA: 8,5

Sabaton (gravação):
- Joakim Brodén (vocal/teclado)
- Thobbe Englund (guitarra)   
- Chris Rörland (guitarra)
- Pär Sundström (baixo)
- Hannes Van Dahl (bateria)

Sabaton é:
- Joakim Brodén (vocal/teclado)
- Tommy Johansson (guitarra)   
- Chris Rörland (guitarra)
- Pär Sundström (baixo)
- Hannes Van Dahl (bateria)

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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Sabaton – Heroes On Tour (2016) (DVD/CD)


Sabaton – Heroes On Tour (2016) (DVD/CD)
(Shinigami Records/Nuclear Blast – Nacional)


DVD 01/CD
01. The March To War
02. Ghost Division
03. To Hell and Back
04. Carolus Rex
05. No Bullets Fly
06. Resist and Bite
07. Far From The Fame
08. Panzerkampf
09. Gott Mit Uns
10. The Art of War
11. Soldier of 3 Armies
12. Swedish Pagans
13. Screaming Eagles
14. Night Witches
15. Primo Victoria
16. Metal Crüe
BONUS:
- Noch Ein Bier
- Sabaton With Bohemia Symphony Orchestra Prague

DVD 02
01. The March To War
02. Ghost Division
03. To Hell and Back
04. Carolus Rex
05. Panzer Battalion
06. Wolfpack
07. Attero Dominatus
08. 7734
09. Union
10. The Art of War
11. Saboteurs
12. Coat of Arms
13. En Livstid I Krig
14. Resist and Bite
15. Swedish Pagans
16. Night Witches
17. Primo Victoria
18. Metal Crüe

Ok, concordo que o Sabaton, apesar de ser uma das principais bandas de Power Metal da atualidade, não apresenta absolutamente nada de novo musicalmente, usando e abusando dos clichês do estilo e de forma bem simples. Mas convenhamos, no cenário atual isso já nem é mais condenável. Ao menos os suecos possuem a vantagem de possuírem identidade, já que você não precisa de muitos segundos para identificar uma música do quinteto.

O grande diferencial dos caras definitivamente é seu desempenho em cima de um palco. Tive a oportunidade de assistir um show do Sabaton em sua turnê brasileira de 2014, divulgando o álbum Heroes e posso dizer que foi um dos mais legais que já assisti em meus 27 anos militando no meio do Metal (resenha aqui). Enérgicos, divertidos, brincam o tempo todo com o público e conseguem ter o mesmo em suas mãos.

Heroes On Tour, como o próprio nome diz, foi gravado durante a turnê do último álbum, seguindo a tradição que vem desde Coat Of Arms (10), ou seja, álbum de estúdio seguido de um trabalho ao vivo. Aqui temos um DVD duplo, acompanhado de um CD, sendo que no DVD1 temos a apresentação do Sabaton no Wacken do ano passado, no DVD2, o show que fizeram em seu próprio festival e no CD, o áudio do primeiro. Antes mesmo de se colocar o DVD para rodar, desperta a atenção o fato de que existe uma diferença grande no set list dos shows, o que é inegavelmente positivo. Claro, existem músicas em comum e que não podem ficar de fora de qualquer apresentação do Sabaton, mas o primeiro tem foco principal em Heroes (são 6 faixas, com set list bem próximo da turnê brasileira), enquanto o segundo é mais variado e possui músicas de todos os álbuns da banda. Isso evita que as apresentações sejam repetitivas e torna a experiência de assisti-las mais agradável.

Uma coisa que fica nítida é como os 5 integrantes se divertem em cima de um palco. É visível em seus rostos que amam o que estão fazendo e, no caso do show do Wacken, parecem crianças que ganharam aquele presente que sempre sonharam. E quando você descobre que esse era o sonho que Joakim Brodén (vocal) e Pär Sundström (baixo) quando formaram o Sabaton em 1999, entende o sorriso no rosto dos mesmos ao se verem diante de tamanho público. Aliás, o público aqui é um caso à parte, já que desde a abertura com “Ghost Division”, até o encerramento com “Metal Crüe”, cantam junto com a banda, vibram e de divertem como poucas vezes vi, em uma interação quase perfeita entre fãs e banda.. Até fãs fantasiados de Brodén podem ser vistos. Uma verdadeira celebração ao Metal e à banda. A produção é excelente, tanto sonora quanto visual, com uma grande variedade de câmeras para captação do show. Graças a isso, o trabalho consegue captar toda a energia que o Sabaton possui sobre o palco.

Agora, imaginemos a seguinte situação. Você faz toda uma produção para gravar seu show pensando em um DVD, a apresentação ocorre, é simplesmente bombástica, mas quando você vai ver o resultado final, descobre que boa parte do áudio não possui qualidade. Pois bem, o mesmo ocorreu com o material que temos no segundo DVD, gravado no festival que leva o nome da banda, que ocorre todo ano em sua cidade natal, Falun. A lógica seria descartar todo o material e se lamentar. Mas caramba, as imagens ficaram ótimas e seria uma pena se desfazer do material.

O Sabaton simplesmente sentou com Peter Tägtgren e, para não descartar tudo que haviam feito, regravaram todo o show em estúdio para utilizar o áudio em overdubs onde ocorreram falhas no original. E o mais legal, não escondem isso, já que não só deixam isso claro em um depoimento, como colocaram o vídeo da gravação em estúdio no DVD. Sendo assim, você pode optar por assistir o show de Falun nas opções Live Angle ou Studio Angle. Quanto ao show em si, novamente podemos observar uma ótima produção e captação de imagens. Com relação ao set list, após o início padrão, "Ghost Division", "To Hell and Back" e "Carolus Rex" (aqui cantada em sueco), enfileram canções de todos os álbuns, em ordem cronológica, até o encerramento padrão. Tocando em casa e com o público nas mãos, nem preciso falar muita coisa.

No final, o resultado final é primoroso e diria que, dentro do que se propõem, Heroes On Tour é perfeito. E o melhor de tudo é que, graças à Shinigami Records os fãs brasileiros têm o mesmo ao seu alcance. Imperdível!

NOTA: 9,0

Sabaton é:
- Joakim Brodén (vocal)
- Thobbe Englund (guitarra)
- Chris Rörland (guitarra)
- Pär Sundström (baixo)
- Hannes Van Dahl (bateria)

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

News - SABATON: Informações sobre o show em Limeira




Com grandes apresentações e uma imensa surpresa no show de Juiz de Fora com a presença de um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, o Sabaton irá guerrear no interior paulista, na cidade de Limeira. A banda se encontra na metade de sua saga pelo país, arrastando uma legião de fãs onde passa e no dia 19/09 estarão armados para mais essa monstruosa apresentação. Com excelente aceitação, a turnê do disco “Heroes” fará os Limeirenses dar o sangue em mais um grande espetáculo. Confira o serviço completo para o show.

Informações:


Data: 19/09/2014 (Sexta)
Local: Bar da Montanha
Endereço: Av. Laranjeiras, 2601. Pq. Egisto Ragazzo.
Início do Show: 21h

INGRESSOS:

Pista: R$ 90,00

Pontos de Venda:

Sintonia – Endereço: Rua Dr. Trajano, 264 – Centro | Tel.: (19) 3451-9120
Heavy Metal Rock (Americana)
Classic Forever (Shopping Pátio Limeira)

Realização: Open the Road e COI Produções

Contatos para Shows e Informações:

Assessoria de Imprensa:

FONTE: WARGODS PRESS

terça-feira, 16 de setembro de 2014

News - Sabaton: Informações sobre o show no Rio de Janeiro




A banda sueca SABATON, em extensa turnê pelo país vem sido aclamada e admirada por onde passa. Sendo a primeira vez dos suecos no país, os shows têm tido grande repercussão na imprensa e veículos de mídia especializados. A turnê para promover o disco “Heroes”, sétimo trabalho de estúdio da banda, se iniciou na cidade de São Paulo no dia 07/09 que também passou por mais duas capitais brasileiras e uma cidade do interior de Minas Gerais. A banda já prepara sua máquina de guerra para a cidade do Rio de Janeiro. A capital fluminense terá a honra em receber uma das melhores bandas do Power Metal mundial no dia 17/09 no Teatro Rival Petrobrás. Confira o serviço completo para a apresentação.

Um dos destaques do álbum é a extremamente grudenta “To Hell And Back”, que ganhou um videoclipe, assista:


Informações:


Data: 17/09/2014
Local: Teatro Rival Petrobrás
Abertura da casa: 19:30h
Início do show: 20:30h

Classificação etária: entrada permitida para maiores de 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhado do responsável. Obrigatória apresentação do documento de identidade.

INGRESSOS:

Camarote: R$150,00
Pista: R$ 90,00

Pontos de Venda:

- Bilheteria do Teatro Rival Petrobras: R: Álvaro Alvim, 33 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
- Hard n’ Heavy: R: Marquês de Abrantes, 177, loja 106 – Flamengo – Rio de Janeiro/RJ
- Scheherazade: R: Conde de Bonfim, 346, loja 209 – Tijuca – Rio de Janeiro/RJ
- Sempre Música: R: Visconde de Pirajá, 365, loja 11 – Ipanema – Rio de Janeiro/RJ
- Rock For You: Shopping Estação Fashion – Avenida Presidente Kennedy, 1910 loja D5 – Caxias/RJ


Realização: Open the Road e Overload

Contatos para Shows e Informações:

Assessoria de Imprensa:

FONTE: WARGODS PRESS

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Resenha de Show: Sabaton – Juiz de Fora/MG




Sabaton
Cultural Bar – Juiz de Fora/MG
14 de Setembro de 2014
Por Leandro Vianna – Fotos: Leandro Vianna

Meu primeiro contato com o Hard/Heavy Metal foi ainda bem moleque, no início dos anos 80. Lembro-me dos clips do Kiss e do Queen passando no Fantástico, do estardalhaço no mesmo programa a respeito das vindas do Van Halen e do Kiss (sem as máscaras), em 1983 e principalmente do Rock in Rio, dois anos depois. Mas ainda era uma criança e por mais que aquilo me despertasse a atenção, só fui efetivamente começar a escutar Metal com meus 12 anos de idade. De lá para cá se passaram 25 anos com muitas histórias, boas e ruins, para contar.
Quando fiquei sabendo que o Sabaton viria ao Brasil e que entre as cidades programadas, estava Juiz de Fora, imediatamente comecei a planejar a minha ida ao show. Mas sabe como é a tal da Lei de Murphy, merdas sempre acontecem e dessa vez não foi diferente. Faltando 4 dias para o show, o planejamento indo pelo ralo a baixo e eu tendo que encontrar uma forma de ir parar em Juiz de Fora em um domingo a noite, sozinho. No dia seguinte, um acidente doméstico que me rendeu um dos dedos do pé esquerdo destroncado. Mas e daí? Essas coisas não iriam me impedir de forma alguma de comparecer ao show. Dia 14 chegou e lá fui eu rumo a “Manchester mineira”, com uma mochila nas costas e sem mais nada planejado.
Posso dizer sem um pingo de medo que tudo isso valeu a pena ao final da noite, quando sai com um sorriso de orelha a orelha do Cultural Bar. Na realidade, ao entrar algumas horas antes, já pude sentir que aquela noite seria especial, pois existia um clima diferente naquele espaço e que podia ser percebido nos olhares e sorrisos de felicidade de cada presente. Pareciam pressentir o que estava por vir. Aliás, cabe aqui louvar a iniciativa dos produtores de acreditarem no potencial de Juiz de Fora para shows desse porte. Pela resposta positiva que vi, certamente outros irão ocorrer a partir de agora. Não é coincidência a cidade ter uma das melhores cenas de Metal de Minas Gerais.


Coube a Hagbard e seu Folk Metal, começar a aquecer o público. E olha, que aquecimento. É hoje, indiscutivelmente, uma das melhores bandas do estilo no Brasil. Divulgando seu ótimo trabalho de estréia, Rise of the Sea King (resenha aqui), calcaram boa parte do seu set em músicas próprias, com destaque para a excelente “March to Glory” (vídeo aqui). Afiados em cima do palco e tocando “em casa”, tiveram o público em mãos, que se mostrou muito empolgado durante todo o set. Para encerrar de forma épica (aliás, essa palavra define bem à noite), detonaram “Pursuit of Vikings”, do Amon Amarth. Se tudo der certo, mês que vêm estarei os assistindo novamente em Tocantins/MG, no Firearms Rock Festival II.


Em seguida tivemos o ótimo Hard/Heavy da Hard Desire, outra banda de Juiz de Fora. Com um álbum auto-intitulado lançado em 2011, tocaram não só músicas de sua autoria como também alguns covers, com destaque para o medley que uniu clássicos do estilo, “Burn”, “Heaven and Hell”, “Painkiller”, “Whole Lotta Love” e “Ace of Spades”. Outro destaque ficou com “Suicidal” (vídeo aqui), faixa inédita que irá fazer parte do novo EP da banda, Traveller. Com muita energia, peso e tocando um som de primeira, mantiveram o público empolgado para a atração principal.


Mas eis que chega a hora que todos os presentes esperavam. “Hello Juiz de Fora! We are Sabaton and this is Ghost Division”, anunciou Joakim Brodén, antes de a banda chegar como um tanque Panzer e começar a detonar “Ghost Division”, que teve seu refrão cantado com toda vontade do mundo pelos presentes. A euforia tomava conta de todos no Cultural Bar a cada faixa tocada. Brodén também se mostrou um frontman excepcional, tendo o público em suas mãos, se comunicando e interagindo muito bem com a platéia. O sorriso estampado no rosto de todos que ali estavam, incluindo a banda, mostrava a conexão e a energia presentes naquele ambiente. Coisas que só um show de Metal é capaz de fazer. Os clássicos e algumas músicas do novo álbum, “Heroes”, foram sendo despejadas sem dó nem piedade, para a alegria de todos. E da-lhe “Carolus Rex”, “Uprising”, “Attero Dominatus”, “40:1”, “Swedish Pagans”, dentre outras. Então tivemos o momento mais emocionante de toda a noite e que entrou para a história da banda, fazendo de Juiz de Fora um local especial para eles. Estava presente no Cultural, o Sr. José Maria Nicodemos, 93 anos e veterano da FEB nos campos da Itália. Pela primeira vez o Sabaton tocou diante de um veterano da 2ª Guerra Mundial. Brodén fez um discurso de agradecimento ao ex-combatente, que após isso teve seu nome gritado em coro por todos os presentes. Sem exagero, vi pessoas próximas a mim com lágrimas nos olhos. Sendo assim, não preciso dizer o quanto foi emocionante a execução de “Smoking Snakes”, com todos cantando a plenos pulmões “Cobras fumantes, eterna é sua vitória” e que tinha um significado todo especial naquele momento, com a presença de um emocionado José Maria. O show poderia ter se encerrado ai, mas com o público ainda em êxtase, tocaram “Primo Victória” e “Metal Crüe”, encerrando com chave de ouro uma noite inesquecível para quem a presenciou. Só posso lamentar por quem perdeu esse momento épico que foi o show do Sabaton em Juiz de Fora, porque na noite de 14 de Setembro de 2014, o Cultural Bar viu a cobra fumar!