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terça-feira, 29 de julho de 2014

Age Of Artemis – The Waking Hour (2014)




Age Of Artemis – The Waking Hour (2014)
(MS Metal Records/ Voice Music - Nacional)

01. Penance  
02. Under The Sun 
03. Broken Bridges 
04. The Waking Hour   
05. Hunger And Shame   
06. Melted In Charisma   
07. Childhood   
08. Your Smile   
09. Exile
10. New Revolution
11. Winding Road

Bem, se não é fã de Prog Metal Melódico e não tem paciência para o estilo, essa resenha não é para você. Sendo assim, recomendo que a pare de ler nesse ponto e se optar por continuar, estará por sua conta e risco. Os brasilienses do Age Of Artemis estão na estrada desde 2006 e no ano de 2011, lançaram seu debut, o bom Overcoming Limits, que conseguiu uma boa recepção dos fãs do estilo, tanto no Brasil quanto no exterior. Sendo assim, existia uma expectativa por esse lançamento.
Os que haviam aprovado a estréia podem respirar aliviados, pois o Age Of Artemis passou no teste do segundo trabalho e com louvores! The Waking Hour supera seu antecessor em todos os aspectos. Com muito mais maturidade e personalidade, conseguiram escapar da armadilha dos excessos que tornam muitas bandas do estilo para lá de enjoativas e, além disso, utilizaram muitíssimo bem elementos percussivos típicos da nossa cultura. Nesse ponto, muitos certamente irão se recordar do Angra da fase Holy Land, por mais que a execução da ideia se dê de forma diferente. Outro aspecto muito legal aqui é a forma como conseguiram equilibrar os momentos onde soam mais pesados com aqueles mais suaves e outros mais experimentais, fazendo desse um trabalho muito variado e com a rara característica de não soar cansativo (algo que ocorria um pouco com o debut). É desses que você nem percebe o tempo passar durante a audição.  Individualmente todos aqui se destacam, mas vale uma menção honrosa ao vocalista Alírio Netto, com um timbre muito agradável e tranquilamente um dos três melhores do Brasil no estilo. Os maiores destaques aqui vão para “Under The Sun”, com ótimo refrão e elementos percussivos de Samba, “Broken Bridges”, outra com refrão que gruda na cabeça, a faixa título, bem pesada e com uma levada mais cadenciada, as belíssimas baladas “Hunger And Shame” e “Your Smile”, esta com elementos de Baião e “Childhood”, outra com ritmos regionais.
A verdade é que em relação ao seu debut, o Age Of Artemis deu um salto absurdo de qualidade, deixando de ser uma simples promessa e se tornando uma realidade do nosso cenário. Gravado no Norcal Studio e muito bem produzido por Brendan Duffey e Adriano Daga e com capa feita por Felipe Machado Franco (Blind Guardian, Iced Earth, Rhapsody Of Fire), The Waking Hour demonstra um nível de profissionalismo que há muito tempo eu não via por esses lados. Se você é fã do estilo, tem a obrigação de ter esse álbum!
                                             
NOTA: 9,0





sexta-feira, 16 de maio de 2014

NEWS: Age Of Artemis: Lançado novo single em lyric video.



 

O Age Of Artemis lançou o single, “Broken Bridges”, faixa que estará presente em seu novo álbum, The Waking Hour. Além do lyric vídeo, a faixa também se encontra disponível para download na página da Power Prog Records no Facebook.

 

 

The Waking Hour foi produzido por Brendan Duffey e Adriano Daga, no Norcal Studios (São Paulo) e está programado para sair dia 18 de Julho, via Power Prog (Europa e América do Norte), 23 de Julho, via King Records (Japão) e 25 de julho, via MS Metal Records (Brasil)

 

  

A arte da capa foi desenvolvida pelo artista colombiano Felipe Machado, que já trabalhou com nomes como Blind Guardian, Iced Earth e Rhapsody of Fire, dentre outros.

 

Assista aqui ao lyric video:

 

 

 

Contatos:

 

Age Of Artemis

MS Metal Press

quinta-feira, 27 de março de 2014

Sonata Arctica – Pariah’s Child (2014)




Sonata Arctica – Pariah’s Child (2014)
(Nuclear Blast - Importado)

01. The Wolves Die Young
02. Running Lights
03. Take One Breath
04. Cloud Factory
05. Blood
06. What Did You Do In The War, Dad?
07. Half A Marathon Man
08. X Marks The Spot
09. Love
10. Larger Than Life

Quando surgiram em 1999, com Eclíptica, o Sonata Arctica empolgou muitos fãs de Power Metal Melódico, dando indicações de que poderia vir a se tornar um dos gigantes do estilo. Nos três álbuns seguintes essa expectativa se confirmou, mas então em 2007, com Unia, algo mudou. A cena Power Metal se estagnou e a saída óbvia foi à busca por novos elementos para sua música. Influências de Prog Metal foram adicionadas a sua sonoridade, o som ficou mais lento e os fãs die hard caíram de pau em cima da banda. Tudo se tornou ainda mais dramático para os mesmos quando, em 2012, lançaram Stones Grow Her Name, um álbum com pés ficados naquele Hard Rock mais melódico.

Talvez por isso tudo, quando a banda soltou o primeiro single, “The Wolves Die Young”, onde velhas características de sua sonoridade voltam a dar as caras, mesmo que de forma um pouco mais tímida, esses mesmos fãs se encheram de esperança. Estaria o Sonata Arctica retornando as suas raízes? O que eu posso dizer a esses é que, se esperam um novo Eclíptica, nem percam tempo escutando Pariah’s Child. Por mais que em alguns momentos resgatem certos elementos sonoros mais antigos (músicas um pouco mais rápidas, teclados que remetem aos primeiros álbuns), os finlandeses ainda passam longe daquele Power Metal de outrora (o que acho ótimo). Talvez esse seja um álbum que venha para consolidar de vez essa nova sonoridade da banda, misturando o velho com o novo e assim, encontrando de uma vez por todas um norte para sua música.

Devo admitir que nunca fui grande fã do Sonata até então, e peguei Pariah’s Child para escutar de cabeça totalmente aberta. E querem saber, gostei do resultado aqui. Sempre achei que acima de tudo, a audição de um álbum deveria ser algo divertida, afinal, gostemos ou não, música é entretenimento, é feita para divertir. A música que emana aqui passa longe de entediar o ouvinte, justamente por ser mais diversificada e fugir dos clichês tanto do Power Metal do início da carreira quanto do Prog Metal adotado posteriormente. Acho que a experiência Hard Rock do álbum anterior acabou por fazer bem a eles. As músicas aqui conseguem te cativar, soando como uma mistura de todas as fases do Sonata, como uma espécie de continuação lógica do trabalho anterior. Destacam-se a já citada “The Wolves Die Young”, que vai agradar aos fãs mais antigos, “Running Lights”, “Blood”, a Hard “Half A Marathon Man”, minha preferida do álbum, a divertida “X Marks The Spot” e, principalmente, a épica e teatral “Larger Than Life”, com seus mais de 10 minutos. Talvez seja a menos acessível do álbum, sendo uma espécie de Prog Power Sinfônico.

A produção, muito clara e polida, me incomodou um pouco, já que gostaria de ver aqui um pouco mais de sujeira e peso, mas ai também já seria pedir demais em se tratando de um álbum do Sonata Arctica. Não, Pariah’s Child não é uma obra prima e não vai mudar os rumos do estilo. Também não acredito que daqui a 10 anos será lembrado com um trabalho clássico da história do Metal, mas e daí? Eu mesmo, provavelmente, não o estarei escutando daqui a um ou dois meses. Isso faz dele um trabalho ruim ou menor? Não seria à hora de deixarmos um pouco o radicalismo de lado, sermos menos sisudos quando se trata de Heavy Metal, dar umas risadas, nos divertirmos um pouco? A vida já é dura demais para levarmos até mesmo a música como algo tão sério assim, afinal de contas, ela é uma expressão artística feita para nos entreter e não para ficarmos elaborando tratados filosóficos a respeito da mesma. Então, descole sua cópia, sente na sua cadeira, coloque os pés em cima da mesa, de o play e passe alguns minutos sem se preocupar com os problemas da vida. Divirta-se!

NOTA: 8,0