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terça-feira, 5 de novembro de 2019

Novembers Doom - Nephilim Grove (2019)


Novembers Doom - Nephilim Grove (2019)
(Prophecy Productions – Importado)


01. Petrichor
02. The Witness Marks
03. Nephilim Grove
04. What We Become
05. Adagio
06. Black Light
07. The Clearing Blind
08. Still Warmth
09. The Obelus

Muitas vezes, não nos damos conta de como o tempo passa rápido. Pode não parecer, mas desde o surgimento com o nome de Laceration, já se vão 30 anos de história do Novembers Doom. Nesse tempo, se estabeleceram no cenário do Doom através de ótimos lançamentos, muitos dos quais podem ser considerados clássicos do estilo. Obviamente que, em um período de 3 décadas, mudanças ocorreriam, e não falo apenas no quesito formação, algo que demoraram a estabilizar. Estou falando também de evolução musical, amadurecimento. Sei, essa palavra causa pavor em muitos, mas no caso do quinteto americano, a evolução ajudou muito mais do que prejudicou, até porque se deu de forma gradual e progressiva.

No início, praticavam aquele Death/Doom típico da primeira metade dos anos 90, com referências a nomes como My Dying Bride, Paradise Lost e afins. A medida que os anos foram passando, o Doom e as melodias foram ganhando mais espaço, mesmo que o Death Metal continuasse ali presente, principalmente nos vocais de Paul Kuhr. Dentro desse processo evolutivo, elementos do Progressivo começaram a ganhar espaço, algo muito próximo do ocorrido com o Opeth e Katatonia, mas sem que para isso abandonassem suas raízes. Nephilim Grove é seu 11º álbum de estúdio, e dá um passo a frente com relação ao seu antecessor, Hamartia (17). Aqui os elementos de Death se fazem menos presentes, com os elementos de Doom e de Progressivo surgindo em maior quantidade. Isso torna o som do Novembers Doom um pouco mais ameno?

Sim, sua música soa mais amena, mas o ponto forte da banda sempre foi a sua capacidade de entregar momentos altamente emocionais, carregados de melancolia e de um ar sombrio, e ela continua intocada em Nephilim Grove. Os vocais de Paul, como sempre, são um ponto alto, e ele vai bem executando desde os rosnados típicos do Death, até passagens mais limpas, passando por tons mais abrasivos. É nítido como ele foi trabalhando e polindo sua voz, e hoje possui um estilo muito próprio e inconfundível. As guitarras de Larry Roberts e Vito Marchese continuam mostrando toda a sua técnica, entregando aos fãs não só ótimos riffs e harmonias, como também solos de muita qualidade. Quanto a parte rítmica, com o baixista Mike Feldman e o baterista Garry Naples, são precisos, e responsáveis não só pela variedade, como também por imprimir uma dose extra de peso. Se você é um fã mais atento, com certeza notou que o Novembers Doom conseguiu a façanha de repetir a mesma line up pelo 3º álbum consecutivo. Estaríamos diante da formação definitiva da banda? Espero que sim.


“Petrichor” inicia o álbum com uma pegada meio Doom/Stoner nas guitarras, que nos entregam bons riffs. Os vocais transitam entre o abrasivo e o limpo, mas na parte final os rosnados típicos do Death Metal surgem, e dão um ar bem sombrio a canção. Eles também dão as caras na pesada “The Witness Marks”, com um belo trabalho da dupla formada por Larry e Vito. Com certeza vai agradar os fãs mais antigos. “Nephilim Grove” é uma das melhores canções da carreira da banda, e transborda melancolia, alternando passagens mais amenas com outras mais pesadas. Fora isso, tem sintetizadores muito bem encaixados e um ótimo trabalho vocal. “What We Become” é uma daquelas semi-baladas sombrias que o Novembers Doom sempre faz tão bem, sendo seguida pela forte “Adagio”, canção raivosa e angustiante, com seu instrumental voltado para o Doom e vocais típicos do Death, que aqui predominam sobre os mais limpos. O trabalho de bateria é muito bom, e de quebra, temos um belíssimo solo. Os apreciadores dos momentos mais extremos do passado, vão sorrir de orelha a orelha com a ótima “Black Light”, onde agressividade e velocidade se mostram mais presentes. “The Clearing Blind” abre espaço para as influências progressivas da banda, com bonitos arranjos e ótimo trabalho rítmico. Pode remeter o ouvinte aos momentos mais recentes do Katatonia, só que aqui a intensidade é maior. “Still Warmth” tem peso e um bom groove, mas sem renunciar a passagens mais amenas. É um retrato perfeito do que é o Novembers Doom hoje. Encerrando, temos “The Obelus”, canção forte e de grande apelo Progressivo.

Mais uma vez a mixagem e masterização ficaram a cargo de Dan Swanö, e o resultado é simplesmente ótimo, a melhor produção da banda em sua carreira. Todos os instrumentos estão claros e audíveis, mas sem abrir mão do peso. Fora isso, não possui aquela atmosfera artificial de muitas produções atuais. Já a bela e impactante capa foi obra de Pig Hands. Seguindo o fio evolutivo dos últimos trabalhos, mas sem abandonar suas raízes, o Novembers Doom prova que, apesar dos 30 anos de estrada, se encontra no auge da sua criatividade, com um álbum de forte carga emocional, e que transborda melancolia por todos os lados. Se duvida, um dos principais lançamentos de Heavy Metal desses ano de 2019.

NOTA: 89

Novembers Doom é:
- Paul Kuhr (vocal);
- Larry Roberts (guitarra);
- Vito Marchese (guitarra);
- Mike Feldman (baixo);
- Garry Naples (bateria).

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!



Thanatos – Global Purification (2014)
(Century Media – Importado)


Após um hiato de 5 anos, os veteranos do Death holandês (na estrada desde 84), Thanatos, voltam com um novo álbum de estúdio. Aqui você irá encontrar 10 faixas do mais puro Death/Thrash, agressivo, pesado, intenso, riffs cativantes, boas melodias aqui e ali e uma produção que conseguiu deixar a sonoridade crua, remetendo a cena dos anos 80, mas sem perder um pingo de qualidade. Desses álbuns para te deixar com torcicolo, de tanto bater cabeça. Altamente indicado para fãs do estilo. (8,5)



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Novembers Doom – Bled White (2014)
(The End Records – Importado)


Esse é o 9° álbum de estúdio da veterana banda de Death/Doom americana. Apesar de vir de dois trabalhos apenas medianos, a verdade é que o Novembers Doom sempre foi uma banda com ótimo aproveitamento no que tange a seus álbuns. Riffs pesados, letras obscuras, boa dose de melancolia, vocais alternando entre o gutural e o limpo e referências a nomes como Paradise Lost, My Dying Bride e Amorphis serão encontrados aqui. Sem dúvida, um trabalho bem feito e que vai agradar em cheio a seus fãs. (8,0)



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Menace – Impact Velocity (2014)
(Season Of Mist – Importado)


Como você imaginaria a sonoridade de uma banda que une o guitarrista Mitch Harris (Napalm Death), o baixista Shane Embury (Napalm Death, Brujeria, Lock Up), o baixista Frédéric Leclercq (Dragonforce) e o baterista Derek Roddy (Serpents Rise, ex-Aurora Borealis, ex-Nile, ex-Malevolent Creation, ex-Hate Eternal)? Metal extremo da melhor qualidade, correto? Errado. Contando ainda com o tecladista italiano Nicola Manzan, o Menace aposta em um som que pende mais para o Rock Progressivo, mas com alguns momentos mais pesados que vão remeter o ouvinte ao Metal Industrial e ao Heavy Tradicional. Boas melodias, música diversificada, mas sem exageros técnicos que poderiam tornar tudo muito chato e vocais hipinóticos e variados, que conseguem ora remeter a VoiVod, ora a Fear Factory, ora a Devin Townsend, são algumas das características que serão encontradas em Impact Velocity. É um bom álbum, que pode vir agradar aqueles com a cabeça mais aberta para música. (7,5)



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Crucified Barbara – In The Red (2014)
(Despotz Records – Importado)


O quarteto feminino sueco chega a seu 4° trabalho de estúdio apostando exatamente na mesma fórmula dos trabalhos anteriores, ou seja, Hard/Heavy carregado de energia, pitadas de Punk, riffs pesados, boas melodias, ótimos refrões (daqueles que grudam fácil) e muita coesão e atitude. Mia Coldheart, além de boa guitarrista, se mostra também ótima vocalista, conseguindo emprestar boa dose de agressividade e qualidade a seus vocais. Se sua praia são bandas como Guns N’ Roses, Girlschool ou Mötley Crüe e por ventura ainda não conhecer o Crucified Barbara, In The Red é uma boa oportunidade de corrigir essa falha. Toda força a presença feminina no Rock! (8,0)



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Sodom – Sacred Warpath (2014)
(SPV/Steemhammer Records – Importado)


A máquina de guerra alemã, Sodom, surge com esse EP composto por uma faixa inédita e algumas versões ao vivo. É a típica sonoridade infernal de sempre, com ótimos riffs e os vocais característicos de Tom Angelripper. Agora é esperar ansiosamente pelo próximo trabalho de estúdio da banda. Divertido e voltado para aqueles fanáticos pela banda, que gostam de ter todo material lançado. (8,0)



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Tengger Cavalry – Ancient Call (2014)
(Metal Hell Records – Importado)


Os chineses do Tengger Cavalry são uma das bandas mais instigantes da atualidade. Seu Folk Metal possui riffs pesados misturados a sonoridades típicas da cultura chinesa, vocais agressivos e roucos, com linhas melódicas que em alguns momentos, remetem aos nômades da região da Mongólia e que aqueles que já escutaram o Ego Fall (outra puta banda chinesa e que vêm justamente dessa região) estão familiarizados. Então, não espere encontrar aqui gaitas de fole, violinos, letras sobre cultura celta/nórdica e outras aporrinhações do gênero. Os caras exploram o melhor de sua cultura até a última gota, fazendo assim um som próprio e que não possui muitos parâmetros com o qual comparar. Se for fã de Folk Metal, mas está cansado da mesmice do estilo, apresento-lhes o Tengger Cavalry! (9,0)



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