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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Metal Church - Classic Live (2017)


Metal Church - Classic Live (2017)
(Shinigami Records/Rat Pak Records - Nacional)


01. Beyond the Black
02. Date with Poverty
03. Gods of a Second Chance
04. In Mourning
05. Watch the Children Pray
06. Start the Fire
07. No Friend of Mine
08. Badlands
09. Human Factor
10. Fake Healer (Bonus Studio Track com Todd La Torre do Queensrÿche)
11. Badlands (Studio Version)

É indiscutível que o retorno de Mike Howe fez um bem tremendo ao Metal Church, resultando em XI (16), o melhor trabalho da banda desde o clássico Hanging in the Balance (93). Após isso, a banda emendou uma turnê de divulgação onde não só tocou canções do novo trabalho, como também clássicos de sua história, tanto da primeira fase do vocalista com o grupo (1988-1995), como também do período do saudoso “Reverendo” David Wayne (1982-1988, 1998-2001). E como o título deixa claro, é justamente nos clássicos que esse 3º álbum ao vivo dos americanos se concentra.

Então não espere encontrar canções de XI, pois elas não se fazem presentes. Aqui, Mike Howe (vocal), Kurdt Vanderhoof (guitarra), Rick van Zandt (guitarra), Steve Unger (baixo) e Jeff Plate (bateria, que foi substituído esse ano por Stet Howland) nos apresentam apenas os clássicos inquestionáveis do Metal Church. Além disso, temos de bônus duas músicas de estúdio: uma nova versão para “Fake Healer” (presente em Blessing in Disguise (89)), que conta com a participação mais do que especial de Todd La Torre, do Queensrÿche, e “Badlands”, que entrou no set list ao vivo.



Com um repertório muito bem escolhido, ficou fácil para conquistarem o público presente. E tomem clássicos como  “Beyond the Black”, “Watch the Children Pray”, “Start the Fire” (as 3 da fase Wayne), “Date with Poverty”, “Gods of a Second Chance” e  “No Friend of Mine”. A energia que é passada pela banda em cima do palco é realmente incrível e fica muito nítido o quanto estavam se divertindo junto com o público ali. A nova versão de “Fake Healer” ficou realmente incrível, principalmente pelo contraste entre as vozes de Howe e La Torre, que ficou muito legal. Acertaram em cheio na escolha.

No fim, temos em mãos um trabalho de muito boa qualidade e que certamente vai agradar em cheio aos fãs mais antigos da banda. Com um set list escolhido a dedo para ser à prova de erros e uma ótima performance ao vivo, o Metal Church celebra não só o bom momento que vivem com a volta de Howe, como também toda a sua história.

NOTA: 8,0

Metal Church (gravação):
- Mike Howe (vocal)
- Kurdt Vanderhoof (guitarra)
- Rick van Zandt (guitarra)
- Steve Unger (baixo)
- Jeff Plate (bateria)

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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Metal Church – XI (2016)


Metal Church – XI (2016)
(Shinigami Records – Nacional)


01. Reset
02. Killing Your Time
03. No Tomorrow
04. Signal Path
05. Sky Falls In
06. Needle and Suture
07. Shadow
08. Blow Your Mind
09. Soul Eating Machine
10. It Waits
11. Suffer Fools

O Metal Church sempre foi umas das bandas mais legais dos anos 80, apesar de nunca ter recebido todo o reconhecimento que merecia. Surgida em 1980 com o nome de Shrapnel (que perdurou até 82), através das mãos do guitarrista Kurdt Vanderhoof, sua história possui uma ligação com a do Metallica, já que ambas surgiram em São Francisco no início dos anos 80, Lars Ulrich chegou a tocar brevemente com o grupo em 1981 e John Marshall, substituto de Kurdt quando esse se afastou do grupo em 1987, foi roadie de James Hetfield, tendo inclusive substituído este em alguns shows nos anos de 86 e 92.

Com o saudoso David Wayne nos vocais, foram responsáveis por dois clássicos absolutos do Metal, Metal Church (84) e The Dark (86), e mesmo após a saída do “Reverendo” e a entrada de Mike Howe, ainda conseguiram manter o nível com 3 álbuns muito bons, com maior destaque para Blessing in Desguise (89) e Hanging in the Balance (93). Após esse último, se separaram para depois retornar em duas outras oportunidades. A primeira entre 1998-2009, que resultou em mais 4 álbuns, sendo um com David Wayne (Masterpeace (99)) e outros 3 com Ronny Munroe e a segunda em 2012, que rendeu mais um trabalho com Munroe.

A verdade é que em ambos os retornos, o Metal Church nunca chegou a lançar um álbum no nível de sua fase inicial, apresentando sempre a seus fãs trabalhos medianos. Após Generation Nothing (13), Munroe saiu da banda e eis que Kurdt trouxe de volta ninguém menos que Mike Howe. E olha, isso fez um bem tremendo à banda, já que o que ouvimos aqui pode não estar no nível dos dois primeiros trabalhos, mas recupera muito do brilho de seu início.

O Metal Church sempre navegou com muita naturalidade entre o Heavy, o Power e o Thrash, com seu Metal agressivo, pesado e carregado de ótimas melodias e isso fazia dela uma banda acima da média. Isso foi resgatado aqui e com uma vantagem, já que apesar de nos remeter diretamente ao seu passado, sua música soa bem atual, longe de ser datada. Mike Howe mostra a sua já conhecida categoria, chegando até mesmo a remeter a Wayne em alguns momentos. Já Kurdt e Rick van Zandt se mostram afiadíssimos, com um trabalho excepcional de guitarras, despejando ótimos riffs e solos, enquanto Steve Unger (baixo) e Jeff Plate (bateria) formam uma parte rítmica coesa, pesada e que dá variação às músicas.

As canções estão bem variadas e temos desde faixas mais velozes até outras mais cadenciadas, e aponto como minhas preferidas “Reset”, “Killing Your Time”, “No Tomorrow”, “Needle and Suture”, “Blow Your Mind”, “Soul Eating Machine” e “Suffer Fools”.

A produção e masterização ficaram a cargo de Kurdt, que também mixou XI ao lado de Chris Collier. Tudo muito bem feito. Pesado, agressivo, mas sem abrir mão da melodia e principalmente, com a criatividade em dia, O Metal Church volta a velha forma e lança seu melhor trabalho desde Hanging in the Balance. Certamente um dos grandes álbuns de 2016.

NOTA: 8,5

Metal Church é:
- Mike Howe (Vocal)
- Kurdt Vanderhoof (Guitarra)
- Rick van Zandt (Guitarra)
- Steve Unger (Baixo)
- Jeff Plate (Bateria)

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