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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Butcher Babies - Take It Like A Man (2015)



Butcher Babies - Take It Like A Man (2015)
(Century Media Records – Importado)

01. Monsters Ball
02. Igniter
03. The Cleansing
04. The Butcher
05. Gravemaker
06. Thrown Away
07. Never Go Back
08. Marquee
09. Blood Soaked Hero
10. Dead Man Walking
11. For The Fight
12. Blonde Girls All Look The Same

Normalmente, quando alguém toma conhecimento que o Butcher Babies tem capitaneando os vocais duas coelhinhas da Playboy, as belíssimas Heidi Shepherd e Carla Harvey e que elas usam a abusam de sua sensualidade nas performances de palco, logo imagina que se trata de uma dessas bandas que apelam para a sexualidade como forma de conseguir chamar a atenção. E quer saber, chamam mesmo e não existe nada de errado nisso, afinal, esse recurso da “teatralidade” sempre foi utilizado por diversos outros nomes. A questão toda é que o Butcher Babies não se limita apenas a isso.

No fundo isso é um pensamento machista, de um meio predominantemente machista e por mais que a presença feminina no Metal venha aumentando de forma exponencial a cada ano, essa é a realidade que vivemos. As pessoas parecem esquecer que desde sempre, as mulheres estiveram presentes em nosso meio, sempre apresentando trabalhos de qualidade. Girlschool, Suzi Quatro, Runnaways ou Wendy O. Williams (a maior de todas as fontes de inspiração de Heidi e Carla) estão ai para esfregar na cara de alguns a força das mulheres no Rock/Metal.

Como já falado no início, o Butcher Babies é muito mais do que a beleza e performances polêmicas de suas vocalistas. Ao lado delas, temos um time de respeito, formado por Henry Flury (Guitarra/Amen), Jason Klein (Baixo) e Chris Warner (Bateria/Scars Of Tomorrow), que unidos, executam um som moderno, que une influências de Thrash, Groove, Metalcore e Hardcore, gerando assim uma música absurdamente pesada, agressiva, mas com boa dose de melodia. Carla e Heidi, que deixam muito marmanjo barbado por ai no chinelo com seus vocais agressivos, são definitivamente o grande diferencial do Butcher Babies com suas vozes. Apesar dos ótimos e pesados riffs de guitarra e da parte rítmica que imprime um peso que impressiona, o foco das músicas acaba realmente sendo o desempenho vocal de ambas. Os grandes destaques aqui ficam por conta de “Monsters Ball”, “The Cleansing”, “The Butcher”, “Never Go Back”,  “Dead Man Walking”, “For The Fight” e “Blonde Girls All Look The Same”.

A produção ficou a cargo de Logan Mader e bem, não é menos do que ótima, aliando limpeza, peso e agressividade, combinando perfeitamente com o estilo da banda. Curte nomes como Otep, In This Moment, Pantera ou Slipknot? Então dê uma chance a esse álbum. Agressivo, pesado e principalmente, enérgico e raivoso, sem duvida Take It Like A Man é um dos grandes trabalhos de 2015 dentro das vertentes mais modernas. E assim o Butcher Babies vai sedimentando sua estrada rumo ao topo.

NOTA: 8,5

Butcher Babies é:

- Heidi Shepherd (Vocal)
- Carla Harvey (Vocal)
- Henry Flury (Guitarra)
- Jason Klein (Baixo)
- Chris Warner (Bateria)






sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!



Beneath The Storm – Evil Reflection (2014)
(Argonauta Records – Importado)


Chegando a seu segundo trabalho, o Beneath The Storm é uma One Man Band originaria da Eslovênia e que pratica uma mistura de Funeral Doom, Sludge e Drone. Infernal, seu som é uma desgraceira total (no sentido positivo da palavra) e durante 62 minutos, você será exposto a riffs gélidos e escuros, a uma atmosfera negra e sombria, que torna sua música um terreno totalmente infértil para bons sentimentos. Perturbador, um verdadeiro pesadelo em forma de música. Tranquilamente um dos melhores álbuns de 2014. (9,0)



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Blut aus Nord – Memoria Vetusta III: Saturnian Poetry (2014)
(Debemur Morti Productions – Importado)


10° álbum de estúdio da banda francesa que se destaca por praticar uma original mistura de Atmospheric, Black, Avant-garde, Dark Ambient e Industrial. Esse é o 3° álbum da série Memoria Vetusta, que teve como antecessores, Fathers of the Icy Age (96) e Dialogue With the Stars (09). Nesse trabalho, temos um foco maior no Black, tendo as influências de Industrial ficado de lado. Ótimos riffs e melodias, músicas grandiosas e com grande grau de complexidade e alternância entre partes mais velozes e outras totalmente hipnóticas, fazem do Blut aus Nord uma das bandas mais interessantes da atualidade. (8,5)



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Witch Mountain – Mobile of Angels (2014)
(Svart Records/Profunde Lore Records – Importado)


O Witch Mountain chega a seu 4° álbum apresentando um Doom Rock/Metal com nítidas influências de nomes como Black Sabbath e Candlemass, mas sem fincar tanto seus pés no tradicionalismo, já que são visíveis algumas influências de Blues e Soul em suas músicas. Ótimos riffs, distorções na medida certa e uma vocalista poderosa, Uta Plotkin (que infelizmente saiu da banda recentemente), são os grandes destaques de Mobile of Angels. (8,5)


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Hellion – Karma’s A Bitch (2014)
(New Renaissance Records/HNE/Cherry Records – Importado)


O veterano Hellion, capitaneado pela lendária Ann Boleyn e responsável por duas grandes pérolas do Metal, Screams in the Night (87) e The Black Book (90), retorna a ativa depois de 11 anos com esse EP de 5 faixas. Contando com Bjorn Englen no baixo (Dio Disciples, ex-Quiet Riot, ex-Malmsteen), Simon Wright na bateria (Dio Disciples, ex-Dio, ex-AC/DC, ex-UFO), Scott Warren no teclado (Dio Disciples, ex-Dio, ex-Keel) e o guitarrista Maxxxwell Carlisle, o Hellion nos apresenta um Metal pesado e feroz, ótimo para se bater cabeça. E para completar, Ann Boleyn está cantando como nunca. O maior pecado de Karma’s A Bitch é o de ser apenas um EP. Que venha logo um álbum completo. (8,5)



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HDK – Serenades of the Netherworld (2014)
(Season of Mist – Importado)


O HDK (Hate Death Kill) é um projeto de Sander Gommans (Kiske/Somerville, ex-Mayan, ex-After Forever) e que conta com a participação de Amanda Somerville. Esse é seu 2° álbum e a proposta aqui é praticar um Death Melódico/Gothic Metal que em muitos momentos vai remeter ao After Forever, em virtude de algumas melodias presentes aqui. Riffs pesados, bons solos e coros e uma música pesada e agressiva. Destaque para o vocalista Geert  Kroes, que varia muito bem sua voz. Fãs do estilo e de After Forever irão adorar. (8,0)



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Butcher Babies – Uncovered (2014)
(Century Media Records – Importado)


Eis que uma das bandas mais polêmicas da atualidade (as duas vocalistas, Carla Harvey e Heidi Shepherd foram coelhinhas da Playboy) ressurge com esse EP de covers, que visa satisfazer seus fãs enquanto seu novo álbum, programado para 2015, não sai. Aqui cada membro escolheu uma faixa, o que gerou uma mistura interessante, já que você tem no mesmo barco, ZZ Top, Napolean XIV, Suicidal Tendencies, The Osmonds e S.O.D. Todas as faixas foram meio que reinventadas dentro do Metal Moderno da banda, que mistura Metalcore, Punk e Thrash. Ah, atentem para o fato de que até a capa é uma “versão” de outra, de uma famosa banda de Hard Rock. No mínimo, bem divertido. (8,0)



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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Butcher Babies – Goliath (2013)




Butcher Babies – Goliath (2013)
(Century Media - Importado)

01. I Smell A Massacre
02. Magnólia Blvd.
03. C8H18 (Gasoline)
04. Grim Sleeper
05. Goliath
06. In Denial
07. Give Me Reason
08. The Mirror Never Lies
09. Dead Poet
10. The Deathsurround
11. Axe Wound

O que você, caro leitor, imagina quando é informado que o Butcher Babies é uma banda capitaneada por duas ex-coelhinhas da Playboy e que em suas apresentações e vídeos, abusam da sexualidade, inclusive chegando a tocar sem a parte de cima de suas roupas e usando apenas fitas adesivas negras sobre os mamilos? E se eu disser também que as mesmas rotulam seu som como sendo Slut Metal, algo como Metal Vagabundo? Você obviamente, vacinando e malandro, vai imaginar que se trata de uma banda sem um pingo de talento e que apela para o sexo, polêmica e a beleza de suas vocalistas para fazer sucesso.  Eu pelo menos pensei isso ao tomar conhecimento desse pacote de informações.
Musicalmente, as influências aqui são diversas. Otep, In This Moment, Marilyn Manson, Slipknot, Kittie, Pantera e Wendy O. Williams e seu Plasmatics (o visual ao vivo e o nome da banda deixa isso muito claro) podem ser encontrados na musica do Butcher Babies. O grande atrativo e diferencial da banda, acaba sendo justamente as duas vocalistas, Carla Harvey, que faz os vocais mais limpos e Heidi Shepherd, que canta de forma absurdamente agressiva. Duelando durante todo cd, ambas provam que não são apenas rostos bonitos, mas que possuem talento. O restante da banda não fica atrás, com Henry Flury (guitarra, Amen), Jason Klein (baixo) e Chrissy Warner (bateria, Scars of Tomorrow) formando um time de respeito. Apostando em uma mistura de Metalcore, Thrash Metal, Punk Rock, fazem uma música que mistura muito peso, agressividade e melodia. Se não apresentam nada muito diferente do que é feito por ai nesse campo, a energia absurda e a raiva que emana do trabalho acabam por compensar isso. Destaques aqui vão para “I Smell A Massacre”, “Magnólia Blvd”, “C8H18 (Gasoline)”, a faixa título, “Give Me Reason” e “The Deathsurround”.
No final da audição de Goliath, aquilo que parecia uma grande farsa apelativa e comercial acaba surpreendendo em muito o ouvinte. Claro, os mais radicais e das antigas irão chiar, falar que a banda é uma porcaria, mas a energia que emana do trabalho é algo absurdo. Tudo bem, não vou negar que o maior atrativo do Butcher Babies ainda continua sendo a beleza das suas vocalistas, mas que é um álbum surpreendente e que vai agradar aqueles amantes de musica pesada que possuem a cabeça mais aberta, isso vai! Uma banda com potencial para voar muito alto!

NOTA: 8,0