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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Vader - The Empire (2016)


Vader - The Empire (2016)
(Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional)


01. Angels Of Steel
02. Tempest
03. Prayer To The God Of War
04. Iron Reign
05. No Gravity
06. Genocidius
07. The Army-Geddon
08. Feel My Pain
09. Parabellum
10. Send Me Back To Hell
Bônus (Ep Iron Times)
11. Parabellum
12. Prayer To The God Of War
13. Piesc I Stal (Panzer X cover)
14. Overkill (Motörhead cover)

O Vader é dessas raras bandas que não precisa inovar a cada trabalho. Álbum após álbum, apresentam seu Death/Thrash rápido, furioso e brutal, que tanto faz a alegria de seus fãs e do qual você não enjoa de forma alguma. Mal comparando, é tipo um Motörhead do Death Metal. Vindo de dois trabalhos simplesmente fabulosos, Welcome to the Morbid Reich (11) e Tibi et Igni (14), a tarefa de The Empire, 13º álbum de estudio dos poloneses (se contarmos Future of the Past I e II, exclusivamente de covers) não era das mais fáceis. Mas bem, estamos falando do Vader.

Vale chamar a atenção também para a surpreendente estabilidade na formação da banda. Piotr "Peter" Wiwczarek (vocal/guitarra), Spider (guitarra), Hal (baixo) e James Stewart (bateria) estão juntos desde 2011 e pela primeira vez, desde The Beast (04)/Impressions in Blood (06), repetem a mesma formação em estúdio de um álbum para o outro (em 2004 o saudoso Krzysztof "Doc" Raczkowski ainda era o baterista da banda, mas foi substituído em estúdio por Daray, que acabou se tornando membro do Vader após o falecimento de Doc no ano seguinte). Todo esse tempo tocando juntos, serviu para deixar o quarteto ainda mais entrosado e coeso e isso se reflete muito bem nas músicas aqui presentes.

Canções rápidas e diretas, em pouco mais de 33 minutos de duração. É isso que encontramos aqui. Se comparado com Tibi et Igni, The Empire é um álbum um pouco menos técnico, remetendo mais ao material lançado pela banda em meados dos anos 2000, mas de forma alguma isso afeta sua qualidade. Os vocais de Peter continuam infernais como sempre e sua parceria com Spider funciona muito bem, já que além de riffs viscerais, também temos alguns dos solos mais ferozes já escutados em um álbum do Vader. Hal e James formam uma parte rítmica matadora, agressiva e bastante técnica.


A sequência inicial é avassaladora, com a destruidora e veloz “Angels Of Steel”, a thrasher  “Tempest”, com algumas passagens mid tempo e a brutal e raivosa  “Prayer To The God Of War”, que já havia saído em agosto, no EP Iron Times e tem nítida influência das bandas da Bay Area. Sim, prezados leitores, o lado Thrash Metal do Vader está muito em evidência em The Empire. O massacre continua com a mais cadenciada “Iron Reign”, que chega para dar um “alívio” aos ouvidos, para logo em seguida entrar a selvagem “No Gravity”. Com blast beats simplesmente animais, “Genocidius” chega quebrando tudo e ainda tem uma pequena homenagem que se você prestar atenção na introdução e na letra, sacará fácil para quem é. “The Army-Geddon” é a faixa diferentona do álbum, já que pende para o Death Metal mais moderno e remete muito mais a um Decapitated, com seus riffs quebrados, do que ao som mais old school que estamos acostumados. Na sequência final, temos a brutal “Feel My Pain”, onde a parte rítmica brilha, a já conhecida  “Parabellum” e “Send Me Back To Hell”, mais cadenciada e que emana um ar sinistro do começo ao fim. A versão nacional conta com o EP Iron Times de bônus, com destaques para as versões de Piesc I Stal (Panzer X, outra banda de Peter) e Overkill (Motörhead).

A produção, mixagem e masterização ficaram mais uma vez por conta do irmãos Wojtek e Slawek Wieslawski. Temos aqui o melhor resultado já obtido em um trabalho do Vader. Conseguiram deixar tudo limpo e claro, mas sem perder o peso e a agressividade. A capa, assim como do seu antecessor, foi feita pelo mestre Joe Petagno, onde podemos dizer que temos a versão dos poloneses do “Trono de Ferro”.

Mais uma vez o Vader vai direto ao ponto, com um trabalho que é um verdadeiro massacre sonoro. Deixando sua veia Thrash um pouco mais evidente, conseguiram lançar um trabalho muito bem equilibrado, que não soa cansativo em momento algum e que te obriga a deixar o aparelho no modo repeat por um bom tempo. E se prepare para ficar com o pescoço muito dolorido, pois bater cabeça aqui vai ser obrigatório.

NOTA: 9,0

Vader é:
- Piotr "Peter" Wiwczarek (vocal/guitarra);
- Spider (guitarra);
- Hal (baixo);
- James Stewart (bateria).

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Vader – Tibi et Igni (2014)




Vader – Tibi et Igni (2014)
(Nuclear Blast - Importado)

01. Go To Hell
02. Where Angels Weep
03. Armada On Fire
04. Triumph Of Death
05. Hexenkessel
06. Abandon All Hope
07. Worms Of Eden
08. The Eye Of The Abyss
09. Light Reaper
10. The End

No meio do Metal, existem bandas que precisam sempre estar se renovando para fazer algo de relevante. Em contrapartida, existem aquelas que podem se dar o direito de lançar sempre o mesmo álbum, sem invencionices e modernidades. AC/DC e Motorhëad são dois exemplos que garanto terem vindo a sua cabeça. No campo do Death Metal, esse papel recai sobre os ombros da lenda polonesa Vader, que estão por ai há mais de 30 anos fazendo seu bom e velho Death Metal com toques de Thrash e temática voltada para o Black. É daquelas bandas que você sempre espera material de qualidade.
O álbum anterior, Welcome to the Morbid Reich (11), foi simplesmente excelente e entrou para a lista de grandes obras da banda. Por isso a espera por esse Tibi et Igni era grande, já que todos se perguntavam se conseguiriam superar o trabalho anterior. Do meu ponto de vista, no mínimo conseguiram a façanha de igualá-lo, apesar de em determinados momentos chego a acreditar que o superaram. Sem necessidade alguma de inovar e mexer em time que se está ganhando, esse é um típico cd do Vader, rápido, frenético e despejando fúria nos ouvidos dos deathbangers. Com um som poderoso, ótima variações entre as faixas, que em alguns momentos seguem uma linha mais Death Old School e em outros, passagens totalmente voltadas para o Thrash, esse é daqueles trabalhos que não cansam o seu ouvinte. Já na abertura, após uma introdução sinfônica que julguei desnecessária (deixem esse tipo de coisa para o Behemoth), a agressiva e furiosa “Go To Hell” irá literalmente te jogar no inferno. O massacre continua com ótimas faixas, como a insana “Where Angels Weep”, a empolgante “Triumph Of Death” (totalmente Thrash), a grandiosa “The Eyes Of The Abyss” e a assustadora “The End”, que sintomaticamente encerra a versão normal do álbum. Mesmo as não citadas aqui, são capazes de empolgar qualquer fã da banda.
Responsável por ótimos álbuns, como The Ultimate Incantation, De Profundis, Litany e Welcome to the Morbid Reich, o Vader acabou lançando mais uma pequena obra prima do estilo. Poucas bandas conseguem fazer o básico e ainda sim ter uma identidade própria em sua música e eles certamente são uma dessas. Contagiante e que certamente irá moer muitos pescoços alheios por ai. Compre!

NOTA: 9,0








quinta-feira, 22 de maio de 2014

NEWS: Vader: 3ª parte do Track-by-track de “Tibi Et Igni” disponível.




Continuando a antecipar a seus fãs um pouco de seu novo trabalho de estúdio, “Tibi Et Igni”, com lançamento programado para 30 de maio, via Nuclear Blast, o Vader liberou a terceira parte do track – by – track do álbum, agora tratando das músicas “Hexenkessel” e “The Eye Of The Abyss”.

Confira aqui a terceira parte do track – by – track

  
Primeira parte:


Segunda parte:


sexta-feira, 2 de maio de 2014

NEWS: Vader: 2ª parte do Track-by-track de “Tibi Et Igni” disponível.


Continuando a antecipar a seus fãs um pouco de seu novo trabalho de estúdio, “Tibi Et Igni”, com lançamento programado para 30 de maio, via Nuclear Blast, o Vader liberou a segunda parte do track – by – track do álbum, agora tratando das músicas “Armada On Fire” e “Triumph Of Death”.

 
A primeira parte pode ser conferida aqui: