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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Herege – Inocentes (2015) (Demo Ensaio)




Herege – Inocentes (2015) (Demo Ensaio)
(Independente – Nacional)

01. Intro
02. Inocentes
03. Em Nome do Progresso
04. Polícia Corrupta
05. Infectados
06. Lutar, Resistir
07. Mentes da Alienação
08. Para Que?
09. Sociedade Hipócrita
10. Inferno Nuclear
11. Sobrevivência
12. Ilusão
13. Guerrilha
14. Repressão

Poucas semanas atrás, tive o prazer de ver o Herege tocar ao vivo. Foi um show simplesmente matador, violento e que me surpreendeu, pois mostrou uma banda que apesar dos poucos meses de vida, consegue soar coesa e madura. Parecia uma banda com anos e anos de estrada.

Vindo de Iúna/ES, o trio formado por Renan Pesadelo (Vocal/Guitarra), Davi “Homem Bomba” Ambrósio (Baixo) e Juliano “Herege Maldito” Freitas e surgida das cinzas do Facção Terrorista (mudaram apenas o baixista), aposta em uma mescla de Punk, Crust, Grind e Metal, com influências de nomes diversos como Extreme Noise Terror, Napalm Death, Brujeria, Asesino, Nasun, Cólera, Sodom, dentre outros. Sendo assim, é um tanto óbvio o que o caro leitor irá encontrar aqui, ou seja, um som cru, direto, reto, extremo e sem espaço para novidades, já que possuem uma pegada bem Old School. As letras são muito politizadas, com críticas pesadas e fortes a realidade atual do mundo, com um viés anárquico/revolucionário. Sobram críticas ao sistema por todos os lados. Os maiores destaques aqui ficam por contas de “Inocentes”, “Em Nome do Progresso”, “Polícia Corrupta”, “Para Que?”, “Sociedade Hipócrita”, “Inferno Nuclear”, “Ilusão” e “Repressão”.

Bem, antes de tudo temos que ter a noção de que essa se trata de uma Demo Ensaio, então não esperem uma mega produção aqui. Ela é muito fraca (até porque não foi uma gravação profissional), prejudica o resultado final e confesso que se não tivesse presenciado ao vivo o potencial e qualidade dessas composições, isso teria afetado demais minha avaliação final. Pelo que sei o que os caras podem fazer, um 8,5, pela qualidade da produção, ficam com 6,5. Para ser justo, façamos a média.

NOTA: 7,5


domingo, 31 de março de 2013

Darkthrone – The Underground Resistance (2013)



1 - Dead Early
2 - Valkyrie
3 - Lesser Men
4 - The Ones You Left Behind
5 - Come Warfare, The Entire Doom
6 - Leave No Cross Unturned

Verdadeira lenda do Black Metal Norueguês, dona de clássicos seminais do estilo, como Blaze In the Northern Sky (91), Under a Funeral Moon (93) e Transilvanian Hunger (94), entre outros, o Darkthrone atingiu um patamar de excelência que poucas bandas dentro do cenário metálico possuem. Você sabe que deles sempre pode esperar material de qualidade inquestionável. O que sempre me impressionou, é que Fenriz e Nocturno Culto sempre fizeram o que tinham de vontade, e nunca o que se esperava da banda, e aqui não é diferente.

Se você é fã da fase antiga do Darkthrone e torce o nariz para a linha Crust/Punk adotada pela banda a nos últimos anos, e principalmente para as influências de NWOBHM que surgiram a partir do trabalho anterior, Circle The Wagons (10), pode passar longe desse novo álbum da banda. A verdade doa a quem doer, é que a muito que esses noruegueses não são mais uma típica formação de Black Metal, tendo passado a investir pesadamente numa combinação de Thrash/Crust/Punk e Metal Tradicional, numa clara homenagem a suas raízes metálicas. E os mais radicais que me desculpem, mas essas influências sempre estiveram lá escondidas, mesmo em seu material mais antigo. O que estão fazendo agora é apenas deixar que elas venham a tona.

The Underground Resistance é um álbum bem variado. A abertura, com “Dead Early” é mais cadenciada e nos remete diretamente a Motorhead, somando-se a isso riffs tipicamente Thrash e ótimos vocais de Nocturno Culto. Ótima música. Já a faixa seguinte, “Valkyrie”, cantada por Fenriz, tem grande influência de NWOBHM, sendo bem épica e melódica e com os vocais nos remetendo a King Diamond. “Lesser Man” tem uma pegada que nos leva a trabalhos anteriores da banda, como F.O.A.D (07) e Dark Thrones & Black Flags (08), mas devo admitir que sua introdução me remeteu ao clássico “Dangerous Metting”, do Mercyful Fate (por sinal, influência bem recorrente em todo o álbum.). “The Ones You Left Behind” é um Speed Metal/Punk com um riff verdadeiramente viciante e um ótimo refrão. Então temos as que considero como as melhores faixas do álbum. Em “Come Warfare, The Entire Doom”, com seus 8m38seg, temos influência de Doom, Speed e Crust e um riffs desses que gruda na cabeça igual chiclete no cabelo. Uma desgraça, no bom sentido. Tem tudo para se tornar um hino. “Leave No Cross Unturned”, com quase 14 minutos, é a faixa mais surpreendente da carreira do Darkthorne. Épica, parte Speed Metal, parte Celtic Frost, com passagens Doom e de Metal Tradicional, vocais operísticos e que remetem a King Diamond e seu Mercyful Fate, ela simplesmente resume tudo que vemos em The Underground Resistance. Soa como um regresso aos anos 80 e aos dias de glória do Heavy Metal. Simplesmente fantástica.

O que mais impressiona nesse novo trabalho do Darkthrone é a capacidade de Fenriz e Nocturno Culto de misturarem tamanha gama de influências e combinarem tudo de uma forma que em momento algum isso soe patético. E dá para imaginar o quanto se divertiram fazendo esse álbum. Sim, o Darkthrone evoluiu com o passar dos anos, deixando de lado o estilo que ajudou a criar e se voltando para as raízes metálicas de seus mentores. Isso é ruim? De forma alguma, e The Underground Resistance é a maior prova disso. Dificilmente deixará de estar na minha lista de melhores álbuns de 2013.

NOTA: 9,0