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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Cellar Darling – This Is The Sound (2017)


Cellar Darling – This Is The Sound (2017)
(Shinigami Records/Nuclear Blast Records - Nacional)


01. Avalanche
02. Black Moon
03. Challenge
04. Hullaballoo
05. Six Days
06. The Hermit
07. Water
08. Fire, Wind & Earth
09. Rebels
10. Under The Oak Tree
11. NHigh Above These Crowns
12. Starcrusher
13. Hedonia
14. Redemption
Faixas Bônus:
15. The Cold Song
16. Mad World
17. The Prophet’s Song

Foi no meio de 2016 que Anna Murphy (vocal, hurdy gurdy, flauta e teclados), Ivo Henzi (guitarra e baixo) e Merlin Sutter (bateria) anunciaram seu desligamento do Eluveitie, para logo em seguida apresentarem sua nova banda, o Cellar Darling (nome do álbum solo de Anna, lançado em 2013). Claro que as comparações com a ex-banda do trio seriam inevitáveis, e claro, semelhanças existem, mas a verdade é que o que mais se destacam aqui são justamente as diferenças existentes entre as duas.

O peso do Heavy Metal se faz presente, mas mesclado com o Folk Rock, fazendo da música do Cellar Darling algo mais palatável, até mesmo com certa veia Pop, principalmente no que tange às melodias e aos refrões, muitos deles verdadeiramente grudentos. Mas não se engane, as guitarras estão lá, despejando bons riffs, fazendo pairar por todo o tempo a lembrança do Heavy Metal sobre a música do trio. Além disso, elementos folclóricos se fazem presentes e remetem diretamente à música celta, com ótimos resultados.

Anna Murphy continua se mostrando uma vocalista diferenciada, e com uma vantagem: no Cellar Darling, ela pode variar muito mais seus vocais, mostrando todo o seu potencial e categoria. Em muitos momentos, sua voz toma o protagonismo das músicas, com a gama de emoções que ela consegue passar ao ouvinte. Já Ivo e Merlin executam seu trabalho com muita precisão, técnica e qualidade, mostrando porque estão entre os melhores músicos do estilo.


Temos 17 músicas na versão nacional, já que por aqui This Is The Sound conta com 3 faixas bônus. E destaques não faltam para serem apontados. “Avalanche” abre o trabalho com um retrato fiel do que é o Cellar Darling. Elementos celtas e bom peso aliados a melodias fáceis, simples, cativantes e com um bom apelo pop. “Black Moon” mantém essas características, apesar de soar um pouco mais escura, enquanto “Hullaballoo” soa mais agitada e enérgica, assim como a ótima “The Hermit”. “Fire, Wind & Earth” é outra que se destaca por ser bem direta e forte candidata a melhor música de todo o trabalho. Outra com característica bem parecida é “Starcrusher”. Já “Redemption” termina a versão normal do álbum de uma forma bem sentimental, graças aos ótimos vocais de Anna. De bônus, versões para “The Cold Song” (Klaus Nomi), “Mad World” (Tears for Fears) e “The Prophet’s Song” (Queen).

Produzido por Anna e pelo guitarrista do Coroner, Thomas Vetterli, teve sua mixagem e masterização realizadas por esse último. E ainda teve uma masterização adicional do onipresente, onisciente e onipotente Jens Bogren. O resultado final foi simplesmente ótimo. A belíssima parte gráfica ficou por conta de Manuel Vargas Lepiz e Christopher Ruf. Mesclando o Folk Rock com o Metal de forma muito equilibrada e buscando se diferenciar do que fizeram no Eluveitie, mas sem cortar as raízes, Anna, Ivo e Merlin lançaram um dos trabalhos mais legais do estilo em 2017, além de mostrar um grande potencial de crescimento. Curte Folk? Conheça o Cellar Darling.

NOTA: 8,0

Cellar Darling é:
- Anna Murphy (vocal, hurdy gurdy, flauta e teclados);
- Ivo Henzi (guitarra e baixo);
- Merlin Sutter (bateria)

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Robert Plant - Lullaby And The Ceaseless Roar (2014)




Robert Plant - Lullaby And The Ceaseless Roar (2014)
(Nonesuch Records - Importado)

01 – Little Maggie
02 – Rainbow
03 – Pocketful of Golden
04 – Embrace Another Fall
05 – Turn It Up
06 – A Stolen Kiss
07 – Somebody There
08 – Poor Howard
09 – House of Love
10 – Up on the Hollow Hill (Understanding Arthur)
11 – Arbaden (Maggie’s Babby)

Uma das figuras mais icônicas do Rock, a voz do Led Zeppelin, Robert Plant é um sujeito que poderia muito bem estar vivendo confortavelmente de seu nome, acomodado e lançando trabalhos burocráticos aqui e ali. Mas talentoso e diferenciado como é, desde o fim do Led, sempre buscou novas fronteiras para sua música, se desprendendo da sonoridade de sua antiga banda.
Sendo assim, nas últimas décadas passeou pelo Blues, Country, Folk, World Music e sonoridades afins, sempre com muita qualidade. Então, se você é um desavisado e que desconhece a carreira solo de Plant, já fique sabendo desde já que irá encontrar muito pouco que possa remeter a seu passado hoje distante.  Em seu 10º trabalho, somos presenteados com uma mistura de tudo que foi feito por ele nesse tempo, uma junção de todas as suas influências, fazendo de Lullaby And The Ceaseless Roar seu álbum mais diversificado. Você quer ótimas melodias pop? A belíssima “Rainbow” certamente irá te satisfazer. Quer blues e passagens que certamente irão te remeter, mesmo que brevemente, ao Classic Rock de outrora? Vá para “Turn It Up” e abra aquele sorriso. São os momentos mais puxados para a World Music e carregados de regionalismos que te apetecem mais? Experimente “Little Maggie” ou “Embrace Another Fall”, só para ficar em dois exemplo. Folk? Que tal “Somebody There”? Já sei, gosta de baladas emocionais e sensíveis? Dificilmente escutará mais belas em 2014 do que “A Stolen Kiss” e “House of Love”. Agora, se quiser um pouco de Country, arrisque “Poor Howard”. Acompanhado da Sensational Space Shifters, com quem dividiu as composições, Plant explorou muito bem toda a sua musicalidade e criatividade, nos presenteando com belas harmonias e melodias.
Claro, se você for desses com a cabeça mais fechada, terá sérios problemas com os arranjos mais experimentais presentes em Lullaby And The Ceaseless Roar. Certamente também irá ficar incomodado com o fato dele cantar de forma bem mais contida, sem aqueles agudos que marcaram sua carreira com o Led Zeppelin. Nesse caso, só posso lamentar, pois estará perdendo uma aula de como fazer boa música. A verdade é que Robert Plant pode sim, se dar ao luxo de fazer o que têm vontade e o que gosta, sem precisar ficar se prendendo a convenções do passado e a radicalismos de certos fãs xiitas. Um dos melhores álbuns de música de 2014.

NOTA: 9,0