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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Circle II Circle – Reign Of Darkness (2015)


Circle II Circle – Reign Of Darkness (2015)
(Shinigami Records - Nacional)


01. Over-Underture
02. Victim of the Night
03. Untold Dreams
04. It's All Over
05. One More Day
06. Ghost of the Devil
07. Somewhere
08. Deep Within
09. Taken Away
10. Sinister Love
11. Solitary Rain

Bem, a essa altura do campeonato, o Circle II Circle dispensa apresentações. Chegando a seu 7º álbum de estúdio, a banda de Zak Stevens e que conta com dois brasileiros em sua formação, o guitarrista Bill Hudson e o baterista Marcelo Moreira, chega apresentando sua sonoridade já característica, ou seja, aquele Power/Prog que remete a trabalhos de sua ex-banda, o Savatage, mas com uma pegada mais atual e agressiva.

Quando falamos de simlaridades com o Savatage, dois trabalhos específicos surgem de imediato a minha cabeça durante a audição de Reign of Darkness, Edge of Thorns e Handful of Rain. Claro que nessa hora um compositor do porte de Jon Oliva faz falta, mas isso só faz aumentar os méritos de Zak e seus companheiros de banda, já que qualidade não falta aqui. Esse também é o trabalho mais pesado já lançado pelo CIIC e muito disso se dá certamente pelas afinações mais baixas impostas às guitarras, responsável também pela sonoridade mais moderna apresentada.

Quanto a parte vocal, não tem muito o que falar aqui. Estamos falando de Zak Stevens e isso significa um trabalho irrepreensível, já que o tempo só parece fazer bem a sua voz. Já os guitarristas Christian Wentz e Bill Hudson se destacam graças aos riffs pesados e de muita qualidade e, principalmente, pelas ótimas melodias e solos aqui presentes. Mitch Stewart se destaca com seu baixo, imprimindo linhas bem fortes e mostrando precisão, enquanto o estreante Marcelo Moreira mostra sua já conhecida categoria, mostrando muita técnica e pegada, além de imprimir muita variedade em suas partes. Por último, as partes de teclado e piano, a cargo de Henning Wanner se mostram muito boas, sem exageros e perfeitamente encaixadas nas músicas.

As músicas aqui presentes estão bem variadas e com alguns refrães bem marcantes e grudentos. Minhas preferidas aqui são "Victim of the Night", "Untold Dreams", "One More Day", "Somewhere", "Deep Within" e "Taken Away", mas mesmo as não citadas mostram boas qualidades.

A produção ficou muito boa, tendo sido realizada pelo guitarrista Christian Wentz. Já a mixagem foi feita por Ron Keeler e a masterização por ninguém menos que James Murphy. O resultado disso tudo é uma sonoridade bem clara, transparente, mas com peso e boa agressividade. Já na capa, temos mais um brasileiro, João Duarte (www.jduartedesign.com), com um ótimo trabalho, transpondo para a capa o clima mais sombrio do álbum.

A verdade é que se até hoje não lançou algo fenomenal, o CIIC também nunca lançou um trabalho que pudesse ser taxado de ruim, mantendo assim sempre uma média de bons álbuns. Com Reign Of Darkness isso não é diferente. Ok, pode não ser um álbum do Savatage, mas ainda assim vai agradar em cheio aos fãs da banda e claro, os que o Circle II Circle conquistou em toda a sua caminhada. Se quer um bom álbum de Power/Prog, mas sem soar datado, está aqui uma aquisição necessária para seu acervo de CD's.

NOTA: 8,0

Circle II Circle é:
- Zak Stevens (Vocal)
- Christian Wentz (Guitarra)
- Bill Hudson (Guitarra)
- Mitch Stewart (Baixo)
- Marcelo Moreira (Bateria)
- Henning Wanner (Teclado)

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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!



Dragony – Shadowplay (2015)
(Limb Music GmbH – Importado)


2º álbum de estúdio dessa banda austríaca que se envereda pelos caminhos daquele Melodic Power Metal tipicamente europeu. Aqui, absolutamente nada de novo é apresentado, já que a música do Dragony é previsível e clichê até o talo, apesar de inegavelmente muito bem feita. Como curiosidade, esse álbum conta com a participação especial de Zak Stevens (Circle II Circle, ex-Savatage) e com um cover para a canção viral “True Survivor”, de David Hasselhoff (a original, com seu clima tosco, é infinitamente superior). Indicado única e exclusivamente para “fanáticos fanaticamente loucos” pelo estilo e por bandas como Sonata Arctica, Rhapsody Of Fire e Stratovarius. (6,5)



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Sangdragon – Requiem For Apocalypse (2015)
(Wake Up Dead Records – Importado)


Primeiramente, vamos ao fato mais curioso aqui. Requiem For Apocalypse é o álbum de estréia do grupo francês Sangdragon, mas é também o álbum que fecha uma trilogia. Loucura? Bem, vou explicar. Dark Opera of the Ancient War Spirit, primeira parte dessa obra, foi lançada no distante ano de 1994 através da banda Daemonioum e a segunda, Divine Symphonies, em 1995 pelo Akhenaton, ambas One Man Bands que tinham como mentor o francês Vincent Urbain, ou melhor, Lord Vincent Akhenaton. 20 anos depois, o mesmo resolveu se cercar de músicos competentes e encerrar sua obra através do Sangdragon. Aqui você irá encontrar um Symphonic Black/Death Metal de respeito, com riffs pesados, boa dose de complexidade, clima épico, além de grande diversificação sonora, graças aos ótimos coros, passagens atmosféricas e outras tipicamente medievais. Um álbum surpreendente e que nos faz desejar que, ao contrario dos demais projetos, Vincent dê continuidade a esse com outros lançamentos. (8,5)



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Maya – The Prophecy Is Broken (2015)
(Underground Symphony – Importado)


Esse álbum marca a estréia do Maya, grupo oriundo da Itália e que aposta em um Progressive Metal com toques interessantes de Symphonic, algo que as bandas italianas fazem com competência. Para os que querem se situar, as maiores referências aqui seriam Dream Theater, Royal Hunt e Symphony X, nomes que virão imediatamente a cabeça durante a audição do trabalho. Apesar de esbanjarem técnica e virtuosismo, o fazem na medida certa, gerando uma música coesa, equilibrada e pesada, mas com boas melodias. Destaque para o teclado, que se faz bem presente em todas as faixas, mas sem soar exagerado em momento algum. A título informativo, esse trabalho é conceitual e aborda os Maias e sua profecia sobre o fim do mundo. Falta um pouco de originalidade, mas esbanja criatividade. Mais um nome promissor vindo da Itália. (7,5)



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The Arisen – Rising Time (2015) (EP)
(Independente – Importado)


Surgido no ano de 2014, o francês The Arisen estréia com esse EP apostando em um Progressive Death Metal de qualidade. Aqui vamos encontrar todas as qualidades de um bom trabalho do estilo, como grande técnica, dose relativa de complexidade nas canções, que por sinal são muito bem trabalhadas, brutalidade, extremismo e principalmente, muita diversificação, principalmente por parte da bateria, o que evita que esse se torne um álbum cansativo. Um trabalho indicado para fãs de bandas como Cynic e Death. Vale a pena ficar de olho no The Arisen daqui para frente. (8,0)



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Tankrust – The Fast Of Solace (2015)
(Independente – Importado)


E aqui vamos para mais uma banda oriunda da França. O Tankrust já possuiu um EP em sua discografia e agora surge com seu primeiro álbum completo de estúdio. Aqui você vai se deparar com um Thrash/Death de respeito, com bons toques de Hardcore, pesado, agressivo, enérgico e empolgante. A sonoridade não soa datada, pois possui uma dose de modernidade que vai agradar em cheio a fãs de bandas como o Machine Head atual e demais nessa linha. Se você aparecia o estilo e quer, além de conhecer um novo nome, escutar um álbum agressivo e variado, The Fast Of Solace é uma sugestão que lhe dou. (8,0)



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Circle II Circle – Reign Of Terror (2015)
 (earMUSIC – Importado)


Eis que a banda de Zak Stevens, que marcou época frente ao Savatage, chega a seu 7° álbum de estúdio. Bem, que acompanha a carreira do Circle II Circle, sabe bem o que esperar aqui, ou seja, Progressive Power Metal, que em muitos momentos remete ao que o Savatage fez em trabalhos como Edge Of Thorns ou Handful of Rain, mas com uma pegada mais atual. É ruim? De forma alguma, mas também passa longe do que o vocalista fez com sua ex-banda. Em resumo, um trabalho previsível como todos os anteriores que o CIIC lançou. Ainda sim, vale destacar o trabalho irrepreensível de Zak nos vocais e alguns bons momentos onde o peso dá a tona. Ainda sim, faltam as músicas aqueles momentos marcantes que o Savatage possuía de sobra. Mais um bom álbum e só. (7,0)



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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Circle II Circle – Seasons Will Fall (2013)




01. Diamond Blade
02. Without A Sound
03. Killing Death
04. Epiphany
05. End Of Emotion
06. Dreams That Never Die
07. Seasons Will Fall
08. Never Gonna Stop
09. Isolation
10. Sweet Despair
11. Downshot
12.
Only Yesterday

Para quem ainda não conhece, Circle II Circle é a banda do ex-Savatage, Zak Stevens, e esse já e seu sexto trabalho de estúdio. Sem muitas inovações, faz um som que remete um pouco a sua ex-banda, e que sem duvida, agrada aos fãs mais saudosos dos americanos. Mas por algum motivo, sabe-se lá porque, o Circle II Circle nunca emplacou e seus trabalhos meio que passam despercebidos pelo grande público. E nada indica que com Seasons Will Fall esse panorama irá mudar.

Vejam bem, não é que esse seja um trabalho ruim, mas possui a mesma sonoridade dos álbuns anteriores da banda, diferenciando-se apenas por uma produção melhor. Musicalmente, temos um Heavy classudo, com toques de Prog/Power, riffs muito bem trabalhados e músicas que remetem ao Savatage, mas sem soar como um simples clone. Por ironia, os melhores momentos do álbum são justamente aqueles em que o Circle II Circle soa mais parecido com eles. “Epiphany” poderia estar tranquilamente em qualquer álbum dos americanos, e “End Of Emotion”, faixa melódica e de fácil assimilação, também é outra que remete diretamente aos trabalhos da ex-banda de Zak Stevens. Como já é esperado, ele se destaca com sua bela voz e, principalmente, pelo fato de cantar de forma mais melódica, evitando forçar aqueles gritos irritantes típicos de muitos vocalistas do estilo. Outros destaques vão para as faixas “Diamond Blade”, com um refrão bem pesado e melódico, “Never Gonna Stop”, que é mais direta e o Hard N’Heavy “Downshot”. No restante do trabalho, nota-se uma certa letargia, e falta um pouco de vibração e impacto ao que é apresentado.

Bem, infelizmente não será dessa vez que o Circle II Circle passará a andar com as próprias pernas e deixará de ser conhecida apenas como a banda do ex-Savatage Zak Stevens, até porque parece que o próprio já não faz muito mais questão disso. Basta lembrar que na turnê que farão no Brasil agora, no meio do ano, a banda tocará na integra o álbum Edge Of Thorns, do Savatage, que completa 20 anos do lançamento e, em um show especial, The Wake Of Magellan, último trabalho que Zak gravou com os americanos. Complexo de Paul D’ianno? Espero que não.

NOTA: 7,5