sábado, 2 de março de 2013

Saxon – Sacrifice (2013)


01. Procession
02. Sacrifice
03. Made In Belfast
04. Warriors Of The Road
05. Guardians Of The Tomb
06. Stand Up And Fight
07. Walking The Steel
08. Night Of The Wolf
09.
Wheels Of Terror
10. Standing In A Queue

Nem o mais fanático fã do Saxon pode negar que a última década foi parcialmente perdida por essa lenda inglesa, com lançamentos abaixo da expectativa que culminaram no fraquíssimo Call To Arms, onde a banda parecia totalmente sem energia. Todavia, devo admitir aqui que ao escutar Sacrifice, não estava lá muito empolgado. Felizmente, acabei me surpreendendo, ao me deparar com um Saxon revigorado, lançando seu melhor trabalho desde Unleash The Beast, no longínquo ano de 1997.

Indiscutivelmente, esse é um álbum mais pesado que os anteriores. Produzido por Biff Byford e Andy Sneap, “Sacrifice” consegue unir um som mais moderno e atual de guitarra as raízes oitentistas da banda. Tudo que faltou no antecessor está lá, riffs mais fortes e pesados, guitarras mais rápidas e principalmente, inspiração. Os destaques aqui são muitos, mas indiscutivelmente, “Warriors Of The Road” é a maior candidata a novo clássico do Saxon. Uma volta aos primórdios da banda, rápida e alucinante. Impossível não bater cabeça com ela. “Sacrifice”, a faixa título, tem um som moderno de guitarra e é muito pesada, remetendo a fase anos 90. Outra que segue essa linha anos 90 é a ótima “Made In Belfast”, que poderia estar tranquilamente no Dogs Of War, por exemplo. Em “Guardians Of The Tomb” o grande destaque vai para Bifford. Aliás, quanto mais o tempo passa, melhor fica sua voz. “Stand Up And Fight” é outra que remete ao Saxon clássico e tem potencial para se tornar outro hino da banda. “Wheels Of Terror”, com sua levada mais cadenciada, é outra que poderia estar tranquilamente em qualquer álbum do Saxon nos anos 90.

Sacrifice não é a reinvenção da roda e não traz nada de novo a discografia do Saxon, mas é um ótimo trabalho de Metal Tradicional, pesado e inspirado, algo que já não conseguiam fazer a 16 anos. 

NOTA: 8,0




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