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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Kataklysm - Of Ghosts and Gods (2015)


Kataklysm - Of Ghosts and Gods (2015)
(Shinigami Records/Nuclear Blast - Nacional)


01. Breaching the Asylum
02. The Black Sheep
03. Marching Through Graveyards
04. Thy Serpent's Tongue
05. Vindication
06. Soul Destroyer
07. Carrying Crosses
08. Shattered
09. Hate Spirit
10. The World Is a Dying Insect
Bônus - Live In South Africa
11. Fire
12. Push the Venon
13. Elevate
14. Blood in Heaven

O ano passado foi bem positivo em matéria de lançamentos, diria até surpreendente. Em todas as vertentes do Metal tivemos material de muita qualidade e dentro das mais extremas, um dos mais legais de 2015 foi justamente Of Ghosts and Gods, 12º trabalho de estúdio dos canadenses do Kataklysm. Com mais de duas décadas de estrada, o quarteto hoje formado por Maurizio Iacono (vocal), J-F Dagenais (guitarra e único membro original), Stéphane Barbe (baixo) e Olivier Beaudoin (bateria, estreando em estúdio), sempre nos presenteou com material de qualidade.

Mas bem, com tanto tempo de estrada, é claro que certas coisas acabam por mudar. Sendo assim, se você não escuta o Kataklysm há algum tempo e espera se deparar com algo na linha do que lançaram nos anos 90, como um Sorcery (95), um Temple of Knowledge (98), um Victims of This Fallen World (98), ou mesmo trabalhos do porte do que foi lançado no ínicio dos anos 2000, mais precisamente os excelentes Epic (The Poetry of War) (01) e Shadows & Dust (02), certamente terá uma forte decepção.

Quem acompanha de perto a carreira do Kataklysm, vinha observando a transição entre o Death de outrora e o Death Metal Melódico que já vinham executando nos últimos trabalhos. E bem, podemos dizer que finalmente a mesma foi finalizada. Os momentos mais velozes não se fazem mais tão presentes em Of Ghosts and Gods, que se mostra um trabalho claramente mais diversificado, com muito mais melodias e um ar de modernidade que certamente vai incomodar os mais puristas.

Já na abertura, com a forte “Breaching the Asylum”, com uma levada mais “cadenciada”, podemos observar tais mudanças. Destaque também para o ótimo refrão e para o trabalho do estreante Olivier Beaudoin. A mescla entre agressividade e melodia também dá as caras em “The Black Sheep”, outra de refrão bem marcante, ótimos riffs e que vai fazer você bater cabeça sem sequer notar. Chamam a atenção também a bruta “Marching Through Graveyards”, com alguns momentos bem velozes, a moderna “Thy Serpent's Tongue”, com belíssimo desempenho de Iacono e principalmente, a faixa que encerra o trabalho, “The World Is a Dying Insect”, a mais variada de todas, com riffs que grudam na cabeça, partes atmosféricas bem interessantes e belíssimas melodias.

Produzido pela própria banda, Of Ghosts and Gods teve o trabalho de mixagem e masterização realizados por Andy Sneap (Accept, Exodus, Carcass, Amon Amarth, Kreator, Megadeth, Fear Factory, Saxon, Testamente, dentre muitos outros). Talvez tenhamos aqui a melhor produção já realizada em um álbum do Kataklysm. Já a belíssima capa e todo layout do CD, foi obra da esposa de Maurício, Surtsey, da Ocvlta Designs.

Os fãs mais old school podem até reclamar, mas a verdade é que Of Ghosts and Gods é um álbum consistente, coeso, variado e que mescla de forma equilibrada as melodias e a agressividade. Um dos melhores lançamentos dos canadenses até hoje, e não foi sem merecimento que ganharam em Abril desse ano o Juno Awards, maior prêmio canadense de música, como melhor álbum de Metal de 2015. Um reconhecimento por esse belíssimo trabalho!

NOTA: 8,5

Kataklysm é:
- Maurizio Iacono (vocal)
- J-F Dagenais (guitarra)
- Stéphane Barbe (baixo)
- Olivier Beaudoin (bateria)

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sábado, 15 de agosto de 2015

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!



Kataklysm – Of Ghosts And Gods (2015)
(Nuclear Blast Records – Importado)


Esse é o 12º álbum em 24 anos de carreira dos canadenses do Kataklysm. Nesse tempo, a banda foi evoluindo cada vez mais seu som de um Death Metal genérico para uma sonoridade mais puxada para o lado do Death Melódico, através da adição cada vez maior de elementos Thrash. Evoluindo, mas sem se afastar das raízes, o que é muito importante, apresentam mais um trabalho recheado de riffs pesados, bons arranjos e melodias, vocais agressivos e ótima parte rítmica, além de um clima denso e sombrio. Um álbum que vai agradar aos velhos e aos novos fãs, sem duvida alguma. (8,0)



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Gorgoroth – Instinctus Bestialis (2015)
(Soulseller Records – Importado)


Eis que Infernus volta à carga com o Gorgoroth, após um hiato de 6 anos. Durante toda a carreira, independente da formação, os noruegueses sempre lançaram ótimos álbuns, mantendo um alto padrão de qualidade. Aqui não é diferente, já que além das boas melodias e do peso absurdo, temos um álbum mais coeso e consistente que seu antecessor. Riffs absurdamente agressivos, parte rítmica variada e um ótimo trabalho do estreante vocalista Atterigner, que mostra aos fãs que eles não precisam ter saudades de Gaahl ou Pest. Um álbum forte, infernal e furioso de cabo a rabo. Um dos grandes álbuns de Black Metal de 2015. (8,5)



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Artaius – Torn Banners (2015)
(Bakerteam Records – Importado)


Vindo da Itália, o Artaius busca tentar fugir da estagnação que vêm tomando conta do cenário Folk Metal. Como? Mesclando melodias folclóricas de acento Celta, com um Metal moderno, Gothic e principalmente Rock Progressivo. Vocais limpos femininos, vocais agressivos masculinos, bons riffs e flautas, violinos e pianos muito bem encaixados, são o que mais chamam a atenção. O problema aqui? Em alguns momentos, são tantas coisas ocorrendo de forma simultânea dentro das músicas que o ouvinte pode acabar se perdendo um pouco. O Artaius mostra em seu segundo trabalho, um grande potencial de crescimento para os próximos anos. Basta aparar algumas arestas. (7,5)


                                                                                                            
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Kontinuum – Kyrr (2015)
(Candlelight Records – Importado)


Em seu trabalho de estréia, Earth Blood Magic (12), o grupo islandês Kontinuum fazia um Progressive Post-Black Metal bem interessante, mas que não o diferenciava tanto de outras bandas que seguiam essa linha. Aqui resolveram deixar o lado Gótico falar mais alto, lembrando em muito o que era feito pelas bandas de Rock do estilo nos anos 80, mas sem abrir mão das influências Progressivas, Atmosféricas e de Post-Rock. Os fãs do primeiro álbum certamente irão chiar, mas aqueles que têm uma cabeça mais aberta certamente irão curtir o trabalho apresentado aqui. O resultado final é no mínimo interessante. (8,0)

Bandcamp      


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Embassy of Silence – Verisimilitude (2015)
(Inverse Records – Importado)


Lançando seu 3° álbum de estúdio, o finlandês Embassy of Silence aposta em uma sonoridade que apesar de ter na sua base o Gothic Metal, recebe influências de Melodic Metal, Pop e Hard Rock. O maior destaque aqui fica para a vocalista Ines Lukkanen, que além de ter um timbre muito agradável, imprime ótimas linhas vocais as músicas. Apesar de não apresentar necessariamente nada de novo, as boas melodias aqui presentes devem cativar os fãs do estilo. (7,5)



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Diemonds – Never Wanna Die (2015)
(Napalm Records – Importado)


Apesar da capa, não se deixe enganar, o Diemonds não é um grupo de Thrash Metal, mas sim de Hard Rock. Em seu 3° trabalho, apresentam aquele Hard Rock com pegada oitentista, mas com uma saudável dose de modernidade (que evita que soem datados), peso e energia a brotar aos borbotões. Ah, e claro, aqueles refrães fáceis de pegar, que você já vai cantar após a primeira audição. Destaque para a vocalista Priya Panda, um verdadeiro furacão. Um prato cheio para fãs de Mötley Crë, Ratt e afins. Se curtir Hard Rock, pode ir sem medo! (8,0)



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