terça-feira, 9 de agosto de 2016

Khrophus - Eyes of Madness (2013)


Khrophus - Eyes of Madness (2013)
(Brutal Records - Nacional)


01. Smoke Screen
02. Dead Face
03. By the Sun
04. Interposition
05. Forbidden Melodies
06. The Book of the Dead
07. Lost Initiations
08. Master of Shadows
09. Harvest (Eyes of Madness)
10. Chimeras

Surgido no ano de 1993, os catarinenses do Khrophus se firmaram como uma das principais bandas do cenário Death nacional. Eyes of Madness, seu terceiro trabalho de estúdio, sucedeu o muito bom Presages (09) e vinha com a espinhosa missão de no mínimo igualar a qualidade deste. A tarefa não era nada fácil.

Eyes of Madness é a continuação natural de seu antecessor e nele encontramos aquele Death Metal pesado, brutal e muito técnico (mas sem exageros) que sempre marcou a carreira do grupo. Apesar de ser repleta de passagens mais complexas e intrincadas, mudanças de ritmo e andamentos mais quebrados, a música do Khrophus não é difícil de se assimilar e conquista de forma muito fácil o ouvinte.

A primeira coisa que chama a atenção é a variedade vocal imposta por Alex Pazetto, o que acaba ajudando demais a evitar que o álbum se torne cansativo. Alex também realiza um belíssimo trabalho no baixo, imprimindo linhas bem fortes e que são um diferencial grande no som dos catarinenses. Adriano Ribeiro também se sai muito bem nas guitarras e impressiona com a quantidade imensa de riffs que surgem de seu instrumento. O cara parece uma máquina. Por falar em máquina, a precisão do baterista Carlos Fernandes impressiona. Velocidade, técnica, ótimas viradas, tudo que você espera de um baterista do estilo, encontrará aqui.

Como já dito, apesar de mostrarem muita técnica, não abusam da mesma, o que ajuda demais no resultado final das canções. Vide por exemplo “Smoke Screen”, com ótimos riffs e blast beats insanos, “By the Sun”, com um trabalho de baixo soberbo, “Master of Shadows” e a pesada e densa “Chimeras”. A produção, a cargo da banda e o trabalho de mixagem e masterização realizados por Alexei Leão, ficaram muito bons, já que apesar de ter deixado tudo bem claro, não abriu mão da crueza importante para uma banda de Death Metal. Já a capa foi obra do vocalista Alex Pazetto.

Brutal, agressivo e esbanjando técnica, Eyes of Madness é um trabalho que vai agradar em cheio os amantes de Technical Death Metal e mostra que o Khrophus não fica devendo nada aos grandes medalhões do estilo. Se sua praia for essa, está ai um investimento que vale a pena fazer para a sua coleção.

NOTA: 8,0

Khrophus é:
- Alex Pazetto (vocal/baixo)
- Adriano Ribeiro (guitarra)
- Carlos Fernandes (bateria)


Volbeat - Seal The Deal & Let's Boogie (2016)


Volbeat - Seal The Deal & Let's Boogie (2016)
(Universal Music - Nacional)


01. The Devil's Bleeding Crown
02. Marie Laveau
03. For Evigt (feat. Johan Olsen)
04. The Gates Of Babylon
05. Let It Burn
06. Black Rose (feat. Danko Jones)
07. Rebound (Teenage Bottlerocket cover)
08. Mary Jane Kelly
09. Goodbye Forever
10. Seal The Deal
11. Battleship Chains
(Georgia Satellites cover)
12. You Will Know
13. The Loa's Crossroad

Se o seu álbum anterior, Outlaw Gentlemen & Shady Ladies (13), já havia colocado o Volbeat com um pé bem firme no Mainstream, Seal The Deal & Let's Boogie, novo trabalho do grupo dinamarquês, fez com que se consolidassem de vez por lá. Prova disso é que de cara, entraram em 4º lugar na Billboard 200, vendendo mais de 50 mil cópias na semana de lançamento, números que no mercado musical atual, impressionam.

O Volbeat possui algo muito raro no meio musical atual, que é identidade. Sua mescla de Hard, Heavy, Punk, Country, Rockabilly e Pop, na teoria pode parecer uma colcha de retalhos sem sentido algum, mas, na prática, resulta em uma sonoridade única. Quando você escuta, sabe que é Volbeat. Parte do mérito vai para o vocalista e guitarrista Michael Poulsen, com sua voz bem peculiar e inconfundível. Outra marca registrada são as melodias grudentas e com forte apelo pop e que por isso grudam na cabeça igual chiclete no cabelo. Ninguém no cenário atual consegue tal feito com tamanha competência.

Sendo assim, não inventam muito e procuram seguir sua fórmula como se fosse uma receita de bolo. As guitarras de Poulsen e Rob Caggiano (ex-Anthrax, que também tocou baixo na gravação) apresentam bons riffs, melodias marcantes e imprimem muito groove às canções. Jon Larsen pode não ser o baterista mais rápido e técnico do Rock/Metal, e nem precisa disso, já que possui um feeling único para música. A variedade imposta por ele enriquece por demais o trabalho.

Aqui o pop está um pouco mais acentuado que nos trabalhos anteriores, mas nada que comprometa de forma dramática o resultado final, já que o peso se faz presente. Os refrões, como de praxe no Volbeat, são simplesmente grudentos e basta uma ou duas audições para ficar com boa parte deles martelando em sua cabeça. Claro que Seal The Deal & Let's Boogie possui seus problemas, “Rebound” (cover do
Teenage Bottlerocket) e “Goodbye Forever” são faixas totalmente dispensáveis e que ocupam espaço desnecessariamente no CD, mas músicas como “The Devil's Bleeding Crown”, pesada, forte e com um belo trabalho de guitarra e bateria, a densa “The Gates Of Babylon”, que remete ao oriente em seu início, o rockão direto e certeiro de “Black Rose” (com participação de Danko Jones) a acelerada e frenética “Seal The Deal” e “The Loa's Crossroad”, a mais pesada e agressiva do álbum, com uma pegada bem Heavy, nos fazem esquecer essas pequenas falhas.

Como de praxe em se tratando do Volbeat, o álbum teve a produção de Jacob Hansen (Primal Fear, Destruction, Epica, Heaven Shall Burn, Anvil, Doro). Já a mixagem foi feita por Joe Barresi (Bad Religion, Kyuss, Melvins, L7, Soundgarden) e a masterização, por ninguém menos que Bob Ludwig (Rush, Megadeth, Ozzy Osbourne, Metallica, Iron Maiden, Mötley Crüe). O resultado final ficou muito bom, mas um pouco polido demais para meu gosto.

Divertido e cativante, Seal The Deal & Let's Boogie pode até não ser o melhor trabalho do Volbeat (para mim o título ainda pertence a Guitar Gangsters & Cadillac Blood), mas vai ser um dos CD’s mais divertidos que você escutará em 2016. Se você passa longe de radicalismos e tem a cabeça mais aberta, pode adquirir sem medo.

NOTA:8,0

Volbeat (gravação):
- Michael Poulsen (vocal/guitarra)
- Rob Caggiano (guitarra/baixo)
- Jon Larsen (bateria)

Volbeat é:
- Michael Poulsen (vocal/guitarra)
- Rob Caggiano (guitarra)
- Kaspar Boye Larsen (baixo)
- Jon Larsen (bateria)

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domingo, 7 de agosto de 2016

Melhores álbuns – Julho de 2016

 
No primeiro domingo de cada mês o A Música Continua a Mesma fará uma lista com os melhores álbuns do mês anterior. Nela, respeitaremos as datas oficiais de cada lançamento, então sendo assim, não contaremos a data que os mesmos vazaram na internet, mas sim quando efetivamente foi ou será lançado.

Sendo assim, ai vão os melhores lançamentos de Julho na opinião do A Música Continua a Mesma.


1º. Witherscape - The Northern Sanctuary  

 
 
 
 
 
 
 
 
 

Menções Honrosas
 

 
 
 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Bestial - Hellfuckdominium XXI (EP) (2015)


Bestial - Hellfuckdominium XXI (EP) (2015)
(Mutilation Records - Nacional)


01. Bestial Introduction
02. Atomic Blazing Ejaculation
03. Lascivious Possessor
04. Rising Vengeance Flag
05. Warm and Swollen Raw Leather

A paixão dos gaúchos por vertentes mais extremas do Metal é algo que merece um estudo sério, já que as bandas de qualidade brotam aos borbotões por lá. O Brutal já tem mais de 20 anos de estrada e despontou muito bem na década passada com dois bons álbuns, sendo que o último deles, Phalanx of Genocide, data de 2005. Infelizmente, por problemas de formação, passaram 10 anos sem lançar qualquer material inédito, hiato esse rompido ano passado com o EP Hellfuckdominium XXI.

Bem, quem conhece o trabalho dos gaúchos, já imagina o que encontrará aqui. Death/Black, com alguns toques de Thrash, ríspido, violento e brutal, além é claro, de muita técnica. Os vocais de Chuckill são insanos, sendo que o mesmo também é baixista, fazendo uma bela dupla com o baterista Jeferson Pereira na parte rítmica. Ótimas linhas de baixo, ótimas viradas e blast beats em fartura. Ed Storm e V.Alex são verdadeiros arautos do caos, despejando riffs simplesmente infernais e com grande poder de destruição.

Descontando a primeira faixa, que é uma intro, temos 4 verdadeiras armas de destruição em massa, valendo destacar a veloz “Lascivious Possessor”, com um riffs simplesmente empolgante e a bélica “Rising Vengeance Flag”, faixas que certamente irão “moer” cada vértebra de seu pescoço.

Gravado no Estúdio 1000, Hellfuckdominium XXI teve a produção, mixagem e masterização a cargo de Fabio Lentino (The Ordher, Nephast). O resultado final ficou muito bom, já que conseguiu aliar peso, agressividade extrema e clareza dos instrumentos. Já a capa foi obra da Trezeoff Design. Tudo isso vem embalado em um digipack de qualidade e bem caprichado.

Só posso desejar que o Bestial não demore mais 10 anos para nos presentear com um novo trabalho, já que conseguiram deixar aquele gosto de quero mais. Quer uma música odiosa, violenta e brutal? Pois bem, isso é o que não falta em Hellfuckdominium XXI.

NOTA: 8,0

Bestial é:
- Chuckill (vocal/baixo)
- Ed Storm (guitarra)
- V.Alex (guitarra)
- Jeferson Pereira (bateria)

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Suidakra - Realms Of Odoric (2016)


Suidakra - Realms Of Odoric (2016)
(AFM Records - Importado)


01. Into The Realm
02. The Serpent Within
03. The Hunter's Horde
04. Creeping Blood
05. Undaunted
06. Lion Of Darcania
07. Pictish Pride
08. On Roads To Ruin
09. Dark Revelations
10. Braving The End
11. One Against The Tide
12. Cimbric Requiem
13. Remembrance

Já se vão 22 anos de história, 19 anos desde o seu debut Lupine Essence, mas capitaneado pelo vocalista e tecladista Arkadius Antonik, o Suidakra se mantêm firme e forte, lançando esse que é seu 12º álbum de estúdio. Uma carreira que podemos chamar de produtiva e vitoriosa, afinal, poucas bandas podem se dar ao luxo de ter em seu catálogo trabalhos clássicos dentro de um estilo como The Arcanum (00), Empire to Avalon (02), Signs for the Fallen (03), Caledonia (06) ou Crógacht (09).

Aquele Black/Death do seu debut, que possuía uma dose de Pagan/Folk, foi sendo refinado a cada lançamento, aos poucos, ganhando a partir de The Arcanum, uma cara de Celtic Folk/Melodic Death Metal Sinfônico que se consolidou com o tempo. E se discorda, volte aos primeiros trabalhos da banda e lá estarão os vocais masculinos limpos, os vocais femininos, trechos acústicos e outros que remetem à música folclórica europeia. Era algo mais cru, mais rústico, mas estava lá na música praticada por Arkadius e cia. Você pode até preferir esse período do Suidakra, ou o que se seguiu entre 2000 e 2009, onde praticamente enfileiraram uma série de trabalhos clássicos (apenas Command to Charge, de 2005, não se encaixa nesse grupo), mas nunca negar características que fazem parte de suas raízes.

Pois bem, em Realms Of Odoric o Suidakra mantêm sua sonoridade mais do que característica, em uma continuação  natural do que foi apresentado no ótimo Eternal Defiance (resenha aqui). Se os vocais limpos e as orquestrações já haviam ganho mais espaço no trabalho anterior, continuam presentes, mas de uma forma que os alemães não percam sua identidade. Isso significa que o peso e a agressividade se mantêm mais que presentes em sua música, se equilibrando muito bem com as melodias oriundas das influências Celtic/Folk mais que conhecidas por seus fãs e com as passagens orquestradas. Conseguir tal equilíbrio é apenas para quem sabe.

Na parte vocal, Arkadius se sai muito bem tanto nos vocais limpos quanto nos mais agressivos e ainda conta com a participação de Matthias Zimmer (Perzonal War) e Sascha Aßbach (Fall of Carthage) nos vocais de apoio. Quanto a guitarra, ele é responsável por riffs cativantes e ótimas melodias. O vocal feminino dispensa apresentação, já que Tina Stabel poderia ser considerada integrante da banda, pois participa de forma ativa nesse sentido desde Command To Charge. Mais uma vez ela se destaca em vários momentos. O baixista Tim Siebrecht (que após a gravação saiu da banda, sendo substituído por Jan Jansohn) e o baterista Lars Wehner fazem um belo trabalho na parte rítmica, dando bastante diversidade às canções. E não podemos deixar de destacar o trabalho de Axel Römer na gaita de fole, outro que assim como Tina, se faz presente desde Command.

Em se tratando de Suidakra, como de praxe o nível é alto e nada soa descartável. Ainda assim destaco como minhas preferidas The Serpent Within, The Hunter's Horde, Undaunted (com destaque para Tina), a épica Lion Of Darcania, Pictish Pride, On Roads To Ruin, Dark Revelations e One Against The Tide (nessa, me senti marchando para uma batalha).

Novamente o trabalho foi produzido, masterizado e mixado por Martin Buchwalter, deixando o resultado muito satisfatório e com qualidade. E como fica bem evidente que o Suidakra é adepto da lógica do “em time que está ganhando não se mexe”, a parceria com Kris Verwimp se mantém firme e forte, com ele tendo sido mais uma vez responsável não só por toda a parte gráfica do Cd, como também por todas as letras.

Mais uma vez o Suidakra não inventa, faz aquilo que sabe fazer melhor e presenteia seus fãs com um dos melhores álbuns desse ano de 2016 dentro do seu segmento. Que continuem assim, produzindo trabalho de qualidade por muito tempo.

NOTA: 8,5

Suidakra (gravação):
- Arkadius Antonik (vocal/guitarra/arranjos orquestrais, banjo)
- Marius Pesch (guitarra)
- Tim Siebrecht (baixo)
- Lars Wehner (bateria)

- Tina Stabel (vocal feminino)
- Axel Römer (gaita de fole)
- Matthias Zimmer (vocais adicionais)
- Sascha Aßbach (vocais adicionais)

Suidakra é:
- Arkadius Antonik (vocal/guitarra/teclado)
- Marius Pesch (guitarra)
- Jan Jansohn (baixo)
- Lars Wehner (bateria)

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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Rival Sons - Hollow Bones (2016)


Rival Sons - Hollow Bones (2016)
(Earache Records - Importado)


01. Hollow Bones Pt. 1
02. Tied Up
03. Thundering Voices
04. Baby Boy
05. Pretty Face
06. Fade Out
07. Black Coffee
08. Hollow Bones Pt. 2
09. All That I Want

Dessa geração surgida nos últimos anos e que aposta no Classic Rock, o Rival Sons é, ao menos do meu ponto de vista, a melhor banda disparada. O altíssimo nível de seus 4 álbuns anteriores é indiscutível e seu trabalho anterior, The Great Western Valkyrie (14), entra facilmente em uma lista de melhores álbuns de Rock/Metal lançados nos últimos 10 anos. Sua escolha para abrir a turnê de despedida do Black Sabbath não é simples coincidência.

Em Hollow Bones, seu novo trabalho, o Rival Sons conseguiu o que parecia impossível, superar o excelente álbum anterior. Com um Hard/Blues calcado nos anos 60 e 70 e influências de gigantes do período como Free, Led Zeppelin e The Who, nos deparamos aqui com algo magistral. Jay Buchanan está cantando melhor a cada dia e impressiona com seu desempenho, enquanto Scott Holiday está tranquilamente entre os principais guitarristas da atualidade. Seus riffs e solos são afiados e inspiradíssimos. São no mínimo viciantes e causam séria dependência. Já Dave Beste e Michael Miley estão ainda mais entrosados em estúdio do que no álbum anterior e transbordam peso, técnica e variedade.

Eu poderia simplesmente destacar o álbum inteiro e isso não soaria exagero, já que poderia soar injusto destacar uma ou outra faixa em um trabalho tão homogêneo e de qualidade tão ímpar. Ainda sim, vou apontar como minhas favoritas aqui as duas partes de “Hollow Bones”, “Tied Up”, “Thundering Voices”, “Baby Boy” e “Pretty Face”. Mas sinceramente, as demais não citadas estão no mesmo nível de qualidade destas.

A produção é soberba e alia modernidade a um clima vintage, que remete diretamente aos anos 60 e 70, tendo sido feita novamente por Dave Cobb (California Breed, Europe, Chris Cornell). Já a capa é uma verdadeira obra de arte e está entre as mais belas que vi esse ano. Cortesia de Martin Wittfooth (vale a pena pesquisar sobre o trabalho dele). Se em The Great Western Valkyrie, afirmei que ele é um dos melhores trabalhos dos últimos 10 anos, agora, com Hollow Bones o buraco é mais embaixo. Um álbum que entra tranquilamente entre os melhores lançados no meio do Rock/Metal nas últimas duas décadas. Obrigatório, clássico e, até o momento, o melhor álbum de 2016.

Ah, e a melhor parte é que no dia 10 de Agosto, a Hellion estará lançando Hollow Bones no Brasil em versão digipack, idêntica a importada. Definitivamente imperdível!

NOTA: 9,5

Rival Sons é:
-  Jay Buchanan (vocal)
-  Scott Holiday (guitarra)
-  Dave Beste (baixo)
-  Michael Miley (bateria)

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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Imperious Malevolence - Doomwitness (2013)


Imperious Malevolence - Doomwitness (2013)
(Rock Brigade Records - Nacional)


01. Rot In Peace
02. Antigenesis
03. Doomwitness
04. Nihilisticon
05. Priestsof Pestilence
06. Haeresi Apocalypsi
07. A Banquet In Hell
08. From Chaos Shall Rise
09. Nox
10. Mechanism of Mayhem
11. Seek For Mephisto
12. Doomwitness (bonus vídeo)

O Sul do Brasil sempre foi um dos grandes celeiros do Metal extremo no país e vindo de Curitiba, e desde seu surgimento em 1995, o Imperious Malevolence vem trilhando um caminho que fez dele uma das mais tradicionais bandas de nossa cena Death. Doomwitness, lançado em 2013, é seu 4º trabalho de estúdio e surgiu após um hiato de 7 anos, desde o lançamento de Where Demons Dwell. Nesse período a banda passou por algumas mudanças muito importantes, com as saídas do guitarrista Mano (Murder Rape) em 2008 e do vocalista Rafahell em 2012, membros fundadores do IM e a entrada do guitarrista Danmented (Axecuter) em 2010.

Coube ao batalhador Antônio Death (bateria) seguir em frente com o legado do Imperious e bem, os fãs certamente não se decepcionaram com Doomwitness. Sem enveredar por modismos e modernidades, o que temos aqui é aquele Death Metal brutal e técnico (com uma pequena queda para o Black) que marca a carreira dos curitibanos. O peso e a agressividade imprimidos aqui pelo trio são capazes de assustar até mesmo aqueles mais acostumados com sonoridades mais extremas.

Na época estreando no posto de vocalista e baixista, Alex W.A. (atualmente o posto é ocupado por Fernando Grommtt) faz um belo trabalho, tanto nos guturais quanto no baixo, onde imprime linhas fortes e marcantes. Danmented despeja riffs afiados e certeiros, além de alguns solos muito bem trabalhados, enquanto Antônio esbanja velocidade, variedade, peso e mostra técnica na bateria. Dentre as 11 canções aqui presentes, destaque para “Rot In Peace”, “Doomwitness”, “Nihilisticon”, “Priests of Pestilence” e os três grandes destaques do álbum, a altamente técnica “From Chaos Shall Rise”, a densa “Mechanism of Mayhem” e “Seek For Mephisto”, cadenciada e brutalmente pesada.

Gravado no Avant Garde Studio, Doomwitness teve a produção de Maiko Tomé, que realizou um belíssimo trabalho, já que conseguiu deixar tudo 100% audível, mas sem tirar o peso e a agressividade da música do Imperious Malevolence. Já a bela capa foi obra de Anderson L.A. (Natureza Morta). Pesado, bruto, agressivo e técnico, Doomwitness mostra que mesmo sem inovações, é possível se fazer um puta álbum de Death Metal. Se por algum motivo ainda não possuir sua cópia, corra atrás porque vale a pena.

NOTA: 8,0

Imperious Malevolence (gravação):
- Alex W.A. (vocal/baixo/teclado)
- Danmented (guitarra)
- Antonio Death (bateria/teclado)

Imperious Malevolence é:
- Fernando Grommtt (vocal/baixo)
- Danmented (guitarra)
- Antonio Death (bateria)

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