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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!



Creinium – Project Utopia (2014) (EP)
(Inverse Records – Importado)

 
Praticando um Melodic Death Metal enriquecido com passagens de Metal Progressivo e Black Metal, o sexteto finlandês apresenta em seu EP de estréia bons riffs, solos com muita melodia, vocais variados e agressivos e ótimas linhas de teclados. Uma banda para se acompanhar de perto nos próximos anos, pois apresenta grande potencial. (7,5)



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Fear Of Domination – Distorted Delusions (2014)
(Inverse Records/Domination Music – Importado)


Na estrada desde 2006, esse é o terceiro trabalho desse sexteto finlandês muito interessante, que pratica um som variado e que têm como característica não se limitar. Na base de sua sonoridade, temos o Metal Industrial, mas incorporam também passagens de Melodic Death Metal e Black, deixando tudo muito dinâmico e envolvente. Uma banda que realmente merece ser conhecida. (8,5)



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Hiidenhauta – Noitia On Minun Sukuni (2014)
(Inverse Records – Importado)


Quando uma banda se propõe a uma sonoridade mais abrangente, acaba se colocando em uma situação de risco, já que nem sempre isso pode funcionar perfeitamente. É isso que ocorre com o Hiidenhauta em seu álbum de estréia. Adicionando dose de Folk e outros estilos ao seu Melodic Black Metal, até possuem boas músicas, mas as boas idéias da banda finlandesa acabam não sendo totalmente desenvolvidas, devido a certa falta de coesão do trabalho como um todo. Limitar um pouco seu espectro musical seria uma saída bem interessante, pois potencial a banda possui. (6,5)



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Magenta Harvest – Volatile Waters (2014)
(Inverse Records – Importado)


Banda formada por membros e ex-membros de bandas como ...and Oceans, Havoc Unit e Finntroll e que pratica um Death Metal  de muita qualidade, com boas doses de melodia, ótimos riffs e vocais e um grande trabalho de baixo e bateria. Com uma influência visível da escola sueca, podem não apresentar nada de muito novo, mas vão agradar em cheio os apreciadores do estilo. Pela qualidade dos músicos envolvidos e pelo potencial demonstrado nesse Cd de estréia, ainda vamos ouvir falar muito do Magenta Harvest. (8,5)



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Almøst Human - Almøst Human (2012) (EP)
(Independente – Importado)


Banda da Suíça que aposta em um Metal moderno, com potencial para agradar o mercado americano, colocando no mesmo caldeirão estilos como Nu Metal, Industrial, Eletrônica, Metal Alternativo, gerando assim uma sonoridade bem interessante e mostrando não ter medo de explorar novos horizontes para sua música. Se curte bandas como Stone Sour, Mudvayne, Korn ou SOAD, o Almost Human tem tudo para te agradar. Como esse é um trabalho de 2012, imagino que já tenham material pronto para lançar um álbum completo. Que isso não demore. (8,0)



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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Goatlove – The Goats Are Not What They Seem (2012)




Goatlove – The Goats Are Not What They Seem (2012)
(Independente - Nacional)

01. Brand New Horse
02. Beautiful Bomb
03. Here She Comes (Hot Stuff)
04. Blade Of Love
05. Desperate Passion
06. Kill Somebody
07. Ultramarine Dog
08. Automatic Fire
09. I Don’t Believe
10. St. Pity
11. Devil Sun

Em 2007, o vocalista Roger Lombardi (Sunset Midnight) resolveu explorar novas fronteiras fora do Metal Gótico. O resultado disso foi o Goatlove, banda que segundo seus integrantes, pratica o Goat ‘N’ Roll e lançou seu debut (não por acaso, este álbum que resenho) em 2012. Imagino que nesse exato momento, você, leitor, deve estar se perguntando o que exatamente seria esse estilo. Calma, calma, não criemos pânico, pois tratarei de situar (ou ao menos tentar) você, prezado amigo. Goat ‘N’Roll seria uma mistura da pegada do Hard Rock com aquela melancolia típica do Gótico. Conseguiu sacar? Não? Tente imaginar uma banda de Hard Rock, com um som carregado de energia e com Andrew Eldritch (The Sisters Of Mercy) nos vocais. Uma proposta no mínimo diferente.
Não vou negar que de início, estranhei um pouco a sonoridade do Goatlove. Roger é um grande vocalista, sua voz grave e carregada de melodia se destaca, mas em um primeiro momento parece não combinar com o instrumental. Essa impressão acaba durando muito pouco tempo e antes do final da faixa de abertura, “Brand New Horse”, você não só já se acostumou com essa característica toda particular, como também já estará se divertindo demais com os ótimos riffs que a música possui. O som despojado, totalmente descompromissado e altamente dançante do Goatlove acaba por ser altamente empolgante. Faixas como “Beautiful Bomb” (puta refrão grudento), “Here She Comes (Hot Stuff)” (melhor faixa do álbum e com participação de Anita Cecília Pacheco nos vocais), “Blade of Love” (bem gótico anos 80), “Kill Somebody” (Hardão pesado), “Ultramarine Dog” e “Automatic Fire” transbordam energia e fazem até um defunto sair se mexendo pela sala.
A produção, a cargo do guitarrista Marco Nunes, deixou o som bem cru e espontâneo, combinando totalmente com o tal do Goat ‘N’ Roll praticado pela banda. A voz de Roger, que no começo da audição pode causar um estranhamento, acaba se mostrando o grande diferencial do Goatlove, já que imprime muita melodia e até certa malícia nas músicas. Se você tem a cabeça mais aberta e não é desses radicalóides, The Goats Are Not What They Seem é um álbum altamente indicado. O novo trabalho está programado para sair agora em 2014, então só resta esperar e torcer para que seja tão bom quanto seu debut.

NOTA: 8,5






terça-feira, 27 de agosto de 2013

Broken & Burnt – Let The Burning Begin (2012)




Broken & Burnt – Let The Burning Begin (2012)
(Independente - Nacional)

01. Short – Sighted Solution
02. Break & Burn
03. Hatred Song
04. The New Me
05. Bleed
06. The Bait I Won’t Bite
07. Those Down (Shall Rise)
08. Tell Me No Lies
09.
Hate Will Grow

Em um passado nem tão distante assim, uma banda necessitava de anos e anos de estrada para conseguir angariar condições de lançar um álbum. Algumas, mesmo tendo qualidade para isso, sequer conseguiam chegar a gravar algo. Felizmente, com todo o desenvolvimento tecnológico dos últimos anos, se tornou muito mais fácil para bandas registrarem seu material independentemente de seu tempo de estrada. É nesse grupo que se encaixa os capixabas do Broken & Burnt. Formado apenas em 2011, já lançaram um EP, Hate Will Grow (2011) e ano passado, seu debut, Let The Burning Begin. Por mais que alguns possam julgar temeroso uma banda com tão pouco tempo já partir para estúdio e lançar um álbum, quando se tem qualidade e talento, isso deixa de ser um problema.
A proposta aqui é, em sua base, o Groove Metal (ou Alcoholic Groove Metal, como eles se definem) que marcou bandas noventistas como Pantera e Machine Head, mas é possível também pescarmos muito de Stoner Metal nas composições do Broken & Burnt. Apesar de suas influências serem bem latentes, em momento algum soam como simples cópias de nomes consagrados do estilo, conseguindo imprimir uma personalidade ao seu som, algo raro em uma banda com tão pouco tempo de estrada. As guitarras estão bem sujas e agressivas e apresentam um bom trabalho de riffs e base, a cozinha mostra muito entrosamento e diversificação e os vocais em alguns momentos podem te remeter a Metallica. O álbum é bem coeso e equilibrado, mas destacaria a abertura com “Short – Sighted Solution”, que possui um refrão marcante, “Break & Burn” bem trabalhada e que remete a Pantera, “Hatred Song”, bem porrada e direta e “Tell Me No Lies”, cadenciada e com certeza a melhor de todo álbum.
O único ponto passível de resalva aqui é a produção do álbum, bem mediana. É algo que provavelmente terá que ser melhorado no futuro. Se o Broken & Burnt não reinventa a roda em Let The Burning Begin, também passa longe de decepcionar. Demonstrando muito potencial, nos deixa ansiosos pelo seu segundo trabalho, que ao que tudo indica, deve sair no primeiro semestre de 2014.