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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Offal – Macabre Rampages and Splatter Savages (2010)




Offal – Macabre Rampages and Splatter Savages (2010)
(Black Hole Productions – Brasil)

01. Offal (Instrumental)
02. Feast For The Dead
03. Trial Of The Undead
04. Putr-essence
05. The Eyegouging
06. The Cold Grips Of Death
07. Flesh Freak (Instrumental)
08. Mortuary Waste
09. Onslaught Of Dismemberment
10. Deep Red – The Blood Is Running Cold (Instrumental)
11. Death’s Curse
12. Terrore In Giallo (Instrumental)

Quando peguei o CD dos curitibanos do Offal em mãos, de cara imaginei que se tratava de uma banda que apostava suas faixas no Gore/Grind. Capa do Cd, encarte, título do mesmo e das músicas. Mas quando o dito cujo começou a rodar no PC pude constatar que estava parcialmente enganado. Óbvio, o Gore está presente a todo o tempo, já que as letras são totalmente baseadas em obras do cinema B mundial de mestres como Dario Argento, Joel M. Reed e outros, mas musicalmente falando, temos um Death Metal Old School bem na linha dos mestres do Autopsy, com partes mais lentas e algumas mais velozes, mas sem soarem extremas. Mas não se engane pensando que o Offal é um simples clone da lenda americana já que você vai ter referências a outras bandas do metal extremo desse período, como Carcass, Master, Bolt Thrower, dentre outras.
Macabre Rampages and Splatter Savages tem algumas particularidades bem interessantes. Quatro de suas músicas são instrumentais e as introduções de várias faixas foram tiradas de filmes clássicos do estilo. Isso tudo, somado ao clima das músicas, faz o ouvinte mergulhar naquela atmosfera típica do cine trash e se imaginar até mesmo dentro de um filme. “Offal”, instrumental que abre os trabalhos, serve para preparar você para o massacre que virá. Daí em diante, temos uma aula de Death Old School, pesado, pútrido, com riffs muito bem construídos e uma sonoridade pesada e densa. Vale a pena destacar “Feast For The Dead”, com sua pegada bem Old School, “The Eyegouging”, um Grind/Gore de menos de 1 minuto simplesmente irretocável, “Mortuary Waste”, para mim a melhor de todo o álbum, com um ótimo riff e uma levada empolgante, Death’s Curse, a mais porrada de todas e as instrumentais “Deep Red – The Blood Is Running Cold”, totalmente obscura, e “Terrore In Giallo”, que encerra os trabalhos e vai mergulhar o ouvinte num pesadelo angustiante com seus gritos desesperados retirados dos clássicos de Argento, Phenomena e Suspiria.
Lançado no ano de 2010 via Black Hole Productions, o trabalho conta com uma ótima gravação, que deixou tudo bem audível e pesado. Macabre Rampages and Splatter Savages cumpre muito bem sua função e nos faz esperar ansiosos pelo próximo trabalho completo do Offal, já que nesse período a banda não só lançou alguns splits como também seus membros trabalharam com suas inúmeras bandas paralelas. Indicados para todos os fãs de Metal Extremo Tradicional e que não curtem invencionices no som.

NOTA: 8,5

Black Hole



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Expurgo – Burial Ground (2010)




Expurgo – Burial Ground (2010)
(Black Hole Productions – Brasil)

01. Blast of Truth
02. Only the Depressive Trades
03. No Chance to Refuse
04. Affected by Disequilibrium
05. Trapped
06. Nothing Becomes Ruin
07. Palestine Guts
08. Brain Pulsing
09. Human Hardware Dysfunction
10. Plasma Arc
11. Interruption Request
12. Aufklärung
13. End of Line
14. Madness and Reason
15. Spell or Xenophobism
16. Sofrer em Paz
17. Sense Power, be Dead!
18. Exploitation
19. Condemned
20. Time Rips Us Out
21. Worthless Anger
22. Purging the Phlegm
23. One Day of Terror
24. Chaotic State of Addiction
25. Spread Our Cancer
26. Não (Part. 1)
27. Regurfecontovoremintocegues
28. Não (Part. 2)
29. Grey Waste II - O Cocito

A cena do Metal extremo nacional sempre rendeu ótimos nomes e Minas Gerais talvez seja nosso maior celeiro de “podreiras”. Criada em 2003 e com varias Demos e Splits lançados, o Expurgo, a cada ano que passa, vem se destacado mais e mais entre aqueles que apreciam um bom Grindcore e Burial Ground, lançado em 2010, é até agora seu primeiro e único álbum completo. 

Apostando em um Grindcore com pitadas de Death/Crust e perceptíveis influências de grandes nomes do estilo como Nasum, Napalm Death, Extreme Noise Terror e Terrorizer, o Expurgo nos presenteou com um trabalho de altíssimo nível e que irá agradar em cheio os fãs do estilo. São 29 faixas em menos de 40 minutos, riffs velozes, muito peso e sujeira e uma agressividade absurda que fica ainda mais intensa devida a alternância dos vocais entre Egon e Philipe. O massacre começa com a ótima “Blast of Truth” e continua em uma sequência impiedosa, com a ótima “Only the Depressive Trades”, “No Chance to Refuse”, “Affected by Disequilibrium” e a porradaria Crust/Death de “Trapped”. O ouvinte certamente irá se lembrar do grande Napalm Death ao escutar as excelentes “Palestine Guts” e “Brain Pulsing”. O ponto alto desse trabalho se dá na excelente “Sofrer em Paz”, uma das poucas cantadas em português e que para mim já nasceu como um clássico do grindcore nacional. Também podemos citar aqui como destaques “Human Hardware Dysfunction”, com ótimos riffs, a Grind/Crust “Aufklärung”, “Purging the Phlegm” e “Regurfecontovoremintocegues” (que raio de nome é esse?). Outros pontos que tenho a obrigação de destacar são a ótima produção, que deixou tudo muito audível, mas sem tirar o peso e a sujeira característicos do estilo e o excelente trabalho gráfico, a cargo de Anderson L.A. e Fernando Camacho. Muito legal mesmo!

Presenteando-nos com um Grindcore violento, pesado, ritmado e de alto nível, em momento algum Burial Ground soa cansativo, mesmo para aqueles ouvintes que não curtem muito propostas mais extremas, algo raro de se ocorrer, afinal, são quase 30 músicas em um espaço relativamente curto de tempo. Definitivamente, um dos grandes nomes do underground extremo nacional!

NOTA: 8,5

http://blackholeprods.com