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segunda-feira, 18 de junho de 2018

The Dead Daisies - Burn It Down (2018)


The Dead Daisies - Burn It Down (2018)
(SPV/Shinigami Records - Nacional)


01. Resurrected
02. Rise Up
03. Burn It Down
04. Judgement Day
05. What Goes Around
06. Bitch (Rolling Stones Cover)
07. Set Me Free
08. Dead And Gone
09. Can’t Take It With You
10. Leave Me Alone
11. Revolution (Beatles Cover)

Desde que surgiu em 2013, pelas mãos do guitarrista David Lowy e do vocalista Jon Stevens (ex-INXS), o The Dead Daisies sempre chamou a atenção por dois motivos: a quantidade de grandes músicos envolvidos e a qualidade de suas músicas. Atualmente formado por John Corabi (vocal, ex-Mötley Crüe), Lowy (guitarra), Doug Aldrich (guitarra, ex-Dio, ex-Whitesnake, ex-Foreigner), Marco Mendoza (baixo, ex-Blue Murder, ex-John Sykes, ex-Ted Nugent, ex-Whitesnake) e Deen Castronovo (bateria, ex-Journey, ex-Ozzy Osbourne, ex-Steve Vai, ex-Paul Rodgers, ex-Tony MacAlpine, ex-Cacophony, dentre outros), esse último estreando em estúdio, chegam ao seu 4º trabalho de estúdio, Burn It Down, sucessor do ótimo Make Some Noise (16).

Para quem por acaso desconhece o The Dead Daisies, o quinteto pratica um Hard Rock Clássico, carregado de energia e com uma pegada mais voltada para os anos 70. Em Burn It Down podemos observar que sua música não só está mais sólida que nos trabalhos anteriores, como também soa mais pesada, despojada e crua. E isso, meus amigos, acabou por fazer um bem danado aos caras. Corabi está cantando de uma forma absurda, e só não ganha o posto de principal destaque individual porque David Lowy e, principalmente, Doug Aldrich soam monstruosos. O trabalho das guitarras aqui foi elevado a um outro nível se comparado com os álbuns anteriores. Na parte rítmica, Mendoza e Castronovo transbordam competência e categoria, algo mais do que esperado.

De cara, já temos uma sequência arrasa quarteirão, com as excelentes “Resurrected”, ruidosa, enérgica e com riffs pesados, e a cativante “Rise Up”, forte candidata a se tornar um hino da banda, e que vai te fazer bater a cabeça involuntariamente. “Burn It Down” tem uma levada mais cadenciada e uma saudável influência de Blues, além de um refrão que te pega de primeira. Essas características também se fazem presentes em “Judgement Day”, que mescla Hard Rock com o bom e velho Southern Rock. “What Goes Around” é uma canção forte, com um ótimo trabalho de guitarras, que vai te remeter invariavelmente ao Led Zeppelin, além de um baixo marcante.


Uma característica marcante do The Dead Daisies é a sua capacidade ímpar de recriar temas de outros artistas. E é assim que eles abrem a segunda metade do álbum, com uma versão simplesmente fantástica de “Bitch”, do Rolling Stones. “Set Me Free” é uma “balada” com aquela pegada sulista, que me fez pensar em Lynyrd Skynyrd e congêneres, além de possuir ótimos arranjos vocais. “Dead And Gone” é outra que tem o Led Zeppelin em seu DNA, se destacando não só pelo trabalho das guitarras, como também por uma saudável dose de sujeira. Na sequência final, temos “Can’t Take It With You” e seu refrão fácil, que te fisga já na primeira audição, “Leave Me Alone”, com um groove que a faz soar como uma mescla de AC/DC com Aerosmith e mais uma versão matadora, desta vez para “Revolution”, dos Beatles.

Com produção de Marti Frederiksen (Aerosmith, Def Leppard, Mötley Crüe, Ozzy Osbourne, Foreigner), mixagem de Anthony Focx (Queensrÿche, Newsted, Foreigner, Santana, Night Ranger) e masterização de Howie Weinberg (Rush, Anthrax, Metallica, Uriah Heep, Celtic Frost, Dream Theater), o resultado final de Burn It Down é excelente, já que apesar de tudo claro e audível, não abriram mão de uma dose de sujeira, deixando assim tudo mais orgânico. Capa e design ficaram por conta de Sebastian Rohde (Iced Earth, Prong, In Extremo). No fim, o The Dead Daisies presenteia seus fãs com seu melhor trabalho até o momento, dando uma verdadeira aula do bom e verdadeiro Rock and Roll. Um dos melhores álbuns de 2018, e presença obrigatória na coleção de qualquer apreciador de boa música.

NOTA: 90

The Dead Daisies é:
- John Corabi (Vocal);
- David Lowy (Guitarra);
- Doug Aldrich (Guitarra);
- Marco Mendoza (Baixo);
- Deen Castronovo (Bateria).

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

The Dead Daisies - Make Some Noise (2016)


The Dead Daisies - Make Some Noise (2016)
(Shinigami Records - Nacional)


01. Long Way To Go
02. We All Fall Down
03. Song and a Prayer
04. Mainline
05. Make Some Noise
06. Fortunate Son (Creedence Clearwater Revival cover)
07. Last Time I Saw the Sun
08. Mine All Mine
09. How Does it Feel
10. Freedom
11. All the Same
12. Join Together (The Who cover)

Chamar o The Dead Daisies de supergrupo não me soa muito justo. Fundado em 2012, pelas mãos do guitarrista David Lowy e do vocalista Jon Stevens (INXS), talvez o mais correto seja os chamar de um supercoletivo. Além de sua formação atual, que conta com John Corabi (vocal, ex-Mötley Crüe), Lowy (guitarra), Doug Aldrich (guitarra, ex-Dio, ex-Whitesnake, ex-Foreigner), Marco Mendoza (baixo, ex-Blue Murder, ex-John Sykes, ex-Ted Nugent, ex-Whitesnake) e Brian Tichy (bateria, ex-Billy Idol, ex-Foreigner, ex-Whitesnake, ex-Glenn Hughes, ex-Ozzy Osbourne), já passaram em algum momento pela banda músicos do calibre de Richard Fortus (Guns N' Roses), Darryl Jones (The Rolling Stones), Dizzy Reed (Guns N' Roses), Charley Drayton (The Cult), John Tempesta (The Cult), Frank Ferrer (Guns N' Roses), Alex Carapetis (Nine Inch Nails), Tommy Clufetos (Ozzy Osbourne, Black Sabbath), Damon Johnson (Alice Cooper, Thin Lizzy), dentre alguns outros.

Outro fato curioso e que vale a pena citar, é que o The Dead Daisies foi a primeira banda ocidental de Rock a tocar em Cuba, depois que Barack Obama reestabeleceu relações diplomáticas com a ilha. Através de um convite do Ministério da Cultura cubano, do Instituto Cubano de Música e da Agência Cubana de Rock, passaram uma semana no país, fizeram um show para 6 mil pessoas e gravaram um documentário, que foi lançado posteriormente. Além disso, Make Some Noise é seu 3º álbum completo de estúdio, além de já terem soltado mais 2 EP’s, 9 singles e estarem preparando seu primeiro trabalho ao vivo. Em suma, os caras são incansáveis.


Make Some Noise pode e deve ser definido de uma forma bem simples: uma celebração ao Rock and Roll. Apostando em um Hard Rock simples, que transita entre o Classic Rock, o Hard e o Sleaze, sem invenções e carregado de energia, acabaram forjando canções que são perfeitas para serem tocadas ao vivo, verdadeiras odes ao estilo. O trabalho vocal de Corabi é excelente e em alguns momentos, vai te remeter a Steven Tyler. Já Lowy e Aldrich se saem muito bem, despejando ótimos riffs e soando como uma mescla de AC/DC com Aerosmith. Certamente deixaram Angus Young e Joe Perry muito felizes. Já na parte rítmica, Marco Mendoza e Brian Tichy brilham com a categoria que lhes é esperada, em um trabalho bem sólido, pesado e diversificado.

Lembra da mescla de AC/DC com Aerosmith citada logo acima? Bem, ela fica evidente já na primeira música, “Long Way To Go”. Crua, enérgica, é um dos destaques aqui. As influências de Tyler & cia voltam a dar as caras em ótimas faixas, como “We All Fall Down” (com seu refrão grudento), “Mainline” (com um pé no punk), “Last Time I Saw the Sun” e “All the Same”. Nos covers para  “Fortunate Son”, do Creedence Clearwater Revival, e “Join Together”, do The Who, optaram corretamente por não inventar, colocando apenas mais peso nas canções. Ponto para eles. Mas o grande destaque aqui fica realmente com “Make Some Noise”, grudenta e moldada para ser tocada em grandes arenas, levantando todo o público. É difícil não se empolgar com a mesma.

Em tempos nos quais a música parece ficar cada vez mais complexa, com artistas buscando expandir cada vez os limites de seus trabalhos, é bom demais se deparar com um álbum como Make Some Noise. Talvez aqui esteja a prova cabal de que sim, o sentido do Rock está na simplicidade. Uma verdadeira celebração ao estilo.

NOTA: 9,0

The Dead Daisies é:
- John Corabi (vocal);
- David Lowy (guitarra);
- Doug Aldrich (guitarra);
- Marco Mendoza (baixo);
- Brian Tichy (bateria)

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