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sábado, 20 de setembro de 2025

Helloween - Giants & Monsters (2025)



Helloween - Giants & Monsters (2025)
(Reigning Phoenix Music)

01. Giants On The Run 
02. Savior Of The World 
03. A Little Is A Little Too Much 
04. We Can Be Gods
05. Into The Sun
06. This Is Tokyo
07. Universe (Gravity For Hearts)
08. Hand Of God
09. Under The Moonlight
10.Majestic 

Admito que não fiquei muito animado quando o Helloween anunciou a “Pumpkins United”. Embora a banda viesse de bons álbuns, era um material que passava longe de seu material clássico, o que me levou a um certo afastamento com relação ao seu trabalho. A única coisa que consegui pensar é que aquilo me cheirava a uma tentativa de arrancar uns trocados de fãs mais saudosistas antes de se aposentarem. Os shows ocorreram, anunciaram um álbum de estúdio e, mais uma vez, a minha empolgação foi zero.

Então veio Helloween (2021) e eu, de certa forma, quebrei a cara. Ok, pode não ser um trabalho que vá entrar para o hall de clássicos da banda, tem suas ressalvas, mas ainda assim é um grande álbum, desses que empolga e diverte o fã. Estava ali a prova de que a “Pumpkins United” tinha muito ainda a acrescentar à história dos alemães. Sendo assim, não vou negar, fiquei na expectativa por “Giants & Monsters” quando soube do seu futuro lançamento, mesmo que ainda estivesse com um pé atrás, afinal, quem poderia garantir que acertariam novamente.

Completando 40 anos desde o lançamento do clássico “Walls of Jericho”, ouso dizer que o Helloween se encontra em seu auge criativo, mesmo que não tenham voltado a entregar um novo Keeper. Dito isso, “Giants & Monsters” consegue, ao menos para mim, superar o seu antecessor em qualidade, o que, convenhamos, não é pouca coisa.

O álbum já abre em grande estilo, nos presenteando com o bom e velho Helloween do qual tanto gostamos. “Giants On The Run” é variada, melódica, tem um refrão forte e uma dinâmica vocal absurda, algo óbvio quando você tem na sua formação 3 dos melhores vocalistas da história do Metal (goste você ou não, Deris é sim um dos grandes). É uma música que poderia estar nos primeiros álbuns da banda, algo que também podemos dizer de “Savior Of The World”, que vem logo na sequência. É aquela sonoridade clássica, que, se fosse feita por outra banda, talvez chamássemos de clichê. Mas, meu querido, isso aqui é o Helloween, foram eles que criaram tudo isso, é óbvio que eles iriam conseguir escapar de qualquer armadilha nesse sentido. Ótima música!

“A Little Is A Little Too Much” é uma canção com pegada mais Hard Rock, mais simples que as antecessoras, teclados bem encaixados, boas melodias, mas que, pessoalmente, não me empolgou tanto. É ruim? Não, afinal, com os nomes aqui envolvidos, é óbvio que vai ter qualidade, mas achei um pouco abaixo. Felizmente, na sequência, nos presenteiam com mais uma faixa clássica, “We Can Be Gods”. Veloz, pesada, melódica, guitarras fortes e refrão que te pega de primeira, tem tudo para agradar os fãs e fazer parte das apresentações da banda. Fechando a primeira metade do álbum, temos “Into The Sun”, aquela balada dramática e marota que não poderia faltar. Originalmente gravada para o álbum anterior, mas descartada, foi retrabalhada, regravada e agora finalmente “vê a luz do dia”.

Não vou mentir, das músicas apresentadas antes do lançamento, “This Is Tokyo” foi a que menos me empolgou. Depois de ouvi-la dentro do contexto do álbum, continuo com a mesma sensação, por mais que sim, ela tenha suas qualidades com sua pegada mais Hard e boas melodias. Indo da que menos empolgou para a que mais me empolgou, temos a maravilhosa “Universe (Gravity For Hearts)”. Explosiva, nos presenteia com ótimos vocais, riffs fortes, velocidade, melodia, bateria pulsante e refrão moldado para ser cantado junto. São 8 minutos que passam em 4, o que já mostra toda a sua qualidade.

A sequência final começa dando uma leve caída com “Hand Of God”, que remete diretamente ao Helloween fase Andi Deris, com um ar mais “obscuro”, sintetizadores bem encaixados e refrão que chama a atenção, sendo seguida por “Under The Moonlight”, possivelmente a mais “comum” de todo o álbum, mas ainda longe de ser descartável. Entrega boas melodias e mais um bom refrão. Eis que então surge a majestosa “Majestic”, provavelmente a melhor música do Helloween nessa volta. Curiosamente, ela foi originalmente composta por Kai Hansen para o Gamma Ray e deveria ter saído no álbum de mesmo título, de 2005, mas não havia sido finalizada e estava guardada em um HD. Seria uma injustiça não ter sido lançada, pois temos aqui Heavy Metal da melhor qualidade, épico, pesado, mas sem abrir mão das melodias, com ótimos riffs e solos e espaço para todos brilharem. Tem todos os elementos para se tornar um novo clássico da banda.

Durante toda a audição, fica muito evidente que todos estão se divertindo muito com essa reunião, já que as músicas conseguem passar isso. É um álbum variado, dinâmico, que passeia com naturalidade pelas fases da banda, mantendo um alto nível de qualidade na maior parte do tempo. Algumas coisas me chamaram a atenção positivamente, como, por exemplo, a duração do álbum. Com 10 músicas, mas da metade delas com 4 minutos ou menos, dura exatamente o que deveria durar, sem faixas desnecessárias, apenas para “encher linguiça” e completar o tempo de um CD. São cerca de 50 minutos com músicas que vão direto ao ponto; só entraram as que realmente eram boas.

A forma como tudo aqui foi muito bem dividido também é um destaque. Com 3 vocalistas de alto nível, souberam explorar o que cada um tem de melhor, com Kiske, Deris e Hansen brilhando em suas aparições. O mesmo vale para os 3 guitarristas, que têm aqui todo o seu potencial explorado, dando uma aula de como isso deve ser feito. Ao final, o Helloween consegue mostrar toda a sua força e prova de uma vez por todas que, ao contrário de alguns medalhões por aí, ainda tem muita lenha para queimar em futuros lançamentos.

Helloween é:
Michael Kiske (Vocal)
Andi Deris (Vocal)
Kai Hansen (Guitarra/Vocal)
Michael Weikath (Guitarra)
Sascha Gerstner (Guitarra)
Michael Großkopf (Baixo)
Dani Loeble (Bateria)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

The Unity - The Unity (2017)


The Unity - The Unity (2017)
(Shinigami Records/SPV/Steamhammer - Nacional)


01. Rise And Fall
02. No More Lies
03. God Of Temptation
04. Firesign
05. Always Just You
06. Close To Crazy
07. The Wishing Well
08. Edens Fall
09. Redeemer
10. Super Distortion
11. Killer Instinct
12. Never Forget

O Love.Might.Kill foi uma banda de Melodic Heavy Metal alemã que durou de 2010 a 2015, tendo lançado 2 álbuns de estúdio, Brace for Impact (11) e 2 Big 2 Fail (12). Entre seus membros, contava com o baterista Michael Ehré, que, no mesmo ano do lançamento do segundo trabalho, assumiu as baquetas do Gamma Ray. Guarde bem essa informação, pois ela será de grande valia mais à frente. Pois bem, foi no gigante do Power Metal alemão que Ehré travou grande amizade com o guitarrista Henjo Richter, com quem resolveu formar o The Unity no ano de 2016, até porque, convenhamos, com Kai Hansen excursionando mundo afora com o Helloween, a agenda do Gamma Ray não será tão movimentada por algum tempo.

Mas bem, como uma banda não se faz apenas de um guitarrista e um baterista, fazia-se necessário encontrar outros músicos para dar sequência ao The Unity. Foi então que Ehré resolveu chamar seus ex-companheiros de Love.Might.Kill, exceto o guitarrista Christian Stöver (por motivos óbvios, mas que ainda assim ajudou na composição de duas músicas e com guitarras adicionais na gravação) para completar o time. E assim, com a chegada de Jan Manenti (vocal), Stefan Ellerhorst (guitarra), Jogi Sweers (baixo) e Sascha Onnen (teclado), partiram para a composição do seu autointitulado debut.

Quando você pensa em uma banda que conta com 2 membros do Gamma Ray, a primeira coisa que vem à sua cabeça é um típico álbum de Power Metal Melódico, com todos os elementos que sempre marcaram a escola alemã do estilo. É uma questão de lógica. Só que atentem bem para um detalhe muito importante: sim, são 2 membros do Gamma Ray, mas também estamos falando de 5 ex-membros do Love.Might.Kill (com um 6º como colaborador) e, sendo assim, aquela lógica inicial acaba subvertida, pois é justamente a sonoridade da ex-banda de Ehré que predomina por aqui. Claro, existem alguns momentos mais Power aqui e ali, mas os mais familiarizados com a proposta do L.M.K sabem exatamente o que encontrarão aqui: um Heavy Metal carregado de melodias e com um pé no Melodic Hard Rock/AOR.


Isso é ruim? De forma alguma, pois é justamente por fugir da obviedade inicial que o debut do The Unity acaba sendo tão legal. Os vocais de Jan Manenti se destacam não só pelo belo timbre e pela variedade, como também por conseguir transpor para as canções a emoção que as mesmas pedem. A dupla formada por Henjo e Stefan Ellerhorst realiza um belíssimo trabalho nas guitarras, com bons riffs e ótimos solos, sempre carregados de muita melodia e sim, de certo acento pop aqui e ali. A parte rítmica, com Jogi Sweers e Ehré faz bem seu trabalho, entrosada e muito coesa, enquanto o tecladista Sascha Onnen encaixa muito bem seu instrumento nas canções, chegando até mesmo a comandar algumas delas.

São 12 canções que primam principalmente pelas boas melodias. Existem alguns altos e baixos aqui e ali, mas nada que realmente comprometa o resultado como um todo. Entre os destaques, poderia citar a sequência de abertura, com “Rise And Fall”, com uma tendência ao Power, boas melodias, bastante energia e refrão grudento, “No More Lies”, que mescla Dio da fase Dream Evil com Hard/AOR, sendo outra cujo refrão vai ficar na sua cabeça por dias, a ótima “God Of Temptation”, épica, pesada e que vai te remeter aos melhores momentos do Black Sabbath na fase Tony Martin (poderia estar sem força alguma no Headless Cross) e a mais que bombástica “Firesign”, faixa forte e cativante. É obrigatório também citar a excelente “Killer Instinct”, canção bem equilibrada, com uma pegada um pouco mais cadenciada e um riff daqueles marcantes.

A produção foi realizada pela própria banda, com mixagem e masterização realizadas por Miquel A. Riutort, no Psychosomatic Recording Studio. O resultado final foi muito bom, com tudo claro, limpo e audível, mas sem perder o peso. Já a capa é trabalho de Alexander Mertsch (Deep Purple, Savatage, Stratovarius, Gamma Ray), tendo ficado bem legal. Então se curte um híbrido entre Metal melódico, Hard e AOR, com melodias e refrões grudentos, o álbum de estreia do The Unity é mais do que indicado para você! Acima de tudo, um trabalho que rende bons minutos de diversão!

NOTA: 8,0

The Unity é:
- Jan Manenti (vocal);
- Henjo Richter;
- Stefan Ellerhorst (guitarra);
- Jogi Sweers (baixo);
- Michael Ehré (bateria);
- Sascha Onnen (teclado).

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