quinta-feira, 7 de abril de 2016

The Goths - The Death (2016)


The Goths - The Death (2016)
(Independente - Nacional)


01. The Death
02. Killing Your Fate
03. Kingdom of Sorrow
04. Waiting for Changes
05. Me… My Own Enemy
06. Strange Way of Living
07. Nightmares in Your Head
08. Too Late

Por mais que o Brasil tenha sonoridades mais extremas em seu DNA metálico, isso nunca impediu que aparecessem por aqui bandas de qualidade se enveredando por sonoridades mais tradicionais e melódicas. Surgido no ano de 2004 na cidade de Campinas/SP, o The Goths, que chega a seu trabalho de estréia, se envereda exatamente por esses caminhos. E bem, isso é algo louvável, ao menos do meu sincero ponto de vista.

Aqui nos deparamos com uma música que transita entre o Heavy e o Thrash, mantendo um pé em sonoridades mais Old School e o outro nas mais modernas, o que acaba por dar um ar mais atual a seu trabalho. De cara um ponto chama muito a atenção e permeia toda a audição de The Death, que é a similaridade assustadora dos vocais de Felipe Disselli com os de James Hetfield. Por mais que o mesmo seja um pouco mais grave, a sombra de James e do Metallica, principalmente sua fase mais melódica (entenda-se Black Album), se faz presente com certa intensidade em diversos momentos. Não chega a soar como cópia, longe disso, mas em algumas ocasiões me atrapalhou a detectar outras influências que se fazem presentes aqui, como Megadeth, Anthrax e algo de NWOBHM (prestem atenção nos riffs).

Tecnicamente falando, ouvimos muita qualidade aqui. O trabalho de guitarras é muito bom, tendo ficado a cargo de Felipe e Bruno Gusman (o posto hoje é ocupado por Felipe Hervoso). Boas bases, riffs fortes e como já dito, com influência de Metal Tradicional e algumas melodias simplesmente grudentas. Os caras estão de parabéns! Já a parte rítmica mostra bastante solidez, com o baixo de Fabio Ferrucio, que gravou o álbum (hoje o posto de baixista pertence a Will Costa) se mostrando bem marcante e a bateria de Lucas Disselli dando peso e diversidade as canções.

Das 8 músicas presentes aqui, a única que realmente não me agradou foi a power ballad "Waiting for Changes". Me soou desinteressante e vai ser aquela faixa que de hoje em diante vou pular quando for escutar o CD. Em contrapartida, "The Death", "Killing Your Fate", "Me… My Own Enemy" e "Strange Way of Living" (Imaginem um Metallica com suas influências NWOBHM escancaradas) te fazem esquecer por completo de tal deslize, já que possuem muita qualidade.

A produção ficou a cargo de Renato Napty e conseguiu equilibrar muito bem peso e melodia. Me incomodou um pouco o que considerei como um certo excesso de crueza na mesma, algo que pode vir a ser um pouco mais refinado no próximo álbum, mas nesse ponto talvez estejamos falando muito mais de um gosto pessoal meu e com certeza a sonoridade de The Death vai agradar a muita gente. A parte gráfica também mostra muita qualidade, com uma capa bem legal de Marcelo Nespit e fotos por Maya Rossi.

Claro que arestas sempre devem ser aparadas aqui e ali, ainda mais nesse caso que se trata de um trabalho de estréia e no caso do The Goths, a similaridade com a fase Black Album do Metallica que ocorre em algumas passagens é algo que pode ser lapidado, mas nem de longe isso tira os méritos ou a identidade do som da banda. Justamente o contrário, mostrando muito potencial e uma música que alia muito bem o passado e o presente em sua sonoridade, o quarteto campineiro te deixa com aquele gosto de quero mais e ansioso por um próximo trabalho.

NOTA: 8,0

The Goths (Gravação):
- Felipe Disselli (Vocal/Guitarra)
- Bruno Gusman (Guitarra)
- Fabrício Ferrucio (Baixo)
- Lucas Disselli (Bateria)

The Goths é:
- Felipe Disselli (Vocal/Guitarra)
- Felipe Hervoso (Guitarra)
- Will Costa (Baixo)
- Lucas Disselli (Bateria)

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Lost Society - Braindead (2016)


Lost Society - Braindead (2016)
(Shinigami Records/Nuclear Blast Brasil - Nacional)


01. I Am the Antidote
02. Riot
03. Mad Torture
04. Hollow Eyes
05. Rage Me Up
06. Hangover Activator
07. Only (My) Death Is Certain
08. P.S.T.88 (Pantera Cover)
Bônus
09. Terror Hungry (Californian Easy Listening Version)

O legal de você poder acompanhar a carreira de uma banda álbum a álbum é poder observar a evolução da mesma. Dentro da onda do revival Thrash da última década, um dos melhores nomes surgidos foi o do finlandês Lost Society, mas apesar de dois belíssimos trabalhos lançados, existiam os que os criticavam, os acusando de falta de personalidade, de se limitarem a ser uma cópia de nomes consagrados do estilo. Do meu ponto de vista, tais críticas eram injustas, afinal, apesar das influências latentes, sua música passava longe de ser simples emulação, mas eu também não seria louco de negar as grandes similaridades existentes.

Pois bem, Braindead, terceiro álbum de estúdio dos finlandeses é surpreendente nesse sentido, pois aqui fica evidente que a banda está amadurecendo e buscando sua identidade, um som característico seu. Claro que as referências a bandas clássicas ainda poderão ser encontradas (Slayer e Metallica, por exemplo), mas é nítida a tentativa da banda de se renovar e diversificar sua música. E bem, posso lhes dizer aqui que conseguiram, já que em momento algum abrem mão de suas características. Sinal claro de maturidade.

Se você espera um álbum composto apenas de canções rápidas, "chupinhadas" de clássicos oitentistas do estilo, certamente você irá se enquadrar no grupo de fãs do Lost Society que reclamarão até enjoar de Braindead, já que como foi dito mais acima, a banda procurou diversificar mais o seu trabalho. Isso significa que canções mais cadenciadas passaram a fazer parte do repertório, fugindo assim da armadilha de soarem velozes e repetitivos, falha que muitas bandas acabam cometendo nos dias de hoje. Os vocais de Samy Elbanna continuam raivosos, enquanto Arttu Lesonen brilha como nunca, mostrando uma inspiração ímpar no que tange à qualidade dos riffs e solos. Na parte rítmica, as linhas de baixo de Mirko Lehtinen se destacam e Ossi Paananen simplesmente espanca seu kit de bateria sem dó nem piedade.

Apontar destaques aqui não é tarefa fácil, mas aponto como as minhas preferidas "I Am the Antidote" (com uma aura Slayer fase South Of Heaven), "Riot" (com uma pegada mais moderna), "Mad Torture", "Hollow Eyes" (algo de Metallica aqui) e "Hangover Activator". A título de curiosidade, o cover escolhido dessa vez foi o de "P.S.T.88", do Pantera.

Renovado, diversificado, mas sem abrir mão da raiva, energia e violência que lhes são características, o Lost Society provou de uma vez por todas que é sim, capaz de caminhar com suas próprias pernas, lançando um álbum que certamente estará entre os principais de 2016. Os fãs mais radicais vão chiar por causa das canções mais cadenciadas, reclamar que a banda era melhor nos dois primeiros álbuns, mas sinceramente, quando é que esse povo não reclama? Braindead é um álbum que certamente passará muito tempo rodando no meu CD Player. Um trabalho maduro de uma banda que tem tudo para logo logo estar no topo da cena Thrash mundial.

NOTA: 9,0

Lost Society é:
- Samy (Vocal)
- Arttu (Guitarra)
- Mirko (Baixo)
- Ossi (Drums)

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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Rebaelliun - The Hell's Decrees (2016)


Rebaelliun - The Hell's Decrees (2016)
(Hammerheart Records - Importado)


01. Affronting the Gods
02. Legion
03. The Path of the Wolf
04. Fire and Brimstone
05. Dawn of Mayhem
06. Rebellion
07. Crush the Cross
08. Anarchy (The Hell’s Decrees Manifesto)

Que o Brasil e o Rio Grande do Sul sempre tiveram tradição no que tange às sonoridades extremas no Metal, não é novidade para ninguém. O que as gerações mais novas podem desconhecer é que, lá no final dos anos 90 e início dos 2000, uma verdadeira máquina de guerra Death Metal, com alto poder de destruição, surgiu no Sul do Brasil. Seu nome era Rebaelliun e lançaram dois verdadeiros clássicos, Burn the Promise Land (99) e Annihilation (01), trabalhos que fizeram literalmente muito barulho, tanto no Brasil quanto no exterior. Infelizmente, no ano de 2002 encerraram as atividades.

Eis que após 13 anos de hiato, anunciaram no ano de 2015 que estavam de volta e melhor, com planos de lançar um novo álbum. A expectativa gerada foi imensa, afinal, os amantes de Death Metal e do Metal nacional em geral, em momento algum haviam esquecido os brilhantes momentos do passado. A ansiedade por The Hell's Decrees era alta e todos se perguntavam como se daria tal retorno. E amigos, que retorno é esse!

Ouso dizer que sequer parece que ficaram tanto tempo separados, tamanho o nível de coesão apresentado pelo quarteto em The Hell's Decrees. Individualmente falando, Lohy Fabiano (Vocal/Baixo), Fabiano Penna (Guitarra), Ronaldo Lima (Guitarra) e Sandro Moreira (Bateria) também cresceram como músicos e se eram bons, ficaram ainda melhores, já que a técnica de todos se mostra ainda mais aprimorada. Isso acaba por refletir na sonoridade da banda, já que podemos observar uma maior diversificação no que tange aos arranjos, assim como boas mudanças de tempo aqui e ali. Sim, aqui não apostam apenas na velocidade e brutalidade, já que temos várias passagens mais cadenciadas e que apostam mais no peso (e que peso!). Vale destacar também os refrães aqui presentes, todos absurdamente marcantes.

Os guturais de Lohy estão ótimos e graças à ótima dicção, bem claros. Seu baixo ainda aparece com destaque em diversos momentos, fazendo assim uma bela seção rítmica com Sandro, que aqui apresenta uma bateria absurdamente pesada e técnica, além de bem variada. São um dos destaques de The Hell's Decrees. Já Fabiano e Ronaldo despejam riffs furiosos e destruidores, além de solos bem agressivos e diversificando bem nos arranjos. Suas guitarras são verdadeiras armas de destruição em massa, no mais amplo e melhor sentido de tal definição.

Sei que tal fala soa clichê, mas não existe faixa que possa ser chamada de descartável ou fraca. Destacar algumas pode até mesmo vir a soar injusto, mas como sei que se não o fizer, serei cobrado de tal fato, aponto a veloz "Affronting the Gods", a já conhecida e insana "Legion" (que refrão grudento), a cadenciada e diversificada "Fire and Brimstone", a técnica "Rebellion" e "Anarchy (The Hell’s Decrees Manifesto)", que encerra o trabalho da melhor forma possível, refletindo o trabalho como um todo, com seu peso, agressividade e diversidade.

A produção é outro ponto de destaque aqui. Como não poderia deixar de ser, foi realizada pelo guitarrista Fabiano Penna, um dos mais competentes produtores para Metal extremo da atualidade, tendo a masterização sido feita por Neto Grous, no Absolute Master Studio. A sonoridade característica da banda se manteve presente, ou seja, sua música está pesada e brutal, mas longe de soar datada, já que a produção conseguiu dar um ar moderno à mesma. Já a capa é mais um brilhante trabalho de Marcelo Vasco e consegue transparecer todo o clima encontrado pelo ouvinte no álbum.

Sem exageros e ufanismos, afirmo que estamos diante de um dos principais álbuns de Death Metal de 2016 e que certamente estará presente em muitas listas de melhores do ano em Dezembro. Visceral, brutal e agressivo, o Rebaelliun mostra em The Hell's Decrees que ainda tem muita lenha para queimar, podendo oferecer muito ainda para a música extrema. A máquina de guerra voltou e veio para tomar tudo que lhe é de direito.

NOTA: 9,0

Rebaelliun é:
- Lohy Fabiano (Vocal/Baixo)
- Fabiano Penna (Guitarra)
- Ronaldo Lima (Guitarra)- Sandro Moreira (Bateria)

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Monster Truck - Furiosity (2013)


Monster Truck - Furiosity (2013)
(Hellion Records - Nacional)


01. Old Train
02. The Lion
03. Power Of The People
04. Sweet Mountain River
05. Psychics
06. Oh Lord
07. For The Sun
08. Boogie
09. Undercover Love
10. The Giant
11. Call It The Spade
12. My Love Is True

Grand Funk Railroad, Led Zeppelin, Deep Purple, Mountain, ZZTop, Black Sabbath, Uriah Heep, The Allman Brothers, Fogaht. Um verdadeiro time dos sonhos do Rock, concordam? Pois bem, esses são alguns dos nomes que virão à sua cabeça durante a audição de Furiosity, álbum de estréia dos canadenses do Monster Truck e que finalmente ganha uma versão nacional, graças à Hellion Records. Sucessor dos EP's Monster Truck (10) e The Brown EP (11), esse é sem dúvida um debut acima da média e que mereceu cada elogio recebido na época em que foi lançado.

Mesclando estilos como Southern Rock, Stoner Metal, Classic Rock e Blues, o quarteto canadense nos ofereceu um trabalho carregado de energia, boa dose de crueza e o peso de um soco do Chuck Norris (nada é tão pesado quanto um soco do Chuck, ok). O primeiro aspecto que nos chama a atenção é a voz do vocalista e baixista Jon Harvey. Forte e com um timbre marcante, se mostra perfeita para o estilo adotado pelo Monster Truck. Em seguido sua atenção irá se voltar para o guitarrista Jeremy Widerman, que executa um trabalho simplesmente fabuloso nas 12 faixas que compõem Furiosity. Com uma verdadeira seleção de ótimos riffs, ótimas melodias e solos criativos, em muitos momentos ele irá te deixar de queixo caído. Então certamente sua atenção se voltará para o incrível desempenho do baterista Steve Kiely, sólido, preciso, diversificado e principalmente, muito pesado. Nessa hora você irá se perguntar como ainda não tinha notado os ótimos arranjos de orgão/teclado de Brandon Bliss, que dão uma ótima dinâmica as canções. É nessa hora que você se questiona se esse realmente é um álbum de estréia, já que o que vemos aqui é digno da categoria de uma banda veterana e que conhece todos os atalhos para se fazer música de qualidade acima da média.

Chama a atenção também o clima descompromissado que permeia todo o trabalho. Fica evidente que cada um dos quatro estava realmente se divertindo com cada nota que despejavam. O nível é tão alto que fica até um tanto injusto destacar faixas, mas ainda assim vou me arriscar. Aponto como minhas preferidas a furiosa "Old Train", com um refrão grudento, a intensa "The Lion", a grudenta "Sweet Mountain River", "Oh Lord", a bluseira "For The Sun", uma espécie de "Stairway To Heaven" do Monster Truck (sim, ela tem todo aquele climão do Led), "Undercover Love", "Call It The Spade" e "My Love Is True".

A produção ficou a cargo da banda e de Eric Ratz (Three Days Grace), que também foi o responsável pela mixagem, tendo a masterização sido feita por Harry Hess. Som cristalino, mas sem perder a crueza e sim, uma dose de sujeira. Já a capa, simples e funcional como o som, foi criação da própria banda e se encaixou perfeitamente na proposta sonora do Monster Truck.

Quer uma boa dose de Rock and Roll puro e simples, sem frescuras e simplesmente viciante? Entorpeça-se com Furiosity e você não irá se arrepender. E para os interessados, a Hellion também está lançando em versão nacional o novo trabalho dos canadenses, Sittin' Heavy. Corra atrás, pois o Monster Truck merece destaque na coleção de CD's de qualquer amante de boa música.

NOTA: 8,5

Monster Truck é:
- Jon Harvey (Vocal/Baixo)
- Jeremy Widerman (Guitarra)
- Steve Kiely (Bateria)
- Brandon Bliss (Orgão/Teclado)
 
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terça-feira, 5 de abril de 2016

Jailor - Stats of Tragedy (2015)


Jailor - Stats of Tragedy (2015)
(Independente - Nacional)


01. G.O.D.      
02. Human Unbeing
03. Stats of Tragedy
04. Throne of Devil
05. Merciless Punishment
06. Jesus Crisis
07. The Need of Perpetual Conflict
08. Ephemeral Property
09. Six Six Sickness

Me lembro de há uns 10 anos atrás, ter escutado o debut dos curitibanos do Jailor, Evil Corrupts (05). Apesar de ser um álbum apenas regular, era possível ver ali uma banda com um potencial de crescimento enorme, o que me deixou bem ansioso por um possível 2º álbum. E bem, eis que após um hiato de 10 anos, finalmente o mesmo vê a luz do sol e só posso lamentar tamanha demora.

A evolução da banda nesse período é digna de aplausos. Apresentando um Thrash Metal brutal e calcado principalmente na escola alemã do estilo, temos aqui uma música carregada de energia, veloz, recheada de riffs pesados e com capacidade para triturar tímpanos mais sensíveis. Os vocais de Flávio Wyrwa alternam entre o urrado e o rasgado, enquanto as guitarras de Guima e Daniel Hartkopf parecem se multiplicar, tamanha a fúria que emana delas. Fora isso, conseguem despejar solos com boas melodias, em um contraponto com tamanha violência. Já a parte rítmica, com Emerson Niederauer e Jeff, mostra estar muito afiada, com boa técnica, diversidade e precisão.

Podemos observar algumas boas mudanças de ritmo durante a execução do álbum, o que evita que o mesmo fique repetitivo, além de personalidade, já que apesar de deixar claras suas influências, em momento algum o Jailor soa como cópia de alguma banda. Aponto como destaques aqui "Human Unbeing", "Stats of Tragedy", "Merciless Punishment", "Jesus Crisis" e "Ephemeral Property".

A produção ficou a cargo de Maiko Thomé, que deixou tudo muito bem timbrado, além de ter conseguido equilibrar clareza e agressividade. Já a bela capa foi obra de Anderson L.A. e reflete muito bem o conteúdo do trabalho. Bruto, enérgico, violento e pesado, o Jailor nos presenteou com um Thrash Metal visceral, desses capazes de moer pescoços. Por isso, não seria contraproducente, durante a audição, manter uma cartela de relaxante muscular ou o telefone do ortopedista ao lado do som, porque olha, você certamente irá precisar de um dos dois.

Que não demorem mais 10 anos para o próximo trabalho!

NOTA: 8,0  

Jailor é:
Flávio Wyrwa: Vocal
Guima: Guitarra
Daniel Hartkopf: Guitarra
Emerson Niederauer: Baixo
Jeff: Bateria

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Melhores álbuns – Março de 2016


No primeiro domingo de cada mês o A Música Continua a Mesma fará uma lista com os melhores álbuns do mês anterior. Nela, respeitaremos as datas oficiais de cada lançamento, então sendo assim, não contaremos a data que os mesmos vazaram na internet, mas sim quando efetivamente foi ou será lançado. Esse mês, excepcionalmente por motivo de doença, a lista está saindo com 1 dia de atraso.

Sendo assim, ai vão os melhores lançamentos de Março na opinião do A Música Continua a Mesma.

1º. Amon Amarth - Jomsviking


2º. Church Of Misery - And Them There Were None



3º. Joe Bonamassa - Blues Of Desperation



4º. Ruínas de Sade - Ruínas de Sade


5º. Oceans Of Slumber - Winter



6º. Black Mantra - From the Graves Of Madness



7º. Metal Church - XI 



8º. D.A.M. - Premonitions



9º. Blood Ceremony - Lord Of Misrule



10º. Artillery - Penalty By Perception



Menções Honrosas

Spiritual Beggars - Sunrise to Sundown



Vocifera - Evil Thoughts 



The Assault -  Abyss

 

quinta-feira, 24 de março de 2016

Roadie Metal Vol.6 (2016)

 
Roadie Metal Vol.6 (2016)
(Independente - Nacional)


CD1
01. Dramma - Sombra da Solidão
02. M-19 - Southern Brave
03. Vorgok - Kill Them Dead
04. Shallrise - Follows His Quest
05. Supersonic Brewer - Follows His Quest
06. All 7 Days - Ensign of War
07. Magnética - Os Magnéticos
08. InCarne - Good Morning, Humans
09. Ceiffador - Anjo Infernal
10. Firegun - What's the reason?
11. Lethal Accords - I Have a Dream
12. Deviation - Like I Said
13. Terrorsphere - Terror Squad
14. Crucify - Rise Up
15. Rising - Hexencraft
16. Evil Minds - War
17. Steel Soldier - Messenger of Souls

CD2
01. Torture Squad - No Escape From Hell
02. Maverick - Upsidown
03. The Goths - The Death
04. Project Black Pantera - Boto pra fuder
05. Apple Sin - Another Day
06. Black Triad - Dream On
07. AirTrain - Back To War
08. Cracked Skull - Fascism
09. Dekapto - Financiando a própria morte
10. Blue Lotus - Rat Game
11. Kyballium - Sea of Illusions
12. AS - Warrior
13. Bloodfire - Save the World from War
14. Lascia - Jealousy
15. Universe - The Dreams Does Not End Here
16. Oblivious Machine - Echoes of Insanity
17. Jäilbäit - Do You Wanna Be a Rockstar

E chegamos a mais um volume da coletânea do programa Roadie Metal, capitaneado por Gleison Júnior e que busca sempre dar mais e mais espaço para o Metal nacional. Chegando na sua sexta edição, essa é uma iniciativa mais do que louvável, já que Gleison não visa de forma alguma o lucro (a coletânea é distribuida de forma gratuita), mas apenas ser um canal de divulgação para inúmeras bandas de qualidade que temos por todos os cantos.

Aqui são 34 bandas divididas em 2 CD's, abordando praticamente todas as vertentes metálicas e é justamente essa diversidade o ponto forte da coletânea. A cada volume, podemos observar um esmero maior na seleção das bandas e na qualidade das produções. As variações de produção sempre são o calcanhar de aquiles desse tipo de iniciativa, já que cada banda é responsável por seu material, por isso acaba sendo muito importante notar a melhoria desse aspecto como um todo, já que reflete uma realidade onde nossas bandas parecem estar cada vez mais procurando realizar um trabalho mais profissional.

Como sempre, temos aqueles nomes que você já sabe que vão se destacar de cara, como Torture Squad, Supersonic Brewer, AirTrain, Project Black Pantera, Apple Sin ou Jäilbäit, todos com trabalhos devidamente resenhados aqui no A Música Continua a Mesma. Mas a esse time de peso, podemos e devemos incluir nomes como Dramma, M-19, Shallrise, Magnética, Incarne, Ceiffador, Firegun, The Goths, Kyballium e Lascia. As demais também possuem muita qualidade, caso contrário nem estariam incluidas aqui, mas estão em um patamar um pouco inferior às citadas.

Como de praxe, temos uma bela apresentação, já que o material vem embalado em um Digipack caprichado e teve sua arte feita por Marcelo Nespoli. Que Gleison e a Roadie Metal continuem nos presenteando com tal iniciativa, pois coletâneas são essencias para apresentarmos novos nomes a cena nacional. E para escutar o programa ao vivo, basta acessar www.canalfelicidade.com as quintas, das 20:30 as 23:00 e aos sábados, das 14:40 as 16:15. Vale a  pena!

NOTA: 8,5

Roadie Metal
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