segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Symphony X – Underworld (2015)




Symphony X – Underworld (2015)
(Nuclear Blast Records – Importado)

01. Overture
02. Nevermore
03. Underworld
04. Without You
05. Kiss of Fire
06. Charon
07. To Hell and Back
08. In My Darkest Hour
09. Run With The Devil
10. Swansong
11. Legend

E eis que após um hiato de 4 anos, o Symphony X retorna com o sucessor do muito bom Iconoclast (11). Nesse meio tempo seus membros não ficaram parados. Russel Allen (Vocal) aproveitou para lançar os trabalhos do Adrenaline Mob, Allen/Lande, Level10, assim como participar de diversos outros projetos, Michael Pinella (Teclado) soltou seu trabalho solo (Ascension (14)), Mike LePond, assim como Allen, lançou material com diversas bandas e projetos, além de liberar seu primeiro álbum solo com o Mike LePond’s Silent Assassins (que conta com Michael Romeo (Guitarra) na formação). Apenas Jason Rullo (Bateria) não se concentrou em outras bandas ou projetos.

A ansiedade por esse trabalho era grande por parte dos fãs, principalmente por, em algumas entrevistas, a banda ter deixado entendido um possível retorno a época dos clássicos The Damnation Game (95) e The Divine Wings of Tragedy (97). Mas bem, se você estava esperançoso de Underworld seguir uma linha mais Progressiva, deixando de lado o viés Heavy Metal de Paradise Lost (07) e Iconoclast (11), recomendo ir chorar na cama que é lugar mais quente, pois não foi dessa vez. Aparentemente o quinteto encontrou um estilo que os deixa confortáveis e não parece muito disposto a sair disso. Essa acomodação poderia ser péssima, mas estamos falando aqui de músicos acima da média e que talvez estejam em seu momento mais criativo no que tange a criatividade, o que acaba evitando que caiam na simples repetição álbum após álbum.

Underworld é um trabalho conceitual a respeito do submundo e que se baseia principalmente em um dos trechos de A Divina Comédia, de Dante Alighieri, mais precisamente no Inferno. E só posso dizer que esse conceito foi muito bem trabalhado aqui. Musicalmente o que o ouvinte vai encontrar é um álbum de Metal em sua essência, com riffs muito pesados, ótimas melodias e solos por parte de Romeo, LePond e Rullo afiadíssimos, quebrando tudo lá atrás, Pinella encaixando ótimos arranjos de teclado nos momentos exatos em que os mesmos se fazem necessários e claro, Allen mostrando porque é forte candidato a melhor vocalista do Metal atual, brilhando com sua bela voz e dando ótima variedade as linhas vocais. A música é agressiva na maior parte do tempo (exceto nas duas belas baladas), muito técnica, com passagens bem intrincadas, mas sem aquela complexidade que em muitos momentos acaba com a musicalidade de um trabalho. O nível aqui é alto e apesar de nada ser descartável, os destaques ficam com “Nevermore”, “Underworld”, “Without You”, “Charon”, “To Hell and Back”, “Run With The Devil” e “Legend”.

A produção ficou por conta de Romeo e a mixagem e masterização foram feitas pelo renomado Jens Bogren. Sabendo disso, não se faz necessário dizer muito, afinal de contas o caro leitor já deve imaginar o nível da mesma. Com um trabalho muito coeso e consistente, mantendo o forte viés metálico dos álbuns anteriores, o Symphony X pode até vir a decepcionar os que esperavam um retorno ao Metal Progressivo, mas vai agradar em cheio aqueles que apreciam a fase atual da banda. Não é o melhor álbum dos americanos e muito menos o álbum do ano, como já vi alguns por ai proclamarem, mas é sem dúvida um dos grandes trabalhos de 2015.

NOTA: 8,5




domingo, 2 de agosto de 2015

Playlist Semanal A Música Continua a Mesma: 26/07 – 01/08



1°. The Brainwash Machine – A Moment Of Clarity (Review)


2°. Bloodwork – Just Let Me Rot (Review)


3°. Serenity In Fire – Give Him You Soul (Review)


4°. Mad Roulette – Mad Roulette (Review)


5°. Symphony X – Underworld


6°. Phantom – Psycho Minds (Review)


7°. Gus G. – Brand New Revolution (Review)


8°. Apple Sin – Fire Star


9°. Royal Thunder – Crooked Doors (Review)


10°. Year Of The Goat – The Unspeakable


sábado, 1 de agosto de 2015

Fast Review – Resenhas rápidas para consumo imediato!



Hammer King – Kingdom of the Hammer King (2015)
(Cruz Del Sur Music – Importado)


O Hammer King é uma banda curiosa. Na verdade ela se trata da banda alemã de Power Metal Ivory Night, com um nome diferente e seus membros usando pseudônimos. Mas vejam, eles afirmam vir da França, mais precisamente de Saint Tropez. Porque isso? Sei lá, vai ver os caras realmente sofrem de dupla personalidade. Mas tem mais coisa, calma. Seu vocalista, Titan Fox V (ou Patrick Fuchs, já não sei de mais nada) cantava em uma banda cover do Manowar (Men of War) e hoje toca junto com Ross the Boss na banda solo do mesmo. Legal né? Ah, mais das metades das músicas aqui presentes contem ou Hammer, ou Glory, ou King em seu título, chegando ao ápice de encerrar seu trabalho de estréia com uma música intitulada “Glory to the Hammer King”. Vale destacar também que esse debut foi produzido por Charles Greywolf, baixista do Powerwolf. Quanto à música? Está meio óbvio não está? Uma mescla de Manowar, Hammerfall e algo de Saxon, clichê até a medula, com boas melodias, levada mais cadenciada, passagens épicas, bons coros e um vocalista que soa agradável. Certamente vai agradar os fanáticos pelo gênero. Se você não é um, já sabe. (7,0)



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Byzantine – To Release Is To Resolve (2015)
(Independente – Importado)


Um dos melhores nomes surgidos na cena Post-Thrash/Groove Metal, o Byzantine reaparece com seu 5° álbum de estúdio, mostrando aquela sonoridade que mescla bandas como Meshuggah, Pantera e Lamb of God. É aquela história de não se mexer em time que está ganhando, então aqui o ouvinte terá riffs agressivos, melodias progressistas, muita técnica de todos os envolvidos, além de vocais versáteis e bastante energia. O álbum marca também a estréia em estúdio do guitarrista Brian Henderson e do baixista Sean Sydnor. Um trabalho que vai agradar em cheio os fãs da banda! (8,0)



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Shot-Gun – Equilibrio (2015)
(Independente – Importado)


Sempre digo que o headbanger brasileiro deveria voltar os olhos para o que é feito no continente sul-americano. Veja a Argentina, por exemplo, que sempre gerou nomes de qualidade como A.N.I.M.A.L., Hermética, Nepal, Rata Blanca, Almafuerte, V8, Patán, Climatic Terra, Skiltron, dentre vários outros. É de lá que vêm o Shot-Gun, banda formada em 2012 e que aposta suas fixas em um Thrash Metal técnico, agressivo, com músicas na sua maioria na casa dos 7 minutos e apresentando uma boa variação, já que aposta tanto em passagens mais velozes como em outras mais cadenciadas. Se pensarmos que esse é apenas seu trabalho de estréia, e levarmos em conta a pouca idade dos integrantes (o mais velho tem 20 anos), fica evidente que estamos diante de um nome com muito potencial latente de crescimento. (7,5)


                                                                                                            
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Royal Thunder – Crooked Doors (2015)
(Relapse Records – Importado)


Surpreendo-me ao perceber que os americanos do Royal Thunder são quase que completamente desconhecidos aqui no Brasil. Quem escutou o álbum de estréia da banda, CVI, em 2012, sabe exatamente o que vai encontrar aqui. Hard Rock setentista, com elementos de Rock, Southern, Blues e Doom, bons riffs, refrães marcantes e principalmente, a voz forte de Mlny Parsonz, que acaba sendo o grande diferencial do Royal Thunder, evitando assim que sejam só mais uma banda querendo soar como se estivéssemos nos anos 70. Apesar de todo clima vintage que transpira da música do quarteto, sua sonoridade em momento algum soa datada. Palmas também para a capa, uma das mais belas de 2015. Corram atrás, pois vale à pena conhecer. (8,5)



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Dew-Scented – Intermination (2015)
(Prosthetic Records – Importado)


Após uma sequência de lançamentos medianos, a veterana banda alemã de Thrash ressurgiu em 2012 com o bom Icarus e, para confirmar o retorno a boa fase, acaba de lançar seu 10° trabalho de estúdio. Mantendo a tradição de intitular seus álbuns com palavras que se iniciam com a letra “I”, o Dew-Scented apresenta sua música de sempre, rápida e furiosa, com riffs tipicamente Thrash, ótimas harmonias, solos de muito bom gosto e vocais raivosos, apesar de um tanto retos e monótonos. O que impede de ser um trabalho repetitivo? O fato de estarem novamente com sua criatividade em dia. Os fãs da banda certamente irão aprovar, os detratores continuarão batendo forte. Ah, a capa é mais um belo trabalho do brasileiro Gustavo Sazes! (8,0)



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Gus G – Brand New Revolution (2015)
(Century Media Records – Importado)


Eis que pouco menos de um ano depois, Gus G, atual guitarrista de Ozzy Osbourne e do Firewind com passagens por nomes como Dream Evil, Mystic Prophecy e Nightrage, lança um novo trabalho solo. Para os vocais, uma bela seleção de convidado: Jacob Bunton (Adler), Elize Ryd (Amaranthe), Jeff Scott Soto (Talisman, TSO, ex-Axel Rudi Pell, ex-Yngwie Malmsteen) e Mats Levén (Candlemass, ex-At Vance, ex-Adagio, ex- Yngwie Malmsteen). Aqui Gus desfila todo seu talento através de excelentes riffs e solos belíssimos e de bom gosto latente. Musicalmente é um trabalho um pouco mais pesado que o anterior, mesclando bem momentos um pouco mais puxados para o Power Metal com outros que pendem para o lado do Hard Rock. De negativo, apenas as baladas, um tanto genéricas e que arrastam o resultado final um pouco para baixa. Ainda sim, um belíssimo álbum! (8,0)



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