Continuando a
antecipar a seus fãs um pouco de seu novo trabalho de estúdio, “Tibi Et Igni”, com lançamento programado para 30 de maio,
via Nuclear Blast, o Vader liberou a segunda parte do track – by – track do álbum, agora tratando das
músicas “Armada On Fire” e “Triumph Of Death”.
O Sabaton lançou “Resist And Bite”,
segundo single retirado de seu novo álbum, “Heroes”, ha ser lançado dia 16 de
Maio, via Nuclear Blast. Confira abaixo a nova música dos suecos:
Costumo
brincar com alguns amigos, que o fã de Metal no Brasil conhece muito mais de
mitologia viking ou do folclore europeu do que da história de nosso país. E
talvez, se formos analisar com frieza, seja a mais pura verdade. Foi para
suprir essa lacuna que, em 2011, Renato Domingos e Mauricio Guimarães
resolveram formar o Armahda. A proposta era unir Metal com letras que tratassem
de temas tipicamente nacionais, tanto fatos históricos como folclóricos. E bem,
parece que conseguiram.
Musicalmente,
o Armahda pratica um Power/Heavy com doses de Melódico e pitadas aqui e ali de
Speed Metal, seguindo a linha mais germânica do estilo, remetendo o ouvinte
muitas vezes ao Blind Guardian. O som é bem pesado e, apesar de não apresentar
absolutamente nada de novo, vai agradar em cheio aqueles que curtem essa
proposta. As letras são um caso a parte, pois abordam temas históricos e folclóricos
com Canudos, Duque de Caxias, Revolta da Armada, Uiara, Matinta ou Revolução Farroupilha.
Senti um foco maior em temas militares (o próprio nome da banda foi inspirado
na Marinha Brasileira), o que pode vir também a chamar a atenção dos fãs de
bandas como o Sabaton. Os principais destaques aqui ficam para “Queen Mary
Insane” (sobre a Rainha Maria, a Louca), “Canudos”, com elementos típicos brasileiros
e que me remeteu que o Angra fez em Holy Land, “Armahda” (sobre a Revolta da
Armada), “Paiol em Chamas”, sobre a explosão do Paiol de Deodoro, uma das
passagens mais obscuras de nossa história e cantada em português, “Spears of
Freedom” (sobre os lanceiros negros em Farrapos) e a balada “Uiara” (Iara).
A
produção é muito boa e ficou a cargo de Rafael Zeferino, que também tocou
bateria no álbum. Uma curiosidade aqui é que a narração em primeira pessoa de
Floriano Peixoto em “Armahda”, foi feita por Silvio Navas, dublador do
personagem Mun-Rá (Thundercats) nos anos 80. Se musicalmente o Armahda não nos trás
qualquer novidade, no campo lírico surge como um sopro de ar fresco mais do que
necessário a cena nacional. Porque falar de Vikings e Gnomos, se temos uma
história e folclores riquíssimos? Palmas para Renato e Maurício.
13. The Quantum Enigma – Kingdom Of Heaven Part II
A verdade
é que nem sempre resenho estilos ou bandas que gosto. Por exemplo, nunca fui lá
muito fã do Epica e de Symphonic Metal. E ai, o caro leitor deve estar se
perguntando agora como faço para escrever sobre algo que não seja muito do meu
agrado. Simples, ao escutar o cd, penso no que o fã daquela banda ou daquele
estilo espera do trabalho em questão. Posto isso, foi com essa cabeça que
comecei a audição do 7° álbum de estúdio do Epica, The Quantum Enigma.
O que um
fã do Epica espera? Elementos sinfônicos e coros em profusão?Os belos vocais de Simone Simons? Partes
típicas de Metal Progressivo alternando com aquelas mais Power Metal? Então
esses irão sorrir de orelha a orelha, pois tudo isso se faz presente aqui. Mas fora
isso, o Epica sempre teve uma característica que, mesmo eu não sendo grande fã,
sempre tive que dar o braço a torcer: peso. Goste ou não, sua música sempre foi
muito mais pesada que seus demais pares do estilo, o que acaba sendo um ponto a
favor. Aqui, estão ainda mais pesados que o normal (para o Epica), talvez pelo
fato de terem conseguido transpor para estúdio muito da energia que possuem no
palco, méritos para o produtor, Joost van den Brock (ReVamp, Maia). Os ótimos vocais
agressivos a cargo do guitarrista Mark Jansen também contribuem em muito, sendo
um belo diferencial. Esse lado mais pesado da banda pode ser muito bem
observado em faixas como “The Essence Of
Silence”, “Victims Of Contingency” ou “Chemical
Insomnia”, minhas preferidas. Já os que curtem o lado mais épico e teatral,
certamente irão aprovar com louvor “The Second
Stone”, “Sense Without Sanity – The Impervious Code” e “The Quantum Enigma – Kingdom Of Heaven Part II”.
Com bons
riffs, pesados e modernos, linhas vocais cativantes, coros e orquestrações
grandiosas, The Quantum Enigma acaba
por fluir de forma bem natural e vai agradar em cheio os fãs de Symphonic
Metal. Também é sem duvida o melhor trabalho do Epica até hoje, os colocando a
milhas de distância dos seus concorrentes, que vão ter que suar um bocado para
alcançar os holandeses. Se você curte esse tipo de proposta, certamente está
diante do melhor álbum do estilo em 2014.