sexta-feira, 2 de maio de 2014

NEWS: Vader: 2ª parte do Track-by-track de “Tibi Et Igni” disponível.


Continuando a antecipar a seus fãs um pouco de seu novo trabalho de estúdio, “Tibi Et Igni”, com lançamento programado para 30 de maio, via Nuclear Blast, o Vader liberou a segunda parte do track – by – track do álbum, agora tratando das músicas “Armada On Fire” e “Triumph Of Death”.

 
A primeira parte pode ser conferida aqui:

 

NEWS: Sabaton lança novo single!



 

O Sabaton lançou “Resist And Bite”, segundo single retirado de seu novo álbum, “Heroes”, ha ser lançado dia 16 de Maio, via Nuclear Blast. Confira abaixo a nova música dos suecos:


Armahda – Armahda (2013)




Armahda – Armahda (2013)
(Independente - Nacional)

01. Ñorairô
02. Echoes from the River
03. Queen Mary Insane
04. Canudos
05. Armahda
06. Flags in the Wind
07. Paiol em Chamas
08. Matinta
09. Spears of Freedom
10. Uiara
11. The Iron Duke
12. What Could Never Be
13. Pathfinder

Costumo brincar com alguns amigos, que o fã de Metal no Brasil conhece muito mais de mitologia viking ou do folclore europeu do que da história de nosso país. E talvez, se formos analisar com frieza, seja a mais pura verdade. Foi para suprir essa lacuna que, em 2011, Renato Domingos e Mauricio Guimarães resolveram formar o Armahda. A proposta era unir Metal com letras que tratassem de temas tipicamente nacionais, tanto fatos históricos como folclóricos. E bem, parece que conseguiram.  
Musicalmente, o Armahda pratica um Power/Heavy com doses de Melódico e pitadas aqui e ali de Speed Metal, seguindo a linha mais germânica do estilo, remetendo o ouvinte muitas vezes ao Blind Guardian. O som é bem pesado e, apesar de não apresentar absolutamente nada de novo, vai agradar em cheio aqueles que curtem essa proposta. As letras são um caso a parte, pois abordam temas históricos e folclóricos com Canudos, Duque de Caxias, Revolta da Armada, Uiara, Matinta ou Revolução Farroupilha. Senti um foco maior em temas militares (o próprio nome da banda foi inspirado na Marinha Brasileira), o que pode vir também a chamar a atenção dos fãs de bandas como o Sabaton. Os principais destaques aqui ficam para “Queen Mary Insane” (sobre a Rainha Maria, a Louca), “Canudos”, com elementos típicos brasileiros e que me remeteu que o Angra fez em Holy Land, “Armahda” (sobre a Revolta da Armada), “Paiol em Chamas”, sobre a explosão do Paiol de Deodoro, uma das passagens mais obscuras de nossa história e cantada em português, “Spears of Freedom” (sobre os lanceiros negros em Farrapos) e a balada “Uiara” (Iara).
A produção é muito boa e ficou a cargo de Rafael Zeferino, que também tocou bateria no álbum. Uma curiosidade aqui é que a narração em primeira pessoa de Floriano Peixoto em “Armahda”, foi feita por Silvio Navas, dublador do personagem Mun-Rá (Thundercats) nos anos 80. Se musicalmente o Armahda não nos trás qualquer novidade, no campo lírico surge como um sopro de ar fresco mais do que necessário a cena nacional. Porque falar de Vikings e Gnomos, se temos uma história e folclores riquíssimos? Palmas para Renato e Maurício.

NOTA: 8,0






quinta-feira, 1 de maio de 2014

Epica – The Quantum Enigma (2014)




Epica – The Quantum Enigma (2014)
(Nuclear Blast - Importado)

01. Originem
02. The Second Stone
03. The Essence Of Silence
04. Victims Of Contigency
05. Sense Without Sanity – The Impervious Code
06. Unchain Utopia
07. The Fifth Guardian (interlude)
08. Chemical Insomnia
09. Reverence – Living in The Heart
10. Omen – The Ghoulish Maladay
11. Canvas Of Life
12. Natural Corruption
13. The Quantum Enigma – Kingdom Of Heaven Part II

A verdade é que nem sempre resenho estilos ou bandas que gosto. Por exemplo, nunca fui lá muito fã do Epica e de Symphonic Metal. E ai, o caro leitor deve estar se perguntando agora como faço para escrever sobre algo que não seja muito do meu agrado. Simples, ao escutar o cd, penso no que o fã daquela banda ou daquele estilo espera do trabalho em questão. Posto isso, foi com essa cabeça que comecei a audição do 7° álbum de estúdio do Epica, The Quantum Enigma.
O que um fã do Epica espera? Elementos sinfônicos e coros em profusão?  Os belos vocais de Simone Simons? Partes típicas de Metal Progressivo alternando com aquelas mais Power Metal? Então esses irão sorrir de orelha a orelha, pois tudo isso se faz presente aqui. Mas fora isso, o Epica sempre teve uma característica que, mesmo eu não sendo grande fã, sempre tive que dar o braço a torcer: peso. Goste ou não, sua música sempre foi muito mais pesada que seus demais pares do estilo, o que acaba sendo um ponto a favor. Aqui, estão ainda mais pesados que o normal (para o Epica), talvez pelo fato de terem conseguido transpor para estúdio muito da energia que possuem no palco, méritos para o produtor, Joost van den Brock (ReVamp, Maia). Os ótimos vocais agressivos a cargo do guitarrista Mark Jansen também contribuem em muito, sendo um belo diferencial. Esse lado mais pesado da banda pode ser muito bem observado em faixas como “The Essence Of Silence”, “Victims Of Contingency” ou “Chemical Insomnia”, minhas preferidas. Já os que curtem o lado mais épico e teatral, certamente irão aprovar com louvor “The Second Stone”, “Sense Without Sanity – The Impervious Code” e “The Quantum Enigma – Kingdom Of Heaven Part II”.
Com bons riffs, pesados e modernos, linhas vocais cativantes, coros e orquestrações grandiosas, The Quantum Enigma acaba por fluir de forma bem natural e vai agradar em cheio os fãs de Symphonic Metal. Também é sem duvida o melhor trabalho do Epica até hoje, os colocando a milhas de distância dos seus concorrentes, que vão ter que suar um bocado para alcançar os holandeses. Se você curte esse tipo de proposta, certamente está diante do melhor álbum do estilo em 2014.

NOTA: 8,5