terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Cold Cold Ground – Lies About Ourselves (2013)




Cold Cold Ground – Lies About Ourselves (2013)
(Inverse Records/Secret Entertainment - Importado) 
               
01. My Fist and I     
02. Welcome to Hell
03. Suck and Pay
04. Model Citizen
05. We Are the Sun
06. Tourist
07. Cocaine In My Ass
08. Drive
09. Lies About Ourselves
10. Things Fall Apart

A Finlândia sempre nos rende boas bandas de Metal em todos os estilos e nesse caso específico aqui, não é muito diferente. Formado no ano de 2004, com três EP’s e um álbum completo lançado, o Cold Cold Ground chega ao seu 2º trabalho mostrando muita maturidade e criatividade.
A base do som do quarteto é o Industrial, mas a essa receita adicionam diversas outras influências, como Rock, Punk, Dark, Techno e Noise, que acabam por enriquecer e diversificar ainda mais sua música. Nomes como Rammstein, Lard, Ministry, The Jesus Lizard, Nine Inch Nails ou Marilyn Manson virão a sua cabeça durante a audição de Lies About Ourselves, mas em momento algum o Cold Cold Ground soa como uma simples cópia de qualquer um desses nomes. Pode-se dizer que a influência de Punk e Rock acaba por deixar o instrumental da banda mais animado, ainda que muito pesado, sendo assim um diferencial a sua música. A faixa de abertura, “My Fist and I” é bem enérgica é mostra bem o que iremos encontrar durante todo álbum. Outros destaques aqui vão para “Welcome to Hell”, voraz e com um refrão que se repete a exaustão, “Suck and Pay”, a forte “Model Citzen”, com um riff e um refrão que irão grudar na sua cabeça já na primeira audição, “Cocaine In My Ass” e “Drive”, com um ótimo riff de abertura.
A banda investe bem no visual, se utilizando de corpse paint e chega ao ponto de seu guitarrista, Mr. Bunny, tocar com uma mascara de coelho, o que acaba por dar um toque de bom humor a tudo. Criativo e variado, o Cold Cold Ground nos oferece um trabalho bem diversificado e digno de muita atenção. Certamente irá cair no gosto daqueles que curtem Industrial e afins.

NOTA: 8,0







sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Confronto - Imortal (2013)




Confronto - Imortal (2013)
(Urubuz Records)
               
01. Imortal        
02. Flores da Guerra (part. Carlos “Vândalo” Lopes)
03. Meu Inferno
04. Eu sou a Revolução
05. Aos Dragões
06. 1 h (Part. João Gordo)
07. Rosaly (Instrumental)
08. Sangria (part. Felipe Eregion)
09. Levante
10. Mariah
11. Emissarium
12. Dilúvio

Para quem conhece os cariocas do Confronto, a qualidade de seu terceiro trabalho, Imortal, não surpreende. Agora, se você é daqueles que não acompanha muito o cenário nacional, está aqui um bom ponto de partida. Praticando um som moderno, misturando Death/Thrash e Hardcore, muito peso e agressividade, o quarteto chega ao seu terceiro trabalho mostrando uma qualidade de cair o queixo.
Não que os dois álbuns anteriores, Causa Mortis (2005) e Sanctuarium (2008) não tivessem qualidade, justamente o contrário, eram ótimos, mas Imortal é um passo a frente em comparação com os antecessores. Seu Deathcore com ótimas letras em português pode até vir a remeter os mais desavisados, em um primeiro momento, a nomes como Heaven Shall Burn ou Lamb Of God, mas isso logo passa e você se depara com uma banda muito original e de personalidade. Desde o primeiro momento, podemos observar aqui todo o poder de fogo do quarteto carioca, já que a faixa título, que abre o álbum, é um verdadeiro soco no pé do ouvido. “Flores da Guerra”, que conta com a participação de Carlos Lopes (Dorsal Atlântica) é outra que se destaca em muito. Imortal também conta com a participação especial de diversos outros nomes do metal nacional, como João Gordo (Ratos de Porão), Felipe Eregion (Unearthly) e do pessoal do Lacerated and Carbonized, outra grande banda do cenário carioca e que caso o leitor não conheça, deve correr atrás. “Meu Inferno”, que vai te fazer bater cabeça, “Eu sou a Revolução”, “1h”, a mais rápida do Cd e com participação de João, a empolgante “Sangria”, com participação de Eregion e “Levante” são as outras faixas que já na primeira audição irão chamar a atenção do ouvinte.
Cabe elogiar aqui a ótima produção e a capa, a cargo de Patrick Wittstock (Amon Amarth, Grave, Dismember, entre outras), simplesmente irretocáveis. Destilando ódio, agressividade e principalmente, muita qualidade, o Confronto não fica nada a dever aos grandes nomes do estilo no mundo e se firma cada vez mais como uma das melhores bandas de Metal do Brasil. Trabalho de cair o queixo, deixar com o pescoço dolorido e com a audição seriamente afetada. Escute no volume máximo!

NOTA: 9,0





quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Scorpion Child – Scorpion Child (2013)




Scorpion Child – Scorpion Child (2013)
(Nuclear Blast - Importado)
               
01. Kings Highway
02. Polygon of Eyes
03. The Secret Spot
04. Salvation Slave
05. Liquor
06. Antioch
07. In The Arms of Ecstasy
08. Paradigm
09. Red Blood (The River Flows)
10. Keep Goin (Lucifer’s Friend cover)

Nos dias atuais, se tornou muito comum bandas que emulam aquela sonoridade do Hard Rock setentista. Sendo bem complacente, digamos que 90% dessas bandas soam como simples cópias de nomes consagrados, se salvando poucos, como Rival Sons, Uncle Acid and Deadbeats, Graveyard, Ghost (esse alguns certamente irão discordar) ou The Answer. A esse seleto grupo, podemos adicionar agora os americanos do Scorpion Child, que surgem com seu debut autointitulado.
Formada em 2006 no Texas, a banda vem com os dois pés bem fincados na proposta do Hard setentista e deixa bem óbvia suas influências. Claro que fazendo uma comparação mais rasa, em um primeiro momento podemos citar o Led Zeppelin como sendo a principal delas, não só pelos timbres de guitarra escolhidos como também pelo ótimo vocalista Aryn Jonathan Black, que em alguns momentos nos remete ao grande Robert Plant, mas aquele ouvinte mais atento vai perceber muito mais aqui, como Humble Pie, Lucifer’s Friend (que inclusive tem uma faixa sua coverizada), Free e obviamente, algo de Blues. O que os americanos do Scorpion Child fazem (muito bem por sinal) é pegar tudo isso, colocar em um grande caldeirão e dar o seu tempero próprio à música que sai dessa mistura. Tudo aqui é tão bom que se eu quisesse, poderia fazer um faixa a faixa ao citar os destaques desse álbum. “Kings Highway”, faixa de abertura, é bem direta e cheia de energia, sendo um ótimo cartão de visitas. “Polygon Of Eyes”, primeiro single do álbum, é outra que surge nessa mesma linha, com ótimos riffs e um refrão grudento. “Salvation Slave” é pesada e possui não só alguns elementos de Funk como de NWOBHM e “Liquor” é uma verdadeira pérola, contagiante, brilhante e com muita melodia. Já “Antioch” é a faixa onde a influência de Led Zeppelin fica mais latente. O álbum fecha com outro grande destaque, “Keep Goin”, cover do Lucifer’s Friend.
Ao final de tudo, o Scorpion Child nos brinda com um debut surpreendente e sério candidato a entrar na lista de melhores do ano de 2013. Com uma ótima produção, que dá um ar retro a tudo (em alguns momentos, você jura que esse álbum realmente foi gravado nos anos 70), muita personalidade e talento, conseguiram criar algo novo se utilizando de sons verdadeiramente clássicos. Revelação do ano e uma banda que tem tudo para brilhar muito nos próximos anos!

NOTA: 9,0






terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Angra – Angels Cry 20th Anniversary Tour (2013)




Angra – Angels Cry 20th Anniversary Tour (2013)
(CD/DVD Substancial Music - Nacional)
               
01. Intro/Angels Cry            (DVD/CD)
02. Nothing To Say (DVD/CD)
03. Waiting Silence (DVD/CD)
04. Lisbon (DVD/CD)
05. Time (DVD/CD)
06. Millenium Sun (DVD)
07. Winds Of Destination (DVD)
08. Gentle Change (DVD/CD)
08. Silence And Distance (CD)
09. The Voice Commanding You (Rafael Bittencourt On Vocals) (DVD)
10. Late Redemption (DVD/CD)
11. Reaching Horizons (Rafael Bittencourt On Vocals) (DVD/CD)
12. A Monster In Her Eyes (Rafael Bittencourt and Kiko Loureiro On Vocals) (DVD)
13. No Pain For The Dead (DVD)
14. Stand Away (feat. Tarja Turunen) (DVD/CD)
15. Wuthering Heights (feat. Tarja Turunen) (DVD/CD)
16. Evil Warning (DVD)
17. Unfinished Allegro/Carry On (DVD/CD)
18. Rebirth (DVD/CD)
19. In Excelsis/Nova Era (DVD/CD)
20. Gate XIII (DVD)

Comemorando 20 anos de um dos maiores clássicos do Metal Melódico mundial, o Angra, após um grande período de incertezas, lança seu segundo álbum ao vivo. Curiosamente, apesar de ser uma turnê comemorativa, infelizmente não tocam o álbum em sua totalidade, o que acaba privando os fãs de faixas como “Streets of Tomorrow”, “Lasting Child” e “Never Understand”. Uma pena.
Contando com músicos de uma técnica indiscutível (gostando ou não do Angra, não dá para negar isso) e agora com o italiano Fábio Lione (Rhapsody In Fire, Vision Divine) capitaneando os vocais, optaram por fazer um set list que abarca todas as fases da banda, o que acaba por render momentos muito interessantes. De cara, chama a atenção do ouvinte o fato de Fabio Lione em momento algum tenta cometer o grave erro de emular seus antecessores, adaptando assim as canções para seu estilo vocal. Se nas músicas da fase André Matos sentimos um pouco a diferença, nas que originalmente possuíam os vocais de Edu Falaschi ele não fica nada a dever. Ainda sim, ele brilha não só com sua voz como com seu carisma absurdo. Temos muitos momentos legais aqui, como “Nothing To Say”, “Millenium Sun”, “Gentle Giant”, as faixas que contam com Rafael Bittencourt nos vocais (principalmente as do set acústico), as duas que contam com os vocais de Tarja Turunen, “Stand Away”, onde Fabio Lione, com sua voz de tenor, faz um dueto fantástico com a finlandesa e “Wuthering Heights”, em que se não brilha como André Matos, ainda sim se sai muito bem (a faixa conta participação do guitarrista Uli Jon Roth, ex Scorpions), “Evil Warning”, com participação do baterista Amilcar Christófaro (Torture Squad) e a clássica “Carry On”. Além de todos os nomes citados, o show contou também com a participação da Família Lima, responsáveis pelas partes clássicas em algumas faixas.
Batalhando para sobreviver meio a mais um momento de muita turbulência em sua história, o Angra vem com um belo álbum ao vivo e, como diz Rafael Bittencourt em seu discurso antes de “The Voice Commanding You”, ao contrário do que muitos por ai pensam, estão longe de terminar sua história (em uma clara resposta a uma entrevista dada por André Matos a algum tempo). Um álbum que vai satisfazer em muito os fãs, que estavam ávidos por um material da banda. Agora, resta esperar o novo álbum de estúdio, que sairá em 2014 e terá Lione nos vocais.


NOTA: 8,0