domingo, 10 de novembro de 2013

Paradise Lost – Tragic Illusion 25 (The Rarities) (2013)




Paradise Lost – Tragic Illusion 25 (The Rarities) (2013)
(Century Media - Importado)
               
01. Loneliness Remains
02. Never Take Me Alive
03. Ending Through Changes
04. The Last Fallen Saviour
05. Last Regreat
06. Faith Divide Us – Death Unite Us
07. Cardinal Zero
08. Back On Disaster
09. Sons Of Perdition
10. Godless             
11. Missing
12. Silent In Heart
13. Gothic 2013
14. Our Saviour 2013

Normalmente, quando uma banda faz 25 anos de carreira, temos o lançamento daquele inevitável “Best of”, com todos aqueles clássicos óbvios lançados durante a carreira e sem grandes novidades. Mas nesse caso, não estamos falando de uma banda comum, mas sim do Paradise Lost, que durante todo esse tempo de estrada sempre teve como principal característica fazer o que tinha vontade e não o óbvio. Prova disso é que poderiam ter passado o resto de sua carreira “regravando” o Draconian Times, mas optaram pela integridade e seguir um caminho que muitos condenaram, mas que artisticamente falando, refletia o desejo da banda. Sendo assim, não pense que nessa coletânea comemorativa ira encontrar os grandes clássicos da banda, porque se o fizer, irá quebrar feio a cara. O que temos aqui é uma pequena seleção de faixas raras e B Sides que saíram apenas como  bônus em álbuns, versões em vinil ou singles, além de uma faixa inédita e duas regravações.
De cara, temos a faixa inédita do trabalho, a fúnebre e desde já clássica “Loneliness Remains”. Ela vem para mostrar a todos que o Paradise Lost passa hoje pelo seu melhor momento na carreira. Depois temos a sequência de faixas das sessões do Tragic Idol (12), com o excelente cover do Spear Of Destiny, “Never Take Me Alive” e duas verdadeiras pérolas escondidas que, se tivessem entrado na versão final do álbum, o teriam tornado perfeito, “Ending Through Changes” e “The Last Fallen Saviour”. Outra faixa que finalmente está ao alcance dos fãs é a ótima “Cardinal Zero”, bônus do Faith Divide Us – Death Unite Us (09), que possui uma das melhores linhas de guitarra de Greg Mackintosh. Dessa mesma sessão, temos duas ótimas versões sinfônicas, da faixa título e de “Last Regreat” e ainda outra pequena joia, “Back On Disaster”, bônus da versão japonesa. Já das sessões de In Requiem (07) temos “Sons Of Perdition”, “Godless”, “Silnet In Heart” e o cover de “Missing”, do Everything But The Gril, faixa a qual o Paradise Lost deu uma cara toda sua. Para encerrar com chave de ouro, as ótimas regravações de “Gothic” e “Our Saviour”, que se não suplantam as originais (até porque seria pedir demais já), são uma bela homenagem a elas. Aliás, como é bom poder ouvir Nick Holmes cantando como nos velhos tempos.
O único defeito de Tragic Illusion 25 (The Rarities) é não incluir faixas raras anteriores ao In Requiem. Isso acaba privando os fãs de ótimas músicas, como “Xavier” (cover do Dead Can Dance) e “Small Town Boy” (cover do Bronski Beat’s), bônus do Symbol Of Life (02) ou de faixas ainda mais antigas, como os covers para “Walk Away” do Sisters Of Mercy e “How Son Is Now” do The Smiths. Mas isso talvez tenha uma explicação no fato de que, apesar de se tratar de uma coletânea com faixas gravadas em diferentes épocas, o álbum possua uma coesão absurda, fazendo com que um ouvinte mais desavisado pense se tratar de um novo trabalho de inéditas. Nesse ponto, não posso negar que a inclusão de tais faixas mataria essa coesão, por serem bem diferentes estilisticamente falando. Um verdadeiro presente para os fãs!

NOTA: 9,0





quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Scibex – Path To Omors (2013)




Scibex – Path To Omors (2013)
(Independente - Nacional)
               
01. Cryptic Comfort Zone
02. Built To Collapse
03. Embrace Of Silicon
04. Static
05. Mermaid Serpent
06. Being
07. Heralds Of Noosphere
08. Path To Omors
09. Vast & Secular (Instrumental)

Podem falar o que quiserem e me chamar de bairrista, mas para mim Minas Gerais sempre será o maior celeiro de bandas do Metal Nacional. Formada no ano de 2012 em Ituiutaba é já com um single (Error Bath) e um EP (Matha’s Prison) lançados no seu ano de fundação, os mineiros do Scibex já chegam ao seu debut mostrando uma competência e uma maturidade absurdas para uma banda com tão pouco tempo de estrada. A sonoridade na qual investem é algo muito pouco explorando em se tratando de Brasil, um Avant-garde Black Metal com altas doses de Progressivo que busca sair da mesmice que se encontra por ai.
Tentando dar um norte ao ouvinte, tente imaginar uma mistura de Arcturus, Borknagar e Opeth, só que com mais peso. Conseguiu imaginar? Com uma originalidade e criatividade absurdas, conseguem juntar no mesmo pacote Black, Death, Doom, Thrash, Metal Tradicional, Progressivo, vocais hora rasgados, hora limpos, cadencia e muita técnica, tudo com muita naturalidade e bom gosto. Apesar de ser um álbum longo, com mais de 1 hora de duração, você sequer nota o tempo passar durante a audição do mesmo, tamanha a qualidade do material apresentado. Em um álbum com tantas ótimas músicas, ouso aqui destacar “Cryptic Comnfort Zone”, faxa que abre Path To Omors e que já de cara mostra o que você irá encontrar pela frente, “Embrace Of Silicon”, “Being” e “Heralds Of Noosphere”.
Surpreendentemente, apesar de todo ecletismo e complexidade do trabalho, o som praticado pelo Scibex é de fácil assimilação, o que convenhamos, é extremamente difícil de conseguir em um gênero como o Avant-garde. Com muita personalidade, repleto de detalhes que se revelam a cada audição mais atenta e mesclando suas influências com muita naturalidade, Path To Omors se mostra um álbum forte e candidato frequentar as listas de melhores do ano de 2013. Vale destacar aqui também um fato que vem ocorrendo cada vez mais com bandas independentes. Esse álbum contou com o apoio da Lei de Incentivo a Cultura da Prefeitura de Uberlândia, mostrando assim que quando o trabalho é bem feito, consegue colocar para escanteio qualquer preconceito que ainda exista com o Metal. Mais uma vez, Minas Gerais nos presenteia com uma grande banda. Tremdanadibão isso!!!!!

NOTA: 9,0

Youtube



terça-feira, 5 de novembro de 2013

Desecrated Sphere – Emancipate (2013)




Desecrated Sphere – Emancipate (2013)
(Rapture Records - Nacional)
               
01. Reconnective
02. Transcending Materialism
03. Departure From Flash
04. Immeasurable Universes
05. Linking Opposites (Demystifying Ormzud and Ahriman)
06. Humanufactory
07. Urzustand
08. Source of Disassociation
09. (Re)Wake
10. Leaders of Babylon
11. Eçá

Surgido em 2011, o Desecrated Sphere já havia surpreendido com seu ótimo debut, The Unmasking Reality, lançado no mesmo ano. Com um Death Metal brutal e técnico, havia deixado muita gente por ai de queixo caído. Sendo assim, existia aqui aquela tarefa espinhosa que toda banda que lança um álbum de estreia que surpreende tem, que é o de lançar um 2º álbum tão bom quanto. Muitos estavam na expectativa pelo que viriam e querem saber, vão gostar muito do que irão escutar aqui.
O primeiro aspecto que o ouvinte mais atento ira perceber ao iniciar a audição de Emancipate é o fato de a banda estar mais direta, apesar de ainda muito técnica. Eu particularmente vejo isso como algo muito positivo. A brutalidade e o peso que imprimem a sua música também é outro fator que vai impressionar o ouvinte, principalmente aqueles mais desavisados e que estarão tendo seu primeiro contado com o som do Desecrated Sphere. Do ponto de vista individual, todos os músicos brilham, com a dupla Rubens Fraleone (que saiu da banda após o lançamento do CD, junto com o baterista Saulo Benedetti) e Gustavo Lozano despejando riffs matadores e absurdamente criativos, o baixista José “Motor” Mantovani provando ser um dos melhores do Brasil e fazendo ótima dupla com Saulo e Renato Sgarbi vomitando vocais incrivelmente doentios e insanos. Destaques aqui vão para as excelentes “Transcending Materialism”, “Departure From Flash”, “Humanufactory”, “Source of Disassociation”, “Leaders of Babylon” (a melhor do álbum) e a instrumental que encerra os trabalhos, “Eçá”.
Com uma ótima produção, músicas de alto nível e muito peso e brutalidade, o Desecrated Sphere nos brinda com um álbum de muita competência, dinâmico, maduro e que mostra o verdadeiro potencial de nosso underground. Sem mais delongas, Emancipate é um dos melhores álbuns de Death Metal lançados nesse ano de 2013. Obrigatório para quem gosta de música extrema.

NOTA: 9,0




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dead End Finland – Season Of Withering (2013)




Dead End Finland – Season Of Withering (2013)
(Inverse Records - Importado)
               
01. Season Of Withering
02. An Unfair Order
03. Paranoia
04. Zero Hour
05. Hypocrite Declaim
06. Bag Of Snakes
07. Silent Passage
08. Sinister Dream
09. Shape Of The Mind
10. Dreamlike Silence

Que o Death Metal Melódico caiu em um lugar comum, com a maioria das bandas soando idênticas umas as outras é algo indiscutível. Dentro desse panorama, é louvável quando uma banda surge tentando modificar, mesmo que minimamente, uma fórmula já batida. É nesse caso que se encaixam os finlandeses do Dead End Finland. Ok, não estamos falando de uma banda 100% original, já que em um primeiro momento o Children Of Bodom pode acabar vindo a memória, mas isso no final serve apenas para situar o ouvinte. Fundada em 2008 e com um álbum na bagagem, Stain Of Disgrace (11), chegam a seu 2º álbum demonstrando ter se tornado uma banda mais madura.
Musicalmente, o DEF adiciona ao seu Death Melódico alguns toques de Metalcore, mais precisamente no que tange os vocais, hora agressivos, hora melódicos, a cargo de Mikko Virtanen, alguns toques de Industrial, guitarras modernas e uma pegada um pouco mais comercial, cortesia dos ótimos teclados, pilotados por Jarno Hänninen, que despejam melodias em profusão durante todo álbum. A banda se mostra muito criativa e equilibra de forma muito competente o peso, agressividade e melodia, o que convenhamos, não é lá uma tarefa muito fácil. Dentro dessa proposta, podemos destacar aqui a faixa título, que abre o trabalho, “An Unfair Order” (com um refrão cativante, algo recorrente em todo álbum), “Zero Hour”, “Hypocrite Declaim” (onde os vocais agressivos de Mikko se destacam) e “Sinister Dream”.
Se não é a banda mais original do mundo, o Dead End Finland também passa longe da mesmice de muitas outras do gênero, o que acho muito louvável. Season Of Withering é um álbum muito bem equilibrado, sem grandes altos e baixos e vai agradar em muito aos fãs do estilo. Sem sombra de dúvidas, um álbum de boa qualidade e que sai um pouco da mesmice de um gênero que vem se mostrando cada vez mais cansado. Vale uma audição atenta.

NOTA: 8,0