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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Rhapsody Of Fire – Into The Legend (2016)


Rhapsody Of Fire – Into The Legend (2016)
(Shinigami Records/Nuclear Blast – Nacional)


01. In Principio
02. Distant Sky
03. Into The Legend
04. Winter’s Rain
05. A Voice In The Cold Wind
06. Valley Of Shadows
07. Shining Star
08. Realms Of Light
09. Rage Of Darkness
10. The Kiss Of Life

Quando surgiu em meados dos anos 90, lançando duas verdadeiras obras primas do Power Metal Melódico Sinfônico, Legendary Tales (97), Symphony of Enchanted Lands (98) e um ótimo álbum, Dawn of Victory (00), muita gente ficou impressionada com a grandiosidade da música dos italianos. O problema é que após isso, tudo foi ficando repetitivo e a fórmula, manjada. Com a saída de Luca Turilli em 2011 para formar seu próprio Rhapsody (Luca Turilli's Rhapsody), uma nuvem negra pareceu pairar sobre a banda e muitos questionaram se valia a pena continuar sem um dos seus principais compositores. O tempo tratou de dar essa resposta.

Enquanto Luca se aprofundou ainda mais naquela fórmula já desgastada, elevando-a um um nível estratosférico de exagero e pomposidade, o Rhapsody procurou em Dark Wings of Steel, encontrar novas soluções para sua música, mas sem se distanciar de suas maiores características. Nesse ponto, a entrada do guitarrista Roby De Micheli acabou sendo muito importante, já que além da guitarra passar a se fazer mais presente, ele se mostra bem mais direto que Turilli, o que acaba por ser uma grande vantagem. Into The Legend é uma continuação natural desse trabalho.

Claro, não vou mentir para meus prezados leitores, todos aqueles clichês característicos que marcaram a carreira dos italianos até então, continuam se fazendo presentes aqui. A introdução sinfônica que abre o álbum, os trechos cantados em latim, a faixa épica que encerra o álbum (aqui com quase 17 minutos), arranjos e mais arranjos orquestrais (tocados por uma Orquestra de verdade), vocal de Lione lá no alto, linhas rápidas de guitarra, baixo, bateria e teclado, esse se fazendo sempre muito presente, nada falta em Into The Legend. Falando assim, parece que o desastre aqui se faz iminente, correto? Mas não é bem assim, felizmente.

Sem fugir de sua receita de bolo pronto, o Rhapsody (nunca irei aceitar esse "Of Fire") consegue equilibrar muito bem os clichês, sem soar chato e repetitivo, até porque o trabalho possui um ar mais moderno, algo não tão presente em álbuns anteriores e que evita assim que o mesmo soe datado. Lione, por exemplo, em diversos momentos segue um caminho mais agressivo em seus vocais, o que beneficia a banda. Já nas guitarras (mais presentes e pesada), podemos ver os italianos buscando algo diferente do trivial em matéria de riffs, com Roby mostrando toda a sua importância na atual sonoridade da banda. A verdade é que se por um lado soam previsíveis, por outro soam renovados.

Dentre as 10 faixas aqui presentes, aponto como minhas preferidas a rápida "Distant Sky", que possui aquele refrão típico da banda, "Into The Legend", talvez a mais pesada de todo álbum, "Winter’s Rain", com um belo trabalho de Roby, "Valley Of Shadows", com uma linda participação da soprano Manuela Kriscak, coral e trechos em latim, a bela balada "Shining Star" e a épica "The Kiss Of Life", um monstro de quase 17 minutos, cantada em três idiomas (inglês, italiano e latim), com ótimas orquestrações de Staropoli e Alex Holzwarth se destacando na bateria.

A produção ficou nas mãos do chefão Alex Staropoli, com mixagem de Alberto Bravin e masterização de Maor Appelbaum e bem, está no nível Rhapsody de excelência, grandioso como o som da banda. Já a capa é mais uma obra do colombiano Felipe Machado Franco, estando dentro do padrão de capas dos italianos. Clichê, mas bonita. Dando aos fãs exatamente o que eles esperam de um trabalho da banda, o Rhapsody conseguiu lançar seu melhor trabalho em muito tempo. Pode não estar no nível de seus clássicos, mas ainda assim vai agradar em cheio aos fãs do estilo.

NOTA: 8,5

Rhapsody é:
- Fabio Lione (Vocal)
- Alex Staropoli (Teclado)
- Roby De Micheli (Guitarra)
- Alessandro Sala (Baixo)
- Alex Holzwarth (Bateria)

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Rhapsody of Fire – Dark Wings of Steel (2013)




Rhapsody of Fire – Dark Wings of Steel (2013)
(AFM Records - Importado)
               
01. Vis Divina  
02. Rising From Tragic Flames
03. Angel of Light
04. Tears of Pain
05. Fly To Crystal Skies
06. My Sacrifice
07. Silver Lake of Tears
08. Custode Di Pace
09. A Tale of Magic
10. Dark Wings of Steel
11. Sad Mystic Moon
12. A Candle To Light (Bonus Track)

Quando Luca Turilli rompeu com a banda e formou seu próprio Rhapsody, diga-se de passagem, de forma amigável, me perguntei por que precisaríamos de mais um Rhapsody no mundo, afinal de contas, o original já a muito vinha demonstrando sinais de cansaço, com sua fórmula pomposa de fazer música. Quando a banda de Turilli lançou Ascending To Infinity no ano passado, era exatamente o que todos esperavam. Metal sinfônico cinematográfico, com toda gama de pompa e exageros que se têm direito. Dessa forma, estava muito curioso para ver o que o original iria apresentar nesse Dark Wings of Steel, se repetiria a fórmula já batida que os consagrou como um dos maiores nomes do Melódico em todos os tempos ou se procuraria novos rumos para sua música.
Felizmente, para a surpresa de muitos, o Rhapsody capitaneado por Alex Staropoli escolheu a segunda opção. Não que todas aquelas características que marcaram a carreira da banda não estejam presentes, afinal de contas, as orquestrações, os coros e as melodias continuam por aqui, mas agora de uma forma muito mais dosada, sem exageros de outrora. Digamos que soam mais Metal e menos teatral. Esse despojamento, essa organicidade maior, só fez muito bem a banda. Podemos notar agora a guitarra, a cargo de Roberto De Micheli (que por sinal, fez um belo trabalho), muito mais presente, com ótimos riffs e solos e mais peso do que de costume em se tratando de um álbum dos italianos. As músicas também estão menos velozes, saindo daquele clichê do Metal Melódico no qual apostaram por anos, mostrando que uma pitada de modernidade e diversidade não faz mal a ninguém. Claro que ainda temos músicas velozes por aqui, vide o exemplo da ótima “Silver Lake of Tears”, mas esse lado mais “dark” é o que predomina durante toda audição. Os destaques aqui vão para “Rising From Tragic Flames”, umas das faixas onde o Rhapsody clássico dá as caras, “Angel of Light”, “Tears of Pain”, a já citada “Silver Lake of Tears”, “A Tale of Magic” e a faixa título, o elo entre o velho e o novo Rhapsody.
É indiscutível que no passado o Rhapsody lançou verdadeiros clássicos do Metal Melódico, mas já a muito que a banda havia caído no piloto automático, lançando álbuns burocráticos e repetitivos. Com Dark Wings of Steel, resolveram sair da zona de conforto e depois de muito tempo voltam a fazer um trabalho de relevância. Se você, fã, estava preocupado em como a banda soaria sem Luca Turilli, pode respirar aliviado, pois não irá se decepcionar com o resultado final. Mostrando muita maturidade e provando a todos que ainda têm muita a oferecer, o Rhapsody voltou lançando seu melhor álbum nos últimos 10 anos, pelo menos.

NOTA: 8,0