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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Hellish War - Wine of Gods (2019)


Hellish War - Wine of Gods (2019)
(Independente - Nacional)


01. Wine Of Gods
02. Trial By Fire
03. Falcon
04. Dawn Of The Brave
05. Devin
06. House On The Hill
07. Burning Wings
08. Warbringer
09. Paradox Empire
10. The Wanderer

Com quase 25 anos da carreira, o Hellish War se estabeleceu como um dos principais nomes do cenário nacional quando o assunto é Heavy Metal. Com os dois pés bem fincados naquela sonoridade oitentista, trafegam com muita naturalidade entre as escolas inglesa e germânica, com mais ênfase para essa segunda. Para os que por ventura desconhecerem o grupo oriundo de Campinas/SP, nomes como os alemães Running Wild, Grave Digger, Rage, e os britânicos Saxon, Iron Maiden e Judas Priest, além dos americanos do Manowar, podem servir como uma referência musical. E convenhamos, com influências desse calibre, e com a experiência adquirida em mais de 2 décadas, é praticamente impossível não fazer música de qualidade.

Antes de tudo, vale registrar que Wine of Gods, 4º trabalho de estúdio da banda, foi financiado pelo ProAC Editais, um programa de incentivo a Cultura do Governo do Estado de São Paulo, onde através de seleções públicas, com regras, quantidade e valores definidos por editais, artistas disputam os recursos disponíveis. Visando a democratização, metade dos contemplados são escolhidos entre nomes com atuação no interior do estado, e os recursos são repassados diretamente aos selecionados, não sendo necessário a captação de patrocínios que ocorre em outras leis, e que acaba pôr as tornar inócuas para projetos de menor porte, já que geralmente, os patrocinadores preferem focar em nomes e projetos de grande porte, que dão visibilidade certa a suas marcas. Fica a dica para bandas e produtores de São Paulo que, por ventura, desconhecem tal lei.

Vindo de um ótimo álbum, Keep the Hellish (13), e do relançamento de se debut, Defenders of Metal (17), o Hellish War mantém a boa fase, e apresenta sua já conhecida mescla de Heavy Tradicional com Power/Speed, tipicamente oitentista e de muita qualidade. Após a boa estreia, Bil Martins se mostra ainda mais à vontade e entrosado com seus companheiros, e seus vocais soam fortes, agressivos e variados. As guitarras de Vulcano e Daniel Job despejam fúria, riffs grudentos, melodias marcantes e bons solos, enquanto JR (baixo) e Daniel Person (bateria) formam uma parte rítmica pesada, diversificada e precisa. Os refrões marcantes, uma marca da banda, continuam mais do que presentes, e vão ficar na cabeça do ouvinte por um longo tempo. Wine of God é sem sombra de dúvidas, o álbum mais maduro e inspirado do quinteto campineiro, e olha que estamos falando de uma banda com lançamentos para lá de consistentes dentro do seu estilo.


De cara, temos “Wine of Gods”, pesada, com bons riffs e melodias, além de um refrão grudento. A acelerada “Trial By Fire” tem aquela pegada bem alemã e remete aos melhores momentos do Running Wild, com destaque para a parte rítmica, que também brilha na ótima “Falcon”, onde as guitarras também se sobressaem. “Dawn Of The Brave”, mais cadenciada, se destaca não só pelo trabalho vocal de Bil, como também pelos riffs, enquanto “Devin” alterna bem cadência e velocidade, com elementos típicos do Power/Speed alemão. A instrumental “House On The Hill”, com suas guitarras dobradas, não nega a influência do Maiden na sonoridade da banda, sendo seguida por “Burning Wings”, com seus bons riffs e melodias. “Warbringer” deixa clara a ascendência de Grave Digger, tanto que conta com a participação mais do que especial de ninguém menos que Chris Boltendahl nos vocais. É um dos pontos altos de todo álbum. Na sequência final, temos a maideniana “Paradox Empire”, outra que apresenta bons riffs e refrão marcante, e “The Wanderer”, uma daquelas canções ótimas para se bater cabeça.

A produção se destaca por conseguir equilibrar modernidade e organicidade, passando longe da frieza e assepsia das produções atuais. Vale dizer que o trabalho teve produção-executiva de Eliton Tomasi, e mixagem e masterização realizadas por Ricardo Piccoli (Kamala, Queiron, Slasher). Como manda a tradição da banda, a capa é obra de Eduardo Burato, com o design e layout do encarte, feitos pela talentosa vocalista do Threesome, Juh Leidl. O Hellish War não reinventa a roda, no que tange o Heavy Metal, mas como eu sempre digo, não existe a necessidade de se reinventar algo que é perfeito por si só. Se gosta daquele Metal praticado nos anos 80, pelas bandas europeias, aqui está um álbum simplesmente imperdível!

NOTA: 86

Hellish War é:
- Bil Martins (vocal);
- Vulcano (guitarra);
- Daniel Job (guitarra);
- JR  (baixo);
- Daniel Person (bateria).

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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Hellish War - Defender Of Metal (2001/2017)


Hellish War - Defender Of Metal (2001/2017)
(Independente - Nacional)


01. Into The Battle
02. Hellish War
03. We Are Living For The Metal
04. Defender Of Metal
05. The Sign
06. Gladiator
07. Into The Valhalla
08. Sacred Sword
09. Memories Of A Metal
10. Feeling Of Warriors
11. The Law Of The Blade

Quando falamos de Metal Tradicional no Brasil, um dos primeiros nomes que vem à tona certamente é o veterano grupo campineiro Hellish War, na luta desde 1995 e com 3 cd’s de estúdio já lançados, além de um trabalho ao vivo. Nesses mais de 20 anos de árdua labuta em prol do Metal Nacional, nunca esmoreceram, apesar de todas as dificuldades que são enfrentadas por quem se aventura pelas sinuosas estradas do underground metálico.

Mas tudo tem um começo, e aqui temos o início da caminhada do Hellish War. Ainda me lembro das propagandas da Megahard Records na Rock Brigade, no início dos anos 2000, onde tive meu primeiro contato com Defender Of Metal, debut do grupo campineiro. Dali surgiu a curiosidade de escutar aquele CD que, só pelo título, já deixava claro ser uma ode ao estilo que tanto amamos. E realmente ele o era e não sem justiça, o tempo acabou por fazer dele um dos principais trabalhos do estilo quando se trata de Metal Tradicional não só no Brasil, como na América Latina como um todo.

Decididamente esse é um álbum para saudosistas. Tudo nele remete aos anos 80, desde a sonoridade, que mescla a escola germânica (principal referência aqui) com a britânica do estilo, como também a parte lírica, que chega até mesmo a soar um tanto imatura com seus excessos de palavras como “Battle”, “Metal”, “Sword” ou “Warriors”, algo bem típico quando nos recordamos do cenário metálico oitentista. São clichês que certamente incomodarão aos mais críticos, mas que arrancarão sorrisos daqueles que viveram o período, ou mesmo dos mais novos que idolatram o passado. 


Os vocais de Roger Hammer podem não ser soberbos, mas soam fortes, enérgicos e sinceramente, isso vale mais do que alcançar aquelas notas inimagináveis. Remetem a nomes como Chris Boltendahl (Grave Digger), Rock 'n' Rolf (Running Wild) e Hansi Kürsch (Blind Guardian). As guitarras de Vulcano e Daniel Job executam um ótimo trabalho, com riffs velozes e marcantes, além de bons solos, enquanto a parte rítmica, com o baixista Gabriel Gostautas e o saudoso baterista Jayr Costa (a quem esse relançamento é dedicado), mostra não só boa técnica, como segura o peso das canções. E os refrões? Bem, são grudentos como devem ser.

Claro, as músicas estão cheias de clichês do estilo, não apresentam nada de novo, mas ainda assim mantêm o nível e são capazes de empolgar os fãs do estilo. Entre os maiores destaques, eu apontaria “Hellish War”, um Speed Metal tipicamente alemão e que poderia estar em qualquer bom álbum do período, “We Are Living For The Metal”, um Power Metal com forte influência de Helloween e que possui um daqueles refrões moldados para se cantar a plenos pulmões nos shows, a forte e empolgante “The Sign”, as “maidenianas” “Gladiator” e “Sacred Sword” (essa épica com mais de 10 minutos de duração) e a pesada “The Law Of The Blade”.

Em matéria de produção, a qualidade é boa, ainda mais se tratando de um trabalho gravado em 2001. Soa crua, mas totalmente audível. A capa com seu guerreiro pronto para lutar em prol do Metal também é clichê do estilo, mas ainda assim legal e remete totalmente aos anos 80. E para provar a relevância de Defender Of Metal, basta citar que anos depois o mesmo foi lançado posteriormente no mercado europeu, onde é considerado por muitos como um trabalho cult. Como já dito, um dos principais trabalhos do Metal Tradicional lançado no Brasil e que mais uma vez está ao alcance de todos os fãs do bom e velho Metal oitentista.

NOTA: 8,0

Hellish War (gravação):
- Roger Hammer (vocal);
- Vulcano (guitarra);
- Daniel Job (guitarra);
- Gabriel Gostautas (baixo);
- Jayr Costa (bateria).

Hellish War é:
- Bil Martins (vocal);
- Vulcano (guitarra);
- Daniel Job (guitarra);
- JR (baixo);
- Daniel Person (bateria).

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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Hellish War – Keep It Hellish (2013)




Hellish War – Keep It Hellish (2013)
(Pure Steel Records)

01. Keep It Hellish
02. The Challenge
03. Reflects on the Blade
04. Fire And Killing
05. Master of Wreckage
06. Battle at Sea
07. Phantom Ship
08. Scars (Underneath Your Skin)
09. Darkness Ride
10. The Quest

A pergunta de 1 milhão de reais que aflige boa parte dos bangers que são fãs de um bom Metal Tradicional oitentista é o que será do estilo quando os grandes medalhões como Iron Maiden ou Judas Priest se aposentarem. Os anos 80 passaram a muito e o período de auge do estilo ficou para trás. Nos dias de hoje, apenas esses gigantes do passado são capazes de lotar arenas mundo a fora e terem seus nomes reconhecidos até mesmo por leigos ao Metal. Ok, não negarei aqui que o estilo anda passando por um revival, com novas bandas surgindo e conseguindo algum reconhecimento entre os fãs, mas com raras exceções, como os alemães do Alpha Tiger, esses novos nomes padecem de uma fixação freudiana pelo Iron Maiden, quase que plagiando os britânicos em suas músicas e as dotando de uma falta de personalidade muito preocupante. E convenhamos, se eu quiser escutar um álbum do Maiden, irei colocar um álbum do Maiden para rolar e não um trabalho genérico de alguma banda sueca que se limita a copiar o que já foi feito décadas atrás.
Todo esse discurso é apenas para dizer que o Hellish War, felizmente, não sofre desse incomodo defeito. Claro que algumas referências à velha Donzela de Ferro surgem aqui e ali em seu trabalho, mas talvez o nome que mais lhe vira à cabeça ao escutar Keep It Hellish seja o dos piratas alemães do Running Wild. Mas deixemos claro aqui que em momento algum soam como uma simples cópia, já que não estamos falando de uma banda iniciante, mas de um grupo com quase 20 anos de estrada e que já encontrou sua identidade a muito. Na batalha desde 1995, infelizmente esse é apenas o 3º trabalho do Hellish War e surge depois de um hiato de 5 anos, sendo certamente seu álbum mais consistente e ambicioso. Aqui você irá encontrar tudo que deseja em um Cd do estilo. Peso, velocidade, vigor, riffs melódicos, guitarras gêmeas, ótimos solos, muita energia e refrões forjados a base de super bonder que ficarão grudados em sua cabeça mesmo muito depois de terminada a audição. Em um trabalho tão homogêneo e de qualidade, destacar algumas faixas é uma tarefa árdua, mas cito aqui a ótima faixa título, com um refrão que vc já vai cantar junto de primeira, “Reflects on the Blade”, com uma pegada mais Maiden, “Master of Wreckage”, que tem tudo para se tornar um hino do Metal Nacional, “Phanton Ship”, que é uma espécie de “Rime of the Ancient Mariner” do álbum e a música com mais referências aos britânicos em todo o álbum e “Darkness Ride”.
Num mix perfeito de Iron Maiden e Running Wild, o Hellish War surge com um álbum para lá de viciante e que irá empolgar qualquer fã do estilo. E mais uma vez o Brasil mostra que em matéria de qualidade, nosso cenário não fica devendo a nenhum outro. E por favor, que não demorem mais 5 anos para lançar seu próximo trabalho.

NOTA: 8,5

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