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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Fleshgod Apocalypse – King (2016)


Fleshgod Apocalypse – King (2016)
(Shinigami Records/Nuclear Blast – Nacional)


01. Marche Royale
02. In Aeternum
03. Healing Through War
04. The Fool
05. Cold As Perfection
06. Mitra
07. Paramour (Die Leidenschaft Bringt Leiden)
08. And The Vulture Beholds
09. Gravity
10. A Million Deaths
11. Syphilis
12. King

No Metal existe espaço para tudo. Existem aquelas bandas que nasceram para fazer o simples, o básico, com muita qualidade, mas existem também aquelas que vieram ao mundo para fazer um trabalho grandioso em todos os sentidos. E com todo respeito, os italianos do Fleshgod Apocalypse se encaixam exatamente no segundo grupo, com sua música de sonoridade irrotulável. Durante toda a audição de King, fiquei me perguntando como definir o quinteto italiano, que pratica um Metal extremo, pesado, agressivo, moderno, muito técnico e carregado de elementos orquestrais e operísticos que transformam seu trabalho em algo único. E querem saber, simplesmente não consegui encontrar tal definição.

O que mais impressiona nesse trabalho é que apesar de toda a pompa que tais elementos orquestrais/operísticos trazem a música praticada pelo Fleshgod Apocalypse, com direito a belos coros e a participação da soprano Veronica Bordacchini, ainda assim conseguem manter todo o peso e agressividade necessários a uma banda de Metal. Estão ali os vocais guturais (que alternam com limpos em muitos momentos), ótimos riffs e solos e a parte rítmica que esbanja técnica, solidez, variedade e uma música que parece pesar uma tonelada.

Apesar de toda a complexidade e riqueza dos arranjos aqui presentes, das inúmeras mudanças rítmicas presentes em todo álbum, King é um trabalho surpreendentemente fácil de ser escutado, já que a musicalidade se faz mais do que presente no mesmo. Contando com uma introdução (“Marche Royale”) e uma peça de piano que o encerra (“King”), temos aqui 9 verdadeiras obras primas, onde aponto como minhas preferidas “In Aeternum”, “The Fool”, a trinca que conta com a participação de Veronica - “Cold As Perfection”, “Paramour (Die Leidenschaft Bringt Leiden)” (com letra baseada em obra de Goethe) e “Syphilis”“And The Vulture Beholds” e “A Million Deaths”. Mas não se enganem, qualquer uma das demais poderia ter sido citada aqui.

A mixagem e masterização do onipresente Jens Bogren deixou tudo ainda mais grandioso, já que apesar da enormidade de coisas ocorrendo ao mesmo tempo, tudo aqui é absolutamente claro. A capa é um belíssimo trabalho de Eliran Kantor e candidata a mais bonita do ano. A apresentação gráfica do encarte também é belíssima e casa 100% com a proposta que apresentam no álbum, fechando assim um pacote perfeito.

Se enveredar por esses caminhos e buscar uma música tão grandiosa é algo perigoso, pois acaba sendo muito fácil se perder meio a exageros e à pomposidade em excesso. Vide o exemplo dos últimos trabalhos de outro músico italiano, Luca Turilli, com sua versão do Rhapsody, onde o orquestral soterra o Metal. Felizmente o Fleshgod Apocalypse não sofre desse mal, já que consegue equilibrar muito bem arranjos riquíssimos, complexidade e uma sonoridade pesada, técnica e agressiva. O resultado é um álbum primoroso e que certamente estará entre os melhores de 2016 em dezembro. Simplesmente obrigatório!

NOTA: 9,0

Fleshgod Apocalypse é:
- Tommaso Riccardi (Vocal/Guitarra)
- Cristiano Trionfera (Guitarra)
- Paolo Rossi (Baixo/Vocal Limpo)
- Francesco Ferrini (Piano/Orquestrações)
- Francesco Paoli (Bateria/Guitarra/Vocal)

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Fleshgod Apocalypse – Labyrinth (2013)




Fleshgod Apocalypse – Labyrinth (2013)
(Nuclear Blast - Importado)

01. Kingborn
02. Minotaur (Wrath of Poseidon)
03. Elegy
04. Towards the Sun
05. Warpledge
06. Pathfinder
07. The Fall of Asterion
08. Prologue
09. Epilogue
10. Under Black Sails
11. Labyrinth

Banda italiana e Metal Sinfônico. Quando essas duas coisas se juntam, você já imagina uma banda de Power Metal Melódico na linha do Rhapsody e demais do gênero. Mas quem conhece o Fleshgod Apocalypse, sabe que a praia aqui é outra, um Death Metal absurdamente brutal e técnico. Talvez justamente por essa mistura inusitada do Death com o Symphonic Metal, a banda vem crescendo de forma exponencial no cenário metálico.
Claro, estamos diante de um trabalho de difícil apreciação e absurdamente complexo. Sendo assim, dificilmente o ouvinte ira captar a força do som presente em Labyrinth já de cara, a não ser aqueles que já acompanham a banda em seus lançamentos anteriores, Oracles (09) e Agony (11). Desde a abertura, com á ótima e violenta “Kingborn” até o encerramento, com a instrumental que leva o nome do álbum, podemos dizer que cada música presente aqui é surpreendente, pois os rumos que cada canção toma são incertos e inesperados. Musicalmente falando, não temos grandes diferenças em relação aos trabalhos anteriores da banda, mas é inegável também que estão com uma sonoridade bem mais madura. A forma como misturam o seu Death Metal brutal com as parte sinfônicas consegue soar absurdamente natural e passa longe do exagero e do pedantismo. Um exemplo disso são os vocais operísticos de Verônica Bordacchini, utilizados na medida certa. Outros destaques aqui vão para “Minotaur (Wrath os Poseidon)”, bem acelerada, a caótica “Elegy”, “Pathfinder”, “The Fall of Asterion” e “Under Black Sails”.
Vale destacar também a ótima produção de Labyrinth, a melhor da banda até esse momento, pois conseguiu deixar todos os instrumentos bem audíveis e o som muito pesado e agressivo. No final, se você já curtia a proposta do Fleshgod Apocalypse, se tornará ainda mais fã desses italianos, mas, se você se encaixava naquele grupo que não curtia o som praticado por eles, não é com esse álbum que irá mudar de opinião. Aqui não tem espaço para meios termos, ou se ama ou odeia.

NOTA: 8,5

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