quarta-feira, 1 de junho de 2016

Abrasion - Leave Your Mark (2016)


Abrasion - Leave Your Mark (2016)
(Independente - Nacional)


01. Leave Your Mark
02. The Frontier
03. All Kinds Of Feelings
04. Lame Excuses
05. Metallize
06. Never Say Never
07. No Diplomacy
08. Don’t Turn Away
09. Eternal Flame
Bônus da versão física
10. Merlin’s Apprentice (Bonus)
11. Don’t Run For Dying (Bonus)
12. In The Name Of Metal (Bonus)
13. XVIII (Bonus)

Entrei no mundo do Metal de cabeça com meus 12 anos de idade, no já distante ano de 1989. De lá para cá, são praticamente 27 anos respirando o estilo. Tive minha fase "true", como todo moleque iniciante, mas o tempo foi passando, a cabeça foi mudando e o radicalismo foi sendo deixado de lado. Abri-me a outros estilos musicais, a novas influências e isso invariavelmente acabou refletindo no meu gosto por música pesada.

Ao contrário de muitos da minha geração, que abominam tudo que é atual, moderno e se prendem com todas as forças ao tradicionalismo, eu estou sempre em busca do novo, do diferente. Quem convive comigo, raramente me vê escutando algum trabalho antigo de medalhões do estilo (até porque já os escutei à exaustão nessa vida). Isso significa que abomino sonoridades tradicionais? De forma alguma, ainda mais quando tenho a oportunidade de escutar um trabalho como Leave Your Mark, do Abrasion.

Com os pés muito bem fincados no Metal Tradicional e influência latente de Judas Priest em sua música, o trio paulista retorna após um hiato de 15 anos desde o lançamento do seu debut, Abrasion. Nesse período, passaram por todo tipo de dificuldades típicas de bandas undergrounds, com infinitas mudanças de formação (De quinteto, se tornaram um trio) e vários términos e retornos. Como não poderia deixar de ser, a evolução musical da banda nesse período foi imensa, com sua música se tornando mais madura e coesa.

As canções estão mais bem arranjadas e variadas, podendo ser percebida certa influência de Hard Rock em alguma delas. O guitarrista e produtor Aldo Carmine (Doktorclub, Revenged, Rhevan, Asteroth, Mantris) passou a ser também o responsável pelos vocais e consegue executar as duas funções com maestria ímpar, já que seu timbre de voz se encaixa perfeitamente na proposta do Abrasion, além de despejar ótimos riffs e solos muito agradáveis e com boas melodias. Seu trabalho é muito facilitado pelo ótimo desempenho do baixista Romão Valladares, que segura a bronca com ótimas bases e pela bateria pesada e técnica de Alex Vespasiano.

Um forte clima épico permeia todas as faixas do álbum, principalmente devido aos ótimos coros presentes nos refrãos. Aliás, estes são muito bons e grudam fácil na cabeça do ouvinte. Dentre as canções aqui presentes, aponto como minhas preferidas “Leave Your Mark”, “The Frontier”, “All Kinds Of Feelings”, “Lame Excuses”, “No Diplomacy” e “Don’t Turn Away”, onde as influências de Hard talvez fiquem mais escancaradas. A versão física do trabalho ainda conta com 4 faixas bônus, sendo 3 delas regravações e a inédita “In The Name Of Metal”.

Não prezado leitor, o Abrasion não apresenta nada de novo, de revolucionário e em momento algum tentam reinventar a roda, mas é justamente ai que está sua maior qualidade. Metal Tradicional de qualidade, forte, pesado e que vai te fazer viajar no tempo, no meu caso específico, aos meus 12 anos de idade.

E que não demorem mais 15 anos para seu próximo trabalho de estúdio.

NOTA: 8,0

Abrasion é:
- Aldo Carmine (Vocal/Guitarra)
- Romão Valladares (Baixo)
- Alex Vespasiano (Bateria)

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Metal Media (Assessoria de Imprensa)

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