quarta-feira, 2 de março de 2016

Azorrague - Bringer of Terror (2015)


Azorrague - Bringer of Terror (2015)
(Metal Survivor – Nacional)


01. Bloody Hands
02. Bringer of Terror
03. A Voodoo Journey
04. Devil’s Army Destruction
05. Funeral Invitation
06. O Ciclo Maldito da Perversão
07. The Voice of Who Cries
08. Catapulted to the Void
09. Strident
10. For All I Believe
11. Fall By Pride (Remaster)

Existem duas verdades absolutas no que tange o fã de Metal no Brasil. A primeira é que a maioria dos nossos headbangers adora sonoridades mais tradicionais, quase abominando tudo que é moderno e a segunda, temos o dom não só para apreciar, como também para nos enveredarmos por sonoridades mais extremas. Sendo assim, nada mais comum do que nossas bandas unirem uma coisa a outra.

O Azorrague vem de Curitiba/PR e foi formado em 2007 por ex-membros de bandas como Murder Rape e Evilwar (hoje só conta com um ex-membro dessa), o que já faz com os que desconhecem seu trabalho (já possuem 1 CD e 1 EP, além de uma Demo), tenham uma ideia do poder de fogo do que irão encontrar. Curte nomes como Mortification, Master, Death e afins? Então o grupo curitibano foi feito sobre medida para você. Praticando um Death Metal com pegada bem tradicional e que flerta com elementos Thrash, com boas variações, vocal gutural, guitarras que despejam em nossos ouvidos ótimos riffs e solos e uma parte rítmica bem técnica e pesada, a música contida em Bringer of Terror vai agradar em cheio aos bangers mais saudosistas.

Justamente por possuir músicos experientes em sua formação, o Azorrague se distância em muito de soar como uma simples cópia de nomes consagrados, conseguindo dar uma cara mais própria a sua obra. Claro, algumas influências podem ficar mais explícitas aqui e ali, mas soam exatamente dessa forma, ou seja, influências. Dentre as 11 faixas presentes, destaco "Bloody Hands", "Bringer of Terror", "Devil’s Army Destruction", "O Ciclo Maldito da Perversão", "Catapulted to the Void" e "For All I Believe" (com ousados vocais femininos).

A produção ficou a cargo de Karin Serri (Doomsday Hymn, banda de onde vêm dois de seus membros, Fernando e Roney) e tem muito boa qualidade, deixando tudo pesado e audível. Apresentando uma música bruta, pesada, variada, com grande dose de agressividade e claro, muita personalidade, o Azorrague lançou um belo trabalho, desses feitos para agradar qualquer fã de um bom e velho Death Metal.

NOTA: 8,0

Azorrague é:
- Fernando Frogel (Baixo/Vocal)
- Roney Lopes Simões (Guitarra)
- Jarlisson Batista (Bateria/Vocal)

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