quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Pagan Throne - Swords Of Blood (2015)



Pagan Throne - Swords Of Blood (2015)
(Eternal Hatred Records – Nacional)

01. Invasion
02. Swords Of Blood
03. Rites Of War
04. Fallen Heroes
05. Northern Forests
06. Beast Of The Sea
07. Kingdom Rises
08. Dark Temples
09. Path Of Shadows
10. Pagan Heart (Acoustic Version)

Cestas bandas deveriam ser proibidas de ficar tanto tempo sem lançar um álbum completo de estúdio. Lá se vão 5 anos que os cariocas do Pagan Throne lançaram o bom The Way to the Northern Gates e após isso, apenas se limitaram a alguns singles. Uma pena para uma horda que sempre praticou um Pagan Black Metal de respeito.

Mas bem, eis que nos encontramos diante de seu novo trabalho, Swords Of Blood, onde o quinteto continua sua história do ponto onde parou no debut. Isso significa que aqui, o Pagan Throne soa visivelmente mais maduro que em sua estréia, com sua música soando ainda mais coesa e técnica que no álbum de 2010. Mas os fãs do trabalho da horda carioca não precisam se preocupar, pois todo o poderio daquele Pagan Black Metal de outrora continua mais que presente aqui. Claro que com a maturidade, veio uma maior abertura para a sua música, que se deixa influenciar discretamente por outras vertentes do Metal que se encaixam bem em sua proposta, mas ainda sim todo aquele clima bélico, agressividade, intensidade, energia e brutalidade continuam se fazendo marcantes em sua música.

Fica evidente para o ouvinte todo o esmero dos caras em apresentar um material de primeiríssima qualidade. O resultado é que tudo aqui parece estar perfeitamente encaixado em seus devidos lugares. Rodrigo Garm se saiu muitíssimo bem e Swords Of Blood apresenta um belíssimo trabalho no que tange a parte vocal. Os guturais se alternam em alguns momentos com vocalizações mais limpas, dando uma variação muito legal, além de contar com ótimos coros. Já Rafael Casotto despeja ótimos riffs, bem diretos, além de ótimos solos. Já a “cozinha”, composta por Eddie Torres (Baixo) e Alexandre Daemortiis (Bateria) mostra grande técnica, variedade e conseguem imprimir ótima cadencia, além de todo o peso necessário as composições da horda. Fechando o pacote, o tecladista Hage encaixa seu instrumento de forma perfeita nas composições, sem soar exagerado ou desnecessário. Destaques aqui ficam por conta de “Swords Of Blood”, “Rites Of War”, “Fallen Heroes”, “Beast Of The Sea”, “Kingdom Rises” e “Pagan Heart” (essas duas últimas com participação de Vivi Alves, do Mortarium).

A produção, masterização e mixagem foram realizadas pelo baixista Eddie Torres e o trabalhou ficou muito bom. Já a capa é uma bela obra de Marcos Lorezent, que consegue passar todo o clima de batalha que permeia o material. Mais coeso que nunca e equilibrando de forma perfeita peso, agressividade, melodia e técnica, o Pagan Throne lançou um dos melhores álbuns nacionais de 2015. E que não demorem mais 5 anos para lançar o próximo!

NOTA: 9,0




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