quarta-feira, 20 de maio de 2015

Greensleeves – Inertial Frames (2014)




Greensleeves – Inertial Frames (2014)
(Independente – Nacional)

01. Fireflies
02. Unsolved
03. Construct
04. Dyschromatopsia
05. Decoding Love
06. Broken
07. Fading Heroes
08. Seed of Ego
09. Lich Bride
10. Fixed
11. Inertial Frames of Reference
12. The Little Things

Autoindulgência. Essa é a palavra que me vêm à cabeça quando falam de Prog Metal comigo. Muito disso é culpa de alguns músicos do estilo espalhados por ai, e de alguns fãs dos mesmos, que se julgam a última azeitona da empada (e bem, odeio azeitona). A verdade é que talvez por isso, nunca nutri grande paixão pelo estilo, sendo que poucas as bandas que apostam nessa vertente conseguem me agradar. Bem, acho que essa pequena lista acabou de ganhar mais um nome.

Surgida em Curitiba, a Greensleeves aposta no estilo em questão e Inertial Flames vêm para suceder seu debut, The Elephant Truth (2009). O que escutei aqui nesse segundo trabalho de estúdio me agradou em cheio, já que me deparei com uma musica que apesar de altamente técnica, em momento algum abre mão de boas melodias e principalmente, musicalidade. Sabe aquela pecha de música para músicos, que alguns dão para bandas do estilo? Isso não ocorre aqui. Pesada, técnica e variada, a Greensleeves mostra que pode sim, ser altamente técnica e complexa sem soar autoindulgente. O vocalista Gui Nogueira é capaz de dar bastante variedade a suas linhas, enquanto os guitarristas Cícero Baggio e Victor Schmidlin mostram não só ótima técnica, como também são responsáveis por riffs pesados e belos solos. Já João Koerner (baixo) e Luis Requião (bateria) formam uma parte rítmica perfeita, esbanjando categoria, precisão e variedade, mas sem soarem exagerados e pedantes. Todas as faixas aqui presentes são muito agradáveis aos ouvidos, mas os maiores destaques ficam com “Fireflies”, “Construct” (bem épica), a mezzo acústica “Broken”, “Fading Heroes” e “Lich Bride”.

Inertial Flames foi produzido pelo guitarrista Victor Schmidlin (que também é o responsável pela capa) e podemos observar muito esmero na mesma. Além de ter demorado 1 ano, foram utilizados 3 estúdios diferentes para as gravações de bateria, baixo/guitarra e vocais. A mixagem e masterização foram obras do talentosíssimo Caio Duarte, do Dynahead (se não conhece essa banda, corra atrás, pois vale a pena). Se curtir Prog Metal, esse é um trabalho imperdível e que você tem obrigação de conhecer. Que foi que disse que técnica e musicalidade não podem caminhar de mãos dadas?

NOTA: 8,5



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