segunda-feira, 16 de março de 2015

Doomsday Hymn – Mene Tequel Ufarsim (2015)




Doomsday Hymn – Mene Tequel Ufarsim (2015)
(Silent Music – Nacional)

01. Mene – Tequel – Ufarsim
02. Poderoso
03. Levanta e Viva
04. Guerreiro
05. Liberdade
06. Medos
07. Recomeçar
08. Destruidor
09. O Gigante
10. Resposta

Sim, o curitibano Doomsday Hymn é uma banda cristã. Então, se você faz parte do grupo que acha um absurdo ideias cristãs serem difundidas através do Metal, pode ir com a seta do mouse nesse x da aba onde esta lendo o A Música Continua a Mesma e fechar a mesma. Se quiser começar a me chamar de “falso”, que não sou digno de escutar Metal e esses mimimis intermináveis, fique a vontade também, já que devo ter de Metal o que muitos que fazem esse discurso não têm de idade e tais palavras vão no máximo me fazer rir. Meu posicionamento pessoal sempre será o de defender a liberdade dentro do Heavy Metal, independente de eu concordar com o posicionamento ideológico da banda. Então, não faz diferença se as letras falam de Deus, do Capiroto, de zumbis, alienígenas ou unicórnios enfeitiçados por algum bruxo do mal (sim, já escreveram sobre isso!!!!), se o lado musical me agradar, possuir qualidade, a banda vai aparecer nessa página. Posto isso, vamos ao que realmente interessa.
O Doomsday Hymn surgiu pelas mãos do vocalista Gil Lopes e do baterista Jarlisson Jaty com a proposta de fazer um som novo e moderno, tendo hoje sua formação completada por Karim Serri (guitarra), Angelo Torquetto (guitarra) e Allan Pavani (baixo). Em Mene Tequel Ufrasim temos uma mescla de Thrash/Groove com Metalcore e que, do ponto de vista instrumental, vai agradar em cheio os fãs dos estilos citados. Afinação baixa, músicas pesadas, agressivas, com riffs fortes, refrões marcantes e vocais seguindo uma linha mais gritada são as características marcantes aqui presentes. As letras, em português, deixam bem claro o posicionamento ideológico dos membros do Doomsday Hymn e não serei eu a julgar as visões pessoais de cada um, mas e inegável que elas poderão desagradar os que não compartilham das mesmas ideias. Eu mesmo fiquei um tanto quanto incomodado em um ou outro momento durante a audição do álbum, fato que não afetou em nada a  minha nota final. Destaques aqui para “Mene – Tequel – Ufarsim”, “Poderoso”, “Guerreiro”, “Medos” e “Destruidor”.
A produção, mixagem e masterização ficaram a cargo do guitarrista Karim Serri, que fez um belíssimo trabalho, deixando tudo limpo, audível, mas sem tirar um pingo da agressividade necessária. Já a capa e parte gráfica ficaram sobre responsabilidade de Guilherme Laso, que também realizou grande trabalho. Sim, você pode não concordar com o lado ideológico das letras e isso pode realmente vir a ser um problema para alguns, mas se você consegue superar esse obstáculo, terá diante de si um belíssimo álbum de Metal, moderno, pesado e enérgico. Então, deixe essas picuinhas de lado e moa seu pescoço aqui!

NOTA: 8,0


Nenhum comentário:

Postar um comentário